Category: Ceptismo e Ateismo

Vitrasa discrimina… os cultos helénicos tradicionais

A notícia saltou ontem: A excelente publicaçom humorística galega “Retranca” pagou umha campanha de publicidade excelente numha linha de autocarros da cidade de vigo.

Probablemente os deuses non existan. A cultura galega si. Por que non falamos das cousas que existen?

Na linha de humor da revista brincavam com a polémica dos chamados “Autocarros ateus”. Umha excelente ideia para promocionar e também para reivindicar a cultura galega, sem deixar passar umha chiscadela para o pensamento livre e o racionaismo. Claro que Vitrasa -umha empresa ligada com o Opus, lembremos- nom podia deixar passar as cousas assim. Como podedes ler no blogue da revista o autocarro circulou durante umhas seis horas, para ser retirado depois. A empresa advogou “parecido com a campanha de Barcelona e Madrid” e “nom querer entrar em polémica“?

A minha resposta foi a de sempre: Chamada para o serviço de atençom do cliente de Vitrasa. Nom nom moro em Vigo, mas quando tenho que me deslocar para a cidade e nesta empreguei algumha vez os seus serviços, ergo sou um cliente potencial. Após 20 minutos de pingue-pongue dum departamento para outro -cronometrado- cheguei até o meu último interlocutor: Umha encarregada de comunicaçom de nomem Alejandra. Classica pessoa educada e com boa mao, e que tem o discurso já escrito para esta eventualidade. Os seus argumentos eram os mesmos que os reflexados na notícia original, à que me remitiu. Insistiu em que a empresa nom queria “entrar em temas religiosos”, mas faliu ao me resportar sobre um facto contraditório: Nalgumha das minhas visitas a Vigo vim publicidade do grupo Alcóolicos Anónimos nalgum autocarro… bem sabido é que esta organizaçom é religiosa, e proseletista, afirmam que um deus -ligado com as religions abramicas- pode ajudar à curaçom dum problema psico-fisiolǵco complexo como o alcoolismo. Ante a falta de resposta, e as suas contínuas referências para o artigo da Voz, e comentários sobre “isto saltou porque Kiko da Silva colabora coa revista e La Voz, e claro…” despedim-me e cortei. Ao menos puidem deixar o meu protesto.

Agora, na última actualizaçom da história Retranca comunica que tem um novo acordo com Vitrasa, o anúncio ficará assim.

Probablemente Zeus non existan. A cultura galega si. Por que non falamos das cousas que existen?

Bravo polos de Retranca, cujo primário nom é falar de evidências materiais como a inexistência dos deuses, mas promocionar o seu trabalho e a cultura galega. Mas um forte apupo para Vitrasa, que demonstrou que o seu problema nom era com a referência para “os deuses” -que som muitos, lembremos que todos somos ateus, o que passa é que eu acredito num deus menos que os monoteistas- se nom para um deus mui concreto. Parece que nom se importam dos possíveis cultistas de Zeus, umha figura tam plausível como o deus judeo-cristiam-islámico, Shiva ou o Monstro do Spaguetti Voador (FSM… RAMEM!). Concretizar umha afirmaçom de inexistência divina, contra umha figura central dum culto muito mais antigo que o cristianismo -que ainda hoje conta com seguidores- nom é entrar em polémica?

Seja como for, se eu estivesse na pele dos responsáveis de Vitrasa nom sairia da casa durante as próximas noites de lôstregos. Os de Retrancas nom teram esse problema, é bem sabido que Zeus gosta do bom humor… a meirande parte do tempo.

Publicidade de grupo fundamentalista em centro de saúde “Concepción Arenal”

Actualizaçom na fim.

Hoje passei polo centro de atençom primária Concepción Arenal e em vários painéis de informaçom topei com esta desagradável surpresa:

A imagem é só umha de tantas, mas ilustra bem a vergonha: Publicidade do lobby de ultra-direita espanholista e fundamentalista cristiam “Hazte Oir” num espaço público reservado para informaçom sanitária e de utilidade pública. O resto de cartazes som avisos do próprio centro de saude, publicidade do SERGAS, a Conselharia de Sanidade ou da Xunta. Nom é algo pontual, comprovei que em todos os andares do centro está presente o anúncio da sua campanha contra o direito de decidir das mulheres.

