Archive for 'Ceptismo e Ateismo' Category
O racismo paternalista do Papa
15 May 2007As últimas declaraçons do Papa antes de marchar de Brasil som umha boa mostra do espírito do depredador que subjaz a (quase) toda religiom:
"O anúncio de Jesus e de seu Evangelho nom supom, em nenhum momento, umha alienaçom das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposiçom de umha cultura estrangeira"
-Joseph Ratzinger, aka Bieito XVI
Que podes respostar a umha seita que coida que a sua religiom é "universal"? Os fieis dessas religions nom consideram as suas crenças umha parte mais do folclore ou do seu fondo cultural: A sua "verdade revelada" tem que ser evidente para a Humanidade, e tenhem a obriga de "iluminar"aos coitados povos que nom conhecem a sua verdade infinita. Os proselitos, armados com arcabuz e espada, tiverom sempre as beiçons papais para converterem os povos indígenas em fregueses de Roma; toda violência, assassinato e genocídio está justificado na óptica de quem coida que todos os demais estam trabucados na sua escolha de objecto de devoçom, dos seus costumes e da sua cultura.
Para o Catolicismo (ou o Cristianismo em geral, e também o Islam, o Budismo, o judaismo...) todos os povos som súbditos dos seus deuses, pero os coitados ainda nom o saben. Como nom é concebível um comportamento correcto, e recto, fora dos que se encrequenam diante dos totems da verdadeira religiom, que toda cultura oy crença afastada e desconhecedora dos preceitos sagrados nom é "cultura boa". Como os deuses monoteistas ou supremos tenhem o teórico domínio sobre o totalidade das gentes, e som os deuses próprios -embora desconhecidos- de todos os povos, as suas regras e por extensom a bendita cultura à que esse deus se revelou som as verdadeiras e universais. Os pobres índios viviam na escuridade e pecavam cada segundo: A adorarem uns deuses que nom eram os seus - pois nom eram o deus verdadeiro, a viverem numha cultura que nom era a sua -pois nom foi na que o verdadeiro deus se revelou-, a falarem numhas línguas que nom eram as suas -pois o deus verdadeiro nom falou nessas línguas-... Isso justifica toda barbaridade colonial, pois nom há colonizaçom real: A verdadeira cultura dos indígenas era a cultura da Europa cristiá, o seu jeito de vida nom era umha cultura verdadeira pois nom era a cultura dum povo, mais um remedo até a chegada dos evangelizadores. Estas som as ideias do papa, e tenhem um nomem: racismo.
chuzame - “Creation Science 101″ by Roy Zimmerman
27 March 2007Contava o outro dia com um Snob Neurótico que os americanos tenhem umha grande tradiçom de lutar contra o fanatismo religioso ( também tenhem umha tendência sistemática a criar fanáticos como coelhos... ) e este vídeo é um grande exemplo.
chuzame - Mais meigos…
4 February 2007Quero pensar que este tipo de parvadas esmorecerom co fim da Revoluçom do 68, pero por desgraça alguem ligou no seu momento alguns movimentos da esquerda atoparom na magia e na feiticeria um nicho para umha imagem de modernidade e aninharom nele. Esse texto seria conprensível, que nom defendível, vai quarente anos "justificado" por umha mente sobrada de poesia e falta de cultura e conexom co mundo real, pero hoje a luita contra a "burocracia técnica-científica" cheira tam velho. Se analisamos o artigo com tempo (que nom tenho, pois em quando envie marcho a biblioteca que tenho que estudar) veriamos a sual falta de conteudo, argumentaçom e dados. Como as pseudociencias fala de forças e de entes subjetivos e pantasmais (sentimentos, inspiraçons, cousas inmateriais...)...
