Category: Espanha me mata

As mentiras do PP chegam até Portugal da mao de Ferreira Fernandes

Leio em Chuza referência a este artigo do infame Ferreria Fernandes no Diário de Notícias, e estou na obriga de escrever.

Prezado Sr,:

Sou leitor assíduo do seu jornal na sua versão digital e considero a sua publicação um media excelente para me manter informado das novas do pais vizinho desde a minha Galiza de residência. Mas com mágoa observo como os insultantes artigos do Sr. Ferreira Fernandes luxam periodicamente o bom nome do Diário de Noticias.

As opiniões, nunca argumentadas, do senhor Ferreira som um reflexo arrepiante e proselitista das ideias mais extremistas do Partido Popular Espanhol, desse núcleo de ultra-direita que dirige a formação herdeira da Alianza Popular fundada pelo franquista Manuel Fraga, e desmerecem tanto alinha editorial como a seriedade do seu jornal. Descontando considerações políticas pessoais eu sou administrativamente cidadão espanhol, e falante duma dessas “línguas menores” das que fala no seu último artigo. Mas o que esquece que senhor Ferreira é que essa “língua local” compartilho-a com ele: o galego, ou na sua dimensão internacional, o português. Fora dessa consideração particular, transmitir como certas as afirmações da política extremista Dolors Nadals sobre a “perseguição” do castelhano em Catalunya e admitir o seu jornal a publicação dessas mentiras, é uma demonstração terrível de carência de critério informativo. Se desde o seu jornal permitem essa dialéctica do ódio sem contrastarem antes os dados  som cúmplices da obsessão e a estratégia anti-galega, anti-basca e anti-catalá que contamina a política espanhola dos últimos anos.

O senhor Ferreira desconhece por completo a verdadeira situação de desprotecção total dos direitos dos cidadãos espanhóis que empregam uma língua diferente do castelhano. A legalidade vigente na Galiza durante a minha escolarização, que garantia um mínimo irrisório de aulas em galego-português, foi ignorada constantemente coa beneplácito do Partido Popular que tanto defende na sua coluna. As pessoas galegofalantes ainda sofrem uma discriminação a todos os níveis da sociedade. Discriminação promovida por pessoas da mesma ideologia que o senhor Ferreira Fernandes, que de nascer na Galiza seria afortunado se o funcionário do registro não o registrasse como Herrera Fernandez. Por sorte situação é mais tolerável em Catalunya ou em Euskal Herria, porem tenham que aturar os ataques mais violentos do espanholismo.

Sinto ter que rematar esta missíva com o anúncio da perda dum leitor, que não quer aturar mais insultos desde as páginas do seu jornal.

Atenciosamente

——————-, Santiago de Compostela (Galiza)

Enviado: direccao@dn.pt

Que falem de “nós”…

Bravo, bravíssimo! Bravo para os que nom sabem analisar!

Os últimos em tirar proveito da falta de capacidade logística e conhecimento som os seareiros da espanholista Rosa Diez e o filósofo-mercenário homófobo Savater. Dim “ter medo” -a eles nom os metem no caldeiro, nem torturam, nem ilegalizam, mas tenhem medo os coitados- e tiram do espaço nos media criado pola cena bem dirigida pola profissional San Gil para dizer as suas parvadas. E agora que venham os irresponsáveis de AGIR a dizer que “qualquer cousa que falem de nós nos media é bom” Paifocos! Bonita prenda para os espanholistas, espaço e pseudo “justificaçom” para se fazerem as vítimas!

Bravo! Bravíssimo!

E que venha alguem a contra-argumentar que no ker de AGIR a gente nom é consciente que organizarem um protesto legítimo sem terem todo bem planificado (os tempos, a logística e a estratégia) é dar material o contrário. Rediola!

Paradigmáticos

-“Vine a defender el bilingüismo y la libertad, pero si empezamos con rollos en gallego yo marcho”

Tangallego na manife galegófoba na Corunha.

 

 

Quem é a violenta? San Gil em acçom

María San Gil demonstrando o mui democrata que ela é. Claro que nela nom vam bater os guarda-costas velhacos (No senso literal).