Nom tenho dúvida de que o responsável é algum trabalhador do centro, claro. Por isso pedim umha folha de reclamaçom e apresentei a seguinte:

EXPÓN a Vde. a QUEIXA seguinte, o obxeto de que tome as medidas oportunas
FEITOS:
Que no centro de atençom primária “Concepción Arenal” em Santiago de Compostela esta-se a empregar espaço de anúncio público e sanitário para publicidade de caracter político.

Em vários painéis do centro, junto com informaçom oficial (SERGAs, Xunta, Conselharia…) estám presentes cartazes do lobby de ultra-direita e fundamentalista cristiam “Hazte Oir” com mesagens contra a escolha e o direito de interrupçom da gravidez.

Este feito constitui umha irregularidade grave e de continuar será comunicado, junto com material gráfico provatório, a instáncias administrativas superiores.
29 de Janeiro de 2009.

Se tenho tempo passarei a próxima segunda feira comprovar se segue presente a publicidade fundamentalista, e ponher outra reclamaçom. O seguinte será a inspecçom do SERGAS.

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Actualizaçom 29 Jan; 19:00: As vezes o sistema funciona. Quase no momento de enviar esta entrada amigos meus na CIG falaram comigo do tema e enviaram a notícia para a secçom de saúde, e ao parecer a queija percorreu Atençom Primária mui rápido. Segundo comentam já há umha orde para retirar todos esses cartazes dos centros de Saúde. Viva! Viva!

Actualizaçom 30 Jan; 10:00: A nova sae em La Voz!

The OUT campaing

Outro ano de vergonha para a USC

Hoje nom dou durmido, assim que passo os minutos a fedelhar pola rede mentras na TVG botam um excelente filme co grande Alec Guiness. Visito algumhas páginas que tenho olvidadas desde há uns meses e que nunca decido meter no meu leitor de feeds, en entre elas estam as minhas fontes ceptistas favoritas. Nisto lembro a polémica de todos os anos coa USC: A sua teima em ofertar, co dinheiro de todos os galegos -e mais os que pagamos as taxas da universidade- avergonhantes cursos em pseudo-ciências, parvadas místicas e meigalhos newage. Como nom tenho nada melhor que fazer repasso a web da USC na procura dos cursos deste ano. E entre outros topo:

-Três ( # # # ) cursos sobre o compendio de incongruências e superstiçons conhecido como “Medicina Tradicional Chinesa”, umha creencia que nom está baseada em nenhum conhecimento moderno e científico de fisiologia, bioquímica, anatomia, nutriçom ou procedimento de curaçom. Umha teoria que ignora cousas tam básicas como a origem microbiana das enfermidades, os conceptos básicos de Química e Física elementar ou o procedimento mínimo de provas médicas.

-Outros dous ( # # ) cursos e até um mestrado ( # ) em acupuntura. Umha práctica derivada da anterior, e igualmente nom baseada em supertiçom e vazio. Que tira o máximo proveito de estudos comparativos que só a podem comparar coa afectividade duns gramos de paracetamol, e que sempre desbotam toda a teoria mitológica que rodea a sua práctica.

Nom paga a pena argumentar o mais mínimo contra essas prácticas, a bibliografia e larga na rede. Curiosamente todas estas cadeiras de divulgaçom da incultura e o obscurantismo estám dirigidas polas mesmas três pessoas: Julián Alvarez Escudero, Xesús Otero Costas e Deyanira Valdés Rábago, ligadas com a Facultade de Fisiologia e cuja produçom científica e nula ou endogámica.  Hoje nom tenho muito temo nem ganas, mas manhá procurarei enviar os clássicos mails de protesto, porém o resultado que aguardo é o mesmo de sempre: Justificaçom ou silêncio por parte da USC, que prefire contar os quartos obtidos difundido a oscuridade mental.

Teorias conspiranoicas e um problema de Fermi

Depois de ler esta chuzada irrelevante pensei na pouca capacidade do público para trabalhar nos problemas de Fermi, tam útiles na física e na rua. O objectivo é conhecer é a magnitude dos problemas, antes de ter os dados exacto e os métodos de cálculo mais ajeitados.

A pergunta é, que possivilidades há de que algum dado da documentaçom vital dumha personagem -o número do passaporte, a caducidade do mesmo, ou do carto de identidade, a licença do carro- saida num filme de Hollywood calhe com umha data histórica em concreto – o 11 de septembro de 2001- ?

Imos fazer o primeiro cálculo e depois entrarei polo miudo no problema a priori dessas conspiranoias:

Quantos filmes cria Hollywood cada ano? O amigo google diz que entre 600 e 800. Imos ficar co dado intermédio: 700 filmes.

