Category: Ciência

O poder da escala pentatónica

Se calhar este é um dos melhores momentos que podemos topar na rede do World Science Festival de New York de este ano. O cantante jazz Bobby McFerrin demonstra em directo e com ajuda do público o profundamente gravada que está a escada pentatónica nos nossos circuitos neurais:

Algo que já albiscavam os pitagóricos há milénios e é que de todas as divisons das oitavas a pentatónica é a que mais facilmente é imitada vocalmente por pessoas sem formaçom musical. Essa capacidade natural dos nossos neurónios para trabalhar com esta escala já foi empregada cor Carl Orff na criaçom do seu sistema de ensino musical e agora parece ser umha porta mui interessante para o estudo dos processos profundos do nosso pensamento.

Também está bem destacar a carreira de MacFerrin como colaborador em vários programas de educaçom baseada na música, o que lhe levou a reparar nessa persistência da escala. É mais conhecido pola sua cançom “Don’t Worry, be happy” que tentava sintetizar a mensagem do místifo vedarna-sufí Meher Baba.

Maos robóticas increíveis!

Nom tenho muito tempo para actualizar, mas aguardo que desfrutem coma mim deste vídeo sobre as capacidades de movimento e coordenaçom das maos robóticas do Laboratório Ishikawa Komuro. Magnífico!

Seria bonito, mas…

I would love to believe that when I die I will live again, that some thinking, feeling, remembering part of me will continue. But much as I want to believe that, and despite the ancient and worldwide cultural traditions that assert an afterlife, I know of nothing to suggest that it is more than wishful thinking.
The world is so exquisite with so much love and moral depth, that there is no reason to deceive ourselves with pretty stories for which there’s little good evidence. Far better it seems to me, in our vulnerability, is to look death in the eye and to be grateful every day for the brief but magnificent opportunity that life provides.
-Carl Sagan (1996)

As bases…

Rien ne se crée, ni dans les opérations de l’art ni dans celles de la nature, et l’on peut poser en principe que, dans toute opération, il y a une quantité de matière avant et après l’opération; que la qualité et la quantité des principes sont les mêmes et qu’il n’y a que des changements.
Rien ne se perd, rien ne se crée, tout se transforme
-Antoine Laurent de Lavoisier (1789)

As conspiranoias nunca morrem

Há uns dias na página web da NASA publicavam as primeiras imagens tomadas pola sonda LRO, um projecto preparatório para a volta da agência espacial americana à lua. Estas imagens correspondiam aos lugares de alunagem das missons Apollo.

Como comentam na página da NASA as imagens nom tenhem toda a resoluçom da que som quem os instrumentos da LRO porque a sonda ainda nom está estabilizada na sua órbita de mapeio. Porém amossam o complexas que foram as missons do programa Apollo: O gigantesco vazio no que pousaram os seus pés os cosmonautas, a fragilidade dos módulos, o trabalhoso dos seus passeios:
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Pode que as razons geopolíticas que criarom a carreira espacial nom fossem defendíveis, as os logros que acadarom as agências americanas e soviéticas siguem a ser os primeiros passos cara o nosso infinito. As primeiras pegadas fora do nosso mundo natal, conseguidas com o esforço e o sacrifício de muitas vidas e fruto da genialidade das melhores mentes da geraçom nada da II Guerra Mundial.  Umha vitória da Humanidade toda, mais que dumha naçom ou sistema económico.

Embora a carreira espacial poida inspirar a grandeça dum futuro tecnológico também pode desvelar a tecnofobia, o obscurantismo e a conspiranoia de muitos. Ainda hoje gente de toda classe e educaçom afirma sem sentirem vergonha que nom “acreditam” que o homem chegasse à Lua. Nom importa se centos u milheiros de telecópios seguirom a viagem das naves Apollo, nom importa que nesses projectos trabalhassem tantas pessoas que resultasse imposível ocultar as enormes conspiraçons nescesárias para fingir as alunizagens. Nom se importam das confirmaçons ds agência espacial “inimiga” da URSS. Por isso “a fraude luar”  é umha das teorias de conspiraçom mais prototípicas.

