‘Enrique Castro me cae mal…’

Nom acostumo mirar blogs políticos, e menos blogs espanhois. Mas agora que colho umha noite de folga no meio dos exames quero fazer umha pequena resenha sobre a manipulaçom (cecais eleitoral) dum personagem santiaguês de afiliaçons super-obreiras e super-socialistas.

O raparigo é o Enrique Castro, “afamado” -pensa ele – blogueiro e psoeista da cidade de pedra, que leva um currinho blog-plataforma publicitária – como todos os blogs, nom? – e seica é bem conhecido nas chamada “red progresista” (rede progressista), da que nom forma parte; e melhor conhecida na “rede de blog socialistas“, na que dim que leva o vimbio… Nom tenho muito interese nas androfagias e cainismos do partido espanholista suplente e dos seus seareiros, mas acho bem engraçadas essas liortas entre pseu-socialistas. Semelha que até os seus correligionários conhecem a sua ânsia de protagonismo…

Bom, olhade que o Castro nom podia estar mais afastado do interese deste blog e deste blogueiro, sendo ele um exemplo vivo de pessoa pequena. Porém esta pequena anotaçom nasce logo de comprovar cos meus olhos o curioso comportamento do rapaz em duas webs 2.0. Logo das altercaçons na sede eleitoral do PSOE em Compostela durante (ou mesmo logo) dumha manifestaçom da Coordenadora de Assembleias este homem publicou um esforçado, comovente e impressionante relato no seu blog; mesmo parecia um jornalista de guerra. Fora de eu condenar por completo o comportamento desses manifestantes -e considerar que a Coordenadora de Assembleias está agora nas mans dos quatro micos de sempre, que suprem a sua falha de representatividade estudantil com tempo (o que nom tenhem para sacar as carreiras) e fanatismo- estou seguro de que o acontecido esse dia dista tanto das crónicas revolucionarias-patrióticas dos irresponsáveis de AGIR como do relato bélico do milheirám de meia volta.

A cousa é que o Enrique nom tardou muito em enviar umha nova de El Correo a Chuza! e a Meneame. Isso nom é condenável perse, como protagonista -que nom vítima, polo que contam, nos comentários de chuza, ele ameaçou tanto ou mais que os cabras dos exaltados estudantes- pode tentar informar do tema. Contudo o jeito de redigir o corpo e o titular das novas é só comprensível quando o redactor tem umha imagem bem enviesada do acontecido, e já nom falo da escolha do media ao que liga a nova. Nom obstante nom foi mais sectario que muitas novas enviadas a essas duas páginas excelentes. A meirande parte de nós nom somos jornalistas, e menos neutrais. Nom a questom é outra: A manipulaçom dos comentários do seu blog para construir um bom substrato para o seu discurso vitimista.

Quando nos comentários de chuza comentarom sobre a artística crónica do seareiro socialista no seu blog visitei a página e comprovei com estes olhos -empirista sou- a hipérbole como ferramenta política a poucos dias das municipais, cousas. Mirei os comentários nessa entrada e topei o normal presença de discursos inflamados polas hormonas, cos “espanholista” “feixista” e “blablabla” obrigados neses casos -som coma nenos, já sabemos todos- seguidos dos clássicos pêsames, condolências e condenaçons -sim, espanholistas- contra o nacionalismo mau mau mau…. a situaçom típica quando topam dous blocos de exaltados… mui típica, mui tópica… de mais. Enviei um comentário para expressar a minha condena a esses actos violentos, junto com umha crítica para o conto de choromicas do senhor Castro -sem empregar essas palavras, todo mui educado, confiade-. Logo de premer o botom de “enviar” descubrim que era um blog com moderaçom dos comentários -bem, perfeito é umha boa ideia, se tés muitos trolls- e como o meu envio era bem pensando e nada exaltado coidei que nom teria problema para criar umha conversa civilizada -iludido e iluso sou! E com pouca memória, agora lembro comentários que escuitei blogomilho adiante sobre as actitudes deste ghicho-. Coido que o dia seguinte visitei de novo esse blog e comprovei que a entrada nom estava publicada, e outras nos dous extremos passaram baixo o olho do Enrique sem problemas. Enviei umha nova entrada, quase copia-carbom da anterior, engadindo umha pergunta polo meu envio anterior. Uns dias depois comprovei que a cousa seguia igual, e enviei umha última pergunta polas minhas perguntas -urp!- resultado?: Rem. E isto, senhores, é manipulaçom. Deixar passar os comentários mais exaltados dos contrários e os mais moderados dos seareiros para criar umha imagem de vítima tem um só nome: manipulaçom. Apagar um comentário civilizado, crítico que nom calha bem coa imagem de radicalismo do “inimigo” que quer transmitir é isso… manipulaçom.

Entendam bem: Todos somos soberanos dos nossos blogs, som nossos. Temos o direito de borrarmos as trolleadas ou os comentários que nom queiramos ter no nosso sitio na rede. Nom podo maldezir de quem apaga um comentário, pois nom seria moral. Embora o jeito, os criteria, a praxe que segue e o resultado que obtem demostra a ideologia de quem apaga… e manipula. Quando um fala de direitos, de democracia, e reparte cartons de demócrata – condiçom que no Reino de Espanha tem como requisito ter umha única ideia de estado, e se calhar militar numha apertada banda do espectro político- tem a obriga estética de manter umha fachada dessa mesma “democracia”. Fazer engenheria literária para inventar um contexto, jardinagem de comentários para criar um arvoredo de quadro digital, nom entra dentro da minha definiçom de “democracia”.

P.S.: Umha outra mostra do comportamento deste moninho

P.P.S.: Nom sou o único que critica o jogo do meninho.

P.P.P.S.: Editei o título, a santa lembrou-me aquele post em orballo que já contava as virtudes do rapaz.

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  1. Algún análisis, algunas valoraciones complementarias, y preparativos del nuevo Portal RBS... « Weblog Enrique Castro 2.0 — Xuño 3, 2007 @ 12:04 p.m.

  2. chuza.org — Xuño 3, 2007 @ 12:51 p.m.