Quantos personagens principais saem em cada filme? Como em todo problema de Fermi é impossível saber, sem fazermos umha recolhida de dados muito complexa, o número real. Mas imos ficar com umha quantidade que nos dea umha ideia da grandeza do dado: 10 personagens está bem? Sabemos que nom todos tenhem 10, mas sabemos que ningúm tem 100 e mui poucos tenhem 50 ou só um. Esse dez dai umha ideia da magnitude.

Quantos documentos com datas tem umha pessoa? Nos filmes americanos nom hai cartom de identidade, mas sim dous documentos mui comuns: A licença do carro e o passaporte. Isso som 2 documentos. Imos supor que todos os documentos deste tipo caducam coa mesma periodicidade, isso nom influe muito na magnitude do resultado.

Quantas vezes saie um documento dum personagem deste tipo num filme? Que pensades? Está claro que nom sai sempre, é comun que saia mais dumha vez -mas nom é raro que nom saia ningum dalgum dos personagens. Imos supor que só um quarto dos personagens ensina algúm documento.

Isto em total dai umha magnitude total dumhas 3.500 datas que saem anualmente nos filmes de Hollywood. Repito, como este é um cálculo de Fermi isto é umha ideia da magnitude: Sabemos que nom seram 10, 100 ou incluso mil datas, más também sabemos que nom serám 10.000 ou um milhom. Se o ano tem 365 dias  sabemos que é muito provável, e quase seguro, que exista um filme de Hollywood no que algum dos personagens ensine um documento  no que saia umha data qualquera do ano.  Nom sabemos quanto vale exactamenve a probabilidade, mas a qualidade aproximada desta sim. Nom é nada estranho que coincida, nom é nada inusual ou misterioso.

(Nota: Reparade que este problema de Fermi tem um suposiçom mui forte: Todos os filmes criados em Hollywood sucedem “in real time”, assim que os documentos nesses filmes caducam todos no mesmo ano. Mas se pensades um pouco a natureza dos problemas de Fermi veredes que isso nom influe: Se fazemos o cálculo mais extenso -considerando que umha porcentagem dos filmes nom narram histórias contemporáneas- teremos que considerar no cálculo outros anos, nom só o quatro ou cinco anos anterior à cita. Algúns filmes velhos falaram do futuro desde o seu ponto de vista e alguns posteriores falaram de anos atrás. É totalmente incalculável e se fazemos umha pequena aproximaçom de probabilidades vemos que nom influe demasiado na magnitude do resultado.)

Alguem pode dizer que o cálculo nom tem em conta que o filme indicado é umha referência  cultural, que falamos de su personagem principal ou que o filme é umha produçom judea. O problema é, e cá remata o problema de Fermie e começa a minha pequena nota sobre as conspiranoias,  que esses argumentos som post hoc, nom proper hoc. As teorias conspiranoicas primeiro topam un feito que julgam “especial” ou bema acaido, e depois engadem parafernália.  A cousa nom é: “Olha, neste filme criado por judeus, cheio de conspiranoias e de grande sucesso mundial  calham as datas”, aliás “Olha neste filme calham as datas, e repara em que está criado por judeus, cheio de conspiranoias e foi de grande sucesso mundial”. A orde neste caso importa muito, porque também criariam um a mesma conspiranoia seguindo esta orde: “Olha, neste filme calham as datas, foi filmado em Baviera -Os Illuminati!- fala dos problemas económicos dumha família americana -crítica às guerras por petróleo!- e um dos actores é da mesma vila na que adestrarou um dos pilotos suicídas” ou tembém “Olha, […] o director tem um apelido em comum com alguem que salvou a vida, […] o actor vivia num bairro perto das Torres […] o irmam do montador morreu nos atentados”  Ou até “Olha, […] se moves as letras dos títulos/fas numerologia/reparas neste fotograma no minuto 11 podes ver o nome do aviom/o terrorista/a data do atentado também/algumha advertência”. Ou se calhar todas à vez.

