Category: lingua

Argumentos isolacionistas

Consequências reais do decreto de ensino em galego

Inspirada em esta outra gráfica.

Internet na casinha! E como mudou R!

Depois dumha instalaçom surpeendentemente rápida já tenho internet instalada na casa! Como no prédio já tinham a rede de R, e estou contente co serviço que tinha na Corunha, contratei com eles. A instalaçom foi rápida e sem obra (normal, é umha casa nova e já tem quase todo posto para o cabo da rede) e passarom menos de 24 horas entre a minha contrataçom e a instalaçom. Isto é a parte boa. A má -que sempre há, já sabem que eu sou um repelente- é que as cousas mudarom muito desde a última vez que tratei com R: Lembro que o pacote de bemvinda da minha primeira instalaçom era mui currinho, com três xícaras mui feitinhas, com aquela promoçom vintage-moderna que tinha R, e que toda a documentaçom estava em galego. O pack agora nom inclue nenhum regalo, e para a minha surpreesa está todo em castelhano! Desde o contrato, até a documentaçom. A revista de programaçóm está “tecnicamente em galego”, isto é, data e índice em galego, mas todo o conteudo da grelha -e as sinopses dos filmes, a maioria dos artigos, etc- está em castelhano. Umha mágoa.

Prau em concerto no Pichel: Grande achádego!

Onte gocei muito do concerto dos aragoneses Prau (#)na Gentalha do Pichel e o passa-ruas da Escola de Samba da Praça (também aragoneses). Gente mui agradável no nível pessoal, e todo um achádego músical. Foi umha boa ocasiom de achegar a outra realidade linguística minorizada, e ver como ante situaçons muito mais precárias a gente pode ter forças para lutar e reivindicar a sua cultura e língua.  E também ver como o nacionalismo espanhol pode ser tremendamente eficaz quando quere ocultar e apagar a existência de muias reivindicaçons nacionais e culturais que nom coincidem com o padrom.  Fico com umha frase dum deles:

“Um neno pode passar por todo o ensino obrigatório em Aragom e nom saber que existe o aragonês”.

Umha realidade terrível, que nom deixa muito espaço para confiarmos na recuperaçom da sua língua.

Assim que num futuro nom desboto umha visita a esse Aragom “diferente” e alternativo.

Benigno Lopez strike back!

O nosso tam bem querido Valedor soltou a língua a pacer outra vez. Como reflexom quero copiar a de serna em Chuza! sobre o feito da maioria das reclamaçons linguísticas virem das linhas de Galicia Bilingüe contra o Decrecto do galego no ensino:

O valedor tem de atender às queixas por incumprimento da legalidade, não PARA o incumprimento da legalidade. [Comentário original de serna]

Horla(!!)

Portada Facultade de Físicas da USC, ano 2008.

Sim, pom HORLA.

Os nomes do filme no CGAI, em castelhano, como tem que ser

Um amigo que prefire manter o anonimato reparou numha “curiosidade” na programaçom do CGAI e cuido que é comentável.

Reparem, por exemplo, em esta programaçom para o dia 11. Programados  filmes em versom original -CGAI, ninho de modernos- com legendas em galego… mas os nomes dos filmes estám em castelhano. Esse tendência é sistemática, como podemos comprovar no PDF da programaçom. Chega até o ponto de que nas filmografias/biografias dos realizadores que topamos no PDF podemos ler cousas cousas como:

<<[…]incluíndo as dúas mellores adaptacións realizadas sobre a obra de Dickens, Cadenas rotas (1946) e Oliver Twist (1948)- para dar lugar a partir d’El puente sobre el río Kwai (1957) a superproducións de narrativa depurada e procura de perfeccionismo como Lawrence de Arabia (1962), Doctor Zhivago (1965), La hija de Ryan (1970) ou Pasaje a la India (1984) onde a complexidade dos personaxes en medio de conflitos […]>>

Qual é a razom que justifica inserir os nomes dos filmes em castelhano num texto em galego quando estes nom som os nomes originais? Lean dirigiu Great Expectations em 1946, The Bridge on de The River Kwai em 1957,  Ryan’s Daughter em 1970 e A Passage to india no 84… E de seguro que o “Lawrence de Arabia” do texto está implícitamente em castelhano par ao autor, e Doctor Zhivago nom é a versom original. Com todo, esse D’El é poesia castrapeira-isola da boa, boa…

Colonizaçom mental? Noooom….

María Castro Loves Caps Lock

Imagem de Maceirax.