A pior noticia nos últimos dias também está ligada no fondo a esse texto pro-feiticeria. Eu conceptou a esquerda, na que me posiciono, como umha conseqüência da racionalidade, e a direita (na meirande parte dos casos) umha subdita do pensamento mágico dos teofilos. O que nom podo aturar é o gosto de algumha esquerda por todo o que cheire a "alternativo" ou contrario a algumha burocracia. Pois nom senhores, se há umha organizaçom estrita que ajude a o homem, está é a comunidade científica, que é a que sacou a Humanidade da Idade Escura e sinala aos magos e chamans que querem levar ao mundo as tebras de novo.
Magoa nom ter mais tempo para escrever! A estudar!
chuzame - I’ll believe anything.
25 January 2007Falando dos Teocratas de SAin e o trapalhada de Omar FAll lembrei de algo que escrevia Asimov em "A Mente Errante" (1983):
( ... ) Don't you believe in flying saucers, they ask me? Don't you believe in telepathy? — in ancient astronauts? — in the Bermuda triangle? — in life after death?
No, I reply. No, no, no, no, and again no.
One person recently, goaded into desperation by the litany of unrelieved negation, burst out "Don't you believe in anything?"
"Yes", I said. "I believe in evidence. I believe in observation, measurement, and reasoning, confirmed by independent observers. I'll believe anything, no matter how wild and ridiculous, if there is evidence for it. The wilder and more ridiculous something is, however, the firmer and more solid the evidence will have to be. " ( ... )
chuzame - Teocratas de novo
24 January 2007Perigo, perigo.
Já levam uns meses sementando dos seus autocolantes e pasquines as ruas de Santiago, pero hoje é oficial: O partido mais espanholista que o Partido Galeguista, mais católico que o Partido Popular e mais e fascista que Democracia Nacional. O partido criado cos quartos da Igreja, organizado entorno a umha seita perigosa e autodestructiva, um partido anti-abortista, anti-eutanasia, anti-separaçom Igreja-Estado, anti-nacionalista ... presentase as municipais. Os seus cartazes som umha boa mostra do seu estilo, assim que com rapidez preparei algo para informar um pouco mais a gente,
Eu nom som partidário de quitar os autocolantes ou os cartazes doutra gente, é antidemocrático. Outra cousa bem distinta é "melhora-los", assím que aquí tedes umhas faixas (três por D4) para fazer autocolantes e engadi-los ao cartaz-tipo dessa seita;
chuzame - Volta ‘Sindioses.org’
11 January 2007Volta Sin Dioses umha das páginas de ceptismo e ateismo em castelhano mais completas e recomendáveis.
chuzame - Fraudator multiplier
11 January 2007É umha magoa passar dos peitos galeguíssimos de Ana Maria a um fraudador com apoio mediático.
Vai dous dias apresentou-se em Santiago de Compostela um fraude que supera o nível doutros "grandes" inventos (mais, e mais, e mais) da História da Humanidade, ou isso ou umha conha do pau do clássico gerador automático de artigos o do escándalo Sokal. O Mechanical Multiplier...
No dossier de Prensa nom fica mui bem explicado o aparelho. Segundo A Voz melhoraria a eficácia ou "rendimento dos sistemas mecánica", e se consultamos a cronologia seica pode criar elećtricidade..."canalizando a energia da gravidade". O dossier é já umha escolma de despropósitos:
- "El mecanismo que se presenta es una reproducción de la estructura simplificada del átomo a nuestra escala, donde, las interacciones de las fuerzas internas con la fuerza gravitatoria terrestre cambian las predicciones de la Física Newtoniana y, en consecuencia , la base de la Dinámica" : Primeiro, a estrutura do átomo é um modelo. Melhor dito, som varios modelos. A ideia clássica que apresenta o átomo como um sistema solar minúsculo com o núcleo no centro como um sol e es electrons gravitando ao seu arredor é um modelo ultrapassado pola Mecânica Quântica e que só se emprega como sistema didático. O modelo quântico é um mapa da probabilidade de "topar" as particulas/onda constituintes num ponto (isto é também uma simplifcaçom)... um mecanismo físico a nossa escala nom pode representar um mar de probabilidades, ou comportar-se como umha partícula quántica pois as propriedades das partículas microscópicas estam limitadas a essa mesma ínfima. Cousa diferente é que algumhas dessas propriedades "emergam" ao mundo macroscópico em fenómenos observáveis. Segundo: As forças que agem coas partículas no átomo e criam as suas propriedades( As forças nucleares forte e fraca) nom se manifestam fora deste, e a gravidade é quase nula na escala atómica.
