Category: Ciência

O presente em Copenhaga

In the sharp formulation of the law of causality (if we know the present exactly, we can calculate the future) it is not the conclusion that is wrong but the premise
W. Heisenberg, 1925

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Maricrista 09: Estado policial? Noooooom…

Em Sei o que podem ver algumhas imagens do Maricrista deste ano e em Gzvideos um excelente documento gráfico.

Retidos durante hora e meia por umha acçom nom-violenta, humorística e que no seu horário original nom coincidia no tempo com a escura procissom católica. A brigada de antidistúrbios (duas carrinhas!) só conseguiu isso: que os integristas com as figuras dos seus deuses tiveram que escuitar os nossos berros divertidos.  Depois de aturar alguns insultos por parte das “forças de ordem” (com voz baixa, claro) passeiamos pola zona velha e umha boa festa nas Duas.  So tenho umha terrível dúvida: Porque sempre remato disfarçado de cura?

I’m a physicist

Sheldon: I’m a physicist. I have a working knowledge of the entire universe and everything it contains.
Penny: Who’s Radiohead?
Sheldon: I have a working knowledge of the important things.

– The Big Bang Theory S02E18: The Work Song Nanocluster

Vitrasa discrimina… os cultos helénicos tradicionais

A notícia saltou ontem: A excelente publicaçom humorística galega “Retranca” pagou umha campanha de publicidade excelente numha linha de autocarros da cidade de vigo.

Probablemente os deuses non existan. A cultura galega si. Por que non falamos das cousas que existen?

Na linha de humor da revista brincavam com a polémica dos chamados “Autocarros ateus”. Umha excelente ideia para promocionar e também para reivindicar a cultura galega, sem deixar passar umha chiscadela para o pensamento livre e o racionaismo. Claro que Vitrasa -umha empresa ligada com o Opus, lembremos- nom podia deixar passar as cousas assim. Como podedes ler no blogue da revista o autocarro circulou durante umhas seis horas, para ser retirado depois. A empresa advogou “parecido com a campanha de Barcelona e Madrid” e “nom querer entrar em polémica“?

A minha resposta foi a de sempre: Chamada para o serviço de atençom do cliente de Vitrasa. Nom nom moro em Vigo, mas quando tenho que me deslocar para a cidade e nesta empreguei algumha vez os seus serviços, ergo sou um cliente potencial. Após 20 minutos de pingue-pongue dum departamento para outro -cronometrado- cheguei até o meu último interlocutor: Umha encarregada de comunicaçom de nomem Alejandra. Classica pessoa educada e com boa mao, e que tem o discurso já escrito para esta eventualidade. Os seus argumentos eram os mesmos que os reflexados na notícia original, à que me remitiu. Insistiu em que a empresa nom queria “entrar em temas religiosos”, mas faliu ao me resportar sobre um facto contraditório: Nalgumha das minhas visitas a Vigo vim publicidade do grupo Alcóolicos Anónimos nalgum autocarro… bem sabido é que esta organizaçom é religiosa, e proseletista, afirmam que um deus -ligado com as religions abramicas- pode ajudar à curaçom dum problema psico-fisiolǵco complexo como o alcoolismo. Ante a falta de resposta, e as suas contínuas referências para o artigo da Voz, e comentários sobre “isto saltou porque Kiko da Silva colabora coa revista e La Voz, e claro…” despedim-me e cortei. Ao menos puidem deixar o meu protesto.

Agora, na última actualizaçom da história Retranca comunica que tem um novo acordo com Vitrasa, o anúncio ficará assim.

Probablemente Zeus non existan. A cultura galega si. Por que non falamos das cousas que existen?

Bravo polos de Retranca, cujo primário nom é falar de evidências materiais como a inexistência dos deuses, mas promocionar o seu trabalho e a cultura galega. Mas um forte apupo para Vitrasa, que demonstrou que o seu problema nom era com a referência para “os deuses” -que som muitos, lembremos que todos somos ateus, o que passa é que eu acredito num deus menos que os monoteistas- se nom para um deus mui concreto. Parece que nom se importam dos possíveis cultistas de Zeus, umha figura tam plausível como o deus judeo-cristiam-islámico, Shiva ou o Monstro do Spaguetti Voador (FSM… RAMEM!). Concretizar umha afirmaçom de inexistência divina, contra umha figura central dum culto muito mais antigo que o cristianismo -que ainda hoje conta com seguidores- nom é entrar em polémica?

