O fenómeno quántico do nasal palatal…
16 xuño 2007En Madrid, en el Starbucks, el camarero te pregunta cómo te llamas al tomar nota del pedido. Allí siempre entendían Martino, Martico, Martillo... Así que decidí cambiar
Coido que a nova do troco de nome artístico do novo ídolo teen espanhol pode acochar um fenónemo de natureza quántica que pode se converter num argumento a prol do reintegracionismo.
Por umha banda cidadans da capital do reino tenhem problemas para perceverem o nome do filho do Escritor-do-pais -com capital- e pobre rapaz tem que mudar o nome para triunfar de verdade - em Espanha- e agora emprega "Martín". Por outra esses mesmos cidadans de-la-suma-de-todos percevem e repitem sem problemas - e escrevem, discutem e berram- nomes co mesmo grupo conflitivo: Robinho, Ronaldinho...
A única explicaçom a esta dicotomia é que existe algum fenómeno de natureza dual que muda a perceptivilidade como fai a dualidade quántica entre onda-partícula cos fotons e os electrons. E também experimentei o mesmo fenómeno: O meu apelido "chouzinho" escrito com grafia espanhola na documentaçom oficial: "chouciño" resulta impronunciável para os habitantes do além do Berço. O som [iɲo] resulta perceptível em funçom de se é parte dum nome "galego" ou "luso". Partindo dessa tese o reintegracionismo pode tirar muita vantagem: Um dos "argumentos" do isolacionismo académico é que converter o galego numha variant... digo escrever o galego com umha grafia"semelhante" o castelam "internacionaliza" a nossa língua. Pero este fenómeno demostra que empregarmos a grafia espanhol "ñ" nom ajuda para que espanhois entendam melhor o galego, porque é isso o que queremos, nom? Entom a soluçom lógica é empregar a grafia internacional da nossa língua, que o resto de milhons de falantes entende melhor... e até os espanhois percevem!
Via Chuza!:
chúzame -
xuño 16th, 2007 at 1:31 pm
Nen o propio Iker Jiménez seria capaz de explicar ese fenómeno cuántico
xuño 18th, 2007 at 12:35 pm
Non vou cometer a crueldade de falar do fonema [ŋ], que se escribe moi parecido.
xuño 18th, 2007 at 12:40 pm
Modesto, estamos trabajando enellouuuu…
xuño 18th, 2007 at 12:59 pm
Escrever como ‘nh’ o fonema [ŋ] é uma perda de tempo. Entre outros motivos, porque também existe em posição final de palavra (todos os “-n” isolatas ou “-m” reintegratas) e não se grafa.
Criar um dígrafo que só se usa numa palavra (”unha” e derivados) é totalmente absurdo, antifilológico e pouco sério. Se calher é por isso que desde o isolacionismo se nos bombardeia dizendo que também temos de escrever “anhídrico” ou “inhalámbrico” quando toda a vida se pronunciáram estas palavras com nasal alveolar [n].
xuño 18th, 2007 at 3:11 pm
Tamén é certo que o “-m” lusófono é único na amplísima familia de linguas derivadas do latín, e absolutamente antietimolóxico.
xuño 18th, 2007 at 3:12 pm
E engado: tárdase o dobre en escribir á man un “m” ca un “n”.
xuño 18th, 2007 at 3:16 pm
Os meus -m som iguais aos meus -n… e quem caralho escreve a mao? :S :S
xuño 18th, 2007 at 3:58 pm
Também se tarda o duplo em escrever um “x” e não um “j” :-p
Ainda, leva mais tempo escrever “nh” e “lh” por “ñ” e “ll”.
E falando de anti-etimológico, mais o é escrever “ñ” e “ll” ou sempre “x” :-p
xuño 18th, 2007 at 4:05 pm
Ah, o de que o -m seja um fenómeno único nas línguas românicas… Depende. Em todas as línguas adoptaram soluções peculiares em base à sua ortografia. Por exemplo, quando o italiano adoptou o “gh” (p. e. spaghetti), prescindiu de todos os outros H (p.e. uomo). Em galego-português optou-se por grafar como -m a maior parte das nasalizações que atá a altura se vinham marcando como vogal+til (p. e. ~ua > uma; coraçõ > coraçom [> coração]). Livram-se do esquema alguns cultismos (p. e. íman ou hífen).
xuño 18th, 2007 at 5:00 pm
O País está perdido. Polo menos mentres sigamos subindo ós altares a folclóricos con pintas de galeguistas.
Fora da Galiza os españolistas do PP, do PSOE e do BNG.