Umha mensagem que ninguem quereria escrever

Odio estes sitios, e tento visitalos pouco. Mais quando morre alguem que conheces de sempre, ainda que nom tiveras umha relaçom mais que superficial, e obrigado os ritae sociais pertienentes. A ela pouco lhe vai importar, mais aos outros, as nais, as avoas, aos amigos fai-lhes bem ter por uns momentos alguem que lhes dea umha aperta e lhes diga umhas verbas de ânimo. E sobre todo saber que estarás ali ao dia seguinte, quando precisem de ajuda.

A morte dalguem conhecido, perto ou nom, é dura. Mais se esse alguem tem a tua idade, creciches com ela, via-la de cotio num ambiente que nom adoitas relacionar coa morte o desacougo é maior. Nestas ocasioes gostaria de me deixar levar polo auto-engano e crer na perpetuaçom da existência mais aló do mundo material. Seica aos crentes faise-lhes mais doado este tipo de situaçoes. Por outra banda eu salvo de desacougo e do sentimento de “roubo” que tanto se escuita: “Quitarom-no-la”, ou de injustiça: “Com vinte-e-um anos, Nom há piores e mais velhos que levar?”.

Nom há razoes em todo isto, nom há causas nem plaos dum deus sádico que complace com apagar a vida ao chou. Nom há um fim, nem um destinho. Tampouco haverá compensaçoes ao final do caminho, nem um mundo futuro que de senso a isto. E duro admiti-lo, mais quando aceptas que isto é o que há, que esta vida e esta existência efimera e fragil é o único, e que nada do que acontence tem mais objetivo que o devenir dos feitos, em certo modo acadas um repouso e umha tranquilidade, diferente ao complacência dos crentes, que permite viver dum jeito digno.

Ogalha ela vivira, e disfrutara dumha vida longa, e figer realidade os seus sonhos, e cuidara da su nai. Ogalha hoje puidera escrever umha mensagem, como tinha pensado, falando do aniversario da II Republica, como muitos na Blogaliza figerom. Mais as cousas forom assim, e assim hai que aceptalas.