Garzón podia estar tranquilo

Mentres era julgado polas escutas ilegais na trama Gurtell Baltasar Garzón Real podia estar tranquilo, sabia que ninguém se atreveria a espiar sem umha justificaçom prévia as conversas que mantivesse com a equipa da sua defesa. As pessoas incausadas na própria Gurtell -por mui más e corruptas que fossem- nom tiveram esse luxo.

Baltasar Garzón Real podia estar tranquilo quando preparava a sua defesa, pois sabia com claridade quais eram os cargos polos que estava acusado. As pessoas detidas de maneira “preventiva” por ordem do juiz durante as olimpíadas de Barcelona 92 nom tiverom essa sorte.

Garzón podia estar tranquilo quando começaram a falar dos seus futuros juízos, sabia que ninguém entraria na sua casa com violência e carapucha ocultando a face para aterrar para o prender. As dúzias e dúzias de pessoas bascas, galegas e catalãs perseguidas polo juiz às ordens dos poderes políticos espanhóis nom tiveram essa licença.

Garzón podia estar tranquilo pois sabia que os seus companheiros juízes encarregados de levar adiante o seu juízo trabalhariam com cuidado para construir um caso real, defendível e com provas e acussaçons claras que ele tivesse oportunidade de rebatir. As famílias das vítimas das drogas ilegalmente traficadas polos capos da Operaçom Nécora e outras nom estavam na mesma situaçom, viram como os envenenadores da sociedade marchavam incólumes por erros de manual.

Garzón podia estar tranquilo pola sua família, eles nom sofreriam de maneira desnecessária o processo judicial e penal, fora da dor emocional de ter um familiar acusado. Os milheiros de familiares de pressos políticos bascos e de tantos outros “dispersados” por ordem do juiz tiveram que peregrinar por todo o estado espanhol por estar uns momentos do lado das suas pessoas queridas.

Garzón podia estar tranquilo de facto porque sabia que os seus pés nom tocariam o chão do cárcere, nom sofreria abusos nem privaçom de liberdade durante a duraçom do processo por mui graves que fossem os cargos. Centos de pessoas presas à espera de ser julgados por ele, tam atarefado sempre com tantos casos importantes, apodreceram ser essa oportunidade.

Garzón podia estar tranquilo se por mor dalgumha terrível combinaçom de feitos inimagináveis remata por sofrer violência da policia ou das pessoas encarregadas de o custodiar podia estar seguro de que tanto os seus julgadores como todos os medias espanhóis denunciariam o seu caso. Os centos e centos de pessoas torturadas e maltratadas durante os processo desse mesmo juiz que denunciaram os feitos ante ele forom ignoradas e voltaram às mãos dos sádicos.

Garzón podia estar tranquilo pois os médios de comunicaçom que lhe eram favoráveis, que defendiam a sua inocência e a sua ideologia ante a sociedade. poderiam realizar a sua labor de defesa sem medo a ser fechados sem mais delito que pensar o que pensavam. As redaçons dos jornais bascos fechados sem provas e sem caso polo juiz nom desfrutaram da liberdade de palavra.

Garzón podia estar tranquilo pois as pessoas públicas que confiavam e o apreçavam poderiam exprimir em total liberdade as suas posturas e argumentos, organizar campanhas e mesas de suporte, criar organizaçons a prol da sua liberdade. Um número incontável de grupos, entre eles Gestoras Pro-Amnistia por exemplo, tiveram que calar a boca e desistir dos seus atos.

Garzón hoje já nom está tranquilo, foi condenado a 11 anos de inabilitaçom por só umha pequena parte do mal que fixo.

Hoje nós podemos estar mais tranquilos.

  • By andr, Febreiro 10, 2012 @ 12:35 a.m.

    Nunca comprenderei o apoio total que están facendo dende IU (especialmente Llamazares e Lara) e outros partidos de Garzón cando o que fixo Garzón foi aplicar a lei como lle deu a puta gana… omitindo un dereito básico como é a confidencialidade avogado-detido, aínda que co terrorismo aínda se aprique…algo que tamén debería de eliminarse. Parece que as sentenzas só serven cando nos benefician

    O “mellor” de todo é ver a todos dicindo maldito Supremo que é un nido de Franquistas, cando un dos maxistrados que firmou a sentenza foi un dos que deu a voz de alarma das perversións do sistema con Jarrai… vamos, un “franquista de toda la vida” ou un “terrorista de toda la vida” que dirían os de La Razón.

    “Me parece significativo que entre los jueces firmantes de la sentencia esté Joaquín Giménez. Entre todos los calificativos que se pueden asignar a este juez, no está el de ultra. Fue uno de los fundadores de Jueces para la Democracia y durante muchos años estuvo destinado en el País Vasco. Allí juzgó casos de kale borroka, y también muchos de torturas en los que policías y guardias civiles fueron condenados. Nunca dudó de que la ley estaba por encima de los intereses políticos del Gobierno y no dejó que los asesinatos de ETA justificaran la violación de derechos fundamentales. No he podido encontrar referencia de algunas de estas sentencias, pero sí de su voto discrepante en la sentencia del caso caso Jarrai-Haika-Segi porque el Supremo estaba extendiendo el concepto de organización terrorista hasta niveles como mínimo preocupantes.”
    http://www.twitlonger.com/show/fqp66c
    http://www.rebelion.org/noticia.php?id=49291

    A lei debe de estar ó servizo dos dereitos dos cidadáns e non dos intereses políticos ou mediáticos e neste caso vulnerouse o dereito dos detidos.

    Ó final, voltaremos ter caso Nécora…pero pola culpa dun xuiz papón que leva anos facendo todas as instrucións con erros pero que ata o de agora se librou… como o peche de Egin, que foi ordeado polo xuiz Baltasar Garzón Real e que no 2009 demostrouse de que non cometían ningún delito.

    Pero parece que Baltasar Garzón é inocente… vaia… parece que voltamos a fai corenta anos e todo vale.

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