Category: Espanha me mata

Morra o Bourbon!

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Versom espanhola (na wikipedia)

Entrada ligada com a anterior e a excelente do senhor Uz. Só  duas curiosidades sobre o especial critério da Wikipedia Espanhola (mais que em castelhano) para o conteudo dos artigos. Nom falo já da sua escolha para os topónimos (como muitos dim bem: Que caralho importa o que fagam os espanhois-hispanos na sua língua num projecto próprio?) onde eles mesmos nas leis dessa wikipédia fixam a sua preferência por todo topónimo “castelhano”, até se o tenhem que inventar. É só  umha monstra de como vária o enfoque e a redaçom em dous artigos que consultei estés dias (sempre na sua versom na nossa língua -modo internacional e sem complexos- e na inglesa):

1. Artigo sobre a Excelente Senhora em inglês, em português, em italiáno e em catalám. Reparem como todos tratam o tema com argumentos parecidos, e com umha mesma linha, claro que as versom portuguesa tem mais profundida. As cinco falam da campanha de desprestigio dos nobles castelhanos para negarem a paternidade da Joana. Mas a , na versomem castelhano, nom ficam contentes se nom incluem:

  • “Había motivos más que suficientes para dudar de la impotencia de Enrique IV ya que previamente había estado casado con Blanca de Navarra y el matrimonio se anuló porque nunca llegó a consumarse. Además, Enrique IV no tuvo más hijos ni con su mujer ni con ninguna de sus amantes”

Embora  a wikipédia portuguesa engade umha referência às crónicas históricas que situam a Beltrán de la Cueva fora da corte no momento da concepçom da futura raina de Portugal este é um feito estudado e contrastado, nom umha suposiçom do estilo “nom tivo filhos, mais que Joana, ergo é impotente”.

2. Llevo uns meses coa esgrima histórica, já contarei no blogue. E hoje consultei umha entrada sobre um mestre esgrimista espanhol,Luis Pacheco de Narváez.  É umha figura história que os practicantes da versom moderna da sua escola, a chamada Destreza Verdadera, idolatram (som mui chungos e espanholistas, com bandeiras dos Tercios de Flandes nas chaquetas de esgrima e juramentos contra El Turco e cousas assim….) mas que para a história “geral” passou como umha figura cómica que se enfrentou contra Quevedo, após este criticar a sua principal obra sobre a teoria da esgrima, e perdeu o duelo. E aclaro,  a versom castelhana da wikipedia tem quase o mesmo corpo que a inglesa, co engadido de que tem um dous longos parágrados adicados a duvidar da versom histórica do duelo.

Suponho que re-interpretaçons (fora da maior profundidade com que cada comunidade na wikipédia trata um tema mais cercano) existem em todas as versons das wikipédias. Assim que isto fica só como um apontamento.

Raivam e botam escuma

Raivam agora e mais que raivarám. Estam nervosos, individual e colectivamente. As sambessugas institucionais-oficiais calam e fugem, com o medo de quem sabe que as prebendas polas que falseou o património da língua do seu povo perigam, os opinadores profissionais escrevem -na língua de verdad ou na sua versom disfarçada de dialecto indígena-  carregados de odio, insultos e preconceitos; agasalhados com a bandeira do reino nas tribunas dos jornais. Até os que nom som nem institucionais-oficias nem opinadores-profissionais, mas querem fazer méritos para essas vagas, cuspem a sua raiva -disfarçada e justificada cada duas frases como verdadeiro amor pola língua galega e a portuguesa, bem separadinhas isso sim- em forma de sofismas e parvadas com triple pátina de populismo, argumentos ad hominem e ad hoc. E todos estám na mesma banda do caminho, alguns coas orelheiras bem colocadas, para nom repararem nos seus companheiros de viagem.

