Category: Espanha me mata

Por falar que nom seja

“La lengua [castelhano] en la que por primera vez se rezó al Dios del Evangelio en esta tierra”
-Jose Luís Rodríguez Zapatero nos Almoços Nacionais de Oraçom em Washington, 04-02-2010

Único comentário: Vai resultar agora que um europeu do século XV pregava em castelhano, e nom em latim. Manda caralho.

Nota: Curiosamente na primeira viagem de Colom nom havia nengum crego. Em contra do que se representa muitas vezes.

Presos políticos em Espanha? Nom, para nada…

Já o dim eles…

Quem carafio é o guapo?

Pancada no router

rosariosinde

Nem que dizer que eu também me uno ao abaixo assinando do Manifesto polas Liberdades na Internete. Que o governo espanhol tenha que pagar os favores, ou que as discográfica nom saibam criar um novo modelo de negócio nom é o meu problema.

Escuitar a pseudo-artistas choromicar ou a umha ministra inepta dizer que Mozart trabalharia melhor com o cânone dos CDs deixa mui mal sabor na boca. Porém, passa quando reparo em que o Miro está a baixar a 734 kb/s.

Des(h)onr(r)a espanhola….

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“Como español es una vergüenza que todo este escrito en gallego y no en la lengua del Imperio y de Cervantes es una desonrra Viva España” -Assinatura no Museu do Povo galego

Ortografia opcional na língua de Cervantes.

Calar a boca a Conde Roa nom tem preço: Colabora com a Gentalha URGENTE

urgentedinheiro

Muitos de vós conhecedes a campanha que político radical santiaguês Gerardo Conde Roa empredeo desde há tempo contra o Centro Social A Gentalha do Pichel, o C.S. Henriqueta Outeiro e a Sala .  o Nasa. A gente da sua caste nom suporta a existência de espaços de liberdade onde promocionar a cultura do nosso páis, onde organizar movimentos activos na sua defessa, espaços de comunicaçom e debate entre ideias e projectos de contruçom nacional. Nom suportam em geral os projectos que nom estám sob o seu controle.

As suas pressons, apoiados polos grupos mediáticos do extremismo espanhol na Galiza (COPE, ABC, El Correo Gallego, El Mundo…) e enfrontados com um nada reticente governo municipal do PSOE e o BNG acadarom um novo ponto de tensom: umha orde de encerramento cautelar do local da Gentalha do Pichelque conta desde há anos com licença, pendente duns arreglos no local que ano tras anos pagamos os sócios com as nossas achegas. Qualquer outro local da cidade (centos deles, inclusive a própria sede do Partido Popular na cidade) seguiria aberto, a vista da realizaçom dessas obras, mas a convivência dos três partidos (uns por acçom outros por inacçom) na cámara municipal por detruirem todos os projectos que lhe som molestos precipitarom os feitos até o ponto que num mês o Centro Social terá que fechar as suas portas. Isso nom rematará com nós, mais porá novas dificultades no caminho do nosso projecto, que durante 5 anos ofereceu aos vizinhos de Santiago e de toda a Galiza actividades, cursos de formaçom, festas e foliadas e sobretodo um lugar onde criar e desenvolver ideias e trabalhos para umha Galiza livre e universal.

Mas temos um praço para soluciarmos  este derradeiro problema, e que este encerramento seja só temporal e nom se converta numha briga eterna nos tribunais espanhois. O único que por instalar é um salva-escadas para pessoas com problemas de movilidade. De feito o projecto já está encarregado e os instaladores venhem de caminho, numha semana começaram o seu trabalho. Por desgraça nós nom temos jeito de salvar esse último chanço económico: 10.000 € de obra, e a metade como adiante em menos de três dias.
Por isso esta entrada no meu blog e a campanha apresurada. Ainda que resulte molesto e vergonhento, precisamos da colaboraçom económica de todas as pessoas possíveis para acadar essa cifra num praço  tam pequeno.  Já estám à venda os bonos de ajuda na Gentalha e existe um número de conta de Caixa Galicia para quem prefira esse método: 2091 0316 92 3000223595. Toda ajuda é importante, e teredes o nosso agredecimento.
Lembrade. manter aberta a Gentalha custa 10.000 €, calar a boca a Conde Roa nom tem preço.

