lingua – O demo me leve http://odemo.blogaliza.org "Si eu fixen tal mundo, que o demo me leve" Mon, 16 Apr 2012 18:11:04 +0000 gl-ES hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.1 Galego de Valladolid para o último anúncio do Ministério de Sanidade http://odemo.blogaliza.org/2011/11/17/galego-de-valladolid-para-o-ultimo-anuncio-do-ministerio-de-sanidade/ http://odemo.blogaliza.org/2011/11/17/galego-de-valladolid-para-o-ultimo-anuncio-do-ministerio-de-sanidade/#comments Wed, 16 Nov 2011 22:34:05 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=2088 Eu como neofalante tive que aprender boa parte da ortofonia  da nossa língua. Muitos som os vícios que o espanhol fixa na nossa fala e que temos que eliminar com esforço: uso de cinco vogais em troques das sete da variante galega da nossa língua, problemas com o fonema nasal-velar em “unha” e no final das palavras, acentuaçm diferente em sílabas diferentes em palavras homógrafas com o espanhol, etc. Alguns desses castelhanismos incluso estám fixados no padrom galego-espanhol oficialista que nos isola das variedades internacionais da língua. Porém há muitos traços desse “galego falado à maneira do espanhol” que todos podemos reconhecer sem importar a nossa escolha ortográfica e de paradigma: “míssil/misil” leva a força no primeiro i. Assim resulta engraçado escutar um espanho-falante ler um texto galego, em quaquer normativa. E o risível aumenta quando eles pronunciam “Coelo/Coel’o” por “Coelho”.

Por todo o anterior, qualquer pessoa fluente em galego que escute este anúncio do Ministério de Sanidade espanhol só pode rir, e depois perguntar quanto deve ser o respeito do Governo de Espanha cara a nossa língua (Que segundo a sua Constituiçom também devem eles defender) quando deixam que algo assim suceda:

Topou o anúncio o senhor Modesto.

Coda: Pergunto-me se as versons em catalam ou euscara teram fonética incorrecta. Ou como reagiria a populaçom ante umha impossível locutagem do texto em espanhol como se o lesse um falante de francês.

]]>
http://odemo.blogaliza.org/2011/11/17/galego-de-valladolid-para-o-ultimo-anuncio-do-ministerio-de-sanidade/feed/ 8
“Eforrar” http://odemo.blogaliza.org/2011/03/23/eforrar/ http://odemo.blogaliza.org/2011/03/23/eforrar/#comments Wed, 23 Mar 2011 11:02:51 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=2051

Depois de ver, no blogue de Carlos Callón, a desfeita pronominal dos socialistas de Vigo lembrei que tinha esta outra imagem sem subir no blogue (ainda que já há publiquei em tumblr).

]]>
http://odemo.blogaliza.org/2011/03/23/eforrar/feed/ 1
A vergonha alheia que nom cessa http://odemo.blogaliza.org/2011/01/17/a-vergonha-alheia-que-nom-cesa/ http://odemo.blogaliza.org/2011/01/17/a-vergonha-alheia-que-nom-cesa/#comments Mon, 17 Jan 2011 14:41:34 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=2001

Reparem neste twitt (chío) do senhor Alcalde de Lugo, do que me avisa Maria Yáñez.  Interrogativa aberta com “¿” (que nem na norma galego-espanhola da RAG existe, mas que em casos excepcionais), interrogativa acentuada (como em espanhol) e umha estranha forma verbal “venhe” que nom registra nenhum dialectólogo -e menos em Lugo-. Como bem diz ela os galegos só temos duas opçons: Ler os nossos políticos da sua própria mão com gralhas, ou ler o que escrevem os seus community manager… com gralhas também.

