Pudim adicado
16 November 2006Sei que é umha parvada, pero tinha ganas de escrever sobre elo. Cecais é que quero fazer-lhe umha pequena homenagem à pessoa maravilhosa, única, enorme e sapientíssima que é a minha avó, e que estes dias passa umha tempada de convidada por mor dumha caida. Fizem o meu primeiro pudim sozinho!
Umha das cousas que mais me acougam na vida e cozinhar, e mais dumha pode testemunhar que tenho manha, mais as sobremesas e algo que excede à minha qualificaçom. Estou acostumado a faze-los partilhando coa minha avó, que foi a minha mestra no tema dos fogons, e ela sempre leva o cabo da tijola. Um dos postres que melhor fai som os pudines: De chocolate, de cafe, com uvas, alemao, inglês, de Pascua... já nom lembro quandos leva feitos, e sempre riquísimos. Por isso na minha casa nom se tira nem o birolinho mais pequeno, que paga a pena garda-los. Em Santiago nom tenho à minha avó, pero por costume seguia a guardar os resto do pam numha bolsa na cozinha. O máximo que tenho feito som rabanadas, mais nom é mui bom para a saude (e para a linha), assim que mui remata no tacho. Assim que hoje (depois de quatro anos de "independência" picheleira) dim um passo e fizem um pudim, sem guia.
E surprendente o que lhe podem aprender a um sem se decatar. Lembrava à minha avó fazendo o pudim de café e tirei-me: O miolo do pam, leite, ovos, mel, cafe solúbel, farinha, manteiga, caramelo feito na casa... faltavam as uvas e as amendoas mais... estou num piso de estudantes, contra! Meia hora depois o molde estava no forno, e eu diante mirando e papando calor como um parvo. Que saira bem foi umha alegria mui grande. Depois do momento sacro do desmoldado fitei para a delicia feita polas minhas maos e saquei o telefone. Chameia à minha avó e contei-lhe que cozinhara um pudim sem ajuda, coido que entendou o porque da minha chamada, mandou-me um bico mui forta. A minha avó nunca foi de muitos bicos, de certo é um pouco tojo, e nom sei se foi cousa dos calmantes pero prometim levar-lhe um anaco ao hospital.
chuzame -