Nom vou adicar tempo a desmontar os mitos desses magufos. Já muitos outros trabalharom durante estes anos para ponher em evidência banalidade dos “argumentos” em prol dumha grande mentira. Com todo quero que reparem em como o crescimento e evoluçom dessas crenças seguiu o patrom mais tópico, cumprindo umha das máximas da conspiranoia: Nenhumha prova pode destruir umha conspiraçom, só faze-la mais e mais grande. Nom importa o número ou natureza das provas achegadas porque simplesmente seram incorporadas e o círculo dos “implicados” será  alargado. Primeiro diram que todo foi gravado num estudo ou no desserto perto de Las Vegas, quando se lhes indica que nos controis da missom Apollo trabalhavam centos de cientistas e engenheiros nom tardarám em afirmar que “eles também estavam na conspiraçom”. Quando alguem lembra que umha cheia de laboratórios e observatórios em distintas partes do planeta ajudarom com a monitorizaçom dos sinais e a observaçom direita engadem esses milheiros de pessoas à conspiraçom. Quando se fai notar que a agência espacial da URSS seguiu o processo e confirmou a chegada, entom a cousa muda em conspiraçom mundial dos dous blocos de poder para “ocultar algo”. E assim até o infinito. Até chegar a demências como que sim chegamos àLua, mas o que toparom os astronautas era “tam terrível” que se emitirom imagens pregravadas para “ocultar a verdade”. A conspiranoia nom te límite lógico para os seus construtos.

Por todo o anterior cuido que a publicaçom destas imagens (e das próximas e maior qualidade) nom convencerá a muitos. Afirmarám sem vergonha que estam manipuladas, que estam criadas nos estudos da NASA para ocultar “a verdade”. E nom o duvidem, quando o homem volte à Lua, ou chegue a Marte, os conspiranoicos seguiram convencidos da sua grande mentira…

Tele-patéticos

Desde o mui recomendável blog Ciencia en el siglo XXI chego a este vídeo que esplica um dos truques que empregam os caloteiros que afirmam ter “poderes paranormais”.

Se querem podem votar a notícia em chuza!.

O problema nom som os papas mas os “pradas”

I have as much authority as the Pope, I just don’t have as many people who believe it.
-George Carlin

Esta frase do genial humorista americano George Carlin, finado o ano passado, poderia ser umha boa contestaçom a este artigo – na sua linha evangelista, demencial e totalmente alheia à realidade- do escritor espanhol reconvertido em predicador Juan Manuel de Prada.

Na sua coluna no jornal espanholista ultraconservador ABC carrega contra aqueles que se atrevem a reprovar as últimas declaraçons irresponsáveis do sumo sacerdote católico contra o preservativo, as campanhas de educaçom sexual e contra umha experiência erótica aberta e sem prejuizos. Afirma que as palavras do Papa nom som criticáveis por simples políticos – e tampouco médicos , autoridades sanitárias, sexólogos, psicólogos, economistas, cientistas de muitos campos, trabalhadores sociais espertos no drama Africano, analistas internacionais, e umha longa lístagem- e que som emitidas desde umha possiçom de tal superioridade moral -no texto compara os “ataques” contra o pontífice com os que  supostamente sofreu um dos deuses principais do panteom cristiam- que a existência de qualquer crítica contra elas é umha “prova” da cercania da  fim do mundo que tanto gorentam os seguidores dessa religiom.

Cumpre lembrar que Juan Manuel de Prada é umha pena mercenária da Conferência Episcopal Espanhola, e tertuliano asíduo de debates a umha banda em canles golpistas. Um homem que em anteriores intervençons afirmou o seu posicionamento contra a Ciência, a igualdade de direitos independentemente da orientaçom sexual e o género, a separaçom da Igreja do estado e o evolucionismo. As suas palavras e artigos só podem ser interpretados como umha triste demonstraçom do que alguem pode chegar a escrever e defender por um plato de lentelhas quente.  Por isso nom paga muito o esforço de argumentar contra os seus despropósito.

