Comentarios en: Maternidade revolucionária ou irresponsável? Umha reposta para Noelia Fernández Marqués http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/ "Si eu fixen tal mundo, que o demo me leve" Fri, 24 Jan 2014 21:50:42 +0000 hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.1 Por: botánico http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/comment-page-1/#comment-56465 Mon, 01 Jun 2009 09:22:50 +0000 http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/#comment-56465 Sem ir às disquisiçons de Fer e Gelo, somentes quero falar do caso pessoal. Sou pai de duas crianças.
A primeira nascida no CHUS (Compostela) um dos hospitais com mais médios técnicos de Galiza, mas com umha praxe horrível. Parto provocado (o feto nom amosava problemas no seguimento, mas “passava-se” da data “marcada”). Por suposto, rasuraçom da zona púbica e aplicaçom de enema. Ao ser provocado, desde o primeiro momento injecçom de oxitocina. Aliás, proibiçom à mai de mover-se da cama. A oxitocina, junto com a impossibilidade de se mover para poder colher melhor as contraçons provocam dor horrível, polo que nos proponhem a epidural.
A epidural mingua a dor, mas tem a consequência de que a minha companheira perde a sensibilidade de sí mesma, polo que nom sabe quando tem as contraçons, e também perde a capacidade de empurrar acompanhando às contraçons. Resultado: tinham que dizer-lhe quando empurrar, ela esgota-se num exercício inútil e finalmente tenhem que quitar a menina com ventosa. Também figerom a episiotomia.
Pessoal precisso para este parto: 2 matronas, 1 ginecóloga, 1 anestesista.
O traumático deste parto, junto com o trato desagradável do pessoal deste hospital, fijo que na segunda criança optassemos por fuxir do SERGAS e parir na casa.
Finalmente parir na casa nom foi possível e optamos por parir no hospital do Salnés (Vilagarcia de Arousa).
O segundo parto:
Nom provocado. Sem oxitocina. Sem rasurado. Sem enema. Permitindo que a mai estivesse de pé durante a fasse de dilataçom. Sem episiotomia. Sem epidural. Pariu por sí mesma. E era um hospital do sergas igual que o CHUS!
Pessoal precisso para este parto: 1 matrona.

Se calhar os argumentos empregados pola autora para justificar o tema do parto respectuoso nom som do mais correcto para o teu ponto de vista. Mas defender o parto medicalizado ao extremo, o parto tratado como umha enfermidade, penso que é inxustificável.
Como para todo, há opinions diversas, e escolhas diversas, mas o facto de que apenas 2 ou 3 hospitais da galiza deam a possibilidade de ter um Plano de Parto, onde cada mai escolhe o procedimento (desde mui medicalizado até nada medicalizado, passando por todas as variantes possíveis) dí muito sobre o respecto que no nosso país se tem cara as mulheres.

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Por: gelo http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/comment-page-1/#comment-56409 Sat, 30 May 2009 20:18:14 +0000 http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/#comment-56409 As culturas pré-modernas têm como fundamento o ensaio / erro e o pensamento mágico (analógico, como a poesia). Isso não é rejeitável por completo, assim nos seus estudos das \vacas sagradas\ na Índia, Harris diz que a estima por elas não é simples superstição mas coerente e eficaz estratégia económica. Ele não considera que o cientista deva aceitar a explicação (\emic\) dos índios como válida mas como elas se relacioniam com a sua conduta (\etic\). Estudar, enfim, para comprender antes do que moralizar e / ou denunciar os adouradores de \vacas sagradas\. Ceticismo implica investigação.

Assim, sobre \as bondades do leite materno\ (e os partos distanciados no tempo, assim quanto o funcionamento do coração), veja-se o estudo(1) do biólogo Goodwin a destacar a suas relações com os infartos a partir da investigação de diferentes comunidades indígenas na Índia contrastados com os hábitos alimentares e outros na Inglaterra. Numa linha de compromisso de incidir no auto-cuidado entre as camadas populares decidiu fazer experimentos desse género na Inglaterra, \trata-se de devolver à gente o que é seu\ dizia um participante. Não muitas multinacionais apostam por essa linha de investigação. Lógico.