Seja como for, se eu estivesse na pele dos responsáveis de Vitrasa nom sairia da casa durante as próximas noites de lôstregos. Os de Retrancas nom teram esse problema, é bem sabido que Zeus gosta do bom humor… a meirande parte do tempo.

Publicidade de grupo fundamentalista em centro de saúde “Concepción Arenal”

Actualizaçom na fim.

Hoje passei polo centro de atençom primária Concepción Arenal e em vários painéis de informaçom topei com esta desagradável surpresa:

A imagem é só umha de tantas, mas ilustra bem a vergonha: Publicidade do lobby de ultra-direita espanholista e fundamentalista cristiam “Hazte Oir” num espaço público reservado para informaçom sanitária e de utilidade pública. O resto de cartazes som avisos do próprio centro de saude, publicidade do SERGAS, a Conselharia de Sanidade ou da Xunta. Nom é algo pontual, comprovei que em todos os andares do centro está presente o anúncio da sua campanha contra o direito de decidir das mulheres.

Nom tenho dúvida de que o responsável é algum trabalhador do centro, claro. Por isso pedim umha folha de reclamaçom e apresentei a seguinte:

EXPÓN a Vde. a QUEIXA seguinte, o obxeto de que tome as medidas oportunas
FEITOS:
Que no centro de atençom primária “Concepción Arenal” em Santiago de Compostela esta-se a empregar espaço de anúncio público e sanitário para publicidade de caracter político.

Em vários painéis do centro, junto com informaçom oficial (SERGAs, Xunta, Conselharia…) estám presentes cartazes do lobby de ultra-direita e fundamentalista cristiam “Hazte Oir” com mesagens contra a escolha e o direito de interrupçom da gravidez.

Este feito constitui umha irregularidade grave e de continuar será comunicado, junto com material gráfico provatório, a instáncias administrativas superiores.
29 de Janeiro de 2009.

Se tenho tempo passarei a próxima segunda feira comprovar se segue presente a publicidade fundamentalista, e ponher outra reclamaçom. O seguinte será a inspecçom do SERGAS.

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Actualizaçom 29 Jan; 19:00: As vezes o sistema funciona. Quase no momento de enviar esta entrada amigos meus na CIG falaram comigo do tema e enviaram a notícia para a secçom de saúde, e ao parecer a queija percorreu Atençom Primária mui rápido. Segundo comentam já há umha orde para retirar todos esses cartazes dos centros de Saúde. Viva! Viva!

Actualizaçom 30 Jan; 10:00: A nova sae em La Voz!

The OUT campaing

O grande segredo da Física

Nota: Nom, à sério, seria mui interesante.

Nota: O quadrinho final está inspirado num webcomic que lim há uns dias, mas nom lembor qual é-

Piada física IV- Antinucleares

Outro ano de vergonha para a USC

Hoje nom dou durmido, assim que passo os minutos a fedelhar pola rede mentras na TVG botam um excelente filme co grande Alec Guiness. Visito algumhas páginas que tenho olvidadas desde há uns meses e que nunca decido meter no meu leitor de feeds, en entre elas estam as minhas fontes ceptistas favoritas. Nisto lembro a polémica de todos os anos coa USC: A sua teima em ofertar, co dinheiro de todos os galegos -e mais os que pagamos as taxas da universidade- avergonhantes cursos em pseudo-ciências, parvadas místicas e meigalhos newage. Como nom tenho nada melhor que fazer repasso a web da USC na procura dos cursos deste ano. E entre outros topo:

-Três ( # # # ) cursos sobre o compendio de incongruências e superstiçons conhecido como “Medicina Tradicional Chinesa”, umha creencia que nom está baseada em nenhum conhecimento moderno e científico de fisiologia, bioquímica, anatomia, nutriçom ou procedimento de curaçom. Umha teoria que ignora cousas tam básicas como a origem microbiana das enfermidades, os conceptos básicos de Química e Física elementar ou o procedimento mínimo de provas médicas.

-Outros dous ( # # ) cursos e até um mestrado ( # ) em acupuntura. Umha práctica derivada da anterior, e igualmente nom baseada em supertiçom e vazio. Que tira o máximo proveito de estudos comparativos que só a podem comparar coa afectividade duns gramos de paracetamol, e que sempre desbotam toda a teoria mitológica que rodea a sua práctica.