Na conspiranoia a orde lógica de pensamento para criar umha relaçom causal nom te validez. Primeiro topam umha relaçom, que por sub-estimaçom da probabilidade cuidam “especial” quando é totalmente normal dado o volume da produçom de Hollywood, e depois procuramas curiosidades para convertirem essa pseudo-ocorrência num feito importante. Evidentemente, é um insulto à inteligência, e por isso o cálculo de Fermi anterior subestima também as probabilidades. Qualquer feito nom-causal mas ocorrente pode ser mudado em causal e profundo, sim importar os feitos reais. Assim nom tenhem porque procurar só em Hollywood, também no cinema índio (mil filmes cada ano) e em todas as produçons cinematográficas, e televisivas, e literárias. Nom existe um límite real para essa procura -ou búsqueda, que já sabem o que querem topar- pois qualquer feito pode ser adornador até chegar a conspiranoia…

E é por isso porque essas teorias som tam divertidas, e à vez tam insultantes para a inteligência, até quando nom as tomamos à série e só falamos delas para fazer piada, por continuar coa brincadeira, por ter algum tema de conversa. Som um perversom da processo lógico normal, já nom formal, e empregam a ignoráncia matemática e crítica tam espalhada. O seu sucesso como “contos populares” é umha marca terrível da situaçom intelectual da sociedade, e dai muito medo.

A escuitar: M. Devil in The Bussines Class – No Smoking Orchesta

Revista Portugaliza publicita pseudo-ciências? Por desgraça sim

Isso parece, depois desta entrevista no seu número do primeiro semestre deste ano. A entrevistada chama-se Shirley Martins e tem um curriculum cheio de ”titulaçons” em pseudo-ciências. Analisemos polo miudo as disciplinas que profissa a entrevistada:

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Maternidade revolucionária ou irresponsável? Umha reposta para Noelia Fernández Marqués

Na nota final da entrada de onde falava da sistemática deriva corrupta da crítica filosófica contra a deriva tecno-científica sob o auspício do Estado. Toda casta de movimentos obscurantistas aproveitam os louváveis esforços de crítica -fora do “todo vale” de Feyerabend- e melhora do processo científico para tentar recuperar um terreno que o mundo racional cuidava iluminado para sempre: Cosmologia, cosmogonia, origem da vida, prevalência do pensamento empírico, evoluçom, natureza da enfermidade, princípios básicos do ordenamento físico do universo… Por baixo das mesmas escusas rançosas de “luta contra o hegemonia e monopólio dumha ciência oficial” religiosos , curandeiros, newageiros e frikis vários minam as bases intelectuais que rematárom coa Idade Obscura.

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Vitoria sobre o obscurantismo

Numha facultade de Física nom organizarias umha palestra para defender o geocentrismo ou as teorias da Terra Plana.

Numha observatório astronómico nom permitiriam  um curso de astrologia.

Numha facultade de Medicina nom dariam aulas sobre “medicina psíquica”.

Numha facultade de História nom decorreria umha cimeira de ufólogos que defendessem que os marcianos contruirom as pirámides.

Numha facultade de Matemáticas ninguem aceitaria umha dissertaçom de teologos a berrar que pi=3 (como di a Biblia).

Entom? Que caste de problema mental tenhem na universidade de Vigo para  aceitar umha conferência sobre “desenho inteligente”? Por sorte o sentidinho triunfou.

Pseudociência em Santiago com publicidade da TVG (e El Correo… )

Estes dias estudo coa TV ligada, normalmente a TVG (+1 ponto de galeguidade cada dia), concentrome muito nos apontamentos assim que um pouco de ruido/informaçom de fondo nom me amola. E hoje, contra as duas e quarto vexo isto*.

Olho a cada palavra: Terapia, tratamento, “umha técnica que consite em atender enfermidades…”, técnica ancestral… Podo entender que um media privado e coa triste qualidade de El Correo Gallego faga publicidade a um fraude assim, mas umha canle pública como A Galega… vergonha. Mas antes de criticar a falta profissionalidade dos redactores dessa nova falemos de que é a “facioterapia” e a reflexologia em geral,

Os practicantes da reflexologia afirmam que a sua é umha técnica milenária – dependendo do experto consultado as suas origenes podem estar nos chineses, egipcios, incas… e num abano que vai desde os 2000 anos e os 5000- que emprega as “canles de energia” que comunicam os órganos e partes do corpo para curar enfermidades e diminuir a dor. Segundo o seu paradigma estas estam representadas em algumha parte da superficie, que pode ser o pé, a faciana ou a íris, e que agindo sobre elas -com pressom, vazio, calor, frio, luz … – um pode manipular a energia e “curar” as enfermidades. Imos fazer umha lista clara coas afirmaçons dos versados:

0.- A reflexologia -em todas as suas formas- é umha práctica milenária herdadas da cultura “mística” favorita do que fala.

1.- Existe umha energia misteriosa que percorre o corpo, ligada à actividade biológica.

2.- As enfermidades e a dor moficam algumha das propriedades dessa energia.

