Perpetuum mobile… Idade Escura- Século XVIII

Como nom tenho resposta às petiçons de informaçom ao senhor Omar Fall nom podo escrever muito mais sobre a nova aportaçom galego-senegalesa à longa história do móbil perpetuo. Para compensar a “estranha” desapariçom desse revolucionario inventor aquí tedes umha escolma dos precursores do “Mechanical Multiplier”

Ah! Por sistema vou empregar de aquí em diante o botom de “more” para evitar mostrar estas parrafadas antiestéticas…


As primeiras notas sobre um aparelho de movimento perpetuo em escuros textos alemans da Alta Idade Medieva. Os charlatáns e vendedores de milagres de Baviera empregavam umha montagem conhecida como “A Roda Mágica” para impresionar aos labregos (e também algúns sábios): Umha roda de chumbo semelhante a dos comboios antigos girava vertical sobre umha plataforma sostida polo seu eixo. A roda mantinha o movimento durante horas e o público ficava abraiado e mercava os serviços do “mago”. Na realidade o aparelho aproveitava um poder já conhecido polos antigos gregos: o magnetismo. Um imám acochado na base do aparelho interage com umha serie de imans opostos situados ao longo da circunferência da roda, propulsando a montagem, Isto por definiçom nom é movimento perpetuo: O imám aplica umha força nova no sistema e por mui bem feito que esta pouco a pouco irá perdendo velocidade polo roçamento até deter. Isso sim, o invento é umha prova de que durante a “Idade Escura” parte do conhecimento grego sobreviviu e foi aplicado a novos achádegos. A Roda Mágia é umha invençom nascida na considerada a época mais escura da civilizaçom e tem muito mérito, outra cousa é a sua aplicaçom para aproveitar-se da incultura nascida da religiom da gente da época.

Até o século treze nom temos referências de novos “inventos” de máquinas de movimento eterno. Um dos tesouros da Biblioteca Nacional da França acocha desenhos de móbiles perpetuos tremendamente infantís. As ilustraçons de Villard de Honnecourt, mestre canteiro do que conservamos o seu livro de debuxos. Este documento de oitocentos anos inclue o seguinte desenho:

Honnecourt O mais porvável é que Honnecourt nunca implementara o seu desenho, pois de movimento perpetuo nom tem nada. A ideia é um clássico: Umha serie de pessos caem coa volta da roda, impulsando de novo o todo. O roçamento, a inércia e as leis de conservaçom jogam contra a ideia de Villard. O aparelho nom chegaria a dar nem umha volta, pois a peça que cae em cada intre teria que impulsionar outras cinco do mesmo pesso.

Tedes mais desenhos de Honnecourt no Commons da Wikipedia.

Leonardo Da Vinci tem também algum desenho no que imaginava aparelhos que criavam “energiar da nada”. Evidentemente todos os debuxos nom som mais que experimentos mentais que demonstram umha má comprensom das leis da Física por parte do genio de Anchiano. Durante os seguintes séculos muitos “inventores” copiarom os trabalhos de Da Vinci e tentarom implementar os seus “inventos”. Outro que também tivo umha chea de “herdeiros” até o século XIX foi Robert Fludd, um Rosacruz inglês e seguidor de Parecelsus do século XVII, que desenhou aparelhos que empregavam o Parafuso de Arquímedes.
Herdando os desenhos dos “magos” de Baviera o jesuita Johaness Taisnerus refere um sistema que tempo depois seria explicado polo proto-cientista Petrus de Maharncuria, alcumado O Peregrino: Umha pendente que tem na faldra um imám e na que se coloca umha bola metálica. O imám empurra a bola pola pendente, pero pouco a pouco vai perdendo velocidade e retorna contra o imám, que volve a empurrar. O trabalho de Petrus Peregrinus é mui crítico e sistemático e serviria de base ao nascemento da verdadeira Ciência do Magnetismo..

