« PreviousNext »

Que diram…

3 January 2007

O processo de 'galeguizaçom' dos nomes e apelidos está, desde o meu ponto de vista, irmanado coa solucitude de apostasia da seita católica.

No eido sentimental distam muitos de ser iguais: Quem solicita a apostasia já está delsigado dabondo da influência nociva da Igreja como para sentir apego pola sua condiçom nominal de católico, mais o nome (deturpado) está presente cada dia na vida do individuo, resulta impossível rachar co sentimento direito pola sua forma "de nascemento". As verdadeiras ligaçons entre ambos passos de coerencia pessoal, pois isso som, som as dificultades adminsitrativas, sociais e familiares que agardam no caminho do que solicita repeito pola sua escolha. Ambos os dous processos som longos, burocráticos, contra a vontade da instância na que se presentam e nunca obterás facilidades da administraçom. A meirande parte da gente desistirá da idéia ao comprovar que a sua vontade nom se respeita e que importa mais a ideologia ou o auto-odio do funcionario correspondente. Pero mais gente recuá quando pensa no seu entorno social e familiar: Renegar dumha fe vacia e imposta, ou fazer concordar o nome co uso e a tradiçom nom está bem visto. Numha sociedade de uni-bipartidismo, bilinguísmo superarmónico, religiom na escola, e "para que molestar(-se)", as duas tentativas qualificam-se de "radicais". E mais duro é, à vista daqueles que nalgum momento cavilam a opçom de apostatar ou galeguizar o seu nome, o possível reagir da familia, sobretodo dos velhos. 'Que dirá a avó, ela que é de misa diaria?' , 'Que pensará o meu pai? É o seu apelido!', 'Que pensará a minha nai? Ela escolheu o nome?'... Até que ponto umha pessoa adulta, consciente dabondo da situaçom da sua lingua e do seu pais depende dos outros para determinar no que acredita, a lingua que fala ou como escreve o seu nome? Coido que se alguem considera que essas decisons 'faram dano' às pessoas que quere tem que pensar mais no tema: Cada passo que de um individuo em liberdade para ponher em concordÂncia a sua maneira de pnsar coa sua vida é um sucesso e umha alegria para os que o amam.

Euapostatei quando comprendim que a minha filosofia, as minhas crenças (nom-crenças) som da minha responsabilidade, nom supeditadas ao que acredite qualquer outra pessoa. Fizem a promessa a mim mesmo que legarei aos meus filhos (se tenho, e a minha parelha concorda) o meu segundo apelido (Chouzinho/Chouciño) que é mui minoritário, e que antes de 2011 (quando vence o meu documento de identidade) terei-no  galeguizado(é por ponher um praço). Dalgum jeito, dar o passo da apostasia fizo muito mais rápida a decisom de galeguizar o meu nome (mais ainda estou recolhendo infomaçom, e com um apelido pequeno é difícil ter bibliografia e registros.)

Mais informaçom:

-Artigo em Caminhos Cruzados.

Atualizado:

-Segundo a ILGA na Galiza há 511 "Chouciños" na Galiza, mais da metade so em Malpica de Bergantinhos.

-Segundo o INE em todo o estado espanhol há pouco mais de 600 "Chouciños"

Atualizado:

Por curiosidade, o apelido menos comum dos meus pais é "Guillemette", 14 na Galiza mais o INE so fala de 17... a cousa fica na familia direitíssima.

Mais:

Sheamais passa-me umha página da listagem de apelidos galegos da AGAL:

chouzinho.jpg

Chuzame! chuzame -

11 Responses to “Que diram…”

  1. ghanito Says:

    ¿Que fas cando és isolino, tes un nome en castelán e un apelido reintegrata? :D

    Parabéns pola túa decisión.

  2. mendinho Says:

    Eu sou pela miscigenação: o meu nome é isolino (Xosé Manuel com um grande xis), o meu apelido paterno poderia ser mesmo tuga (Carreira) e o apelido de minha mãe (Rodríguez) é castelhano ao 100%.

  3. ghanito Says:

    Rodriguez, o apelido mais común en Galicia.

  4. fer Says:

    Como era aquel de Mafalda de “Los Perez son a la guia de teléfonos como los chinos a la poblacion mundial”…

  5. mendinho Says:

    Rodríguez (=Rodrigues) é um apelido habitual até nos Estados Unidos da América (de facto, lá é o vigésimo sobrenome mais comum), mas a origem é visigótica (=filho de Rodrigo) e, por aquel então a Galiza era sueva, portanto acho correcto dizer que a origem é mais próxima a Castela.

    No entanto, no Estado Espanhol o apelido mais frequente é García com 1.4 milhões de pessoas.

  6. Galeguzo Says:

    Fer, antes de nada, duas questões:
    1) Obrigado por ligares o meu blogue :-)
    2) Sobre a galeguização do nome ou dos apelidos, contacta-me ao mail (gerardinho2000 em gmail.com), já que como moras em Compostela, podemos-che ajudar.

    E digo “podemos” porque de forma conjunta vai haver uma campanha para galeguizar apelidos. Passo-che a informação e os contactos por correio-e, para quando os precisares.

    Do pouco que che posso dizer (não porque não queira dizer mais, mas porque careço de todos os dados) é que no caso de querer pôr um NH onde tens um Ñ precisas de um informe filológico… avaliado polo Departamento de Galego da USC ou polo ILG (agora mesmo não o tenho muito claro).

    Xosé Manuel, o apelido Rodríguez não é castelhano ao 100%, com a excepção de que a tua família com esse apelido provenha da Espanha. Rodríguez, digamos, é a forma mais etimológica do apelido Rodrigues. Porém, numa altura em galego-português decidiu-se harmonizar todos os -ez para -es porque dessa forma aforravam acentuá-los (Flórez/Flôrez vs Flores - López/Lôpez vs Lopes - Soares vs Soárez/Suárez, etc.).

  7. Galeguzo Says:

    Por certo, que em ‘raro’, o meu apelido ganha-lhe ao teu. Segundo o ILG, só 186, o qual representa o 0,0068% do total. Na Espanha ainda há alguns mais, sem contar o território da Comunidade Autónoma da Galiza hai por volta de uns 200 mais. Desses, o 20% nas Astúrias (quê raro… e seguro que será entre Eu e Návia XD) e uma boa percentagem também em Madrid (aonde senão, terra de emigrantes?). Por certo, que o apelido é… Uz.

  8. Fer Says:

    Galeguzo is Gerardinho!
    Contra!
    Obrigado pola ajuda!

  9. Sheamais Says:

    Fer, estiven buscando o do teu apelido e alomenos na “caixa dos apelidos” da Mesa non ven nada. Ánimo rapaz, que o de galeguiza-lo nome non é tan complexo… ;)

  10. odemo Says:

    Já me estás escrendo cartas com “Choucinho” ;)

  11. Sheamais Says:

    Atopei (para ser xustos meu pai) un libriño editado pola AGAL titulado “Apelidos galegos” de Xose-maría monterroso Devesa no que aparece “Choucinho”

Leave a Reply

*
To prove you're a person (not a spam script), type the security word shown in the picture.
Anti-Spam Image