O melhor é que todo isso é velho, mas agora só é em parte ódio contra Galiza, só é em parte lusofobia, agora há medo. Assim que um dez para a Academia Galega da Língua Portuguesa, embora eles som só um passo mais no esforço de muitas pessoas que querem que a língua galega saia ao campo livre, sem complexos. Mentras os outros tenhem que fazer mais e mais esforços estéticos para manterem a farsa, e a estrutura que tam bem funcionou estes anos: Os asnos coas orelheiras minimistas auto-impostas a caminhar polo rego marcado polas binças do arado espanhol, mas cada  o sulto tem que ser mais profundo e os asnos mais asnos…

Ilegalizaçom de ANV e entusiasmo…

Ideia de Brianhabana.

Mondariz nom me sabe bem!

Eu nom o poderia dizer melhor ( # # # # # # #). Querem conflito lingüístico? Pois terám conflito lingüístico, que caralho!

Espalha-o!

A escuitar: Mind Transplant, Alphonse Mouzon

Mondariz contra o galego e Galiza: Correio para Augas de Mondariz

Após ler isto, escrevo e envio isto outro:

Senhores de “Agua de Mondariz”:

Quero expressar-lhes a minha decisom como consumidor de deixar de comprar a sua auga após a sua colaboraçom consciente com umha mais das campanhas de ataque contra a cultura é a única língua galega. Tenham por seguro que também procurarei difundir os complexos e insultos que exprimem entre as minhas amizades e conhecidos, para que procurem evitar o consumo dos seus produtos. Também que promoverei ou suportarei as campanhas que já se organizam para pedir a retirada do distintivo “Galicia Calidade” dos seus produtos.

As razons para esta decisom som de seguro bem conhecidas por vocês: A sua aposta pola campanha anti-galega dos media espanhois. Se bem som muitas as empresas implicadas no nefando documendo de intoxicaçom criado polo “Foro Financiero de Vigo” as suas respostas aos pedidos de rectificaçom da sua actitude demonstrarom que o seu departamento de atençom ao público tem uns preconceito paleolíticos contra a língua da Galiza (E de Portugal, e de Brasil, e dos PALOP….) e que a sua empresa como ente está conscientemente ligada com as possiçons mais antigalegas do rancismo espanhol.

Nom aguardo nem rectificaçom nem resposta.

Fernando Chouzinho, um ex-cliente.

O correio de mondariz é: info@aguasdemondariz.com

”Psicose”

Hoje abro as orelhas entre da névoa do sono e escuito o telejornal. É mui cedo para que os meus neurónios tenham plena capacidade, mas podo captar como o apresentador -dalgumha televisom espanhola privada- fai um resumo dos cabeçalhos do dia, entre elas fai umha compilaçom de quatro ou cinco novas ligadas coa tragédia do aeroporto de Barajas. No epígrafe inclui o intento de seqüestro dum aviom nalgumha parte de Europa, acidentes de vária magnitude, umha saída de pista e outras parecidas. Ainda tenho que aguardar que a maioria das partes do meu cérebro reiniciem para o novo dia, mas já tenho algo algo no que pensar mentres esquezo os sabores do último sono da noite.

Durante estes dias comentei em diferentes círculos -digitais e do Mundo Real- como o sistema de reconhecimento de padrons do nosso cérebro propícia a criaçom de falsas ligaçons entre acontecimentos. Lembramos de forma mais vivas as cousas que saem da norma habitual, as que ajudam para reforçar as estruturas lógicas que criamos para entender o mundo. Desde o ponto de vista evolutivo é umha ferramenta mui poderosa, a mente humana tem a capacidade quase única na vida terrestre de ligar acontecimentos separados no tempo e no espaço e supor que existe umha relaçom. Essa capacidade permitiu-nos criar a cultura humana, e deduzir propriedades do mundo físico. Claro que essa ferramenta é muito primária e co passo dos século e o aumento da complexidade do nosso ambiente e dos fenómenos que éramos quem de observar perdeu efectividade. Por sorte inventamos o método científico, um jeito sistemático que nos permite dilucidar se essas relaçons que notamos na fronteira da percepçom som reais. Mas ficou no nosso dia a dia esse mecanismo primário, responsável entre outras cousas de que deitados sobre a erva podamos topar formas conhecidas na amorfa humidade das nuvens. E também é a causante de que tendamos a lembrar esses fenómenos que reforçam experiências, medos e padrons de utilidade.

