Cepticismo e turismo

Venho de passar a minha tarde “ceptica” de todas as semanas. Adoito te-la os Sábados, pero por razoes varias nom topei tempo. Depois de ler o artigo de Randi do sete de Abril (Bom! De David Federlein e Hal Bidlack, que ele segue enferminho), fedelhar um pouquinho nas actualizaçoes do “Arquivo Iker” do “Circulo Escéptico” para rir um pouco coas últimas parvadas do nosso mercachifle de feira favorito e consultar os blogs e foros cepticos da internete… Recaim num artigo do Professor Aguilera Mochón da Universidade de Granada que resulta escepcional. Completo, claro e conciso, muito recomendavel.

Depois de ler isto reflexiono e ideias peregrinas xordem da minha cabeça: mala tempada para os cepticos, ateus e demais seres racionais, quando a tele, a radio os jornais e as ruas das cidades emchem de fanáticos sinistros a autoflagelarse e idolatrar figuras terrorificas com abundancia de casqueria… Dentro de pouco é o aniversario da II Republica Espanhola (Um lugar mais agradavel para viver, ou para deixar polas boas que o actual “Reino de España”), e digo eu… Quando algum governante tera o senso de recolher a feliz ideia dessa época de levar essos actos religiosos ao ambito que lhes corresponde, é dizer, a mais recolhida e discreta intimidade? Quer os integristas varios, quer nom, as ruas de todos nom som sitio para os ritos escuros e sanguentos duns fanaticos (tristemente mui numerosos e espalhados)… Pero pouco tardo em lembrar-me que pouco tenhem de religioso ou de culturar estas manifestaçoes necrofílicas dos cristians e que só a sua aportaçom económica em forma de enfermizo turismo impulsa ano tras ano aos concelhos a permitir essos costumes extremistas nas ruas e praças. Pouco importa que os cidadans que nom compartem a fe nesses deuses, virgens, resucitados e demais parafernalia mitológica vejam as suas cidades colapsas e as suas noites profanadas polo gentio e o ruido. Pouco importa que quando os practicantes doutras formas de irracionalidade (chama-lhe religiom, chama-lhe seta…) pidem permiso para celebrar os seus ritos (Muitos menos sinistros nalguns casos) monta-se um balbordo e lhe é denegada o seu “direito” num caso de agravio comparativo (no que as duas partes som-me igual de estranhas…)…

Nadal, Semana Santa, Peregrinaçoes varias, Santos milagreiros e Virgens choromiqueiras… dinheiro, dinheiro, dinheiro… e pouca cabeça…

P.E.: Onde meteria eu ao senhor Harris?
P.P.E.: Nom, nom falo hoje do Bono. Comparte cos irracionais dos que falo mais do evidente (ser um deles): Ele mesmo desacredita-se com cada palavra que cuspe…
P.P.P.E.: E nom, tampouco falo das últimas barbaridades dictadas dende a Conferência Episcopal. Aplicar identico tratamento que ao ponto anterior… Ainda havera alguem que os escuite?
Post(at infinitum) Escritum: Resposto eu mesmo… Sim, há. E muitos…

P.E.Final: E se tenho tempo falarei da sonda em Venus…