Já se escreveu muito  sobre o pobre galego dos nossos políticos, sobre que o único modelo oral que sai na TVG -com relativo prestígio- é um castrapo gramatical, léxico, fonético e expressivo – mirem se nom o anterior twitt do alcalde, com um “oido cociña”-. Já sabemos todos que as elites com voz na Galiza carecem de qualquer registro de galego culto, e quando há, é um decalque do mesmo registro no espanhol. Que isso seja conseqüência do analfabetismo, o desleixo ou dum plano mais claro de insultar-nos a todos, fica ao gosto do leitor.

Políticos galegos que falam como Os Tonechos, fai-te fã.

]]>
http://odemo.blogaliza.org/2011/01/17/a-vergonha-alheia-que-nom-cesa/feed/ 2
Os de sempre http://odemo.blogaliza.org/2010/01/22/os-de-sempre/ http://odemo.blogaliza.org/2010/01/22/os-de-sempre/#comments Fri, 22 Jan 2010 13:10:38 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=1703 imbecis

]]>
http://odemo.blogaliza.org/2010/01/22/os-de-sempre/feed/ 11
O cu e as quatro têmporas http://odemo.blogaliza.org/2009/12/17/o-cu-e-as-quatro-temporas/ http://odemo.blogaliza.org/2009/12/17/o-cu-e-as-quatro-temporas/#comments Wed, 16 Dec 2009 22:16:06 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=1640 alhosbugalhos

Sim, o senhor conselheiro resposto umha pergunta nos encontros digitais de La Voz. Isso sim, qualquer ligaçom entre pergunta e resposta…

]]>
http://odemo.blogaliza.org/2009/12/17/o-cu-e-as-quatro-temporas/feed/ 5
Reflexons sobre a manife deste domingo http://odemo.blogaliza.org/2009/10/21/reflexons-sobre-a-manife-deste-domingo/ http://odemo.blogaliza.org/2009/10/21/reflexons-sobre-a-manife-deste-domingo/#comments Tue, 20 Oct 2009 23:48:30 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=1557 Cuido que este domingo o povo galego –ao menos o que pode ser chamado de tal – demonstrou, mais umha vez, que tem vontade para sair a rua contra os ataques a sua língua. A pergunta é se isso pode em calhar algo mais que passeios de protesto. Se dalí pode sair algo mais que um berro contra a política lingüicida da Xunta do PP.

Um novo caminho, já velho

As reacçons e declaraçons nos dias seguintes nom fam mais que constatar essa sensaçom: Eles nom vam mudar. E por desgraça eles tenhem o poder, outorgado numhas eleiçons –para nada livres e para nada democráticas, e enlameadas pola difamaçom e o mais baixo nível da táctica política– por umha massa de galegos que nom se importam de si mesmos como povo. Eles nom tenhem razom para mudar a sua estratégia, estám embebedados com a vitória. E cada vez fica mais claro que a soluçom nom passa por convencer a esse adversário, mas por construir as ferramentas paralelas que nos permitam vencer. E cuido que a definiçom de vitória na nossa luita é a da conservaçom, a transmissom e a abertura do galego. Temos que apetrechar-nos com a vontade e o apoio mútuo para mantermos a presença da língua na Galiza por nós mesmos, sem ajuda das instituiçons. Temos de procurar o jeito de poder criar os nossos filhos – que se tornárom já em crianças de todos os galegos, ou nom sentem vocês essa sensaçom de agarimo, de estar a contemplar um pequeno tesouro quando vvemalgum neno galegofalante na manife? – na nossa fala. E temos que deixar morrer os prejuízos do passado, as opçons estérilizantes, e abrir a nossa língua para o resto das suas variades no mundo.

