Nom dou mais…

O primeiro dos monstros nom quixo saber nada mais. Sacou a Espada das Sete Estrelas e lançou contra o rostro do Peregrino um talho mortal. Por sorte o Grande Sabio, sósia do Ceu, bateu umha soa vez o coro e num intre a cova foi invadida por umha luz avermelhada e de um brilho extraordinário. A argalhada permitiu-lhe escapolir-se a fume de caroço da ladroeira. Os seus poderes eram tantos que este episódio nom foi para ele mais que um entretenimento. Era certo que ninguem dominava como Wu-Kung a arte das transformaços. Se entrou na choupana dos demos coa figura dumha velha, dela escapuliu diluindose no éter.

-Xī Yóu Jì, “Viagem a Poente” Anónimo chinês século XVI

 

Até aquí cheguei este ano. “As aventuras do Rei Mono” é um clássico da literatura chinesa (O Clássico), mui desconhecido no Ocidente. Conta as aventuras dum peregrino budista cara a Índia para obter manuscritos da sua religiom para iluminar o Imperio Chang por orde da Bodhisattva Guan Yin. Durante o caminho os deuses ponhem no seu serviço a quatro monstros para que limpem a sua vida “malvada” anterior. Entre eles o mais importa é o Rei Mono, Wu-Kung, O Peregrino, O Gran Sabia… um macaco langram e pendencienador com superpoderes cósmicos (Lembrade que nesse personagem inspirouse Akira Toriyama para criar a Son Goku).

 

A história está mui bem, sendo contamporánea de “El Quijote” tem um rimo mui superior, e a história (cecais pola novidade) engancha mais. Também tem múltiples niveis, como umha mitologia taoista e budista constente e chea de metáforas, o próprio livro é toda umha metáfora do processo de alquímia interna taoista… Assim que temos um livro histórico fundamental na literatural e um livro de mitologia todo em um. Se um fai umha leitura consultada e académica, desde umha prespectiva atea o tomo é abraiante.

 

Entom porque nom dou rematado o livro? Som 2300 páginas de papel de bíblia, pero tenho tragado cousas maiores (eis! Esse comentário!). A obra é mais ligeira que, por exemplo, “El Quijote”. Como a traduçom (em castelhano) nom emprega um vocabulário mediavalizante a leitura é mais cercana e agradável. Porém conserva esse aire de relato antigo, quando cada vez que o Rei Mono tem que se enfrentar com um monstro relata toda a sua história, méritos e batalhas anteriores. Também tem muitas referências culturais orientais pouco conhecidas. Fai dous anos que merquei o livro e a primeira vez papei as primeiras 350 páginas em pouco tempo, pero chegarom os exames e algumhas cousas mais e deixei aparcado o livro (sempre estou com três ou quatro assim que alguns caem por lógica). Coido que retomei a leitura em janeiro, como “livro para mirar entre livros”, e vai cousa dum mês aparquei-no de todo. Cheguei até a página 783 e por pouca vontade, leituras “mais rápidas” ou nom sei bem porque nom toquei mais o livro.

 

Agora chegam os exames de fim de curso e nom tenho tempo para a leitura, assim que as aventuras do Rei Mono e o Peregrino Chang ficam reservadas para o veram…

  • By IaRRoVaWo, Abril 30, 2007 @ 8:10 p.m.

    É un clásico tanto para os chineses como para os xaponeses. En moitas series xaponesas fan referencia dalgunha maneira ao Rei Mono, as máis.. teñen capítulos contando a historia, como Shin Chan, Doraemon, etc.

    Animo coa lectura, xa faras un resumo xD

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