3.- Essa energia viaga por canles internas -linhas de chi, microsistemas de nervos, linfasistemas- até algumha parte do corpo.

4.- Agindo sobre essa parte do corpo actua-se direitamente sobre o organo afeitado pode-se sanar a enfermidade.

Por pontos:

-O ponto 0., a suposta tradiçom milenária da reflexologia e das suas derivadas. Realmente nom existe ningumha evidência história nem arqueológica em ningumha das culturas reclamadas como fundadoras dessa disciplina que mantenha essas afirmaçons. Os conhecimentos actuais sobre a medicina egipcia da época dos dous reinos e aceptável nom há ningumha referência. Dos incas conservamos menos dados, mas nem os “doutores” que ganham quartos coa reflexologia afirmam que tenhem accesoa a umha fonte de sabedoria enigmática desconhecida polos historiadores. No caso chinês temos a compilaçom de supercheria e pensamento mágico sem quase aplicaçom práctica que é a “medicina tradicional chinesa”. Lá temos a origem da reflexologia, se fazemos umha analise histórica o quadro é este: A acupuntura -pseudociência, sem aplicaçons reais e cujo “efeito” real é o do placebo e a curaçom normal da enfermidade por inmunidade natural- derivou em algumhas zonas da China imperia em digitopuntura e logo na chamada Zhi Ya, que chegou até Japom criando o conhecido Shiatsu. Co intercambio cultural do século XIX entre o Japom e Imperio Inglês alguns médicos/vendedores de milagres do U.K. acolherom algumhas ideias, modificadas, e criarom as bases da “terapia zonal”. W. Fitzgerald fixa esses “conhecimentos” leva-os para o seu lar nos EUA no seu livro “Terapia zonal” em 1917. Podemos considerar a Fitzgerald o fundador da reflexologia, e como muitos outros criadores de pseudociências nom era médico, biológo ou cientista de qualquer caste.

Assim que o máximo que pode reclamar a reflexologia como “práctica milenária” -se isso é um valor positivo, e seica na mente dos magufos é-che-vos assim- é a sua conexom coa acupuntura. Claro que a natureza e a distribuiçom no corpo dessas “linhas de energia” e a forma de trabalhar com elas nom coincide em ningumha das “técnicas” que conformam a arvore ancestral da reflexologia. Embora isso vai para os pontos seguintes, polo de agora:

A reflexologia nom é um conhecimento milenário, tem menos dum século de existência real, e menos os seus derivados.

*Como aponte, o magufo que está estes dias saca quartos em santiago afirma que o seu é a reconversom dumha técnica milenária vietnamita -empregando nome de “afamado” experto do pais- e todo o conto clássico. E nom, em Vietnam nom há tradiçom de digitopuntura, e tampouco de reflexologia. É umha exportaçom americana durante os anos da guerra, adaptada polos mencinheiros da zona.

O ponto 1. Isto é um clássico dentro da mitologia das pseudociências, nom importa qual: Acupuntura, Tai-Chi -e sim eu practiquei Tai-chi durante um ano por curiosidade ginástica, nom mística, e marchei quando o cheiro a mágia era insoportável-, homeopatia… Chama-lhe chi, energia mística, fluxo interior, micro-correntes. Nunca se explica a natureza exacta, a partícula portadora, a definiçom matemática do seu campo, o seu sistema de propagaçom, a sua interacçom coas outras forças e energias, sistema de medida, propriedades dessa energia… Tem umha funçom de onda na sua propagaçom? Qual é a sua longitude de onda? A sua frequência? Suponhemos que cumprirá as propriedades de quantificaçom, nom? Ningumha dessas perguntas tenhem resposta no eido das “terapias tradicionais”. Trabalham com umha “energia” da que desconhecem todas as propriedades e nom podem definir. Só podem dar definiçons pantasmais, e toda a técnica médica moderna que analisa cada pequeno tecido nom detectou essa energia nos seres vivos – e sim a electricidade, na sua funçom real- e a Física tampouco.

A “energia” ou “energias” das que falam nom existem.

-O ponto 2. Pouco podemos engadir. Umha energia da que nom se conhecem as propriedades seica está ligada coas enfermidades e as modificaçons somáticas nos órganos. E sem saber a natureza desse fluxo os reflexologos podem percever os cambios e diagnosticar as enfermidades.

A relaçom entre umha energia inexistente e umha enfermidade é umha falácia.

