Nova secçom: O futuro que nos prometeram

Levo tempo pensando em inaugurar umha secçom permanente neste blogue. Os que me conhecem em pessoa soara-lhes a frase que lhe da título porque muitas vezes apostilo com ela algumhas situaçons mui concretas. Para os que nom estám afeitos tentarei explicar o significado.

Vivemos no ano 2009. Som os começos do século XXI e durante todo o anterior milheiros de imaginaçons aportárom as suas visons de como séria esta época, de como seria o nosso futuro. E alguns crecemos e devoramos esses retratos, essa especulaçom. Romances, ensaios, filmes, séries de TV ,estudos, comics, transmitiram nom um mundo do futuro, mas centos, cada um mais fascinante e alheio. Desde os avanços tecnológicos até os cenários sociais. Desde os carros voadores até as terceiras e quartas guerras mundiais. Desde a Confederaçom Planetária até os Cybermen caminhando polas ruas. Desde a alteraçom genética às MegaCorporaçons dominando o mundo. Prometeram-nos um futuro de metal, de energia, de carne arquitectónica, de fluxos sociais alienados, de revoluçons neurománticas e de armas laser. Prometeram colónias em Marte, cidades linheais, implantes ópticos de realidade aumentada. Fixerom-nos sonhar com drogas que dotarám de presciência, com homens-computador, com ecumenismos impossíveis que arrasariam com novas Yihads.

E este furor preditivo nom é novo na história da imaginaçom humana: Desde o Iluminismo e a toma de consciência do progresso da nossa história levamos sonhando com as maravilhas e pesadelos do manhá. E os grandes pioneiros do século XIX fixaram todo isso na forma da literatura de especulaçom que rascunhou dum jeito surpreendente o nosso presente. A dia de hoje ler Paris au XXème siècle de Verne – a sua novela póstuma publicada em 1994 – resulta emocionante quando um repara em que já em 1860 fala dos trens eléctricos e de alta velocidade, das calculadoras, de internete, do ar condicionado, dos faxes, da TV, dos carros de gás, dos arranha-céus, dos elevadores…

Perdoade, nom quero alongar. Só aclarar que nesta secçom quero falar dessas circunstâncias, invençons, fenómenos políticos, sociais e tecnológicos que me fam sentir que o futuro – um dos muitos – que nos prometeram está perto.

E para rematar esta introduçom umha pequena imagem heterogénea: Que o presidente negro dos EUA faga fotos oficiais com duas raparigas góticas é o futuro que nos prometera, que lancemos bombas contra a Lua também, que a polícia ataque manifestantes com armas sónicas que grupos de fanáticos protestem pola activaçom do LHC ou… todo o que me fai sentir que o mundo está a mudar dum jeito surpreendente, para bem ou para mal.