Dívidas?

anamaria.jpgLogo de ver na TVG a resposta dalguns vizinhos de Ana Maria Rios à reportagem fotográfica da de Arcade em Interviu o primeiro que pensei foi que neste pais temos (tenhem) um conceito doentio do dívida social. Bom, acho que o primeiro foi que a rapariga estava bem criada.

Bem, dacordo que umha analise estrita da “reportagem”leva à clássica diatribe entre considerar que cada quem é livre de amosar o seu corpo e que os prejuiços antinaturais contra ele nom som sãos, e pola outra que nesta sociedade capitalista todo é mercadoria para negociar; pero parar nisto nom leva a nada.

Coido que a reaçom dos vizinhos de Arcade nom nasce dum conservadorismo sistémico contagiado polo potássio das ameijas soutomaiorenses, o que mais escoito (ou isso mostram na televisom) é a indignaçom por “antes pedir ajuda e agora sair despida”. É bem lícito pesar que ela aproveita a fama ganhada por um acontecimento escuro que fizo reagir a todo Arcade, sacando a vila às ruas para pedir a sua liberdade mais pensar que com isso a rapaza contraiu umha dívida pola que está obrigada a “comportar-se” nom é de lei. Um dos entrevistados diz que esta indigando pois “pediu ajuda até ao alcalde e agora sae em coiros”… porem qualquera tem direito a pedir ajuda aos seus vizinhos e aos seus representantes políticos sem importar o seu trabalho ou os seus atos posteriores. Penso que muita dessa gente considera, no seu interior, que ela tem a contratual de dar a imagem de sofrimento permanente: Se alguem “sai à luz” por umha desgraça choca muito vê-la recuperar a sua vida e aproveitar a oportunidade. Mais nom se pode condicionar toda a vida dumha pessoa polo seu passado, e a solidariedade dos vizinhos so é tal se é desinteressada.

Nom vou falar dos comentários que se podem ler na rede (20minutos , Telecinco) nos que machistas protegidos pola rede soltam a lingua e as hormonas…

  • By rifenha, Xaneiro 9, 2007 @ 12:46 p.m.

    Concordo. Cada quem pode fazer com sua vida o que queira.
    E os vizinhos tão para ajudar, se quer, mas não para julgar aos demais.
    Quem lhe dou o dereito a ser juices?
    Ainda que suposso que a mulher jà era consciente do que ia passar .
    O aparecer em público, é o que tem.
    Expós-te à enveja, machismo,falsa modéstia e também à admiração dos demais.
    Pessoalmente, opino que mesmo nas tv se lhe da umha importáncia esaxerada.

  • By A Randeeira, Xaneiro 9, 2007 @ 4:29 p.m.

    Totalmente de acordo.
    O que máis envexa me dá é que Interwiu non me chama a min (incluso por un prezo razoábel) e mira que eu tamén estou ben criado.

  • By Rifenha, Xaneiro 9, 2007 @ 5:58 p.m.

    Pois só tés que sair numha tv por algumha cousa espectacular, assim, para ir abrindo caminho, e tés a portada asegurada.
    Hoje as revistas só querem algo de consumo rápido, algo de morbo,e um corpo disposto a se amosar.

  • By odemo, Xaneiro 10, 2007 @ 9:48 a.m.

    De verdade que a mim o que faga a rapariga depois nom me importa. Pode que salte ao “star system” da tele/revisteo espanhol, mais julgar os seus atos por isto…

  • By O Peto Lareto, Xaneiro 10, 2007 @ 9:27 p.m.

    E digo eu, ¿A quén carallo lle importa se a rapaza se viste de lagarterana ou se desviste presumindo de lozana? (rima e todo cajiná).

    Supoño que será moito máis edificante para os veciños vela debendo os cartiños que lle custou a bromita dos mexicanos, mesmo se tivera que prostituirse no puticlú do pobo tería mellor prensa.

    Dín que os galegos ata para pedir somos pobres, pero o peor é que a xente non quere vivir tan ben como os demais, o que queremos é que os demáis ainda vivan peor que nós.

    Si a envexa fose tiña…

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