Reflexons sobre a manife deste domingo

Cuido que este domingo o povo galego –ao menos o que pode ser chamado de tal – demonstrou, mais umha vez, que tem vontade para sair a rua contra os ataques a sua língua. A pergunta é se isso pode em calhar algo mais que passeios de protesto. Se dalí pode sair algo mais que um berro contra a política lingüicida da Xunta do PP.

Um novo caminho, já velho

As reacçons e declaraçons nos dias seguintes nom fam mais que constatar essa sensaçom: Eles nom vam mudar. E por desgraça eles tenhem o poder, outorgado numhas eleiçons –para nada livres e para nada democráticas, e enlameadas pola difamaçom e o mais baixo nível da táctica política– por umha massa de galegos que nom se importam de si mesmos como povo. Eles nom tenhem razom para mudar a sua estratégia, estám embebedados com a vitória. E cada vez fica mais claro que a soluçom nom passa por convencer a esse adversário, mas por construir as ferramentas paralelas que nos permitam vencer. E cuido que a definiçom de vitória na nossa luita é a da conservaçom, a transmissom e a abertura do galego. Temos que apetrechar-nos com a vontade e o apoio mútuo para mantermos a presença da língua na Galiza por nós mesmos, sem ajuda das instituiçons. Temos de procurar o jeito de poder criar os nossos filhos – que se tornárom já em crianças de todos os galegos, ou nom sentem vocês essa sensaçom de agarimo, de estar a contemplar um pequeno tesouro quando vvemalgum neno galegofalante na manife? – na nossa fala. E temos que deixar morrer os prejuízos do passado, as opçons estérilizantes, e abrir a nossa língua para o resto das suas variades no mundo.

Já sei que todo o anterior nom é novo, que já se falou muitas vezes. Com todo penso que agora ficou claro que já nom lhe podemos reclamar nada a quem teria que defender a nossa língua por lei, e que só estamos nós para fazer esse trabalho. Que é hora de vigorizar os projectos que desde há anos já trabalham fora do guarda-chuva institucional e construir umha estrutura social que nom faga depender a sobrevivência do galego do jogo político do estado espanhol. Falando há umhas semanas com a cantante bretona Gwennyn na Gentalha do Pichel entrevim que cecais tenhamos muito que aprender da defesa de línguas como a sua, que tenhem em contra todo o estado francês a trabalhar activamente para a sua desapariçom. Há quem pensará que assim damos um passo atrás, a um estádio anterior da normalizaçom do idioma, mas o facto que esse é o rumo que toma a nossa situaçom. E temos de adaptar o discurso e as tácticas, ou esmorecer. A parte boa é que podemos ganhar muita força e assentarmos umhas bases verdadeiramente firmes para o futuro.

Os berros de “Televisom manipulaçom”

Como nota secundária sobre o domingo exprimir a minha solidariedade com o reporteiro da TVG que tivo que aturar os apupos duns manifestantes que nom fôrom quem de distinguir entre o médio e o trabalhador. Se ainda o protesto contra a cobertura prévia da manife fosse legítimo isso nom justifica a intimidaçom contra umha pessoa que nada tem que ver com essas políticas informativas. E mais quando o repórter em concreto é umha pessoa amante da língua e comprometido, cousa que sei por ter a honra de desfrutar da sua amizade.

“Galego sempre mais” e a falta de empatia dos desnortados

Na mesma linha, cuido que é necessária umha outra reflexom no seio da plataforma Galego Sempre Mais. As últimas manifestaçons a prol da língua demonstraram que a concepçom reintegracionista da normalizaçom tem umha base social forte, que pode congregar gente de forma diferenciada dentro dumha convocatória mais ampla, achegando argumentos de debate e riqueza a esta nova etapa. Também mostrou que se pode vencer o mal intencionado isolamento e ocultaçom das suas posturas por parte das entidades e movimentos colaboracionistas com a espanholizaçom da Galiza. E que em base a isto último pode mudar em um dos actores principais para umha estrategia de nova época. Todo isso é positivo, magnífico e fam que me sinta orgulhoso de ter portado a sua faixa.

