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Educaçom para a cidadania

A minha nai entra na aula 5º de primária e reparte copias desta imagem entre os seus nenos. Deixa que andem um pouco com ela e depois pergunta: Em esta foto… Quem coidades que é a imigrante?

A nena que nos mira na foto é a minha nai vai mais de 40 anos, a minha nai já leva coa sua “EpC” muitos anos, e todos os galegos tinhamos que ter convalidadas parte do temário… ou nom?

Umha história de Ciência II

[Esta entrada foi publicada de jeito automático polos meus guls digitais]

Capítulo II: Vinhos de mesa, ovos fritos pefeitos e misterios da química do século XIX

O outro dia deixamos ao sueco Scheele co re-descoberto ácido tartárico no tubo de ensaio. Físicamente parece um líquido dumha cor branca meste, e empregando as técnicas de analise da época descubriu-se que tinha a fórmula C4H6O6 – isto é quatro átomos de carbono, seis de hidrogénio e seis de oxigénio-. Reparade que na época, finas do século XVIII, a teoria atómica era um modelo para a química, mas nom podiam ser observados com métodos físicos e para muitos eram “ficçons útiles”, sem prova da sua existência.

thumb-dsc_37101.jpg Imos apartar um pouco a história embora, para reparar um pouco mais nesta substáncia. Como já comentamos é o componhente dos “diamantes do vinho”. Realmente estes estam compostos polo bitartato de potássio-KC4H5O6– umha sal formada quando o potássio “ocupa o lugar” do hidrogénio-ácido. O ácido tartárico e relativamente velenoso, é umha toxina muscular que destrue o ácido málico, umha substancia fundamental para o ciclo de Krebs: a base do processo energético dos seres vivos -Umha coincidência curiosa: Scheele também foi o primeiro em sintetizar o ácido málico (e levou o mérito) e Lavoisier deu o nome pola maçã, froita na que é mui abundante- a dose mortal mínima para os humanos é duns 7,5 gr/kg . Emprega-se para dar sabor acedo a alguns caramelos e também serve de antioxidante alimentário (E334).

No processo de fermentaçom vinho o ácido tartárico tem um papel mui importante: Criado nos primeiros passos do processo baixa o PH do mosto até niveis nos que a meirande parte das bacterias indesejáveis nom podem viver, ficando no suco de uva só os fermentos. Também da sabor ao vinho, junto co ácid cítrico e o málico. Porém muita gente confundes pequenas areias de bitartato de potássio com detritus do vinho e a industria emprega um processo de “limpeza por frio” que elimina o ácido tartárico demais: Arrefecem o vino durante umha ou duas semanas e o ácido cristaliza sobre o recipiente, quando se retira o vinho ficam as proteinas e as outras borras no contenedor.

Um dos derivados mais empregados em cozinha e o bitartrato de potássio do que falávamos antes, de jeito comercial o seu nome e “crema de tartar”. Empregado nos xaropes de açucar para evitar a cristalizaçom, na auga de ferver as verduras para que estas conservem a sua cor, é parte de muits substitutos da sal comum para dietas e dos fermentos artificias para pam. Em doceira para estabilizar o branco-do-ovo, e também para fazer uns ovos fritos perfeitos: engade-se umha pequena quantidade crema de tartar na clara e a albumina desta aguanta melhor as altas temperaturas do oleo, criando um ovo esponjoso.

Com todo as propriedades mais interesantes do ácido tartárico nom som as culinárias, mas as químicas. Meio século depois do achado de Scheele, em 1820, um fabricante químido alemam, Karl Kestner sintetizou umha substáncia que tinha que ser ácido tartárico, mas nom era tal. A composiçom química era a mesma, e o processo semelhante, mas o produto era muito menos solúvel e tinha outras propriedades diferentes. José Luis Gay-Lussac -sim, o das leis dos gases e o descobridor do Boro- deu-lhe o nome de “Ácido racémico”, polo cacho de uva. Tedes que ponher este descubrimento em contexto: Os químicos do século XIX empregavam a teoria atómica, porém a meirande parte deles considerava os átomos como construtos téoricos e nom como partículas reais. Dizer que umha substáncia tinha tantos átomos de carbono ou de hidrogénio era só um “jeito de falar”. Um dos maiores opositores a existência de substáncias coa mesma composiçom e difrentes propriedades era o afamado químico sueco Jöns Jacob Berzelius -criador do sistema de massas atómicas da tábua periódica, descobridor do selênio, o cério, o torio…- que decidiu revisar os trabalhados de Kestner e Gay-Lussac e repetir as experiências. Eis o conceito de “peer-review”: Berzelius nom acreditava na existência desses compostos que eram opostos à sua teoria, em troques de empregar a sua “superioridade moral” -lembremos que daquela era o “rei dos químicos”- baixou até o laboratorio e repetiu os experimentos. Alguns meses depois publicou os seus resultados e retractou-se das suas ideias anteriores: O ácido racémico e o tartárico tinha igual quantidade de átomos, e propriedades distintas. Até deu nome para esse fenómeno: Isomeria (iso: mesmo, mero:parte).