Já sei que todo o anterior nom é novo, que já se falou muitas vezes. Com todo penso que agora ficou claro que já nom lhe podemos reclamar nada a quem teria que defender a nossa língua por lei, e que só estamos nós para fazer esse trabalho. Que é hora de vigorizar os projectos que desde há anos já trabalham fora do guarda-chuva institucional e construir umha estrutura social que nom faga depender a sobrevivência do galego do jogo político do estado espanhol. Falando há umhas semanas com a cantante bretona Gwennyn na Gentalha do Pichel entrevim que cecais tenhamos muito que aprender da defesa de línguas como a sua, que tenhem em contra todo o estado francês a trabalhar activamente para a sua desapariçom. Há quem pensará que assim damos um passo atrás, a um estádio anterior da normalizaçom do idioma, mas o facto que esse é o rumo que toma a nossa situaçom. E temos de adaptar o discurso e as tácticas, ou esmorecer. A parte boa é que podemos ganhar muita força e assentarmos umhas bases verdadeiramente firmes para o futuro.

Os berros de “Televisom manipulaçom”

Como nota secundária sobre o domingo exprimir a minha solidariedade com o reporteiro da TVG que tivo que aturar os apupos duns manifestantes que nom fôrom quem de distinguir entre o médio e o trabalhador. Se ainda o protesto contra a cobertura prévia da manife fosse legítimo isso nom justifica a intimidaçom contra umha pessoa que nada tem que ver com essas políticas informativas. E mais quando o repórter em concreto é umha pessoa amante da língua e comprometido, cousa que sei por ter a honra de desfrutar da sua amizade.

“Galego sempre mais” e a falta de empatia dos desnortados

Na mesma linha, cuido que é necessária umha outra reflexom no seio da plataforma Galego Sempre Mais. As últimas manifestaçons a prol da língua demonstraram que a concepçom reintegracionista da normalizaçom tem umha base social forte, que pode congregar gente de forma diferenciada dentro dumha convocatória mais ampla, achegando argumentos de debate e riqueza a esta nova etapa. Também mostrou que se pode vencer o mal intencionado isolamento e ocultaçom das suas posturas por parte das entidades e movimentos colaboracionistas com a espanholizaçom da Galiza. E que em base a isto último pode mudar em um dos actores principais para umha estrategia de nova época. Todo isso é positivo, magnífico e fam que me sinta orgulhoso de ter portado a sua faixa.

Porém ainda existe umha eiva que se repete desde o começo: a mal entendida permissividade com os incívicos e infantis amigos dos ovos de pintura. Umha e outra vez a cor e o nome da plataforma som luxados por um grupo que aproveita de jeito covarde a protecçom da massa para jogar o seu jogo paralelo. Escudados em discursos vazios e irreflexivos afastados dos princípios mais básicos dumha verdadeira praxe revolucionária – que como bem sabe qualquer pessoa formada tem que primar a reflexom das conseqüências e aportes da acçom sobre o valor da acçom em si mesma. Isso sempre que queira agir desde umha perspectiva de marxista, e nom descender polas costas neo-hegelianas de valorizaçom da acçom sobre todo, até chegar a subscrever Giovanni Gentile… – jogam no seu micromundo paralelo sem se decatar do dano que fam. Por isso cuido, desde a minha postura pessoal, que é mais que hora para que esses grupelhos sejam confrontados com a realidade e futilidade dos seus actos. Todos sabemos quem som, e todos sabemos que as suas acçons repetem-se cada vez. A pergunta é se a vontade de pluralismo e nom deixar ninguém fora segue a justificar a cumplicidade com essas cabeças de ponte involuntárias – nom vou fazer mais sangue – do espanholismo.

]]>
http://odemo.blogaliza.org/2009/10/21/reflexons-sobre-a-manife-deste-domingo/feed/ 22
A invasom das Galinhas Azuis assassinas… http://odemo.blogaliza.org/2009/08/28/a-invasom-das-galinhas-azuis-assassinas/ http://odemo.blogaliza.org/2009/08/28/a-invasom-das-galinhas-azuis-assassinas/#comments Fri, 28 Aug 2009 21:26:20 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=1532 … assassinas do ensino em galego.
Hoje ao voltar para casa topei com esta imagem triste:



A preciosa galescola de Sam Roque em compostla convertida já numha Galiña Azul. É mui triste ter plasmada a política galegófoba do PP dum jeito tam visual perto da tua casa.