- "... la gravedad (estudiada y aceptada aunque desconocida con respecto a las otras fuerzas) ( ... ) Esta demostracion empírica, basada en el equilibrio de un sistema" A Voz engade " se basa en la canalización de la fuerza de la gravedad de tal manera que la energía producida no sea la misma en todos los casos, generando diferenciales que pueden ser empleados para mejorar el rendimiento." Primerio: É certo que a Gravidade é a Força Fundamental mais desconhecida, e que se resiste a adaptar-se às teorias que incluem às outras forças. Embora temos umha cousa segura: a Gravidade é umha força conservativa. Os campos conservativos tenhem a propriedade principal de seu trabalho nom depender do caminho seguido. Se umha partícula vai de A a B baixo a força da gravidade o trabalho é o mesmo se imos direitamente, por um caminho curvo ou passando por um terceiro ponto C. Nom há jeito de ganhar energia ligando efeitos gravitatorios, a soma será zero sempre (num ciclo fechado). Segundo: Dos sistemas em equilíbrio, dos que fala o dossier, nom se pode sacar energia sem romper esse equilíbrio.
- O artigo fala da aplicaçom das geometria nom-Euclidea... como um recurso estético proprio de umha novela de Lovercraft. A Relatividade basea-se numha geometria nom euclidea, mais vai acompanhada do trabalho de décadas de matemáticos e físicos excepcionais...
- O dossier vem decorado com esquemas mudos (sem indicaçons do que representam) e que nom correspondem com as representaçons esquemáticas dos sistemas nom-euclideos.
Poderia seguir, pero seria perder o tempo. Levo dous dias procurando informaçom sobre o tal Oumar Haidara Fall em publicaçons científicas, revistas, listagens de artigos remitidos a universidades.... rem, nada. Se a máquina do tal Fall funciona como ele di teria que vir acompanhada dumha morea de trabalho de investigaçom para ultrapassar a meirande parte das teorias da Mecânica, a Quântica, a Termodinâmica e a engenheria aplicada.... nom existe nada. Tampouco há referências a dados e mediçons que avalem o funcionamento do aparelho. Um trabalho dessa natureza nom passa da teoria (que nom existe) até a aplicaçom pratica (que tampouco existe) em 13 anos... sem deixar traças nos círculos científicos e técnicos.
Quero pensar que todo isto é umha brincadeira argalhada para ridiculizar a desinformaçom e a incultura científicas dos jornais e medios de comunicaçom. Todo o material que tenho sobre o tema é tam ridículo que a única saida lógica e esta. E como dixo umha jornalista com algo mais de seso: "Se é um achádego tam importante e tam revolucionario... que é que o apresentam em Santiago de Compostela?".
Nota: Preferia ter mais fotos de galegas feitinhas dando que falar às velhas...
Novas:
Sobre o tema de máquina que tenhem um rendimento superior ao 100% Randi Diz:
This, as any child in high school is aware, is known as the Law of Conservation of Energy, a finding that has probably been tested, proven, looked into, held up to close examination, and thoroughly established again and again, more than any other basic law of the universe. Consider: if just one exception to this law were ever found, it would turn the scientific world upside down, and would reverse the millennia of discoveries about how things work.
Como todos, nom perder este artigo de Randi, que trata outro fraude de "energia gratis"
Para seguir co ridículo Berto achega a patente do aparelho: Nom é mais que umha cambota, um relé...
Mais sobre o "invento do século"
-La estampita Energético em Verbascum
-Xornalismo serio, opinion independente em Dias Estranhos
chuzame - Que diram…
3 January 2007O processo de 'galeguizaçom' dos nomes e apelidos está, desde o meu ponto de vista, irmanado coa solucitude de apostasia da seita católica.
