Category: Parvadas

Frikismo do dia, e muito estudo

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IDENTIFICATION DIVISION.
PROGRAM-ID. LORDS-KOBOL.
ENVIRONMENT DIVISION.
DATA DIVISION.
PROCEDURE DIVISION.
MAIN.
DISPLAY 'Lords of Kobol!.'.
STOP RUN.

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Levo todo o dia na biblio e tenho a cabeça maaaal… e penso nestas parvadas, que nom tenhem nada de originais,

A escuitar: Algum momento da segunda cena de Das Rheingold de Wagner

Maldade nos olhos II

Observem esta imagem. Sou eu ou há algo no cartaz desenhado para atrapar o olho?

Nom tenho maldade nos olhos, isto tem que ser à mantenta. As páginas que formam essa imagem tam freudiana (e nom como sinónimo perfeito de pseudo-científico…) saem por fora da linha da capa do livro dum jeito mui exagerado, E esta vez nom fum eu quem reparou primeiro, mas o Gato!

Nota: O cartaz é um anúncio de material escolar no Area Centra de Santiago…

Outras épocas, e tam perto…

Passarom já uns meses desde a morte do me avô, e uns poucos mais desde a da minha avó, mas na minha casa seguimos coa labor de classificar e ordenador os centos de livros que os dous, grandes leitores, acumularom durante umha longa vida. Estes dias de agosto, contando coa ajuda da minha tia, centramos nos livros de cozinha e receitas e as notas pessoais da minha avó. Entre eles estava um destes “clássicos” que durante muito tempo regirom as cozinhas espanholas: “ABC de la cocina cotidiana” de Leonora Ramírez, A ediçom que tinha avó era do 71, e pola nota na contraportada mercara-o uns meses depois em Lima. É umha parvada, mas passarom já quase 40 anos desde a sua publicaçom, e surpreende ao leitor moderno as primeiras linhas do prólogo:

“Este libro que tienes ante ti, está exclusivamente planificado para tu consulta curiosa y urgente; ha sido escrito pensando en la recién casada, en la joven y primeriza ama de casa, tan llena de proyectos y esperanzas.

[…] creado y pensado par ala joven inexperta que, bien por sus estudios, ocupaciones o deberes laborales o tal vez, ¿por qué no decirlo?, a causa de una cierta pereza, apenas si se ha asomado a la cocina de su madre.

Pero la gentil mujer de nuestros días, la muchacha convertida en señora ama, sabe aprender y asimlar rápidamente cuanto se propone.

Os seguintes capítulos som umha exposiçom das técnicas de cozinha e das ferramentas. Som menos chocantes, mas nom deixam de surpreender as recomendaçons sobre as cámaras frigoríficas ou  as panelas/potas de pressom, sob o epígrafe de “Modernidad y variedad en la cocida”.  Ou os obrigados parágrafos sobre “la cocina regional”, cheios desses tópicos “de sempre”. Mas se calhar as frases mais angraçadas e bizarras sejam as do começo do capítulo sobre o lume:

El fuego

Llama viva del hogar, el fuego ha estado, dsede siglos, alimentado y dominado por la mujer. A la mujer le han sido destinados las más delicadas y peligrosas tareas, y se ha compenetrdo con ellas; armas; como tijeras, agujas, cuchillos; fuego: fuego del hojar, rescoldo o llama. Sacerdotisa, reina, artesana, el ama de casa es valerosa por instinto y cocación.

Há também outra cita, que agora mesmo no dou topado, na que se indica que a mulher tem que supeditar os seus gostos culinarios aos do marido. Mas agora mesmo nom sei por que parte do livro está. Com todo, estas duas chegam para dar umha ideia do muito que mudarom, alomenos na estética -por desgraça nom na praxe- os clichés do fogar. Ninguem fixaria em palavras essas ideias hoje, mas essa ideia de que “a mulher, por tanto trabalhar e tanto estudar, perdeu a sua parte feminina no fogar” está mui presente, por própria experiência pessoal som as próprias mulheres e os amis novos os que tenhem essa ideia de tempos passados -ou de transiçom- na cabeça.

A escuitar: Quero ser o Malo da Película -Ataque Escampe Quero ser o malo da película

Quadrinhos coincidentes, interpretaçons divergentes

A piada é mui tópica e nom é nada estranho que dous desenhistas de duas partes do mundo bem afastadas coincidam na ideia. Que a primeira cronologicamente seja a de Gznación nom tem muita importancia, mas a orde interna do pódio entre desenho no jornal galego e o americano sim que reflite alguns sabores bem distintos.

Até que ponto a linha editorial -a de Gznación é conhecida, a do Buffalo News, NPI- influe nessa interpretaçom da magnitude dos conflitos bélicos e acçons internas dos estados parodiados? Sabedes dalgumha versom mais do quadrinho?