Pero como podia acontecer esse fenómeno? Como substáncias químicas de igual composiçom eram diferentes? Essas respostas na terceira parte desta história…

Linguinhas VI (e friki)

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A caverna junior

Graças a Xorna chego a um novo nível de profundidade na caverna.

De ligaçom em ligaçom…

Vou-lhes regalar umha vista ao mais profundo da caverna. Cousas que um topa de ligaçom em ligaçom…

Profecias de Newton

Esta semana chuzarom umha “nova” sobre umha suposta prediçom da apolipse por parte de Newton. A verdade é que este tema da para varios comentários, o primeiro deles é que Newton nunca escreveu tal. A carta de 1704 é o chamado “Manuscrito Yahuda“, escrita por Newton sim, pero no que nom pronostica a fim do mundo. Este é o texto:

Assim que os três tempos e medio som 42 meses ou 1269 dias, ou três ano e medio, sendo de doze meses o ano e de 30 dias o mês, como no calendário primitivo. E os dias das bestas de curta vida sendo os anos dos reinos existentes, o período de 1260 dias, se datamos desde a conquista completa dos três reinos [francos ] no 800 d.C., rematara para o 2060 d.C.. Pode rematar depois, porém nom vexo razom pola que rematará antes. Menciono isto nom para asegurar quando será o tempo da fim, senom para deter as conjeturas de homes fantasistas que com frequência predim o tempo da fim e assim desacreditam as sagradas profecias quando as suas próprias caem. Cristo vem como um ladrom na noite, e nom nos deu a saber os tempos e as jeiras que Deus deitou no nosso peito.

Isto… sou eu ou o texto diz todo o contrário que a nova nos jornais? Newton, um homem crédulo e interessado por todas as parvadas alquímicas e místicas da época, empregou as escrituras da sua religiom para desacritar os centos de mafugos versom século XVIII que prediziam para cada dia da semana a fim do mundo. O “argumento” é que de seguirem a doutrina cristiá estes profetas nom ponheriam a data límite antes do 2060. O seu cálculo é umha caralhada, por diversas razons nunca bem descritas situa o início do cómputo na unificaçom dos regna francos de Austrasia, Neustria e Burgundia logo da caida dos Merovíngios e joga coa “metáfora” dos dias por anos e anos por dias para interpretar os contos bíblicos. Embora segue a ser um praço mínimo, ele mesmo escreve que nom tem razom para pensar que a data da fim será essa.

E sempre temos que pensar que nom existe o “principio de autoridade”. Isso é umha falácia pre-científica que o pai do pensamos racional -ergo pai do nosso mundo- Francis Bacon denominou como os “ídolos do pensamento”. Newton foi umha autoridade na mecánica nom pola sua pessoa, senom polo sucesso da sua teoria para a mecánica celeste e a gravitaçom. Que Newton/Aristóteles/Einsten afirme algo nom aporta um valor extra no processo da epísteme – a razom pura- pois a sua afirmaçom tem que passar pola mesma comprovaçom formal. As profecias místicas e os poderes dos adivinhos nom tenhem ninguem valor, pois nom funcionam e nom efectuam prognoses reais, que Newton fixera horas de agoureiro nom engade prestígio algum.

Falarei mais da falácia de autoridade no seguinte post, coa história de Pasteur “contra” Misterlich e Biot.

Si tienen toda la razón, OSTIA!

Que grandes som!

Primeira lei de Murphy do Bookcrossing

Se tés activado o serviço de alertas na caixa de correio-e de Bookcrossing para duas cidades, ceivaram livros em quantidades massivas -e chegaram avisos às dúzias- justo na cidade na que nom estás nesse momento.

Hoje é o dia!

Dia do Orgulho Lusista e Reintegrata

As cousas polo nome

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Eu sou mui aberto. Gosto da convivência pacífica dos povos e das culturas, das línguas e da interculuralidade (palavra horrível). Confio em que um dia os espanhois deixem de odiar o resto de culturas da península e permeiem a sua mente fechada aos catalans, bascos, galegos… Mais cada dia chegam mais e mais evidências de que isso é um acto de fe. Um I want to believe estilo Fox Mulder. Algúns dim que as parvadas de estes dous nom som representativas do sentimentos dos espanhois para com nós… porém nom é a primeira, nem a segunda, nem a terceira…

Espanha é assim, nós nom.

Na foto:

Esquerda: Etnofriki imperialista que tem ereçons cos relatos de fantasia histórica sobre a EspaÑa milenaria e que colhe perrenchas vergonhentas se lhe chega umha carta com um selo em basco.

Direita: Saudoso franquista que diz que o castelhano é umha língua superior que se fala em toda a Península ibérica polo seu “magnífico e simples” sistema de 5 vogais.