No eido sentimental distam muitos de ser iguais: Quem solicita a apostasia já está delsigado dabondo da influência nociva da Igreja como para sentir apego pola sua condiçom nominal de católico, mais o nome (deturpado) está presente cada dia na vida do individuo, resulta impossível rachar co sentimento direito pola sua forma "de nascemento". As verdadeiras ligaçons entre ambos passos de coerencia pessoal, pois isso som, som as dificultades adminsitrativas, sociais e familiares que agardam no caminho do que solicita repeito pola sua escolha. Ambos os dous processos som longos, burocráticos, contra a vontade da instância na que se presentam e nunca obterás facilidades da administraçom. A meirande parte da gente desistirá da idéia ao comprovar que a sua vontade nom se respeita e que importa mais a ideologia ou o auto-odio do funcionario correspondente. Pero mais gente recuá quando pensa no seu entorno social e familiar: Renegar dumha fe vacia e imposta, ou fazer concordar o nome co uso e a tradiçom nom está bem visto. Numha sociedade de uni-bipartidismo, bilinguísmo superarmónico, religiom na escola, e "para que molestar(-se)", as duas tentativas qualificam-se de "radicais". E mais duro é, à vista daqueles que nalgum momento cavilam a opçom de apostatar ou galeguizar o seu nome, o possível reagir da familia, sobretodo dos velhos. 'Que dirá a avó, ela que é de misa diaria?' , 'Que pensará o meu pai? É o seu apelido!', 'Que pensará a minha nai? Ela escolheu o nome?'... Até que ponto umha pessoa adulta, consciente dabondo da situaçom da sua lingua e do seu pais depende dos outros para determinar no que acredita, a lingua que fala ou como escreve o seu nome? Coido que se alguem considera que essas decisons 'faram dano' às pessoas que quere tem que pensar mais no tema: Cada passo que de um individuo em liberdade para ponher em concordÂncia a sua maneira de pnsar coa sua vida é um sucesso e umha alegria para os que o amam.
Euapostatei quando comprendim que a minha filosofia, as minhas crenças (nom-crenças) som da minha responsabilidade, nom supeditadas ao que acredite qualquer outra pessoa. Fizem a promessa a mim mesmo que legarei aos meus filhos (se tenho, e a minha parelha concorda) o meu segundo apelido (Chouzinho/Chouciño) que é mui minoritário, e que antes de 2011 (quando vence o meu documento de identidade) terei-no galeguizado(é por ponher um praço). Dalgum jeito, dar o passo da apostasia fizo muito mais rápida a decisom de galeguizar o meu nome (mais ainda estou recolhendo infomaçom, e com um apelido pequeno é difícil ter bibliografia e registros.)
Mais informaçom:
-Artigo em Caminhos Cruzados.
Atualizado:
-Segundo a ILGA na Galiza há 511 "Chouciños" na Galiza, mais da metade so em Malpica de Bergantinhos.
-Segundo o INE em todo o estado espanhol há pouco mais de 600 "Chouciños"
Atualizado:
Por curiosidade, o apelido menos comum dos meus pais é "Guillemette", 14 na Galiza mais o INE so fala de 17... a cousa fica na familia direitíssima.
Mais:
Sheamais passa-me umha página da listagem de apelidos galegos da AGAL:
chuzame - Números
21 December 2006
Fraga dirá que forom excessos, pero que melhorou a economia.
Também em:
- A Randeeira: Genocidio Bíblico
- Nova em Chuza!
E feliz Solstício de Inverno!
chuzame - Mapas
12 December 2006Via Chuza! chego a este blog onde referem a umha página de mapas re-escalados em funçom de muitos parámetros. Ele compara os mapas dos importadores e exportadores de brinquedos, o qual dai umha imagem mui boa. Por algumha razom outra imagem comparada coa primeira referida causou-me muita impressom:
Importaçons de brinquedos:
Certo que este artigo no Diario Ateista ajuda a comprender algumha cousa.
chuzame - 