A escuitar: Caffè dela Paix -Franco Battiato

O OMG do mês: Cuore é mais poderosa que Starbucks

Colho a revista Cuore (por Xorna…) e topo com esta página:

Nom topades nada raro… mirade outra vez, polo miudo… nada? E neste destacado:

OMG!

O que Starbucks deturpou (mais) Cuore recupera. Um dez!

[Acho as  verdadeiras razons da publicaçons para empregar a forma histórica do nome do neno do escritor supergalego  bem simples, e internacionais…]

‘Martín’ Rivas, o “Actor Total”

Premer para ver melhor.

A verga de Quin…

Poderiamos pensar que Quin fala de tempos passados nos que a situaçom das espécies autóctones era melhor e sobravam os ramos verdes, em especial os do castanheiro ou do carvalho que se empregam para fazer cestos ou dumha melhor situaçom agraria no país, que empregava instrumentos mais tradicionais, e entóm sobravam os madeiros grossos que se levavam sobre a forqueta com a finalidade de colocar cordas, cabos, etc. ou os vencelhos de palha para atar os feixes. Também pode falar dumha navegaçom de tempos passados onde abundavam as perchas lavradas às que se sujeita a vela das dornas e outras embarcaçons. Ou podo estar exprimindo o seu descontento com a falta de interese do político conhecido polas suas vergas dos olhos ou sobrancelhas.Também pode ser que quixesse escrever o arcaicismo verba, e como o bê está mui perto do guê…

Nom sei se há outra opçom…

O titular (e a nova) pior redigido da história do jornalismo




Ou nom é?

Promessa a altas horas da noite

Juro sobre a tumba de Castelao que esta sexta-feira pido o ChikiChiki no Avante

 

As consequências… proximamente!

Duas ferramentas para a autodeterminaçom nacional que os kosovares esquecem

Todos estamos observando as polémicas criadas após a autodeterminaçom do povo albano-kosovar. Nom discutirei aquí sobre o transfondo político, social e étnico do processo, e sobre o exemplo direito que pode ser para as naçons sem estado da Europa. Só quero que reparem nas dificultades que tem o novo estado con alguns paises que se negam a reconhecer a sua declaraçom de independência dumha Serbia que os assassaniou a milheiros. Por outra banda um estado também da ex-Iugolavia como Montenegro tivo um processo de autodeterminaçom -com um referendo como o de Kosovo- muito mais rápido e singelo. Já sei muitos analistas poderám indicar centos de variáveis e diferenças entra as duas naçons e no decurso do seu plano de criaçom nacional, mas eu considero que um dos factores determinantes é a publicidade. Sim, a publicidade, e o jeito em que foi fixado em imagens o procedimento de separaçom de Sérbia. Porque a imagem da independência Montenegrina é esta, e nela está um dos factores principais que impulsarom o seu sucesso:

Tetas.

Sim senhores, os peitos pro-independência no referendo Montenegrino fixerom mais que toda a legalidade internacional. Senhoras nom me berrem, que sabem que é certo. Que a imagem que temos todos das celebraçons da independência de Crna Gora é a destas bem alimentadas raparigas mui animadas cos resultados postivos do referendo. Assim que os kosovares já podem aprender, menos homens com bigode e sombreiro de lã e mais kosovares gostosas. E se tenhem umha religiom -a maiora som muçulmans- que considera o corpo da mulher ou do homem algo malvado que nom se pode ensinar e pôm empecilhos a esta proposta, eis umha outra demostraçom de que as religions som apenas um impedimento para a liberdade pessoal e colectiva.

E desde este humilde blog advogo como sempre porque todos ponhamos as nossas melhores ferramentas em prol da soberania na nossa naçom. E igual que a rumba é um caminho, como bem indicam os rumbeiros independentistas, os peitos das nossas mais patriotas também (E os corpos perfilados dos galegos de pro, mas de estes temos poucos, cousas da dieta). Calendários de espidos -artísticos- nos Centros Sociais, mais carne nos cartazes para delícia dos adolescentes na procura de ideias, e sem prescindirmos do kuffiya (agora está mui na moda) podemos renovar o vestiario, nom? E se tenhem umha religiom que considera o corpo da mulher ou do homem algo malvado que nom se pode ensinar e pôm empecilhos a esta proposta, eis umha outra demostraçom de que as religions som apenas um impedimento para a liberdade pessoal e colectiva.

[Este é o primeiro post no que emprego os tags]

[Tenho um cento de visitas desde arroutadas, graças por me chamar sipaio espanholista 😉 ]

Nota: A ideia calhou!