Porém este artigo de Prada e as criminais palavras de Bento XVI servem para termos presente um feito terrível: Nom importam os esforços das pessoas comprometidas com o desenvolvimento do continente africano ou com a difussom dumha sexualidade que nom tenha como alicerces o medo e o ódio para o próprio corpo,  nom importam os trabalhos de cientistas, médicos e educadores, nom importam as razons, argumentos e provas acumuladas, sequer os dados puros e a vista de todos (o sucesso das campanhas de educaçom sexual nom chumbadas pola moral católica, como o caso de Uganda)… nada disso importa quando centos de milhons de pessoas (e de líderes políticos e económicos) acreditam mais nas palavras dum velho idoso que supostamente escolheu o celibato -e nom como umha escolha sexual voluntária e sana, mas como um jeito de inmolaçom para os seus deuses- e desconhece o que é umha vida sexual activa, um homem cuja única formaçom “superior” versa sobre fantasias de aladas criatura invisíveis, animais que falam e ascetas com poderes mágicos -e das suas complexas interrelaçons- e que supostamente acredita que um espíritu mágico besbelha segredos infalíveis na sua orelha quando escreve sobre estes temas.

Assim que nom importa que desde o Iluminismo nós  -a gente racional, científica, que procura argumentos reais- a escuridade da religiom esteja acurralada e sem armas no plano das ideias, quando no mundo físico existirem pessoas como esse Prada -e tantos outros pasivos- que nom tenhem esses valores como criterio para escolherem a quem seguir.

Conspiranoia concentrada e porca

As vezes a realidade oferece material para criar verdadeiras obras de arte se um sabe procurar e compilar  o material. E quando este é o resultado da histéria de centos de pessoas, para juntas constituirem um  monumento à conspiranoia. Como sabem esse fenómeno- o da construçom irracional de complexas teorias que eludam a navalha de Occam- fascina-me desde há muito tempo; se calhar porque som umha demonstraçom de que o esforço e a paixom racional para estruturar o universo podem ter o seu reflexo irracional. Por isso esta entrada no genial “El Blog Ausente” que compila os comentários mais demenciais sobre a grupe suína que devora espaço informativo resulta hipnótica e cautivadora. Pouco mais podo engadir.

Addendum: Se ao lerem essa entrada consideram que algum dos comentários nom som “tam irracionais” ou que reflexam ideias que poderiam chegar a articular en forma dum pensamento, aliás de os verbalizar, reparem no resto dque sim parecem umha loucura. Realmente isso que pensam é tam diferente do resto afirmaçons? A conspiranoia é tal só até que é a ideia que aroma na mente dum?

Som os seus costumes…

Conversa real entre a minha tia e o telefonista dum Asador Castellano...

[Transcrevo no original castelhano atlántico e mesetário]
Telefonista: (Mecánico) Asador __________ buenos dias.
Tia de Odemo: Hola, buenos dias. Queria hacer una reserva para el viernes.
Telefonista: ¿Cuántos serian?
TO: 3 personas, ¿Sobre las dos y media podria ser?
TLF: Sí, sin problemas.
TO: Vamos con un poco de prisa y queriamos comer cordero, así que ya lo dejamos pedido, ¿Puede ser?
TLF:…
TO: ¿…?
TLF: (Indignadíssimo) Señora, el viernes es Viernes Santo.
TO: Ah, ¿Pero no me habian dicho que abrian?
TLF: Si abrimos, pero es Viernes Santo, no servimos cordero… porfavor.
TO: Ah… bueno… vale…
pi pi pi pipi pi pi pi

Nom será por vezes que jantam cordeiro em Sexta-Feira Santa nesta cidade. Mas fumos topar com os integristas divertidos, é umha habilidade familiar.

Conspiranoia lúdica: Os símbolos satánicos de Michelle Obama

Nota: Esta entrada é um pouco incoerente.

Por um envio do senhor Poscriptum no Facebook topo com umha dessas teorias conspiranoicas das que tanto gosto: Michelle Obama fai símbolos satánicos nas fotografias.

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