Porém ainda existe umha eiva que se repete desde o começo: a mal entendida permissividade com os incívicos e infantis amigos dos ovos de pintura. Umha e outra vez a cor e o nome da plataforma som luxados por um grupo que aproveita de jeito covarde a protecçom da massa para jogar o seu jogo paralelo. Escudados em discursos vazios e irreflexivos afastados dos princípios mais básicos dumha verdadeira praxe revolucionária – que como bem sabe qualquer pessoa formada tem que primar a reflexom das conseqüências e aportes da acçom sobre o valor da acçom em si mesma. Isso sempre que queira agir desde umha perspectiva de marxista, e nom descender polas costas neo-hegelianas de valorizaçom da acçom sobre todo, até chegar a subscrever Giovanni Gentile… – jogam no seu micromundo paralelo sem se decatar do dano que fam. Por isso cuido, desde a minha postura pessoal, que é mais que hora para que esses grupelhos sejam confrontados com a realidade e futilidade dos seus actos. Todos sabemos quem som, e todos sabemos que as suas acçons repetem-se cada vez. A pergunta é se a vontade de pluralismo e nom deixar ninguém fora segue a justificar a cumplicidade com essas cabeças de ponte involuntárias – nom vou fazer mais sangue – do espanholismo.

  • By Jo, Outubro 21, 2009 @ 1:59 a.m.

    Muito bom.
    Pois eu não sei quem são mas que façam a sua manifestação.
    http://www.pglingua.org/foros/viewtopic.php?p=15041#p15041

    Ps. Quanto ao teu amigo… se for tão defensor da língua se calhar não se prestava ao circo posterior, não achas?

    Apertas.

  • By ifrit, Outubro 21, 2009 @ 2:00 a.m.

    Debes abandonar algunhas malas compañías e trocar o “luitar” por traballar. O resto ben 😉

  • By odemo, Outubro 21, 2009 @ 2:16 a.m.

    Ifrit cuido que trabalho e luta som sinónimos perfeitos neste contexto. Com todo entendo que os mesmos que luxam os bancos e paredes nos seus jogos parapolíticos também sujam a expresom “luta”.

  • By Toño Randeeira, Outubro 21, 2009 @ 5:46 a.m.

    Non entendo a medida de graza sobre o reporteiro da TVG. Nese intre representaba a un medio que se caracteriza pola agresividade na manipulación da información, convertendo esta en sectaria e partidaria. Hai unha loita, como ti dis, na defensa da lingua propia e o reporteiro posicionase no bando contrario. Non é valida a desculpa de si é o seu traballo … eu non lle privo de cambiar de oficio, todo o contrario, convídoo a facelo, pola dignidade que supoño de levar implícita a súa profesión.

  • By Galeguzo, Outubro 21, 2009 @ 10:33 a.m.

    Fer, eu particularmente não sei quem são os dos ovos de pintura (com essa gente não me relaciono, portanto não os conheço, e até suspeito que algum seja confidente policial).

    Para o mês haverá uma reflexão em profundidade sobre esse tema e espero estar, e espero que O Demo também esteja lá. E se não se solucionar este importante problema, melhor estar só que mal acompanhado.

    Sobre o tema da TVG não me vou pronunciar, porque já o tenho feito.

  • By Antón, Outubro 21, 2009 @ 11:08 a.m.

    Eu escoitei como o cámara falaba castelán e foi o que rifou máis por seguir gravando. Ti que o coñeces mellor, é castelanfalante?

  • By Ara, Outubro 21, 2009 @ 2:15 p.m.

    O cámara non é o reporteiro e podo dicir que dende que coñecín ao que se pon diante da cámara aínda non o escoitei nunca falar en castelán. Igual é que o meu desprezo á actuación dos manifestantes perante o directo da TVG vén dada polo feito de que, tal e como tiven que aturar estes días (e levo aturando máis dun ano), os xornalistas somos, entre outras cousas, malas persoas, mixiriqueiros, mercenarios e unha raza moi falsa, ademais de abondo corporativistas.

  • By odemo, Outubro 21, 2009 @ 2:23 p.m.