Contra a caça de bruxas em Compostela!

Umha nota sobre a “agressom” a Maria San Gil

Que ninguém pense que este artigo é umha confraternizaçom coa fascista de San Gil. Nem que acredito nas mentiras oficias que falam dumha agressom que de existir seria dos seguratas contra os manifestantes:

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No segundo 40 da gravaçom fica esclarecido que agride quem.

Porém, o importante neste puto mundo é a imagem que da realidade transmetem os media de comunicaçom, e por mui revolucionarios que se sintam os eternos adolescentes de AGIR nom podem obviar que até um acto de violência contra eles nesse contexto será interpretado como umha agressom contra os fascistas do PP. E pode que eles nom percevam o problema, mas com um pouco de esforço podem comprender que dar publicidade de balde a quem tem o poder para os esganar judicialmente é estúpido… até para revolucionarios de bar coma eles.

Constituiçom espanhola, “garante de liberdades”

liberdade3.png

Prova de agudez visual

Logo de ver este vídeo da cimeria internacional:

Parte 1. (5 pontos)

Identifique :

– Os representantes eleitos dos seus cidadans.

– O chefe de estado nombrado como tal por um ditador fascista.

– O chefe de estado descendente dumha caste de endógamos que governarom pola graça divina
– O chefe de estado eleito com 63% dos votos em eleiçons aprovadas por todos os observadores internacionais e que superou um coup d’état organizado -entre outras- por empresas espanholas coa colaboraçom do governo idem.

– O chefe de estado que carece da educaçom necesaria para aceitar que nom sempre ele é o moderador do debate.

– O chefe de estado que ainda conceptua Latinoamerica como parte dos seus domínios feudais, e que quando os seus antigos servos tentam falar levanta do sitio e marcha coma um neno pequeno.

Parte 2. (5 pontos)

Opçom A: “Os tópicos ocidentais para demonizar a Chavez e menosprezar a democracia de Venezuela”

Opçom B: “Como fazer das parvadas dum velho idoso asunto de estado”.

[Obrigado a Oko polo seu ordenador e a sua conexom euskalduna] 

Por umha soluçom democrática, as palavras sobram-se

Freebatasuna

Quatro de quatro!

A direita espanholista encarnada no PP (e no PSOE) ressuma ódio de morte contra toda cultura diferente da espanhola oficial. Esta afirmaçom é umha das que na situaçom política e social actual que nom admite umha escala de cinza, podem acochar que se repugnam perante as mostras vivas -as línguas, culturas,jeitos de viver- de que Galiza, Catalunya ou Euskal Herria nom som parte real desse construto militar chamado “España”. Por isso nom é raro que quando o Partido Popular quer fazer umha campanha “por España” com argumentos do tipo “Somos más y tenemos más razón” (que já retirarom da página) e queiram cubrir com umha pátina de “cooficialidade” o seu ódio metam tantas burradas:

cartel_grande_gallegoa2p.jpg

Nom há ninguem no PP, em toda Espanha, ou na franquiadeste partido franquista na Galiza que poida indicar que:

… os artigos possessivos sempre levam um artigo demostrativo diante, agás nos primeiros graus de parentesco?

… o décimo mês do ano leva o nome de outubro ou outono?

… a segunda pessoa do imperativo do verbo acudir é “acode”?

… a perifrase “acudir a celebrar” é um castelanismo?

E que estas quatro gralhas som tal em todas as normas do galego?

Que possibilidades há dum cartaz do mesmo partido com um “Semos Hespaña Ben a zelevrar”?

PS: Comentarom-me que a versom em euskera inclue erros ainda mais grandes, tanto que a declinaçom errónea dai como resultado um curioso “de Espanha somos” (como possessivo)…

Diálogos demócratas espanhois

-Democracia?

-No, Constitución.

-Igualdade?

-No, Constitución.

-Direitos humanos?

-No, Constitución.

-Vontade do povo?

-No, Constitución.

-E umha consulta?

-No, Constitución.

-Liberdade?

-No, Constitución.

-Paz?

-No, Constitución.

-Umha última pergunta, diálogo?

-No, Constitución.