Analogamente, as diferentes e conhecidas (e numerosas!) tradições culturais pré-modernas em que a mulher dá a luz agachada não podem ser rejeitadas como irrelevantes por não serem científicas. Quando as multinacionais farmacêuticas procuram as beberagens realizadas por povos indígenas não é por confiança nos seus conhecimentos científicos mas sim nos empíricos. É diferente. Por que umas questões são dignas pesquisa científica e outras não merecem dinheiro para a investigação?

Seja como for, no materialismo cultural de Harris a reprodução é tão importante como a produção (a aproximar-se de Malthus e a afastar-se de Marx). (2) No seu estudo -não muito bom- sobre a caça às bruxas poderia ter incidido mais sobre o facto de ser uma época (o Renascimento) de grande mudança social cultural, produtiva… e reprodutiva. A preferência dos caçadores de bruxas por acusarem parteiras de matar e devorar criancinhas merece mais atenção.

Não lim o artigo de Fernández Marques mas dizer que a prática atual é \interferir no processo fisiológico do parto\ é algo óbvio e denunciado várias vezes pola OMS bem que não sei se no mesmo sentido. Que Espanha tem um índice de cesarianas elevadíssimo (e decerto a Galiza, por isso algumas galegas decidem ir parir a Astúrias) nomeadamente -é claro- nos serviços privados, não é um segredo.

E torno a Harris, controlar uma sociedade é controlar a sua base: a produção e a reprodução humanas. Cumpre, pois, nestes tempos tecnicamente avançados, que a mistificação que justifica o controlo (\etic\, nem sempre reconhecido nem consciente) seja \científica\ antes do que religiosa e mesmo ideológica. É por isso que Harris considerava Espanha receptiva para com as suas hipóteses de trabalho, não por considerar os espanhois mui inteligentes mas por ver condições objetivas (\etic\) para uma abordagem mais desprejuízada das \ciências sociais\(3). Para o caso do controlo da reprodução podemos começar por controlar o corpo das mulheres, é simples de entender. Assim, tratar o processo como se duma doença se tratar dá uma autoridade ao médico que não anima -desativa- uma ética do auto-cuidado como a sugerida no campo da enfermaria. Simplesmente os processos espontâneos de transformação corporal (para já não falar dos psíquicos e sexuais) são moléstias para o tratamento standard que promove que não seja o corpo quem decida quando deve ser o parto, quando as contrações, quanta oxitocina (básica para a nossa socialização mamífera) deve ser segregada. Tudo isso deve ser disposto ao serviço do controlo -nada \emotivista\, mas sim duma arrogância implícita, naturalizada (4)- que nega necessidades mamíferas e humanas básicas(5). Não faz falta negar a hipótese de que uma mulher -numa situação de máxima vulnerabilidade tanto física quanto emocional e disposta à entrega para com os espasmos espontâneos do seu corpo em favor duma nova vida- precisa dum \reforço emocional positivo\ (para evitar a palavra \amor\) que pode vir duma veterana e madura parteira empática com a sua transformação corporal, simbólica, afetiva e sexual (uma bruxa?). Cuido que elas não nos vão comer por estarem juntas com as suas cousas. 😉 Ademais, deste jeito o médico bem poderia ir à máquina do café e fazer companhia ao indivíduo suspeito de contribuir geneticamente à criação da nova criatura. Solidariedade.

