Category: Pais, Pais

A vingança de Quin: O seu reggeaton

Claro! Critico o seu vídeo messiánico e como resposta metem-me no novo intento pseudo-viral da campanha galega! Malditos!
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Vitrasa discrimina… os cultos helénicos tradicionais

A notícia saltou ontem: A excelente publicaçom humorística galega “Retranca” pagou umha campanha de publicidade excelente numha linha de autocarros da cidade de vigo.

Probablemente os deuses non existan. A cultura galega si. Por que non falamos das cousas que existen?

Na linha de humor da revista brincavam com a polémica dos chamados “Autocarros ateus”. Umha excelente ideia para promocionar e também para reivindicar a cultura galega, sem deixar passar umha chiscadela para o pensamento livre e o racionaismo. Claro que Vitrasa -umha empresa ligada com o Opus, lembremos- nom podia deixar passar as cousas assim. Como podedes ler no blogue da revista o autocarro circulou durante umhas seis horas, para ser retirado depois. A empresa advogou “parecido com a campanha de Barcelona e Madrid” e “nom querer entrar em polémica“?

A minha resposta foi a de sempre: Chamada para o serviço de atençom do cliente de Vitrasa. Nom nom moro em Vigo, mas quando tenho que me deslocar para a cidade e nesta empreguei algumha vez os seus serviços, ergo sou um cliente potencial. Após 20 minutos de pingue-pongue dum departamento para outro -cronometrado- cheguei até o meu último interlocutor: Umha encarregada de comunicaçom de nomem Alejandra. Classica pessoa educada e com boa mao, e que tem o discurso já escrito para esta eventualidade. Os seus argumentos eram os mesmos que os reflexados na notícia original, à que me remitiu. Insistiu em que a empresa nom queria “entrar em temas religiosos”, mas faliu ao me resportar sobre um facto contraditório: Nalgumha das minhas visitas a Vigo vim publicidade do grupo Alcóolicos Anónimos nalgum autocarro… bem sabido é que esta organizaçom é religiosa, e proseletista, afirmam que um deus -ligado com as religions abramicas- pode ajudar à curaçom dum problema psico-fisiolǵco complexo como o alcoolismo. Ante a falta de resposta, e as suas contínuas referências para o artigo da Voz, e comentários sobre “isto saltou porque Kiko da Silva colabora coa revista e La Voz, e claro…” despedim-me e cortei. Ao menos puidem deixar o meu protesto.

Agora, na última actualizaçom da história Retranca comunica que tem um novo acordo com Vitrasa, o anúncio ficará assim.

Probablemente Zeus non existan. A cultura galega si. Por que non falamos das cousas que existen?

Bravo polos de Retranca, cujo primário nom é falar de evidências materiais como a inexistência dos deuses, mas promocionar o seu trabalho e a cultura galega. Mas um forte apupo para Vitrasa, que demonstrou que o seu problema nom era com a referência para “os deuses” -que som muitos, lembremos que todos somos ateus, o que passa é que eu acredito num deus menos que os monoteistas- se nom para um deus mui concreto. Parece que nom se importam dos possíveis cultistas de Zeus, umha figura tam plausível como o deus judeo-cristiam-islámico, Shiva ou o Monstro do Spaguetti Voador (FSM… RAMEM!). Concretizar umha afirmaçom de inexistência divina, contra umha figura central dum culto muito mais antigo que o cristianismo -que ainda hoje conta com seguidores- nom é entrar em polémica?

Seja como for, se eu estivesse na pele dos responsáveis de Vitrasa nom sairia da casa durante as próximas noites de lôstregos. Os de Retrancas nom teram esse problema, é bem sabido que Zeus gosta do bom humor… a meirande parte do tempo.

Uns cálculos na casa após a manife polo povo palestino

Isto é um apontamento pessoa e nom um estudo sistemático e profissional. Para próximas manifes gostaria de fazer algumhas fotos e contar com ajuda, e fazer assim algo mais parecido ao “Manifestómetro“, umha página espanhola que convertiu isto de medir as manifes numha arte.

O protesto contra o massacre em Gaza foi todo um sucesso. A reaçom da cidadania galega foi forte, que demonstrou que ante umha desgraça humanitária assim pode reagir. Há anos que nom participava numha tam grande. Por isso, quando os jornais falam de números ridículos, redigidos umhas horas ou dias antes do acto, como 10.000 pessoa sinto um comechom no amor próprio. Assim que é cousa de colher google maps e calcular.