    Galeguzo penso que muita gente sabe bem quem som. E se bem a soluçom nom tem que ser directamente a expulsom, cuido que é hora de que se confrontem com as consequências reais dos seus actos. Já chega da permissividade com a sua falta de consciência. Acredito em que umha massa importante do “bloco laranja” nom concorda com as sabotagens vazias nem com os berros de “Gloria Lago, pim, pam, pum”, e tampouco com misturar as reclamaçons lingüísticas com a procura da independência. Todo desde a minha opiniom como pessoa independentista e que para nada desbota a violência como um método político legítimo. Mas as formas, as estrategias e a sempre esquecida estética som primordiais.

    Tem por seguro que estarei nessa reuniom, e aguardo que antes dela se conforme um bloco em torno as pessoas que nom sem sintem cómodos com a utilizaçom do nome de GSM para essas acçons contraproducentes.

    Antón Nom conheço o câmara, maso repórter. Assim que só falarei sobre ele: É galegofalante (e paleofalante, se isso desse um “plus” ), comprometido com a língua a nível pessoal (quando na situaçom pessoal eleger viver em galego, e trabalhar em galego, é já um compromisso) e sobretudo um grande profissional.
    Com todo, se ser castelhanofalante e querer trabalhar (o cometido dum cameraman e é gravar, nom?) dá licença a outros para o assalto e acosso percevo um caminho mui perigoso. Mas suponho que nom é isso o que querias dizer, e perdoa se achas que é demagógico o meu apontamento.

    Toño Randeeira Tenho que discordar, e muito. E certo que a TVG omitiu e ocultou boa parte da informaçom prévia da plataforma Queremos galego durante as últimas semanas. Porém o tratamento que derom os serviços informativos no dia da manifestaçom foi excelente, profissional e correcto. Abrirom as ediçons dos telejornais com a notícia mais importante do dia, a própria marcha, deslocarom equipas de gravaçom e repórteres e fixerom umha cobertura extensa com múltiples conexons em directo. Isso é comprovável na página da Galega.

    Ainda entendendo a raiva e indignaçom pola manipulaçom, que existir existiu na forma da ocultaçom antes dita, nunca se pode justificar o acosso a um profissional e trabalhador. Há formas pacíficas de intervir e amossar o desconforto com a linha da cadeia, mas acossar e impedir a desenvolvimento do trabalho nom é umha delas.

    Tampouco concordo em que o repórter esteja posicionado no bando contrário. E sobretudo parece-me mui pouco empático insinuar que a sua opçom, de nom concordar com a linha editorial da sua empresa, é mudar de trablaho. Mais quando falamos dum jovem profissional, no começo da sua carreira, e no contexto da precariedade laboral do mundo do jornalismo. Aprendermos a distinguir entre a ideologia e acçons corporativas dum média e a pessoalidade e opinions dos seus trabalhadores é umha conta pendente de muitos que estam (mos) fora do mundo do jornalismo.

  • By Julio Asier, Outubro 21, 2009 @ 2:29 p.m.

    Eu o dia da mani, passei do bloco laranja já que tenho filhos e nom tenho nem o mais mínimo interese em que visualicem esses descerebrados que guindam os ovos com pintura. Que tome nota galego sempre mais de que como eu está muita outra gente. muito me temo que há liderilhos de meio pelo que só procuram a criaçom de corta-lumes com respeito ao universo bng-mesa. será porque nom querem que os seus súbditos falem com ninguém que nom seja da seita?

  • By Galeguzo, Outubro 21, 2009 @ 2:39 p.m.

    Há uma expressão espanhola (nunca a ouvi na Galiza, portanto não a vou traduzir) que podemos usar para a prática todalidade deste post: cuidado, que vienen los nuestros.

  • By Ronaldinho, Outubro 21, 2009 @ 3:00 p.m.

    “Eu o dia da mani, passei do bloco laranja já que tenho filhos e nom tenho nem o mais mínimo interese em que visualicem esses descerebrados que guindam os ovos com pintura. Que tome nota galego sempre mais de que como eu está muita outra gente.”

    Concordo com o reintegracionismo aínda que marchei junto com os de “Queremos Galego” por motivos semelhantes aos expostos polo Julio Asier.

  • By odemo, Outubro 21, 2009 @ 4:20 p.m.

