Maré-cheia

Atopo em Chuza! umha dessas ligaçons que tés que ler co Almax deitado já no copo. Alberte recolhe um dos comentários a nova da possível versom em galego da obra de Valle-Inclan. Está claro que nom é mais que um troll, dos que tenhem já reservado tempo para verquer merda na ediçom digital desse jornal (Nota: O resultado é algo assim como merda-sob-merda), pero hoje o sentimento foi um chisco diferente… o lido no comentário já nom dista tanto do que um pode escuitar polas ruas, ler nos artigos de opiniom desses mesmos jornais ou soportar aos políticos. Pergunto-me até que ponto estamos acadando novos direitos para a nossa língua, e se nom estamos vivendo os últimos momentos antes dumha nova repressom.

Esse sentimento de maré-cheia a piques de baixar é algo que percevo em muitos temas nos últimos meses: A racionalidade, os direitos sociais, o autogoverno da nossa naçom, a cultura, a democracia… Os teofilos ganham as eleiçons em paises de Europa e traem o virus  do criacionismo, as empresas e as religions lutam com mais força que nunca para roubar os últimos sucessos na igualdade de todos, Galiza entre num debate do (inutil e colonial) estatuto galego e sae nem sequer com esse placebo, os juiços políticos saem como setas e a liberdade morre. E o pior de todo nom é pensar que os meus filhos viviram num mundo muito menos livre que este, o pior é essa sensaçom de que nom é casual.

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