Adoito fazer estas analises para mim, e baseo-me na minha percepçom pessoa, por isso desta vez nom há fotografías. Se tenho tempo e ganas farei disto umha práctica habitual. O bom para esta analise é que as manifes “clássicas” em Compostela seguem sempre o mesmo percurso: Carvalheira de Santa Susana, Alameda, Rua da Senra, Praça Galiza, Doutor Teixeiro, República Argentina, Rua do Horreo, e outra vez Praça Galiza, e depois já entra na cidade velha, com caminhos variados. O dado fundamental é que quando eu entrava em Praça Galiza puidem observar que a cola da manife ainda estava saindo da carvalheira de Santa Susasa e que a cabeça desta já saia da praça polo outro lado. Isso dai umha ideia para calcular a area, graças a Google Planimeter.

Marquei o máximo número de pontos possíveis, para ajustar a medida -a imagem superior é só para ilustrar- e partim da ideia de encher a rua e nom o passeio.  É certo que alguns tramos a gente estava mais pegada, noutras tomava o passeio, etc…  A área total calculada foi de 8834 , de forma conservadora.

Isso fai que com duas  pessoas por metro quadrado tenhamos 17668 pessoa e com três pessoas por metro quadrado temos 26502 e com quatro 35336. A minha opiniom pessoa, repito, é que o em meia a densidade estava entre duas e três: a gente estava mui pegada na maioria dos tramos, e os ocos forom temporais. Tanto na cabeça como na cola habia muita mais densidade.

Tomando como densidade a menor e ponhendo um número redondo eu fixo a manife numhas 15.000 pessoas.

La Voz de Galicia: “MIles” sem umha cifra concreta.

Soitu: Emprega a mesma fonte que La Voz (Efe) mas já fala de 10.000.

El Correo Gallego: “Miles” no manchete, 10.000 no corpo.

A Nosa Terra: Fala também de 10.000

Gznación: 5.000 (!!)

O painel eleitoral do PSdG… iluso sou

A última vez que mirei, as eleiçons na Galiza nom eram presidenciais.

Sou um iluso.

Addendum: O resto das imagens da campanha som ainda mais extraterrestres e estám na conta de Facebook criada pola campanha de Touriño. Se nom tés conta na rede social  cá estám 1 2 3 4 5.

Postscriptum: Isto reafirma outra entrada minha.

Outro Postcriptum: Como bem comentou mourullo, este homem viu muitos capítulos de The West Wing em Montepio e quere ser Martin Sheen.

Postdata: Em poucas horas o camarada Maceirax fai a sua genial versom da campanha em base umha ideia de galegoman:

Acutalizaçom 14 janeiro:

Mais:

16 Jan: Na touripedia

Mais, indicado nos comentários por adsf:

17 Jan: One more

19 Jan: Topada em Ouveios e outras vozes

Que é regionalismo? Regionalismo és ti…

Mais umha vez o companheiro mourullo achega um material de primeira qualidade. Um pode escrever linhas e linhas sobre umha definiçom ajeitada de regionalismo em contraposiçom com o nacionalismo soberanista, mas o documento gráfico que apresentamos fai por dez tratados políticos. Umha verdadeira pérula da TV galega e da supeditaçom total dos media do país ante o aparelho do estado espanhol que teria que vir incluida como material audiovisual nos livros de texto.

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Bom dia para ponher este vídeo, após a “piada” que conmocionou a rede ontem.

Feche de legislatura com demonstraçom da falta de auto-estima de Tourinho

Ontem rematava a séptima legislatura do parlamento da comunidade autonómia de Galicia. O feche da legislatura é um trámite administrativo marcado polos praços de convocaçom das eleiçons e o começo da campanha eleitoral, um procedimento mais da organizaçom legal actual e processo que se repite em cada legislatura.  Mas desta vez foi algo diferente.

Emilio Pérez Tourió apresentou-se em qualidade de Presidente da Xunta ante os galegos, desde o canal público, para anunciar esse feche de legislatura, com imagens incluidas da sua assinatura do decreto e um sério discurso institucional. Umha retransmissom única, com as cámaras da própria TVG, e centrada na pessoa do próprio Touriño. Com está já som três os actos “presidenciais” nos que Touriño luce a capa de presidente no último mês: A convocatória de eleiçons, a mensagem de natal e esta última. Embora as duas primeiras duas tenham umha justificaçom histórica a terceira surpreende pola sua falta de necessidade.