Um terceiro tipo de aparelho é o inventado por Cornelius Drebbel em 1610, um mago e alquimista, precursor do submarino, e que aproveitava a variaçom de pressom de aire para mover umha bola. Muitos anos depois, em 1760 James Cox criaria um reloxo “perpetue” alimentado também por um barómetro. O aparelho existe hoje, mais ja nom funciona,

A meirande parte destes “móbiles” criados durante os séculos XV ao XVIII som variaçons do anteriores. Os que empregavam os sistemas magnéticos ou barométricos som funcionais, e dizer “trabalham” e aparentar um movimento real. Estam baseados ou bem numha mala comprensom do fenómeno do electromagnetismo, e sempre rematam por parar co tempo por roçamento ou desmagnitzaçom, ou nom tenhem um circuito fechado de energia como os baseados na pressom do aire: A máquina nom produz energia, aproveita as variaçons atmosféricas. O terceiro tipo, o hidráulico nom produz nunca um modelo funcional: Sempre som desenhos debuxados em papel, pois qualquer aplicaçom demonstraria a sua impossivilidade. A meirande parte dos inventos deste tipo baseam-se numha convinaçom dumha roda com um parafuso de Arquímedes. A auga ao caer no depósito move a roda que dá energia ao parafuso, que sube mais auga… o problema é que na vida real (ou em qualquer vida 2.0 com um bom motor de física) as Leis da Termodinámica som mui claras: Em qualquer troco de energias desse tipo vai-se perder parte em forma de calor, a entropia tem que medrar nestos processos, e qualquer ciclo terá perda. O roçamento das peças disipará pouco a pouco a energia transferida, e o parafuso subira menos auga de cada vez, o fluxo será menor , a roda movera-se menos, também o parafuso… e assim até parar. O desenho de Honnercourt é umha variaçom deste erro.

Bom, um resumo: Até o século XVIII estes móbiles eram umha consequência do pouco conhecimento das Leis mais fundamentais da Física. O aumento do saber humano permitiu que os cientistas (os de verdade) comprenederam que neste Universo nom podem existir aparelhos desse tipo. Em 1775 a Real Academia das Ciências em Paris promulgou umha ordem que num mundo racional remataria com essa carreira de fraudes: Nom atender mais reclamaçons de máquinas de movimento perpetuo. Qualquer investigador teria que presentar antes dados de investigaçom dabondo como para fraudar as Leis da Termodinámica. Isto nom vai en contra da filosofia da Ciência que obriga a duvidar de todo, só pretende nom malgastar os recursos limitados da mesma sem contar com dados seguros… Como já veredes em próximos post a cousa nom rematou, nom…

  • By xorna, Xaneiro 23, 2007 @ 1:14 p.m.

    Por dios, fer! Xa che dixen mil veces que é unha rallada ler estas parrafadas túas! 😉

  • By odemo, Xaneiro 23, 2007 @ 1:22 p.m.

    Que queres!!!

  • By Uz, Xaneiro 23, 2007 @ 10:13 p.m.

    Uf! Ainda nem sei bem como, mas cheguei até o final 😉 Ao menos consegui perceber o que dizes, cousa que nem sempre conseguia com as digressões do meu bom amigo Abel ‘Cibergaiteiro’ Turnes, terror do Jalhas e das moças bonitas (http://cibergaiteiro.blogspot.com).

  • By F. Miguez, Xaneiro 24, 2007 @ 6:22 a.m.

    Hai unha serie de principios científicos que se deberían explicar nos colexios, aproximadamente unha vez cada curso (igual que facían coa trapallada aquela do análisis sintáctico) para ver si lle entran na cabeza á xente. Fundamentalmente porque os principios cinetíficos soen ter extrapolación a facetas da vida cotidiana, alén da area de coñecemento na que foi concebido. O 1º e 2º ppos. da termodinámica levan a palma. Si a xente comprendese que, “de donde non hai, non se pode quitar, (ou ben, o que sí hai ten que ir algún lado)” (1º) e que de onde hai, nin dura sempre, nin se pode aproveitar todo (2º) a, xe non só deixarían de aparecer móviles perpetuos, senon que a metade dos problemas medioambientais do planeta non terían nin empezado.
    Tampouco algúns problemas sociais.

  • By Uz, Xaneiro 24, 2007 @ 10:47 a.m.

    Ademais de no instituto, eu apreendi as leis da termodinâmica graças a «O Mundo de Beackman», magnífico programa (made in USA) de divulgação lúdico-científica que emitira a TVG há uns poucos anos.

  • By Fer, Xaneiro 24, 2007 @ 11:33 a.m.

    E que teria que botar no “Novo Xabarin” e nom caralhadas como “BeyBlade”.

  • By Uz, Xaneiro 25, 2007 @ 10:43 a.m.

    Subscrevo a moção, Fernando 😀

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  1. O demo me leve » Fraudator Multiplier: Seis meses sem nada novo — Xuño 26, 2007 @ 8:01 p.m.