Category: Pais, Pais

Mentir é debalde.

“Si quisiese dinero escribiría diez temas en gallego y me forraría”

-Silvia Penide #

Antes de que chegue algum troll: Quando veja umha denúncia num julgado de Silvia Penide contra El Correo por difamaçom, falamos.

Starbucks: Yes, They Can!

Regalo de Pol e A Raiña dos Mortos [Comentaristas de Cinema Friki] após a sua viagem a Chicago. Obrigado!

Mais sobre o tema:

+ Um café.

+ “Martín” Rivas, o actor total.

+ O OMG do mês

+ O fenómeno quántico do nasal palatal.

Se nom corriches diante dos grises nom és ninguem…

Antes tiñamos que correr diante dos grises e agora temos que correr diante de vós.

-Alberto Nuñez Feijóo, 2008 #

Eu também quero flames no meu blog

Adicado a Spav pola sua polémica, que sei que gosta de How I Met Your Mother. Para os que nom seguem a série e nom entendam o da Diagonal de Vicky Mendoza, este video. E com carinho para Estibaliz.

Furor sexual, optimismo pouco realista ou tempos de crise?

Há dias passou umha cousa que sementou umha dúvida na minha cabeça e este sábado a repetiçom do mesmo feito confirmou a existência desse “mistério”.

Na Gentalha do Pichel temos uns preservativos dos que reparte Aturuxo e que levam um envoltório nosso de cartom com “vocabulário sexual” (beijo, lamber, apalpar, vir-se…). Também temos uns envelopes mais grandes, também de Aturuxo, com um pequeno “kit”: um preservativo, umha mostra de lubrificante e umha telinha para sexo oral. Todo isso está em cuncas repartidas por todo o local, para quem quiger. Umha otra ideia para normalizar a nossa língua, e cuidado da saude.

O curioso é que há duas semanas, coincidindo coa ceia de celebraçom do Manifesto Nazonalista de Lugo, a totalidade dos preservativos desaparecerom! E eram um monte deles! Este sábado tivemos o concerto do Foro Social Galego e a situaçom foi o mesmo: Ficarom duas camisinhas! Já sei que é normal, que para isso estám, que melhor que os colham que nom mas… é demasiado rápido e demasiados condos! Pessoalmente tenho três opçons para esplicar isto:

Algo passa que nesta cidade a gente tem um furor sexual as sextas e os sábados: A gente levou-nos porque nesta cidade fode-se muito. Álcool, frio invernal, locais propícios…

-A gente gosta das cousas de balde: Nom importa que nom tenham muitas esperanças nem oportunidade de usar os preservativos.  É algo que nom custa quartos, e nestas épocas de crise a gente tenta poucar.

-A gente é mui optimista e pouco realista: A minha teoria. A gente as sextas e os sábados pola noite fai umha sobrevaloraçom das suas possibilidades de  sucesso na “caça”. O clássico “hoje pilho seguro”.

Promessas e realidades: Ocultaçom e enajenaçom do português na TVG t

Olhem a primeira nova deste vídeo, e os primeiros minutos do segundo:

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Há meses que os partidos da cámara galega acordarom facilitar a recepçom das TV’s portuguesas na Galiza. É umha reclamaçom histórica dos movimentos regeneracionistas: A possibilidade de ver mais canais da nossa língua  -indepentemente da qualidade dos conteudos- para assim normalizarmos entre a populaçom as outras variantes desta. De sempre ficou claro que o compromisso do governo de Madrid era nulo, e estamos a observar que o da cámara do Horreo é vácuo. Os mínimos obstáculos técnicos convertem-se em gargantuas titánicas, impedimentos insuperáveis. O ocultamento -e a obsessom com as mínimas diferenças- da realidade galega-portuguesa foi, e será, umha das ferramentas favoritas para o processo folclorista e minimizador da nossa língua; nom é novo.

Afinal a cousa é simples: Se os políticos podem fazer a foto metafórica, sem depois terem que fazer um esforço real para mudarem o cenário no que estám mais cómodos seguiram sempre essa integral de mínima energia, mínima muda, mínimo avanço.  Há meses já do acordo das TV Portuguesas, e agora chegam as escusas para adiarem o projecto. Até 2012 escuitaremos centos delas. Com todos eles diram que estám a fazer um grande esforço, um trabalho para nos ligarem com Portugal, para que Galiza aproveite o sua[________] – cá vai o eufemismo do momento para nom dizer a nossa única língua. com Portugal. As contas seram um 95% de energia para manterem o teatro e um 5% de trabalho,entendido como a energia empregada no objectivo . Porém desta as carautas do teatro político caem em cada telejornal da TVG.

O vídeo no começo desta entrada -que topei graças a galegoman– é a mostra ideal. Umha terrível notícia que está na capa dos jornais galegos e foi o centro da atençom mediática estes dias. E também umha notícia que tem como desgraçados protagonistas pessoas e famílias do outro lado da fronteira política do Minho. Reparem nas suas vozes sob a pobre locuçom da repórter: Falam a nossa língua, som totalmente inteligíveis polo público galego. Pode que algo do seu sotaque nom coincida co nosso, mas som traços mínimos e que só som insalváveis se som observados sob umha lupa de prejuiços ou de interesses espúrios. Cubrir a voz que fala a nossa língua para a enajenar nom é compatível com um compromisso de “achegar Portugal”. Minutos depois no mesmo vídeo sae umha nova sobre o aniversário da constituiçom-farsa do Estado espanhol e o dia de “portas abertas” no congresso de Madrid. As declaraçons som em castelhano, nom som dobladas, algumhas som totalmente ininteligíveis, dialectais, com marcado sotaque e em registro coloquial. Eu, que sou umha pessoa educada em castelhano -graças ao bilinguismo harmónico– e com umha educaçom superior tenho verdadeiras dificultades para as entender. A TVG nom considera nescesárias as legendas, nem a dobragem, neste caso.

