Category: Pais, Pais

«Como veo que no sabes hablar español, no me interesa. Gracias» Discriminaçom Galegófoba em Base (Compostela)

Podedes ler no PGL o último caso de discriminaçom por mor da língua. Poderia-se argumentar muito contra a actitude da responsável de quadro de pessoal da franquia de Base em Compostela. De base que os únicos bilingues reais neste país som os galegofalantes, os únicos que por força tenhem que aprender e empregar um idioma alheio na sua própria terra. Mas o tempo do diálogo passou, cumpre agir. Ainda que seja algo tam singelo como um correio, umha actitude de protesto, um boicote pessoa, umha difussom desta informaçom. Uno-me a Sechu com este correio enviado a: centro@base.net e
marketing@base.net . Claro está, riscando Base dos lugares onde poderia comprar.

Bo dia:

Escrevo como cidadam indignado ao ter notícia dumha discriminaçom em funçom de língua num dos seus estabelecimentos.

Informam os media que a encarregada de contrataçom na franquia sita no centro comercial Área Central de Santiago de Compostela, considerou nom válida para o trabalho ofertado a umha solicitante por esta ter empregado o galego em todo momento. Agravando-se a situaçom pola carência de modais da sua empregada que afirmou: «Como veo que no sabes hablar español, no me interesa. Gracias».

Como falante da única língua própria do país nom podo fazer outra cousa que empatizar com a pessoa que sofreu esta discriminaçom e agir em consequência. Dado que o emprego do galego para a comunicaçom parece ser um problema para a contrataçom na sua empresa suponho que também o será na relaçom com os seus clientes. Como consumidor absterei-me entom de comprar-lhes nada, e procurarei informar a todo o meu círculo de conhecidos da sua atitude, assim como difundir este caso por todos os médios.

Sem aguardar nenhumha rectificaçom pola sua parte, despido-me.

Fernando Trigo Chouzinho

Unide-vos!

Jornadas de Diversidade Sexual 2009 (Vídeo A Nosa Terra)

HINIBICION EN EL PESEDEGA

HINIBICION

Via umha queridíssima amiga jornalista chegamos a esta monstra de HOUZAn ( O HOYGAN galego-português) numha nota de imprensa do PSDG…

Bloody Glory…

Seguindo o anterior post…



Após o “Verde Gentalha” o novo copinho na moda na Gentalha: O Bloody Glory!

Catadura moral

Nom perder esta nova viagem até os mundos de fantasia desse grupúsculo supremacismo conhecido como Galicia Bilingüe. Ante a maior demonstraçom de apoio à única língua própria do nosso país os enajenados pilingüism cuspem a sua raiva contra os manifestantes – com alguns argumentos emprestados, claro está- e com maravilhas como:

En esta otra, vemos gente de no muy buena “catadura”.
Anormal abundancia de barbas y pañuelos palestinos (kefia).
¿ Hablarán galego en Palestina ?.

Assim que levar barba ou kefia é um signo de no muy buena catadura. Umha outra demonstraçom do seu nível moral, s-ó comparável com as piadas e desqualificaçons por mor da apariência física que seguem na entrada, mui adulto todo. E como comentava Llik em Chuza: Eu non sei se en Palestina falan galego, pero en Galiza os palestinos si falan galego

Addendum: Como aponta Andrés Milleiro, nem quando empregam a sua ferramenta favorita -a demagogia- ao atacarem a Callón polo seu telemóvel (!!) sabem do que falam…
Para quem se poda amargar polas parvadas dos racistas de GB deixo um magnífico video da Festa do Dezassete, obra de Gzvideos:

Calar a boca a Conde Roa nom tem preço: Colabora com a Gentalha URGENTE

urgentedinheiro

Muitos de vós conhecedes a campanha que político radical santiaguês Gerardo Conde Roa empredeo desde há tempo contra o Centro Social A Gentalha do Pichel, o C.S. Henriqueta Outeiro e a Sala .  o Nasa. A gente da sua caste nom suporta a existência de espaços de liberdade onde promocionar a cultura do nosso páis, onde organizar movimentos activos na sua defessa, espaços de comunicaçom e debate entre ideias e projectos de contruçom nacional. Nom suportam em geral os projectos que nom estám sob o seu controle.

As suas pressons, apoiados polos grupos mediáticos do extremismo espanhol na Galiza (COPE, ABC, El Correo Gallego, El Mundo…) e enfrontados com um nada reticente governo municipal do PSOE e o BNG acadarom um novo ponto de tensom: umha orde de encerramento cautelar do local da Gentalha do Pichelque conta desde há anos com licença, pendente duns arreglos no local que ano tras anos pagamos os sócios com as nossas achegas. Qualquer outro local da cidade (centos deles, inclusive a própria sede do Partido Popular na cidade) seguiria aberto, a vista da realizaçom dessas obras, mas a convivência dos três partidos (uns por acçom outros por inacçom) na cámara municipal por detruirem todos os projectos que lhe som molestos precipitarom os feitos até o ponto que num mês o Centro Social terá que fechar as suas portas. Isso nom rematará com nós, mais porá novas dificultades no caminho do nosso projecto, que durante 5 anos ofereceu aos vizinhos de Santiago e de toda a Galiza actividades, cursos de formaçom, festas e foliadas e sobretodo um lugar onde criar e desenvolver ideias e trabalhos para umha Galiza livre e universal.