Som os seus costumes…

Conversa real entre a minha tia e o telefonista dum Asador Castellano...

[Transcrevo no original castelhano atlántico e mesetário]
Telefonista: (Mecánico) Asador __________ buenos dias.
Tia de Odemo: Hola, buenos dias. Queria hacer una reserva para el viernes.
Telefonista: ¿Cuántos serian?
TO: 3 personas, ¿Sobre las dos y media podria ser?
TLF: Sí, sin problemas.
TO: Vamos con un poco de prisa y queriamos comer cordero, así que ya lo dejamos pedido, ¿Puede ser?
TLF:…
TO: ¿…?
TLF: (Indignadíssimo) Señora, el viernes es Viernes Santo.
TO: Ah, ¿Pero no me habian dicho que abrian?
TLF: Si abrimos, pero es Viernes Santo, no servimos cordero… porfavor.
TO: Ah… bueno… vale…
pi pi pi pipi pi pi pi

Nom será por vezes que jantam cordeiro em Sexta-Feira Santa nesta cidade. Mas fumos topar com os integristas divertidos, é umha habilidade familiar.

Democratas pacíficos

Na postguerra, D. Celidónio ascendeu de porco a marram e chegou a ser alcalde. A parenta inflou coma o fol da gaita. […]
Dom Celidónio é gordo e artrítico. O carrolo sáe-lhe para fóra; na calva tem umha que outra serda; tem as fazulas hipertrofiadas, da cor do magro do jamom, e tam lustrosas, que semelham que botam unto derretido; ás nádegas e o bandulho van-se-lhe um pouco para abaixo.
O lardo rezúma-lhe por todo o corpo, e no vrao sudao em regueiros aceitosos e empingotas bastas, coma as que deitam os chouriços quando estam no fumeiro.
Así como é graxento o corpo, tamem o miolo de D. Celidónio. Se lhe escachassem a testa, tinha que ser com pau-ferro e picaranha, em lugar dumha sesada habia atopar um unto. Corpo e alma, tanto tem, todo é graxa e manteiga. D. Celidonio é igual por dentro ca por fóra: carne e espírito som a mesma zorça, misturada e revolta, co mesmo adubo de ourego e pimento.

Vicente Risco, O Porco de Pé

Goyas 2009

O papanatismo nom conhece límites

Graças ao meu proveedor habitual de notícias, o senhor mourullo, conheço um novo nível de papanatismo monárquico espanhol. Já sabemos que, numha mistura de idolatria e promoçom, muitas instituiçons, fundaçons, prémios, hospitais, ruas, colégios, universidades, pontes e presas lavam o nomem dum membro vivo da Casa de Bourbon. É um usso interessado da convencençom social que fixa as homenagem desse tipo em vida como um feito escepcional pola categoria superior do sujeito. A multiplicaçom dessa homenagem tem o triplo objectivo de adular à casa real, fazer esta omnipresente nas referências diárias dos cidadans e também fixar a ideia de que realmente som dignos dessas honras. Como tantas outras vezes nom é umha consipiraçom, mas umha dinámica sistémica própria da mesquindade política espanhola.

Mas até uha manipulaçom tam cotiá tem momentos que ultrassam o límite do ruído de fondo do papanatismo geral: Seica um dos novos hospitais de Madrid leva por nome Hospital Infanta Sofia.

[Imagem da página web do Hospital]

Um Hospital que leva por nome o da filha menor do herdeiro da coroa espanhola. Umha criança dum ano cujo único mérito na sua curta vida é ser família do monarca reinante, embora o resto dos seus sanguíneos com idénticas e maiores homenagens nom acumulam mais  qualidades nas suas existências menos compridas.  Com só um ano de idade já tem um hospital -e seguro mais cousas- com o seu nomem,  sem ter feito mais nesta vida que nascer como um reposto por se algo impide que a sua irmá -ou um futuro irmam- herde o trono.

Conste que nom me estranho, pois nom é mais umha reviravolta da zugada de bastom régio que fundamenta o estado-farsa espanhol.  Mas… manda caralho!