Promessas e realidades: Ocultaçom e enajenaçom do português na TVG t

Olhem a primeira nova deste vídeo, e os primeiros minutos do segundo:

[kml_flashembed movie="http://www.agalega.info/videos/enlace/tvg120081207143035.asx" width="315" height="308" wmode="transparent" /]

Há meses que os partidos da cámara galega acordarom facilitar a recepçom das TV’s portuguesas na Galiza. É umha reclamaçom histórica dos movimentos regeneracionistas: A possibilidade de ver mais canais da nossa língua  -indepentemente da qualidade dos conteudos- para assim normalizarmos entre a populaçom as outras variantes desta. De sempre ficou claro que o compromisso do governo de Madrid era nulo, e estamos a observar que o da cámara do Horreo é vácuo. Os mínimos obstáculos técnicos convertem-se em gargantuas titánicas, impedimentos insuperáveis. O ocultamento -e a obsessom com as mínimas diferenças- da realidade galega-portuguesa foi, e será, umha das ferramentas favoritas para o processo folclorista e minimizador da nossa língua; nom é novo.

Afinal a cousa é simples: Se os políticos podem fazer a foto metafórica, sem depois terem que fazer um esforço real para mudarem o cenário no que estám mais cómodos seguiram sempre essa integral de mínima energia, mínima muda, mínimo avanço.  Há meses já do acordo das TV Portuguesas, e agora chegam as escusas para adiarem o projecto. Até 2012 escuitaremos centos delas. Com todos eles diram que estám a fazer um grande esforço, um trabalho para nos ligarem com Portugal, para que Galiza aproveite o sua[________] – cá vai o eufemismo do momento para nom dizer a nossa única língua. com Portugal. As contas seram um 95% de energia para manterem o teatro e um 5% de trabalho,entendido como a energia empregada no objectivo . Porém desta as carautas do teatro político caem em cada telejornal da TVG.

O vídeo no começo desta entrada -que topei graças a galegoman– é a mostra ideal. Umha terrível notícia que está na capa dos jornais galegos e foi o centro da atençom mediática estes dias. E também umha notícia que tem como desgraçados protagonistas pessoas e famílias do outro lado da fronteira política do Minho. Reparem nas suas vozes sob a pobre locuçom da repórter: Falam a nossa língua, som totalmente inteligíveis polo público galego. Pode que algo do seu sotaque nom coincida co nosso, mas som traços mínimos e que só som insalváveis se som observados sob umha lupa de prejuiços ou de interesses espúrios. Cubrir a voz que fala a nossa língua para a enajenar nom é compatível com um compromisso de “achegar Portugal”. Minutos depois no mesmo vídeo sae umha nova sobre o aniversário da constituiçom-farsa do Estado espanhol e o dia de “portas abertas” no congresso de Madrid. As declaraçons som em castelhano, nom som dobladas, algumhas som totalmente ininteligíveis, dialectais, com marcado sotaque e em registro coloquial. Eu, que sou umha pessoa educada em castelhano -graças ao bilinguismo harmónico– e com umha educaçom superior tenho verdadeiras dificultades para as entender. A TVG nom considera nescesárias as legendas, nem a dobragem, neste caso.

[kml_flashembed movie="http://www.agalega.info/videos/enlace/tvg120081206144354.asx" width="315" height="308" wmode="transparent" /]

[Mais umha mostra; está mal cortado aguardem uns segundos]

“Os galegos nom entendem, percevem como estranho esse sotaque” Diram os minimizadores, os folcloristas. “A palavra tal, a palavra qual, nom existem nas falas galegas, é outra língua” e toda a compilaçom de argumentos isolacionistas que conhecemos todos podem ser empregadas cá. Que choque, contra as vivências de milhons de galegos de todos os tempos -que a comunicaçom fluente, em bom galego, isto é, em bom português é o natural se um tem um mínimo de cultura e conhecimento da dimensom mundial da nossa língua-  nom importa, mentras tenham a capacidade de manter a farsa. Muitos dos sotaques do espanhol peninsular divergem do estandar escolar, e do castelhano imposto na Galiza, e mais ainda algumhas versons de America do Sul, mas isso nom importa: Os galegos, como os espanhois, recevem as liçons audio-visuais que lhes permitem reconhecer os traços dessas línguas ampliar a sua comprensom. O cerebro humano é umha máquina adaptativa maravilhosa, e mais nas crianças. Se o discurso minimizador e desvalorizador da língua quer sobreviver está obrigado a ocultar, furtar, enajenar a língua portuguesa nos médios. Os critérios nom som a claridade do discurso – um falante vulgar, com problemas de dicçom, apressurado tem que tem que ser legendado, na Galiza, em Portugal, em Espanha ou em Sudam!-  ou a capacidade do real do telespectador para entender: existe umha petitio principii isolacionista, e a realidade nom importa.

Em resumo, um exemplo mais de como as ferramentas de normalizaçom linguística -n.c. TVG- som empregadas como plataforma para manter a impostura contra umha visom regeneradora da língua. Umha mostra de que a vontada política é umha nuvem de perfume em dissoluçom, na que só podem acreditar os fies ( ou fanboys) de cada confissom parlamentar.

+ Esta quinta, 11 de Dezembro às 20:30 na Gentalha do Pichel temos umha palestra sobre a recepçom das TVs portuguesas na Galiza. Santi Moronho, Xavier Alcalá e Heitor Canto achegarám um perfil técnico sofre a situaçom real. Obstáculos técnicos ou políticos?

+ Cuido que para saber mais nada melhor que a listagem de novas sobre o tema em Chuza!.

+ Também mais informaçom na plataforma do MDL.

A escuitar: Still…You Turn Me On-Brain Salad Surgery