    Julio Asier e Ronaldinho: Nom poderia concordar mais com vós. Ainda que pessoalmente defendo que os lançadores de ovos som realmente umha minoria, até no seio do bloco laranja.
    Realmente a meirande parte da gente com a que compartim faixa som pessoas construtivas e respeitáveis, que de seguro rejeitam tanto como nós as acçons desses sem-miolos. O reintegracionismo (e de passo o independentismo) nom corresponde realmente com essa imagem da que tanto gostam os média espanholismo e as forças reaccionárias galegas.

    Acho que umha resposta firme é necessária para que gente coma vós poda ficar cómoda no seio de Galego Sempre Mais. De seguro que nom é dificil expurgar os elementos que abusam da colectividade da plataforma, pois sei de certo que muitos som indíviduos que nom gostam do debate (formal ou nom) e de que se ponha em dúvida a idoneidade da sua praxe. Se o nosso objectivo é avançar nom podemos permitir mais lenhos que nom fam mais que retrogradar as nossas posturas.

    Gostaria que todos os que nom vós sentichedes bem com essas circunstáncias, nesta e noutras manifestaçons, difundírades estas ideias -seja desde estas próprias reflexons ou desde o vosso trabalho de analise- o máximo possível. Acho que pode ajudar a consolidar umha resposta clara e transversal para a próxima assembleia.

  • By Galeguzo, Outubro 22, 2009 @ 12:06 a.m.

    O Demo, a todo o que dizes eu só acresceria uma cousa: eram uns mal-educados. Já não só polo vandalismo material, mas também polo inteletual. Isto é, se estávamos numa manifestação pola língua, o próprio lema “in-de-pen-dên-ci-a” estava fora de lugar.

    Éramos muitos os independentistas que quando saiu esse lema não lhes quisemos seguir a corrente, porque cada momeneot é para o que é… mas estes mal-criados também berravam o mesmo na manifestação de “Galiza non se vende” (de caráter ambientalista), em movilizações estudantis, etc. Não parecem diferenciar que cada contexto tem o seu texto… não lhes dá a cabeça para mais. Imagino que depois defenderem o “botellón” com argumentos de tanta profundidade como que se quer “criminalizar a juventude rebelde” (???) pois explodiram-lhes os neurónios e pronto.

    Alguém dizia (O Demo?) “não são independentistas, são parvos”. Eu complemento: não são rebeldes, são mal-educados.

  • By bacalhau, Outubro 22, 2009 @ 4:08 a.m.

    Eu junto com vári@s amig@s reintegratas marchamos entre a mani de queremos galego por motivos obvios expostos neste blogue 🙂

  • By olizinho, Outubro 22, 2009 @ 12:35 p.m.

    Como sempre, o exposto por O Demo parece-me totalmente razoável.
    Eu tenho crianças e também nom gosto de que sejam misturadas com esta clase de pessoas; a esta mani nom as levei porque já sabia de antebraço que algo assim havia passar. A próxima, ham vir comigo, mas nom dentro do grupo que representa as minhas ideias, terei de ir diante.

    Espero de todo o movimento reintegracionista que se faga o que O Demo está a fazer desde este blogue: denunciar que os violentos nom som representantes de mais nada que de eles próprios. Queremos galego, galego sempre e mais, mas nom galego escrito em pintadas nas portas dos bancos, e acho que se por esta gente for, esse havia ser o seu único futuro.

    Saudaçons Demo!

    P.S. bem podias cambiar o captcha e pôr um mais simples, que me vejo negro para poder comentar ! 😛

  • By odemo, Outubro 22, 2009 @ 2:22 p.m.

    Galeguzo Exactamente. Se bem há manifestaçons “transversais” que podem englobar todos os aspectos dumha construçom nacional (língua, independência, ecologismo…) como pode ser a do próprio dia da Pátria, é dumha falta de educaçom e formalidade ultrapassar o contexto de marchas mais sectoriais. Sem negar que todos esses temas estejam ligados, ou ao menos para mim, a gente adire umha manifestaçom em concreto e nom tem porque aturar essas saidas de tom.

    bacalhau e olizinho Justo isso é o que nom teria que passar. O bloco laranja de GSM teria que se rumha opçom aberta, desde a óptica dos centros sociais e crítica com algumhas das propostas e autolimitaçons dos movimentos institucionalizados a prol da língua, mas nom o refúgio e escudo de radicais, porque como bem di o amigo galeguzo: reintegracionismo nom é violência. É mui importante que se exponha quanto antes essa diatribe: A força social acada-se integrando e normalizando, nom radicalizando a acçom. E isso nom quer dizer que se tenha que moderar o corpus do descurso (o monolinguismo social, a hegemonia do galego, a dimensom internacional da nossa língua, a denúncia do “bilingüísmo” como ferramenta de espanholizaçom…).