Sempre que passava diante sorria-me umha casinha e eu nom podia evitar pensar em que de ter filhos algum dia estaria bem bonito leva-los a umha escola infantil tam jeitosinha como essa, e com um mínimo de garantias (nom todas, isso sim) de receberem um ensino em galego. Agora o sorriso da casinha mudou polo olho zómbico dumha galinha que fica para ningures. Poético demais para doer.

]]>
http://odemo.blogaliza.org/2009/08/28/a-invasom-das-galinhas-azuis-assassinas/feed/ 4
Problemas com os tempos compostos? http://odemo.blogaliza.org/2009/08/18/problemas-com-os-tempos-compostos/ http://odemo.blogaliza.org/2009/08/18/problemas-com-os-tempos-compostos/#comments Tue, 18 Aug 2009 20:25:33 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=1530 Avisa mourullo, sempre atento, deste cabeçalho curioso em La Voz. Desta vez nom é um erro engraçado do tradutor automático…
habiacayo

]]>
http://odemo.blogaliza.org/2009/08/18/problemas-com-os-tempos-compostos/feed/ 1
Umha dúvida sobre a leitura http://odemo.blogaliza.org/2009/08/10/umha-duida-sobre-a-leitura/ http://odemo.blogaliza.org/2009/08/10/umha-duida-sobre-a-leitura/#comments Mon, 10 Aug 2009 18:34:06 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=1523 Este vídeo que vim hoje em boinboing.net tem-me intrigado. Mostra umha técnica para incrementar a velocidade de leitura:


More DIY videos at 5min.com

A ideia básica é repetir, subvocalizando, umha mesma sequência monótona para primar a leitura visual sobre a faríngea. Mas… o de ler vocalizando nom o superáramos no século XVI? Ou para cada pessoa alfabetizada nalgum momento da primária? Nom lembro como foi o meu processo de aprendizagem da leitura mas desde que tenho memória consistente nom vocalizo as palavras, fago leitura visual. Cuido que é consequência duns bons hábitos de leitura herdados na minha casa, mas nom quero generalizar. De verdade há gente, adulta, alfabetizada na infáncia, que lê com a faringe?

P.S. Graças a moraima de Chuza! puidem ter umha resposta mui satisfactória.

]]>
http://odemo.blogaliza.org/2009/08/10/umha-duida-sobre-a-leitura/feed/ 1
Os fungos de Yuggoth na nossa língua http://odemo.blogaliza.org/2009/07/27/os-fungos-de-yuggoth-na-nossa-lingua/ Mon, 27 Jul 2009 18:28:42 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=1484

O lugar era escuro e poeirento, meio perdido
Num labirinto de vielas junto aos molhes,
Cheirando a coisas raras trazidas de outros mares,
Envolto em estranhas névoas agitadas p’lo vento.

Uns vidros em losango, que a geada e o fumo velavam
Deixavam entrever pilhas de livros, como torcidas árvores
Desde o sobrado ao tecto – putrefacto amontoado
De sapiência antiga a baixo preço. Enfeitiçado

Entrei, e dum montão cheio de teias
Um cartapácio tirei e ao acaso o folheei,
Estremecendo ao ler palavras raras que pareciam
Esconder de olhares humanos um prodigioso segredo.

E então, quando o vendedor astuto em volta quis achar
Apenas um eco de gargalhadas pude encontrar.

Primeiro soneto de Os Fungos de Yuggoth H.P. Lovecraft

Nom conhecia esta traduçom à nossa lìngua dos sonetos de horror cósmico The Fungi from Yuggoth

Sirva como recomendaçom de hoje.

E de passo, coma sempre, recomendar o trabalho que estám a fazer os amigos de Urco Editora que já tenhem traducido algumha obra de Lovecraft e que na sua nova etapa prometem títulos magníficos. Ainda rematei o outro dia A Praga Escarlata, umha novela curta excelente, editada com as ilustraçons originais. Mui recomendável!

]]>