Enfim, voltando às cousas de mulheres, um bebé neste caso, (observe-se o conservador do meu pensamento). Num determinismo biológico (duro ou suave, não \causa única\, quem diz isso?) não é incompatível dar importância ao primeiro ano de vida. Somos mamíferos, como os macacos e são conhecidos os experimentos de Bowlby : o macaquinho prefere passar fame antes do que prescindir dum contacto que poderiamos chamar de \afetivo\. É por isso que as crianças abandoadas e bem alimentadas mas sem cuidados afetivos chegaram a morrer, é necessida básica. Ainda sabendo isto, na rotineira medicalização do parto a impronta desse vínculo primário é desconsiderado e o corpo da mãe tratado como inferior perante a incubadora. No entanto o bebé continua a ser um mamífero neoténico cujo cérebro está sem formar no primeiro ano de vida (pode-se dizer que leva uma vida pseudo-fetal). Infelizmente a nossa condição neoténica não é um tema que tenha chamado a atenção à comunidade investigadora(6) que tem outros problemas (contribuir a patentar sementes, por exemplo) (7) e aposta mais polo controlo da natureza, controlo que é sistemático e é patriarcal como nas descrições de Harris sobre os \Grandes Homens\. Alguém duvida?

Toda a vez que se desconsidera o protagonismo da mulher no parto (e o vínculo entre elas e a do mãe e a criança, poder) é terreno para o Método Estivill, tão \científico\ (ou, polo menos, nada de emotivo), que considera que um bebé a reclamar contacto humano (pele, suor, cheiro, vozes, latidos do coração) é um \manipulador\. Como diz uma seguidora \Eles apenas choram pq sabem que isso é uma forma de \amolecer\ os pais\ e um bebé menor de três meses não deve dormir com os pais. É deste jeito que para nós o trabalho (também o emocional) não está ao serviço da reprodução (e os seus irracionais e egoístas resultados: as crianças, talvez defendidas por alguma mãe \histérica\). Para seguir com Harris, agora que nas nossas sociedades já esta roto o vínculo entre sexualidade e reprodução, por questões produtivas, uma cultura que desafetivice as relações (também as mais intimas) concorda com a nossa dinâmica consumista mas, adverte Harris, continuamos a necessitar carinho. Aí não diz nada as valorações \científicas\ dum Kirk, descobridor da hélice ADN, que não se importa com o \comportamento absurdo do ser humano\ ao tempo que valora que mulheres e negros são inferiores aos homens brancos(7) e a, seguir a moda de Dennet, diz que a auto-consciência não demonstrada cientificamente) é \um mito\.

Para ir acabando, reprovar a religiosidade de Odent não tem nada de racional. Newton era um alquimista paranoide e Descartes, que desconfiava mesmo de Deus, só conseguiu confiança avondo quando nos seus tempos de soldado cristão um anjo (!) lhe dixo que a chave estava na matemática. Isso não é motivo para negar as suas investigações, o amigo de Harris, Gustavo Bueno, tem falado na crença dum Deus externo e construtor da natureza como fundo cultural favorável para buscar fórmulas matemáticas como constantes do mundo natural (\Leis\). Em comparação com Newton, Descartes ou Odent não é pouco racionalista nos seus aprioris. Os critérios ontológicos não sempre se negam metodologicamente e de inferir a pouca racionalidade de Odent nas suas hipóteses de trabalho, daquela, a antropologia de Harris não se sustém (e concordo com isso).

No seu trabalhinho contra a contra-cultura Harris relacionou os movimentos armados messiânicos com a psiquedelia californiana. Seja como for, não existe um movimento de massas de hippys na luita armada e polo amor-livre mas, vistas as cousas, talvez não fosse tão grave.

(1) Las Manchas Del Leopardo – TusQuets Também relacionado com o \holding\ ou vínculo mãe filho do psicanalista Winicott.

(2) Observe-se que nos animais o \trabalho\ está ao serviço da reprodução e não ao contrário: os passarinhos e os seus ninhos, os castores e as suas tocas… De feito, o \darwinismo\ centra-se na reprodução como via da \seleção natural\. Que conclusões podemos tirar para as sociedades humanas? Seja como for, é possível que em determinadas crises a incidência na reprodução e nos vículos de identidade são reforçados, num recente debate político Mayor Oreja vem de declarar: <>.