Mas temos um praço para soluciarmos  este derradeiro problema, e que este encerramento seja só temporal e nom se converta numha briga eterna nos tribunais espanhois. O único que por instalar é um salva-escadas para pessoas com problemas de movilidade. De feito o projecto já está encarregado e os instaladores venhem de caminho, numha semana começaram o seu trabalho. Por desgraça nós nom temos jeito de salvar esse último chanço económico: 10.000 € de obra, e a metade como adiante em menos de três dias.
Por isso esta entrada no meu blog e a campanha apresurada. Ainda que resulte molesto e vergonhento, precisamos da colaboraçom económica de todas as pessoas possíveis para acadar essa cifra num praço  tam pequeno.  Já estám à venda os bonos de ajuda na Gentalha e existe um número de conta de Caixa Galicia para quem prefira esse método: 2091 0316 92 3000223595. Toda ajuda é importante, e teredes o nosso agredecimento.
Lembrade. manter aberta a Gentalha custa 10.000 €, calar a boca a Conde Roa nom tem preço.

HOYGAN AH MI GUZTA LA MUZIKA HAUSE

16042009

“Noche Hause”? Mistura entre o alemao haus (/haʊ̯s)/ ou do seu dativ hause ou do inglês house (/haʊs/) ? Analfabetismo discotequero?

Dúvida existencial

Neste cartaz, que é mais delitivo? Veganismo ou Comic Sans?…. veganismo e Comic Sans, pleno caralho.

Postscriptum: Nom fum eu quem reparou, mas o amigo idem (por ser Postcriptum).

A escuitar: Die letze Schlacht gewinne – Ton Steine Scherben

A minha língua quero na tua boca

Inspirados no poema do amigo Igor Lugrís  na Comissom de Língua do C.S. A Gentalha do Pichel decidimos sacar este “kit erótico-lingüístico“: Camisola -com os primeiros versos do poema-, cuecas -com a língua está para usa-la– e um CD de cançons que seguem a temática. Todo a venda no centro social, como pack ou por separado.

Por falar morreu o mudo | Nom digam parvadas: alguem pode escuitar

Comendo hoje com os meus pais fumos protagonistas passivos dumha cena que encarnou o dito que intitula esta entrada. Jantávamos num terraço de Santa Cristina a comentar os acontecimentos privados desde a nosso último encontro  quando o volume da conversa da mesa vizinha sobordou o nosso espaço acústico. Duas famílias, parelhas de meia-idade e de classe media-alta acompanhados dumha avó e nenos com idades váriadas discutiam sobre a escolarizaçom dos filhos maiores, e a futura dos mais pequenos, num conhecido centro concertado da Corunha. Sei que nom é boa educaçom escuitar as conversas alheias, mas confiem na minha palavra: era impossível ficar indiferente ante o volume e a qualidade dos argumentos emitidos.  Assim que de vagar a nossa própria conversa foi decaindo até trocarmo-la por um cruce de miradas alucinadas polo que escuitávamos.

Nom fixarei cá dados pessoais, nom som importantes, só tenhem que saber que umha das nais exprimia a sua preocupaçom pola sua solicitude de vaga para o seu filho num colégio concertado bem conhecido -pola profundidade das lembraças, mas nom polo agradáveis- por este blogueiro. Ao parecer o horário e situaçom do centro eram os idôneos para as suas necessidades, e qualquer outro causaria um terrível problema na sua planificaçom. Um dos pais procedeu entom a declamar a sua sabedoria sobre o funcionamento dos processos de selecçom da Conselharia de Educaçom, assim como o funcionamento do pagamento nos centros concertados. Entre os conselhos, emitidos nesse tom de voz tam característico que só podem acadar as pessoas seguras do seu conhecimento de todos os temas – ou desconhecedoras da sua burrice real-, destacava a recomendaçom  de preencher as solicitudes com um único centro escolar – así están obligados a darte ese colegio–  ou que nunca incluisse um público na solicitude –porque el niño tiene que estar obligatoriamente en un colegio, y si no pides un público entonces irá al concertado que tu quieres-. Os outros comensais também intervirom nesse conselho consultivo, e a nai rematou convencida de que  o melhor era empadroar a criança na casa da avó presente, mais perto do centro.

Até esse momento na nossa mesa mantinhamos um silêncio comunicativo, desses criados entre pais e filhos depois de anos de convivência. Mas quando um dos homens anotou -com firme conviçom- que a nai nom se tinha que preocupar por esse empadroamento falso porque los de la conselleria ya no miran esas cosas os três tivemos que fazer um esforço titánico de contençom, pedir a conta e marchar a dar um passeio pola beira da praia, com um bom tema de conversa para a seguinte hora. Nom sei se o sabem, mas a minha nai e o meu pai acumulam entre os dous mais de 60  anos de experiência no campo de educaçom, ela como mestra e chefa de estudos dum centro concertado e ele como chefe de inspecçom da conselharia  própria.

A nossa conversa subsequente nom  sobre o pouco pudor que demonstra de cotio a gente para falar de temas que nom conhece realmente, ou essa falta de vergonha ante a recomençom pública de “truques” e declaraçons ilegais, sabemos onde vivemos. Também falamos da pouca responsabilidade que tenhem alguns centros ao nom informarem no momento da solicitude de como funciona realmente o procedimento a nível administrativo: nom incluir mais que um centro nom melhora a “pontuaçom”, e so causa que ante umha possível denegaçom  derive na asignaçom do cativo no centro público correspondente pola zona urbana. Mas sobretodo coincidimos em que há alguns temas que som ajeitados para umha conversa na casa dum, mas nom em público, a berros e com a seguridade de quem cuida que a responsabilidade social nom é cousa sua.