Até o de agora os trámites para o feche das legislaturas na Galiza, noutras autonomias ou no estado espanhol decorrerom dentro dum esquema mediático mui marcado: Umhas imagens do último pleno da cámara correspondente, se calhar umhas palavras do presidente de dita cámara -que nom o da instituiçom- e uns minutos para os partidos políticos com as declaraçons de cadanseu porta-voz. Nem nos momentos mais escuros e sinistros do seu governo o ex-ministro fascista Fraga empregou esse mérito para se apropriar das canle pública num exercício de promoçom e vaidade. Porque nom nos enganemos: O que fixo Touriño ontem foi um aproveitamento dos recursos deste país para alimentar um ego e umha campanha política. Um intento sem-vergonha de criar artificialmente umha notícia dum acto sistemático que nom tem protagonistas reais. E a definiçom desse feito fica nalgum lugar entre o nojento e o risível.

Esta anormalidade -pola qualidade de estranho, nom pola falta de inteligência demonstrada- política deixa à luz umha faceta da pessoalidade de Emilio Pérez Touriño que o grande público galego nom tem normalmente a oportunidade de conhecer, mas que forma parte do comúm para as pessoas que tenhem um trato direito com ele. Nom é nenhum secreto que o presidente da Xunta comparte com o seu antecessor umha carência peorcupante de capacidades sociais. Na pessoa de Fraga isto era explicável pola natureza totalitária do seu pensamento e as degeneraçons mentais próprias dum idoso coma ele. Em Touriño som umha mostra da sua falta de empatia para com os outros seres humanos, o que nom deixa de ser surpreendente para um político com um relativo sucesso na sua carreira -se decidimos obviar que a sua presidência é fruto dumha série de circunstáncias sociais alheias por completo as suas próprias capacidades- e um feito peorcupante para os próprios galegos.

Mas essa falta de empatia para com os outros traduze-se numha inseguridade pessoal que resulta evidente. Igual que a suas dificultades com a língua do país – que nom melhorarom muito nestes quatro anos- fam que mostre ainda mais inseguridade em cada umha das suas intervençons. A linguagem corporal é a dum homem que carece de toda confiança na sua pessoa, e rejeita com temor a ideia de que cada um dos seus actos fixa umha imagem dele nos demais. Para nom ter que observar essa imagem das suas próprias incapacidades Touriño emprega um disfarçe que nom é estranho para o poder: o do seu próprio cargo. Emilio Pérez Touriño nom foi ele nestes anos, mas o Presidente da Xunta – presidente do governo que presido-. Um cargo que obriga para o respeito, que enquadra umhas formas protocolárias, umha relaçom formal com os demais, uns regos polos que caminhar sem ter que empregar realmente as habilidades sociais. O verdadeiro e inseguro Touriño ficou quase todo este tempo protegido sob os vestes do poder. E a comodidade e seguridade que topou nessa impostura chegou até o ponto que nem nas situaçons mais informais o presidente é quem de entrar na fasse coloquial normal. Dim os que tenhem trato mais cercano com ele que quando nessas circunstáncias alguem tenta ultrapassar a linha da formalidade o que se albisca dentro dessa cuncha é umha criatura autoritária, rígida, nervosa, que com um golpe mao tenta fechar essa fiestra e volver às quadrículas conhecidas, ao discurso escrito no papel

O Presidente está assim cómodo sendo presidente. Muito mais que cómodo: É graças a esse filtro bidireccional do seu cargo que pode recever as satisfacçons profissionais. O que sem a cuncha é molesto, doentio, desagradável e trae umha sensaçom de impotência muda numha situaçom de controle e superioridade. Assim nom resulta tam estranha a cenaçom de ontem. Mais umha oportunidade de se apresentar com as suas roupas de presidente, que som tam cómodas.

Mapa do tempo de “Xornal de Galicia”: Cada dia melhor e melhor

Nota: Entrada um pouco frívola após a de ontem. O genocidio de Gaza segue.

O Xornal de Galicia nom é a panacéia jornalística que precisa este país. Tampouco é um jornal galego: só tem conteudo  em galego pola vontade individual dalguns trabalhadores e nom por umha linha editorial de defesa da nossa única língua.  E existem algumhas práticas peorcupantes: o espanhol é a única língua na que traram temas de “estado”, “internacionais” e económicos.  É um jornal mais do Capital, com interesses políticos mui marcados e umha agenda fixada. Nom aguardemos mais. Nihil novum sub sole.

