Rajoy tem razom
18 novembro 2006Depois das declaraçons de Mariano Rajoy nas que afirmava, empregando um futuro majestático carregado do mais profundo autodio e carragem que "no habrá nacion gallega" muitos reagirom perante as ameaças cuspidas polo candidato popular. Concordo plenamente cos que dim que estas palavras esgotam a credibilidade de Feijoo como lider dum partido "galego" quem de tomar decisons no nosso ámbito nacional sem seguir as linhas marcadas por Genova. Também que com elas Rajoy renega da sua terra (e da herdança dos seus antergos, que como o seu avô luto para o reconhecimento nacional da Galiza), depois de renegar da sua dignidade e da sua língua. Pero é algo mais, é a confirmaçom que uns poucos crédulos precisavam para aceitar que o novo estatuto nasce morto sequer antes de escrever a primeira linha.
Pero nom som estas ameaças de Rajoy as que matarom o estatuto, nom lhe culpedes, ele so deu a derradeira coitelada ao corpo já frio e fedorento. Já vivemos o mesmo co Estatut Catalam, e nom trabuquemos, nom somos Catalunya. Se partimos que para redigir o Estatuto é imprescindível o aprazimento dum partido como o PPdG, que durante anos e anos tratou o pais como a sua leira particula (melhor como o seu "cortijo"). E que dos outros dous partidos um está tam amarrado à diretriz de Madrid que desde a óptica galega so pode ser um gemelgo da formaçom de Feijoo e que o outro passou do nacionalismo morno ao regionalisto servil em menos dum ano de governo. Ademais tanto tem o que o Parlamento Galego fixe no estatuto, pois como já vivemos vai uns messes as Cortes Espanholas leram e desleram, cortaram, borraram, truncaram e cuspiram sobre a vontade dos representantes dos galego, e so entom o nosso povo poderá falar para aceitar o destino como colonia ou calar. Qualquer estatuto para Galiza está morto, pois nunca será outra cousa que umha carta de governo inspirada, guiada, corregida e entregada por Madrid.
Galiza nom será umha naçom, pois é umha terra asobalhada, que somete o seu futuro às maos dos mesmos que lhe chucham o sangue. Um pais assim nom pode decider os seu futuro, sequer pode recrama-lo. Galiza nom tem o direito nombrar-se a si mesma, o primeiro passo para reconhecer a própia identidade. Nom importa o que falemos e acordemos entre nós, nom importam as palavras vacias dum Touriño poeta que achou os seus genes de Breogam na última analise de sangue ou dum Quintana que quere disfarçar de dignidade a umha Galiza encrequenada e baixo o pé da Espanha, respirando o acougo dos escravos. Tampouco importaria muito o que eles dous regateassem com Feijoo. Todo ficará em nada pois o froito do trabalho dos galegos, coma sempre, será entregado a Espanha para ser digerido e escretado ao gosto deles. Logo os nosso dirigentes recolheram os restos e cum sorriso nos beiços entregaram os escrementos do que antes fora umha carta para governar-nos ao povo. E nom vos enganedes, nom o faram (faremos) obrigados: Galiza asobalha-se sozinha, temos manha.
E por isso nunca seres umha naçom. E por isso da o mesmo a poesia que com ou sem artelhadas ponhamos no preámbulo, tanto tenhem as palavras que berremos e fixemos no papel (Que nos deixem berrar e fixar) pois no momento que todo o fazemos baixo a umbra do touro e o medo a rachar com umha constituiçom alhea e ameaçadora perdemos o direito a chamar-nos naçom.
Nom culpedes a Rajoy, os culpáveis somos os galegos. Ele foi listo avondo como para renegar.
chúzame -