Umha palavra brilhante!

Vaga-lume

Segundo a votaçom feita no blog de Francisco Castro está é a palavra mais bonita do galego.

Eu no seu momento pugera chorima, brêtema, ledícia e caluga. Pero está é mui bonita, sinte-se bem na boca, e representa toda musicalidade da nossa lingua. E também representa umha oportunidade para falar um pouco de Ciência! 🙂

A caraterística mais rechamante dos vaga-lumes (ou luce-cus, caga-lumes, vaca-lume…) é a sua bioluminiscência (chiste malo). Nas noites do verão estes insectos da orde dos coleópteros iluminam o ceo e as arvres co seu resplandor verde-azulado. Este fenómeno nom é raro na natureza: Na vida marinha está tremendamente extendida: algas, polvos, crustaceos, luras, mexilhons, ouriços, corais, e alguns peixes; em terra é mais raro pero há muitos artropodes (como o genero Lapyris ao que pertencem os vaga-lumes), minhocas e cogumelos que o empregam.

A origem química desta luminosidade é mui semelhante em todas as especies, umha mostra de evoluçom convergente para solucionar distintos problemas de supervivência (reproducçom, camufragem, caça…). Umha serie de pigmentos chamados genericamente luciferine, e dos que se conhezem ate cinco tipos diferentes, oxidam-se em presênça da enzima luciferase o calcio e o ATP para emitir luz. O processo é o seguinte: A luciferine “pega-se” a superficie da luciferase e convina-se co ATP, producindo adenilato luciferil, que é oxidado polo oxigeno. É um processo muito eficiente, no que quaseo o 90% da energia emite-se em forma de luz, e só um 10% em forma de calor; comparade com uma bombilha comum no que 90% pérde-se quecendo. Aquí tedes um pouco mais de informaçom sobre a química da bioluminiscência.

Algumhas curiosidades dos vaga-lumes e da bioluminiscência:

-Um fenómeno nom observado na Galiza, mais comum nos Tropicos (Americano e Asiático) é a uniom de centos e miles de luce-cus numha mesma bandada que acompassa as suas emissons. Os bechos galegos parecem mais independentes.

-Os caga-lumes podem controlar a sua luminiscência do mesmo jeito que nós respiramos. O processo precisa de oxigeno, que chega aos organos luminiscentea polo sistema de traqueas, que pode pechar a vontade.

-Na meirande parte das especies é o macho o que emite luz, as femias adoitam ser mais discretas. O genero Photinus carateriza-se polos seus complicados patrones de luzes, cos que tenam impresionar às hembras (Hum, insectos tuneros?)

-Algumhas das larvas destos bechos também som luminiscentes. Elas nom podem controlar o processo, assím que brilham sempre. Isto pode parecer um gasto mui grande de energia, embora compensa: A meirande parte dos animais interpretam essa luz como o avisso de que a sua possível comida é velenosa (certo na meirande parte dos casos).

-Os antigos chineses capturavam vaga-lumes e os metiam em lampadas de papel para alumear nas noites. Durante varias dinastias acostumarom a fabricar “jogos nocturnos” nos que liveravam centos de luce-cus nos jardins Imperiais, os invitados os cazavam em equipas.

-Cumpre nom confundir bioluminiscência, fosforescência e fluerescência. Os três som fenómenos de luminiscência: luz sem producçom de calor. Outro día teremos tempo para explicar melhor os outros dous.

Outro dia mais.

Mil beijos!
(Bico-beijo também é umha palavra bonita)

  • By náufrago, Abril 24, 2006 @ 8:52 a.m.

    E beixos tamén para ti por esta explicación.

  • By Madeleine, Abril 24, 2006 @ 11:33 p.m.

    Imos ver, tentaremos unha explicación racional e científica para pormos ao nivel do físico:
    Vamos, que a estes bechiños, que eu e máis os meus primos pillábamos de nenos para polos na bodega onde salaban o porco, bríllalles o cú. Así e todo, hai moitos animais que brillan na escuridade (con maior ou menor trascendencia mediática, non todos os bechos teñen a fortuna de ter un nome bonito) Iso, que estes animais da familia das Lampyridae son moi espectaculares por tan curiosa característica, compartida con outros bechos familiares como Cyphonocerus, Drilaster, Ellychnia, Hotaria, Lampyris ou Lucidina. He dicho!
    Un bico!!

  • By Fer, Abril 25, 2006 @ 11:38 a.m.

    🙂

    É um prazer Naufrago.

    Madeleine:
    “(…)Así e todo, hai moitos animais que brillan na escuridade (con maior ou menor trascendencia mediática (…)”

    Encanta-me 😉

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