O racismo paternalista do Papa

As últimas declaraçons do Papa antes de marchar de Brasil som umha boa mostra do espírito do depredador que subjaz a (quase) toda religiom:

“O anúncio de Jesus e de seu Evangelho nom supom, em nenhum momento, umha alienaçom das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposiçom de umha cultura estrangeira”

-Joseph Ratzinger, aka Bieito XVI

Que podes respostar a umha seita que coida que a sua religiom é “universal”? Os fieis dessas religions nom consideram as suas crenças umha parte mais do folclore ou do seu fondo cultural: A sua “verdade revelada” tem que ser evidente para a Humanidade, e tenhem a obriga de “iluminar”aos coitados povos que nom conhecem a sua verdade infinita. Os proselitos, armados com arcabuz e espada, tiverom sempre as beiçons papais para converterem os povos indígenas em fregueses de Roma; toda violência, assassinato e genocídio está justificado na óptica de quem coida que todos os demais estam trabucados na sua escolha de objecto de devoçom, dos seus costumes e da sua cultura.

Para o Catolicismo (ou o Cristianismo em geral, e também o Islam, o Budismo, o judaismo…) todos os povos som súbditos dos seus deuses, pero os coitados ainda nom o saben. Como nom é concebível um comportamento correcto, e recto, fora dos que se encrequenam diante dos totems da verdadeira religiom, que toda cultura oy crença afastada e desconhecedora dos preceitos sagrados nom é “cultura boa”. Como os deuses monoteistas ou supremos tenhem o teórico domínio sobre o totalidade das gentes, e som os deuses próprios -embora desconhecidos- de todos os povos, as suas regras e por extensom a bendita cultura à que esse deus se revelou som as verdadeiras e universais. Os pobres índios viviam na escuridade e pecavam cada segundo: A adorarem uns deuses que nom eram os seus – pois nom eram o deus verdadeiro, a viverem numha cultura que nom era a sua -pois nom foi na que o verdadeiro deus se revelou-, a falarem numhas línguas que nom eram as suas -pois o deus verdadeiro nom falou nessas línguas-… Isso justifica toda barbaridade colonial, pois nom há colonizaçom real: A verdadeira cultura dos indígenas era a cultura da Europa cristiá, o seu jeito de vida nom era umha cultura verdadeira pois nom era a cultura dum povo, mais um remedo até a chegada dos evangelizadores. Estas som as ideias do papa, e tenhem um nomem: racismo.