Nom paga a pena argumentar o mais mínimo contra essas prácticas, a bibliografia e larga na rede. Curiosamente todas estas cadeiras de divulgaçom da incultura e o obscurantismo estám dirigidas polas mesmas três pessoas: Julián Alvarez Escudero, Xesús Otero Costas e Deyanira Valdés Rábago, ligadas com a Facultade de Fisiologia e cuja produçom científica e nula ou endogámica.  Hoje nom tenho muito temo nem ganas, mas manhá procurarei enviar os clássicos mails de protesto, porém o resultado que aguardo é o mesmo de sempre: Justificaçom ou silêncio por parte da USC, que prefire contar os quartos obtidos difundido a oscuridade mental.

Umha teoria de nome fermoso

Muitas vezes os físicos (ou projectos de) temos problemas para explicarmos, fora dos nossos círculos de adeptos, porque falamos de “teorias fermosas” ou “teorias bonitas”. Esse tipo de adjectivos nom calham bem coas definiçons estritas da teorias científicas, mas é mui comum escuita-los. Definimos sembre a equaçom de Schrödinger como umha “fórmula fermosa” ou falamos da teoria do electromagnetismo de Maxwell como algo “fechado e harmonioso”.Eu tenho um amor pessoal pola formulaçom Hamiltoniana da Mecánica, e a da Termodinámica: Adoro trabalhar com essas ferramentas e a sensaçom que tenho quando remator de encher uns quantos fólios para calcular todas as derivadas das funçons hamiltonianas… é de completitude interior. Os matemáticos podem enteder isso, também empregam essa terminologia, falam sem duvidarem da beleza ou perfeiçom da Identidade de Euler. Eles som quem de topar a beldade em construtos teóricos que os físicos só podemos albiscar. Porém cuido que o fondo do conceito de formosura para os dous é o mesmo.

Penso que é algo ligado coa própria estrutura das teorias. A sensaçom de que cada equaçom, cada linha de afirmaçons teóricas, é um caminho que diverge até chegar até nodos onde se fam afirmaçons sobre a realidade. Quando todos esses caminhos estam ligados de forma densa e coerente coa própria teoria, de forma que cada peça encaixa co resto e permite completar um caminho que leva dumha “ponta” de teoria até outra. Cuido que esse é o caso das equaçons de Maxwell -que condensam todo o nosso conhecimento sobre o electromagnetismo numhas poucas fórmulas, mui parecidas entre elas- ou das formulaçons hamiltonianas. A equaçom de Schrödinger ou a Identidade de Euler som de outra caste: Som umha simples linha de símbolos que leva implícita umha quantidade enorme -e também harmónica- de conhecimento. A de Schrödinger re-define completamente a realidade, a de Euler condensa numha relaçom matemática simples os números mais enigmáticos para os matemáticos da época clássica.

Cuido que os critérios som estes, a conectividade, a harmonia, a sistematicidade -de jeito que um chega a todas as afirmaçons da teoria graças a umhas ferramentas matemáticas que se aplicam sistemáticamente- e a qualidade de simples. Por isso os físicos teóricos procuram teorias que permitam condensar todas as forças da natureza numha soa, porque o conceito de dum grupo de forças isolado dumha -a gravidade- nom calha, nom é harmonioso, e complexo de mais e nom tem simetria. Pode que nom tenham razom, mas a sensaçom de incompletitude estará sempre presente e nom os deixará descansar.  Penso que todo isto nom desvela nada especial sobre o próprio entramado do Universo, mas sobre a construçom da própria mente.

Explicaçom da entrada e do cabeçalho: Levo umhas quantas horas -já som quase as duas da madrugada!- cos apontamentos de Termodinámica diante, e agora colhim o computador de Eva e mirei algumhas cousas sobre matemáticas. De ligaçom a ligaçom cheguei até umha um paper dumha teoria ainda em construçom que já conhecia, mas que tem um nome…. fermoso: A Excepcionally Simple Theory of Everything (Umha Teoria escepcionalmente simples do Todo) Que pode ser falsada no LHC -tam estúpidamente polémico- e ligar a procura da Unificaçom das Forças com um campo da Algebra especialmente… belo.

A escuitar: Quen puidera namorala- Luís Emilio Batallán

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