Os problemas dos tradutores automáticos…
13 January 2007
... ou de querer vender respeito pola lingua e nom gastar quartos nem saber escrever em galego.
Um arcaico "Ortografia e origem da língua portuguesa" de Duarte Nunes de Leão topado o outro dia em "Follas Vellas" para o primeiro que sinale a gralha. (Eis! Emprestimo para ceiva-lo em bookcrossing logo de lê-lo).
chúzame -
January 13th, 2007 at 2:52 pm
“que se fuxiu”, non? o correcto sería “fuxira”
voume ter que apuntar eu tamen a ese concurso de ourense…
January 13th, 2007 at 3:02 pm
XD A gente vai pensar que tem trampa

Pero sim O verbo “fuxir” é mui intransitivo
January 13th, 2007 at 7:13 pm
Ai, odemo, normalmente é intransitivo mas também pode ser transitivo. Lembremos a banda folqui “Fuxan os ventos”… o que querias dizer é que não é reflexivo, :P. Curiosidade é que “huir” em espanhol não é reflexivo tampouco, mas fugarse é.
Os tradutores automáticos são merda. Sinto-o dizi-lo deste jeito mas é verdade: merda, merda, merda. Já diz o adágio que de boas intenções está o inferno cheio ou algo do género, mas fam mais dano que outra cousa.
January 13th, 2007 at 10:46 pm
Tongo!!!
January 14th, 2007 at 12:19 am
kelio, non entendín ben o que queres dicir, mais os que fuxen so os ventos (suxeito). Fuxir é intransitivo.
January 14th, 2007 at 3:02 pm
Não é certo, também podes dizer Foxe os ventos ou Fuxemos os ventos, não é? “Os ventos”, OD demonstrando a possível transitividade do verbo.
Eu penso
January 14th, 2007 at 3:03 pm
Fuxamos e não fuxemos, queria dizer
January 14th, 2007 at 9:19 pm
Enfim, vista a discussão acho que vou ter de fazer uso da minha veia de filólogo frustrado…
A ver, “fugir” é um verbo tanto intransitivo quanto transitivo, ao menos em galego-português. Os verbos INTRANSITIVOS são aqueles que exprimem estado, qualidade ou acção que não passa do sujeito, ou seja, não pede complemento directo ou indirecto.
Pola sua parte, os TRANSITIVOS são os que requerem complemento directo, complemento indirecto ou ambos os dous.
O que titular da notícia d’A Voz era o pronome SE. Os verbos que se devem usar com pronome chamam-se REFLEXIVOS ou PRONOMINAIS. No caso de “fugir”, em galego não é um verbo reflexivo… e acho que em castelhano tampouco. Porém, ‘escapar’ sim que é reflexivo em castelhano, mas NÃO em galego.
Exemplo de FUGIR transitivo:
“João fugiu com todo o dinheiro”. -> “todo o dinheiro” é complemento directo.
Exemplo de FUGIR intransitivo:
“Luísa fugiu ao Porto”. -> “ao Porto” é complemento circunstancial de lugar.
Que vocês o falem bem
January 14th, 2007 at 9:20 pm
Tanto escrever às presas, e na linha anterior tenho uma frase que não se entende (claro, comi-lhe palavras). Onde disse “O que titular da notícia d’A Voz era o pronome SE.”, deveria ir “O que TINHA ERRADO o titular da notícia d’A voz era o pronome SE”.
O dito antes: que vocês o falem bem :-))
September 19th, 2007 at 8:24 pm
UZ dizia:
“todo o dinheiro” é complemento directo.>>
E a preposiçom ‘com’ para quem fica?
Nom vaiamos criticar aos tradutores automáticos por tirar-nos trabalho aos filólogos e abrirmos caminho para usurpadores 
Qualquer ‘truco’ nom funciona para identificar este raríssimo Complemento Directo: nom se pode pronominalizar (*João fugiu-o), nem transformar em Sujeito Paciente da passiva (*Todo o dinheiro foi fugido por João).
Acho que, em tudo caso, este complemento seria um SUPLEMENTO.
FUGIR é intransitivo (assim o classificam os dicionários portugueses, galegos e castelans).
Deixa frustrar-se ao filólogo