Porém há umha parte do jornal que está a dar muitas surpreesas (fora dalgumhas excelentes crónicas políticas e de informaçom do páis) cada semana: O mapa da informaçom do tempo. Há  duas semanas tinhamos uns primeiros traços dum mapa que informava do tempo na Euro-regiom, mas com as fronteiras dos estados marcadas e excluindo as zonas da Galiza fora da comunidade autónoma espanhola. Desde o sábado o mapa é este:

No mapa grande vemos Galiza (completa) com o Norte de Portugal, sem as fronteiras estatais. Porém ainda estám as divisons provinciais espanholas.  Estará Xornal de Galicia jogando com o reconhecimento da organizaçom territorial histórica do nosso país, e dentro dumhas semanas vemos um mapa com as comarcas? Sonhar nom custa nada…

O mais ráncido do espanholismo reage contra o Apalpador

A recuperaçom da tradiçom do Apalpador no nosso país é  umha das melhores ideias que tivo a Gentalha do Pichel. O sucesso do passeio do Apalpador -tam bem personificado– está demonstrado polo interesse desde muitos centros sociais e plataformas do país para participarem no projecto.

Porém cuido que a melhor mostra de éxito da reivindicaçom é que o sectores mais rancidos e extremistas do espanholismo anti-galego reagem com furibunda ira ante a recuperaçom e promoçom da nossa cultura. Assim o ultra-católico, ex-dirigente de Hazte Oir e “figura de referência digital”- ou isso acredita ele-   Elentir raiva contra a Gentalha, o reintegracionismo [1] e e a figura do Apalpador, com o nível de “nom sai nos três livrinhos que tenho, ergo nom existe” ou “os seus defensores som uns radicais malos” [2].  Também já falam do tema nos foros de referência para a galegofobia, graças ao próprio Elentir. E desde Corunha Liberal cotinuam com a sua campanha do ódio contra a valente  Ermitas -cumpre ter muita vontade para lutar pola nossa língua frente ao ninho de serpes bilingües que é a Corunha-centro-centro-  criticando com os mesmos “argumentos” a promoçom do Apalpador na feliticaçom das festas.

Se umha iniciativa nom fai bolha na delicada pele dessas criaturas é um mal sinal. Um projecto que melhore a nossa naçom tem que contar com umha oposiçom nas filas dos que a odiam ou a minimizam. Já  passa com o nacionalismo e o independentismo em geral, passa com o reintegracionismo, os movimentos sociais, a promoçom da língua e a cultura… e com o Apalpador!

[1] E eu nom vou caer na demagogia dalguns blogueiros e indicar o curioso feit de  a galegofóbia  disfarçada de “galego autêntico” sempre escrever dum jeito mui concreto… nom

[2] Outra vez,  déjà vu.

Actualizaçom: Periodista digital também pontifica sobre o tema, com insultos incluidos.

Actualizaçom: No blog do galegófobo Elentir falam desta entrada no meu idem, acompanhada dos choromiqueios clássicos.

Actualizaçom: Nom perder a nova em Meneame. E de obrigada leitura o apontamento do companheiro Gerardo.

Animais ceivos na Corunha

Neste video podem vocês ver um cuxinho no Bairro da Sagrada Família, acompanhado de ao menos 10 animais (e mais que estám fora de cámara) medonhendos. A metade da polícia da cidade para um bezerrinho, e o único que sabem fazer é disparar 14 tiros porque os mui cagainas nom se atrevem, ou nom sabem, colher umha corda ou algo.

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Ficou descansado o valente da pistola. Eu serei pessoa de cidade, e nom ando normalmente com animais, mas sei que há formas para solucionar essa situaçom, e mais se tés dúzias de agentes.

Cobardes e psicópatas com pistola.

tetasdigitais.com: Peitos ao vento!

Reflexom: Entre as muitas categorias que podemos fazer com os diários digitais, ou com versom digital,  cuido que existe umha dual mui determinante: Se empregam ou nom tetas para ter mais visitas.

E até hoje nom reparara em que xornal.com -presentado agora como a versom digital do Xornal de Galicia, ou o que é o mesmo, a versom deste último sem os artigos em galego- é do primeiro tipo:

[Tetas digitais dumha que se chama Gisela em Xornal.com]

Asssim entra no mesmo grupo que outros grandes diários do estado espanhol como Minuto Digital ou Periodista Digital...

[Minuto Digital]

[Periodista digital]