Para que nom digam que só fago piadas com o novo actor galego Martin/Martiño/Martinho Rivas ben O’Rivas: A agora afamada María Castro -a roxa que interpretava a filha de Miro Pereira, e que agora “trunfa” em Espanha- demonstra que é umha filha da sua geraçom, vejam entrevista em La Voz, à que cheguei graças a Mourullo. Namorada do Caps Lock, a linguagem SMS e os topónimos deturpados (*Bayona), e com algumha gralha “bonita, bonita” (*extremecida. *tenporada, *cirujia) . Da sintaxe e a redaçom já nom falo, por pura vergonha. Para completar o marco, o conteudo é pura poesia . E estuda para mestra! Comparar com a entrevista-chat de Colineta, sempre recomendável.

A escuitar: If I Could Fly – Helloween

Nota musical: Momento heavy!

CRTVG II (Sem licença de Le Queue Bleue)

Hai dous dias na TVG, no programa que tem agora Superpiñeiro na tarde, saiu isto da boca desse apresentador:

“-E que há muita gente que tem muito despeito… bueno nom sei se se di assim, pero como em castelám é “despecho”…”

Reparem que o problema nom é a palavra despeito, totalmente válida na nossa língua, mas o argumento para justificar a dúvida que de certo tem ao empregar umha palavra que nom está no seu vocabulário normal. Nom sei se Superpiñeiro é falante de galego fora dos estudios da TVG, embora estou seguro de que nom emprega a palavra “despeito” num suposto discurso em galego “informal”. Empregará a palavra castelhana despecho, como emprega os castelhanismos bueno ou pero. O terrível é que quando tem que adaptar a fala “expontanea” para os nimitos estándares de correçom da TVG, quando a obriga é empregar um nível da língua mais cuidado, o procedimento é o da traduçom: “Em castelhano existe a palavra ‘despecho’, que é a que eu quero dizer, pecho em galego é peito, ergo direi despeito, já está justificado”.

Nom se justifica a palavra dentro da própria língua, é umha construçom desde o espanhol para o galego. Umha demonstraçom mais de que graças os duros esforços da RAG, a ILG, a política galega e a intelectualidade na sua aura podem já berrar um Mission Acomplish !. O galego na Galiza já nom é mais um língua, mas um dialecto. Viva! Viva! Yippi!

Pseudo-continuaçom deste post noutro blog.

A escuitar: Maldito Duente – Raphael

Nuking the Fridge, pequena reflexom sobre os modismos na rede

Um pequeno corte na série de posts gastronómicos para entrar noutro guetto blogueiro. Hoje navegando pola wikipedia (bom jeito de fazer nada sentindo-te menos culpável) topei com um novo modismo que tem pouco mais dum mês. “Nuke the fridge”

A traduçom mais direita é “bombardear com armas atómicas o frigorífico” embora eu som friki de mais para deixar de empregar o magnífico verbo inglês “to nuke” neologismo que calhou nos jogos em rede depois dos seus usos bélicos (Conste que em Austrália também se emprega para quentar algo no forno microondas). E está tomando o lugar doutro modismo “jump the shark” (saltar o tiburom) para o contexto dos filmes. “Jump the shark” fazia referência ao ponto no que umha série de TV perdia toda ligaçom com o seu estilo original, ou a sua trama esgotava todas as opçons dignas e a produçom empregava algum dos recursos clássicos das series USA para manter a audiência. A origem é um capítulo da série “Happy Days” na que o protagonista repite umha cena da temporada anterior -na que saltava com umha moto sobre uns carros estacionados- mas desta vez sobre um tiburom… coido que a ideia fica bem clara. Para mim o momento mais visual é quando Pedro Picapedra ganha um novo amiguinho na forma dum extraterrestre verde que só ele pode ouvir e ver.

Pois bem, até uns meses era normal o empreog de “jump the shark” no contexto do cinema, para aqueles pontos nos que os filmes que até entom tinham um tom de seriedade ou de “nom-humor” acadam um novo nível de ridículo, aliás quando o espectador tem que marmurar um “que caralho…” por obriga quase moral. Mas desde a estrea do quarto filme da franquia Indiana Jones o novo termo suplantou por completo os semas do anterior. E se víchedes a película entenderedes porquê. Ver como Indy safa dumha bomba atómica dentro dum frigorífico (com proteçom de chumbo, of course) e sae voando impulsado pola explosom até aterrar quase sem danos a varios kilómetros, depois duns primeiros minutos de filme mais comedidos… só podes dizer “que caralho…”. O jogo com a cena é bem singelo e rápido, e nom é raro que poucas horas depois da estrea a frase já circulara pola rede . Já tem entrada na wikipedia, e varias páginas webs adicadas…

Pessoalmente coido que é perfecta e define mui bem esse tipo de situaçons cinematográficas. É umha actualzaçom da versom anterior, já mui afastada no referencial cultural, aliás é mais universal pois Indy tem mais difussom mediática que umha série americana dos 70. Assim que já estou a aguardar o ditamem dos patriarcas da cinefília galaica, e ver quem é o primeiro em dar uso ao modismo…