O ”Zunegate”: Um produto chamado Obama

O feito: Um comentarista dum jornal de Philadelphia comenta no seu blogue que coincidiu com o presidente eleito dos EUA num ginásio. Entre os detalhes da entrada está que Obama empregada um reprodutor Zune de Microsoft [Um media player criado como competidor do iPod]. Esse pequeno comentário foi recolhido em muitos foros de seareiros do reprodutor, e também em grupos de usuários do Ipod. Com umha procura rápida no google um pode topar centos de entradas em blogs tecnológicos, foros e novas em páginas web especialidadas. A gente especulou nas horas seguintes sobre que modelo do reprodutor era, sinalando umha ediçom especial do zune para o congresso demócrata. O próprio autor do primeiro post fixo um segundo sobre o tema, intentando relativizar os seus dados anteriores (Estava escuro, só vim os cascos…). O tema foi tratado até na TV americana e nos media nom especializados.  Dous dias depois do começo da “polémica” chegou o toque irreal: Um porta-voz do próprio Obama declarou que ele era um usuário de iPod. Mas já era tarde, houvo muitas piadas sobre o pobre gosto de Obama em tecnologia (O zune é mui criticado, como um formato “perdedor” na luta com Apple, e polos problemas que causa a sua tecnologia DDR) incorporada.

E até este ponto a história. Sob a linha a minha opniom pessoal.

Nom sei se repararom, mas nestes últimos meses nom comentei quase nada sobre o presidente-eleito dos EUA, aliás só umha vez. Nom acredito nos processos eleitivos  da  Europa, e menos nos Estados Unidos. O que para uns foi a demonstaçom da grande democracia americana sob a minha óptica nom foi mais que um capítulo mais no espectáculo publicitário dum sistema carente de capacidade de cámbio real. Em resumo:estou mui afastado do espectro intelectual europeu que sucumbiu ao andaço da chamada Obamania. Porém todo isto nom quer dizer que nom olhara com interesse -repito, nom confundir com ilusom ou esperança- as eleiçons, embora vazias de importáncia política e histórica real, eram a plasmaçom de muitas estrategias de control mediático das que me interesso.

E sim, o produto mais vendido foi Obama. O processo de desenho desse candidado-presidente foi genial, umha verdadeira obra mestra. Umha demonstraçom de que a oligarquia americana é quem de controlar e processar no seu esquema todos os medios que, em teoria superficial, podem ser umha ameaça. A maior ferramenta de comunicaçom, essa internet que tanto pode mudar o mundo, foi neutralizada com eficácia programa. Para que um sistema político oligárquico tenha continuidade todo medio de informaçom tem que ser convertido numha ferramenta de propaganda, aliás todo medio nom converso é um perigo para o sistema. E aplicando, como se fossem um sistema hammiltoniano, a lei de minimizaçom e optimizaçom do esforço cumplirom com essa máxima: Desenharom um produto que a parte dos  EUA que já está do século XXI nom podia resistir. E funcionou tam bem como a versom dos últimos oito anos, preparada para os americanos do 11-S.

[Obama: e-presidente e iPresidente]

Já sei que é um tópico, mas um mui acertado, que a importáncia real do programa político no Grande Imperio é mui pequena se a comparamos com a imagem que o acompanha. Mas por mui crente que for o leitor terá que admitir que Obama é o epitome do desenho político. Os seus criadores misturarom de jeito genial as reglas básicas do presidenciável americano (Homem casado, mulher de caractar mas que sabe manter as distáncias políticas, duas nenas em idade de sairem bem nas fotografias e nom criar problemas, religiosidade manifesta mas contenida) com os pedidos da nova sociedade: Dialéctica popular -de fazer campanha sob a fronteira de Mexico seria chamado populista pola impresa europeia- e retórica forte mas simpes avondo para o seu target, factor racial obvio mas nunca manifesto, discurso de presidente do mundo de facto -assumido como um engadido nas suas prioridades americanas-, a cartas das minorias, e dentro disto último a cota tecnófila.

Reparem: A campanha de Obama emprega as plataformas digitais com habilidade, vblogs, comunicaçom dos votantes e umha cena para o discurso final que parecia desenhada por Hollywood. E ele mesmo: Um usuário de mac -com fotografias saturadas de iluminaçom com o seu portatil-, que leva o seu iphone e o seu ipod a todas partes, que nom se separa da sua Blackberry -obrigada para todo homem importante- e que centraliza a sua vida social mediante as ferramentas da rede. Nom só foi umha base para parte da sua campanha, também desde a sua eleiçom: Os jornais falarom de como umha antiga lei presidencial poderia banir as suas contas de correio-e e a sua blackberry.

[Obama e a sua Blackberry]

A tecnologia, a qualidade de moderno, de e-presidente preparado para os novos tempos é fundamental na sua imagem pública. Por isso, polémicas como as do Zunegate som óptimas para a sua imagem pública. Reparem: Nada disto vai em contra dele! O importante para o público é que Obama emprega tecnologia, está no centro de debates de páginas web e tertúlias  pola sua escolha tecnológica -e menos pola sua selecçom de equipa- e representa umha figura totalmente oposta a dum  presidente “rural”, como foi qualificado Bush. Olho! Nom confundam isto com umha teoria da conspiraçom:  O incidente do Zune é a consequência dumha política de imagem mui cuidada, que ademais foi dirigida de forma magistral.

Lim alguns comentários na rede que qualificavam as declaraçons do porta-voz de frivolidade. E eu cuido que nom podem estar mais trabucados: É umha frivolidade se fazemos umha analise superficial, baseada nos prejuiços europeus sobre política americano. Que sob a premissa -cada vez mais feble, cada dia mais maravilhados pola “grande cultura democrática dos EUA- da seriedade e da base ideológica -repito, só um pouco mais presente que do outro lado do Atlántico- considera que estes as declaraçons públicas sobre estes temas tangenciais, estéticos, fam mais dano que um silêncio. Mas se olhamos o quadro completo, a dum presidente-produto que nom tem imagem política, mas marketing comercial, a intervençom pública é fundamental para demonstrar que o presidente “tem umha opiniom tecnológica”.

  • By Modesto, Decembro 9, 2008 @ 10:55 a.m.

    Microsoft y Applé la misma cosa te é

  • By odemo, Decembro 9, 2008 @ 11:38 a.m.

    Modesto: Claro, e por isso nom quero focar a polémica de modo simples. Alguem pode surpreender.se polo feito de que exista polémica porque Obama empregue produtos dumha marca que é tam americana como Apple, mas essa nom é a verdadeira questom: A polémica nom é tal, é puramente interna, e nom importa a imagem que tenha entre os seguidores de Microsoft ou de Apple, o que importa é a imagem que tem de “e-presidente”. Obama cria debate tecnológico -artificial- reforça a sua imagem como produto do século XXI.

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  1. frivolidade.net » Blog Archive » O ”Zunegate”: Um produto chamado Obama — Xaneiro 10, 2009 @ 6:02 a.m.