Imaginades que cada dia deixades o carro num estacionamento público. Por acaso dous ou três dias seguidos o coche que tendes diante é amarelo. Ainda que nom o notedes o vosso cérebro já activou uns circuitos neuronais que fixárom esse fenómeno casual . Se o dia seguinte, e alguns mais, o coche é vermelho esses circuitos que unem os neurónios adormeceram. Mas se umha semana depois topades outro veiculo amarelo nesse sítio teredes umha sensaçom de lembrança “oh! Outra vez um carro amarelo”. Dous dias depois tendes a mesma experiência e pouco a pouco, segundo aparecem mais carros amarelos no processo, teredes a sensaçom nom-racional de que acostumades topar mais desse tipo que de qualquer outra cor no vosso aparcadoiro. Ao final formaredes umha afirmaçom na cabeça do tipo: “Quase sempre que estaciono o carro nesse estacionamento tenho diante um carro amarelo”. Mas se fazemos um estudo ao longo do tempo de seguro que observaremos que a distribuiçom das cores nom é tam acusada. Há tantos carros que estacionam diante vossa com outras pinturas como os amarelos, mas esse mecanismo da memória fai que lembremos melhor esses acontecimentos que reforçam o que cuidamos que é um patrom na natureza.

Sabendo isso, comentei com alguns amigos e também em chuza que esse processo explica alguns comentários que escuitamos nos dias posteriores ao acidente em Barajas. A gente dixo que lembrava dalgumhas desgraças similares, seguidas de três ou quatro acidentes em pouco tempo. A cousa é que de seguro a distribuiçom dos acidentes de aviaçom no tempo é bastante uniforme, e é fácil supor que é o fenómeno de procura de padrons o que cria essa sensaçom de que estám mais concentrados no tempo. Mas depois de escuitar o pseudo-telejornal desta manhá cuido que há um erro nas premissas desta suposiçom: A distribuiçom dos acidentes pode ser uniforme, mas a atençom dos media nom o é. Depois da desgraça em Barajas os boitres com microfone levam para as capas dos telejornais os pequenos acidentes, problemas coa névoa, seqüestros de rotina… todo com música de filmes de terror e locuçons afectadas. Sem indicarem que esses problemas existem todo o ano, mas que co sangue morno das vítimas ainda nas cámaras eles cuidam que é “mais nova”.

E depois fam outras novas, e dedicam os seus fedorentos programas do serám, para analisarem a “psicose nos aeroportos”… manda caralho.

A escuitar: D’où viens-tu ?… C’est le Dieu  (Lakmé) de Delibes

Déjà-vu e maré cheia

De isto para isto.

De isto para isto.

Já passamos a maré cheia dos direitos dos povos e das pessoas. Agora chega o momento de que os que nunca marcharom ataquem de novo…

[Gosto pouco de post pseudo-poéticos]

A por eles, Russia!

Аниме, Россия! Вперед, товарищи! Аршавин, чемпион!

Porque no mundo das selecçons esportivas há umha verdade cada dia mais clara:

Que eu tenho duas selecçons, Galiza e qualquer que jogar contra Espanha

Que neste tema, coma em todos, mais Espanha é sempre menos Galiza. Que o feito da selecçom espanhola e a sua federaçom existirem é a principal pedra no caminho do reconhecimento da nossa selecçom nacional. Que a dialéctica da coexistência cria mentiras culturicidas como o “bilingüísmo harmónico” e que Espanha leva séculos demonstrando que só conhece um jeito de relaçom com outras culturas: a sua colonizaçom e eliminaçom.

E qualquer que discrepar com a ideia da Espanha única e eterna, até nalgo tam superficial como o futebol tem que ver como as suas afirmaçons som queimadas -metafóricamente- na praça pública. Como os políticos bascos e catalans – os galegos nom, calam… – que com humor e sinceridade nom tenhem medo em deixar clara a sua nom simpatia coa equipa espanhola.

P.D.: Toca aturar a prepotência espanhola outra vez mais, mas… Deutschland, Deutschland über alles……

Guarda Civil: Eu também levo o GZ

Magoa nom ter carro….