(3) Mario Bunge, terror da pseudo-ciência, tem afirmado que só o materialismo cultural de Harris tem algo de ciência (como hipótese, nom como teoria) no grupo das \ciências sociais\ e tem denunciado pseudo-ciências como o marxismo e a psicanálise sem negar que são fascinantes e criam interessantes problemas para uma mentalidade racional, assim, por exemplo, a atual psicologia cognitiva-condutual deve muito à psicanalista Karen Horney, promotora do auto-cuidado psíquico e iniciadora dos livros de auto-ajuda, que os há, e muito bons. Visto assim, Odent expõe uma correlação de dados empíricos com estudos sobre comportamentos de primates e outros mamíferos mas sem cair na lameira como figeram os materialistas dialéticos que negavam os avanços na genética \burguesa\ devido à superioridade da \ciência proletária\. Caralhadas que custaram muitas vidas. Ademais, muita da \ciência\ dos hospitais é aplicação de saberes empíricos num fundo científico, não sejamos parvos, a vida é assim.

(3) Lynn Margulis, militante pró-bactérias e renovadora da Teoria Sintética da Evolução não se cansa de advertir da arrogância científica. Talvez ela também é boa, mas não como Kirk.

(4) num debate de televisão sobre este tema uma mulher reclamava parir com cesaránia para assim evitar o parto. Naturalmente teria que ser-lhe subministrada a oxitocina artificial a romper o vínculo mãe-criança. Responsabilidade?

(5) Com alguma exceção, como Louann Brizendine.

(6) Goodwin foi dos poucos biólogos que pediu uma moratória sobre os \transgénicos\.

(7) Harris é inspirado no positivismo que diz que qualquer enunciado ético, do ponto de vista científico, é uma \proposta sem sentido\. Com efeito, a ciência nada tem a dizer sobre questões valorativas. Uma pesquisa científica não pode contribuir para salvar vidas ou acabar com elas, decidir sobre a vontade sobre uma ou outra cousa não é critério científico. O mesmo se passa com a decisão de que questões investigar.

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Por: Odemo http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/comment-page-1/#comment-16039 Mon, 04 Feb 2008 17:35:33 +0000 http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/#comment-16039 Emotivo relato Noelia. Nom quero ofender, mas… algum argumento nom emocional ou pseudocientífico?

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Por: Noélia Fernandes http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/comment-page-1/#comment-16038 Mon, 04 Feb 2008 15:42:21 +0000 http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/#comment-16038 http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Alvaro/queria/nacer/ahogaba/clinica/nadie/hizo/caso/elpepusoc/20080204elpepisoc_3/Tes

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Por: Noélia Fernandes http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/comment-page-1/#comment-16037 Mon, 04 Feb 2008 15:37:16 +0000 http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/#comment-16037 http://www.elpais.com/articulo/sociedad/Alvaro/queria/nacer/ahogaba/clinica/nadie/hizo/caso/elpepusoc/20080204elpepisoc_3/Tes

Para que consultes directamente a fonte.

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Por: xorna http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/comment-page-1/#comment-15953 Thu, 31 Jan 2008 11:50:15 +0000 http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/#comment-15953 eu, se algún día teño fillos, quero parir no hospital, rodeada de médicos, com aparellos e toda a historia…

isto lémbrame a esa xente super hippi de la muerte que non quere vacinar aos fillos…

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Por: odemo http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/comment-page-1/#comment-15952 Thu, 31 Jan 2008 11:22:00 +0000 http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/#comment-15952 Mexericas! 😀

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Por: Dietrichv http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/comment-page-1/#comment-15946 Thu, 31 Jan 2008 02:07:25 +0000 http://odemo.blogaliza.org/2008/01/30/maternidade-revolucionaria-ou-irresponsavel/#comment-15946 Mi m’a!!! metiches-te coas feministas anti-patriarcais revolucionaarias. Estas morto, se me preguntam eu nom te conhecim nunca e já me comim o carné do teu partido.

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