    Desde a minha óptica os que som coma nós (racionais, com cultura política, ou com família, em definitiva os que construem em positivo) som a verdadeira maioria no seio do movimento normalizador reintegracionista e alternativo. Já é hora de soltar as âncoras dum passado atrapado em estrategias caducas e próprias dum cenário que nom existe.

    Eu pessoalmente vou levar esta analise para a próxima reuniom de GSM, e aguardo que muitas pessoas também o fagam. E também aqueles que nom podem assistir que comuniquem o seu descontente à plataforma: info@galegosempremais.net

    E já que estamos a ver se conseguimos que o próximo cartaz nom pareça um anúncio dum concerto de Melendi.

  • By Galeguzo, Outubro 22, 2009 @ 9:48 p.m.

    O Demo: não te metas com o cartaz, que conheces o autor (ou será por isso? :D). A mim pessoalmente não me desgostou, e suponho que para gostos… 😉

  • By Iago, Outubro 22, 2009 @ 9:54 p.m.

    Indudabelmente ista é umha crónica reaccionaria da manifestaçom

  • By suso, Outubro 23, 2009 @ 1:31 p.m.

    Bravo, Fer! És um valente! Eu, quando era mais jovem, também era assim! 😉 Obrigado e parabéns! 🙂

  • By odemo, Outubro 23, 2009 @ 2:04 p.m.

    Iago Por definiçom a reacçom acompanha umha acçom, e na história política todo movimento reaccionário que pode ser qualificado de tal existe como contraponto a um movimento de progresso.
    Acho errada a tua consideraçom, porque a minha postura nom se enfronta com um movimento de progresso, aliás com nenhum movimento. As acçons que criticamos, vazias de conteúdo, fondo, propósito som polo tanto inertes.

  • By Um, Outubro 28, 2009 @ 6:52 p.m.

    Caro Fer,
    Nom podes misturar os teus rencores pessoais e as valorizaçons políticas, ou nom lembras onde estavas tu a noite do 24 de Julho?.
    Apertas

  • By odemo, Outubro 28, 2009 @ 9:30 p.m.

    Um: Assinala pouco nível dialéctico empregar um argumento ad hominem circunstancial.

    Se eu tiver algum tipo de rancor pessoal – afirmaçom afastada da realidade: o meu afecto ou desafecto por esses grupos é consequência de factos como os expostos – isso nom invalidaria em absoluto a minha opiniom .Os argumentos tenhem valor per se , independentemente de quem os formule.

    No texto fixei umha valorizaçom singela e estruturada na que se qualificam de inapropriados os actos observados na manife de Galego Sempre Mais. Eu os considero inapropriados nesse cenário; aliás incorrectos em quase toda circunstância, embora nom seja essa a mensagem que queria transmitir, e achego argumentos que justificam essa opiniom. O facto engadido de muitas pessoas concordarem – tanto nos comentários neste humilde blogue como em conversas pessoais – confirma nom o facto de termos razom, mas de que existe esse descontento polas actuaçons referidas.

    Se quere desacreditar o meu comentário argumente. Explique-me em que marco ético é defendível o uso dumha manifestaçom plurar para realizar essas acçons, como de válido é empregar como escudo a pessoas que de primeiras concordam em marchar com o sujeito e depois som utilizados por este para fines espúrios. Olhe que já nem procuro umha defesa da violência de baixa intensidade como arma social útil.

    Para rematar insisto. Que importa os meus imaginados desafectos ou a minha presença e companha essa noite para a que me pede alibi? Permita-me pressupor que me conhece pessoalmente, ou está informado dalgumha maneira – polo que vejo errada – sobre as minhas circunstâncias pessoais. Entenderá que sendo assim resulte ofensivo ter que dialogar com umha pessoa que adopta essa posiçom de vantagem: você sabe quem sou eu, mas eu nom sei quem é você.

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