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[Mais umha mostra; está mal cortado aguardem uns segundos]

“Os galegos nom entendem, percevem como estranho esse sotaque” Diram os minimizadores, os folcloristas. “A palavra tal, a palavra qual, nom existem nas falas galegas, é outra língua” e toda a compilaçom de argumentos isolacionistas que conhecemos todos podem ser empregadas cá. Que choque, contra as vivências de milhons de galegos de todos os tempos -que a comunicaçom fluente, em bom galego, isto é, em bom português é o natural se um tem um mínimo de cultura e conhecimento da dimensom mundial da nossa língua-  nom importa, mentras tenham a capacidade de manter a farsa. Muitos dos sotaques do espanhol peninsular divergem do estandar escolar, e do castelhano imposto na Galiza, e mais ainda algumhas versons de America do Sul, mas isso nom importa: Os galegos, como os espanhois, recevem as liçons audio-visuais que lhes permitem reconhecer os traços dessas línguas ampliar a sua comprensom. O cerebro humano é umha máquina adaptativa maravilhosa, e mais nas crianças. Se o discurso minimizador e desvalorizador da língua quer sobreviver está obrigado a ocultar, furtar, enajenar a língua portuguesa nos médios. Os critérios nom som a claridade do discurso – um falante vulgar, com problemas de dicçom, apressurado tem que tem que ser legendado, na Galiza, em Portugal, em Espanha ou em Sudam!-  ou a capacidade do real do telespectador para entender: existe umha petitio principii isolacionista, e a realidade nom importa.

Em resumo, um exemplo mais de como as ferramentas de normalizaçom linguística -n.c. TVG- som empregadas como plataforma para manter a impostura contra umha visom regeneradora da língua. Umha mostra de que a vontada política é umha nuvem de perfume em dissoluçom, na que só podem acreditar os fies ( ou fanboys) de cada confissom parlamentar.

+ Esta quinta, 11 de Dezembro às 20:30 na Gentalha do Pichel temos umha palestra sobre a recepçom das TVs portuguesas na Galiza. Santi Moronho, Xavier Alcalá e Heitor Canto achegarám um perfil técnico sofre a situaçom real. Obstáculos técnicos ou políticos?

+ Cuido que para saber mais nada melhor que a listagem de novas sobre o tema em Chuza!.

+ Também mais informaçom na plataforma do MDL.

A escuitar: Still…You Turn Me On-Brain Salad Surgery

Marisol Strike Back!

Galicismos recentes…

Jogemos à RAG todos juntos!

Chimpo, pinchacarneiro, reviravolta e foge-foge!

Se miras para trás és um aportuguesado!

O único que importa é termos mais xalexo!

Nom atendas a critérios, nom sejas revirado!

Chimpo,pinchacarneiro, reviravolta e foge-foge!

Que importa o tempo que leva galicismo?

Nos dicemos “o bricolaxe” e ficamos tam contentes

E seguir o senso comum é agora um! lusismo!

Chimpo, pinchacarneiro, reviravolta e foge-foge!

Joguemos à RAG todos juntos, até podes levar quartos!

“Chantaxe”, “potaxe”, “sabotaxe”, “trucaxe”, “colaxe”

Nom! “Bricolaxe”!

Chimpo, pinchacarneiro, reviravolta e foge-foge!

Astroturfing do PP? Ou como chegar às novas tecnologías com 10 anos de atraso

Para as eleiçons em 2009 parece que os o BNG e o PP estám fixando postos de avançada na internet. Já sabem que eu nom sou mui afim de nenhum dos partidos representados hoje no parlamento galego, o meu perfil político (soberanismo de esquerdas) ficou orfo há tempo. Porém tenho que admitir que a página criada para lançar a ego-campanha de Quintana está mui bem feita, é agradável para o visitante e participante e os vídeos estám gravados com qualidade e bom gosto. Tem algumhas traças de verdadeira campanha digital, até emprega licenças Creative Commons para os conteudos.

Por contra desse “bom fazer” do bloco, e para ser directos e sintéticos, a página web da campanha de Feijóo dá vergonha. O flash inicial é dum arcaico que até surpreende, os videos estám gravados com umha realizaçom pobre, dignos dum capítulo de Muchachada Nui. Para aumentar o ridículo o aviso legal é totalmente fechado e inclue a clássica advertência contra hiperligar a própria web. Para rematar, e nom quero dizer que isto último estea ligado com o próprio PP, alguns pepeiros estam a fazer astroturfing em Vieiros. Umha dúzia de usuários novos, parece que criados ad hoc para essa nova, aparecem em manda e enviarom comentários mui parecidos apoiando o candidado espanholista numha nova sobre ele. Há poucas estrategias tam tristes e patéticas, nom?

Argumentos isolacionistas