Dívidas?
9 January 2007
Logo de ver na TVG a resposta dalguns vizinhos de Ana Maria Rios à reportagem fotográfica da de Arcade em Interviu o primeiro que pensei foi que neste pais temos (tenhem) um conceito doentio do dívida social. Bom, acho que o primeiro foi que a rapariga estava bem criada.
Bem, dacordo que umha analise estrita da "reportagem"leva à clássica diatribe entre considerar que cada quem é livre de amosar o seu corpo e que os prejuiços antinaturais contra ele nom som sãos, e pola outra que nesta sociedade capitalista todo é mercadoria para negociar; pero parar nisto nom leva a nada.
Coido que a reaçom dos vizinhos de Arcade nom nasce dum conservadorismo sistémico contagiado polo potássio das ameijas soutomaiorenses, o que mais escoito (ou isso mostram na televisom) é a indignaçom por "antes pedir ajuda e agora sair despida". É bem lícito pesar que ela aproveita a fama ganhada por um acontecimento escuro que fizo reagir a todo Arcade, sacando a vila às ruas para pedir a sua liberdade mais pensar que com isso a rapaza contraiu umha dívida pola que está obrigada a "comportar-se" nom é de lei. Um dos entrevistados diz que esta indigando pois "pediu ajuda até ao alcalde e agora sae em coiros"... porem qualquera tem direito a pedir ajuda aos seus vizinhos e aos seus representantes políticos sem importar o seu trabalho ou os seus atos posteriores. Penso que muita dessa gente considera, no seu interior, que ela tem a contratual de dar a imagem de sofrimento permanente: Se alguem "sai à luz" por umha desgraça choca muito vê-la recuperar a sua vida e aproveitar a oportunidade. Mais nom se pode condicionar toda a vida dumha pessoa polo seu passado, e a solidariedade dos vizinhos so é tal se é desinteressada.
Nom vou falar dos comentários que se podem ler na rede (20minutos , Telecinco) nos que machistas protegidos pola rede soltam a lingua e as hormonas...
chuzame -
January 9th, 2007 at 12:46 pm
Concordo. Cada quem pode fazer com sua vida o que queira.
E os vizinhos tão para ajudar, se quer, mas não para julgar aos demais.
Quem lhe dou o dereito a ser juices?
Ainda que suposso que a mulher jà era consciente do que ia passar .
O aparecer em público, é o que tem.
Expós-te à enveja, machismo,falsa modéstia e também à admiração dos demais.
Pessoalmente, opino que mesmo nas tv se lhe da umha importáncia esaxerada.
January 9th, 2007 at 4:29 pm
Totalmente de acordo.
O que máis envexa me dá é que Interwiu non me chama a min (incluso por un prezo razoábel) e mira que eu tamén estou ben criado.
January 9th, 2007 at 5:58 pm
Pois só tés que sair numha tv por algumha cousa espectacular, assim, para ir abrindo caminho, e tés a portada asegurada.
Hoje as revistas só querem algo de consumo rápido, algo de morbo,e um corpo disposto a se amosar.
January 10th, 2007 at 9:48 am
De verdade que a mim o que faga a rapariga depois nom me importa. Pode que salte ao “star system” da tele/revisteo espanhol, mais julgar os seus atos por isto…
January 10th, 2007 at 9:27 pm
E digo eu, ¿A quén carallo lle importa se a rapaza se viste de lagarterana ou se desviste presumindo de lozana? (rima e todo cajiná).
Supoño que será moito máis edificante para os veciños vela debendo os cartiños que lle custou a bromita dos mexicanos, mesmo se tivera que prostituirse no puticlú do pobo tería mellor prensa.
Dín que os galegos ata para pedir somos pobres, pero o peor é que a xente non quere vivir tan ben como os demais, o que queremos é que os demáis ainda vivan peor que nós.
Si a envexa fose tiña…