-O ponto 3 e 4. Ísto é o mais extranho para a mente racional… Depois de três séculos de medicina científica, milheiros de autopsias, biopsias, com centos de técnicas de observaçom do corpo, co estudo a nivel citológico e até atómico da anatomia humana… ningumha dessas canles apareceu ante os investigadores científicos. E melhor: Cada umha das disciplinas -e dentro delas, cada umha das escolas- afirma que as canles de energia som 10, 50, 7, 20 ou 100; que vam polas costas por um vieiro assim ou doutro jeito, que som rectas, curvas, em espiral, que se divide ou nom, que se juntam em tal ponto ou que tenhem nexos… Nom concordam em nada. Já sei que sou um ceptista malvado, mas…. se algo funciona de verdade e tés miles de anos para estudalo… ainda que só tenhas o sistema de ensaio e erro… co tempo chegas a ter um corpus unificado, a ter algum conhecimento compartido. Os indios americanos, os africanos do sul e os gregos tomavam salgueiro branco para as dores de cabeça, sem ter contacto entre eles, e sem conhecer as propriedades químicas do ácido acetil salicílico… Alguem descubriu isso por acaso, e como funcionava fixou-se como um conhecimento útil. Se agir sobre umha dessas linhas tivera resultados reais o conhecimento estaria fixado e os mapas dessas canles coincidiriam.

Nom há dados nem mostras para afirmarmos a existência dessas canles e a suposta utilidade de trabalhar com eles.
Aquí tenho que ligar co ponto 0.: A acuputura e as prácticas de pressom orientais procuram trabalhar direitamente com essas canles de energia, que na sua mitologia tenhem umha utilidade biológica real -levam essa energia porque esse fluxo é vital para o metabolismo (sic)- mas a versom europeia -a reflexologia- nom comparte esse transfondo de utilidade interna e conceptua essas linhas como umha ferramenta de utilidad externa. Assim tem senso que as linhas convergam a um ponto sem relaçom biológica real – como ligas o pé co ril?- e só tés que activar a representaçom nessa zona. Esta é umha característica que nas terapias orientais nom é maximizada, mas existe. Assim que esta “facioterapia” é herdeira desse pensamento ocidental, e perde essa “magia oriental” tam…

Bom um resumo: A reflexologia e derivados é umha pseudociência. E tam útil como umha masagem, pode ser relaxante e agradáve, mas nom pode curar. Nom há um só estudo clínico sério que afirme que a reflexologia pode curar o ter um impacto maior que qualquer outro tipo de masagem relaxante. Afirmar o contrario é mentir e tentar sacar quartos – 700 euros por curso!- é um fraude. Promocionar isso numha canle pública é umha vergonha.

Mais informaçom:

Vale mais palavra do mentiram que do investigador

Chamar delitos contra a honra a descobrir os fraudes  dum enganador profissional cujas afirmaçons fam enrubescer a qualquera que tenha os mínimos conhecimentos de Ciência ou História, fai que a “Justiça Espanhola” perda o pouco prestígio que retinha. As afirmaçons que trousa nos seus livros e produçons J.J. Benitez só podem dar vergonha ante a  grosseiro e sáfio das imagens manipuladas, os argumentos magufos e a narrativa patética. As afirmaçons de  Luis Alfonso Gámez baseam-se nos feitos e na analise científica, consideraçom que nom podemos fazer de ningumha das obras de J.J. Benitez.

Alguem pode negar que J.J.Benitez vive à custa da mentira, o engano e a superstiçom? Ou é que o juiz considera que os moais estam feitos graás aos poderes mentais dos sacerdotes da ilha de Pascoa nom é umha superstiçom, que afirmar que os dogons tiverom contacto cos extraterrestres nom é umha mentira ou que empregar como base da sua “argumentaçom” sobre a origem das pirámides que os egipcios do século XL antes da Era comum desconheciam a escritura  nom é um engano? Que a sua produçom “Mirlo Rojo” -Merlo Vermelho- é umha montagem? Que a meirande parte dos seus trabalhos som um enorme dislate, umha sandice  -“Dito ou acto que manifesta grande ignorância ou estupidez”- desde o ponto de vista do conhecimento da História real? As suas disquisiçons ufológicas podem ser consideradas reais ou nom som mais que fábulas? A qualidade da sua literatura e dos seus “artigos de investiçom” nom mereceria o qualificativo de “bazofia” -morralha, porcaria- segundo os criteria de qualquer revista científica?… E assim com todas as afirmaçons que constitum “delito”.

No estado espanhol já nom podemos criticar os reis, agora tampouco podemos denunciar a maguferia.