Profecias de Newton

Esta semana chuzarom umha “nova” sobre umha suposta prediçom da apolipse por parte de Newton. A verdade é que este tema da para varios comentários, o primeiro deles é que Newton nunca escreveu tal. A carta de 1704 é o chamado “Manuscrito Yahuda“, escrita por Newton sim, pero no que nom pronostica a fim do mundo. Este é o texto:

Assim que os três tempos e medio som 42 meses ou 1269 dias, ou três ano e medio, sendo de doze meses o ano e de 30 dias o mês, como no calendário primitivo. E os dias das bestas de curta vida sendo os anos dos reinos existentes, o período de 1260 dias, se datamos desde a conquista completa dos três reinos [francos ] no 800 d.C., rematara para o 2060 d.C.. Pode rematar depois, porém nom vexo razom pola que rematará antes. Menciono isto nom para asegurar quando será o tempo da fim, senom para deter as conjeturas de homes fantasistas que com frequência predim o tempo da fim e assim desacreditam as sagradas profecias quando as suas próprias caem. Cristo vem como um ladrom na noite, e nom nos deu a saber os tempos e as jeiras que Deus deitou no nosso peito.

Isto… sou eu ou o texto diz todo o contrário que a nova nos jornais? Newton, um homem crédulo e interessado por todas as parvadas alquímicas e místicas da época, empregou as escrituras da sua religiom para desacritar os centos de mafugos versom século XVIII que prediziam para cada dia da semana a fim do mundo. O “argumento” é que de seguirem a doutrina cristiá estes profetas nom ponheriam a data límite antes do 2060. O seu cálculo é umha caralhada, por diversas razons nunca bem descritas situa o início do cómputo na unificaçom dos regna francos de Austrasia, Neustria e Burgundia logo da caida dos Merovíngios e joga coa “metáfora” dos dias por anos e anos por dias para interpretar os contos bíblicos. Embora segue a ser um praço mínimo, ele mesmo escreve que nom tem razom para pensar que a data da fim será essa.

E sempre temos que pensar que nom existe o “principio de autoridade”. Isso é umha falácia pre-científica que o pai do pensamos racional -ergo pai do nosso mundo- Francis Bacon denominou como os “ídolos do pensamento”. Newton foi umha autoridade na mecánica nom pola sua pessoa, senom polo sucesso da sua teoria para a mecánica celeste e a gravitaçom. Que Newton/Aristóteles/Einsten afirme algo nom aporta um valor extra no processo da epísteme – a razom pura- pois a sua afirmaçom tem que passar pola mesma comprovaçom formal. As profecias místicas e os poderes dos adivinhos nom tenhem ninguem valor, pois nom funcionam e nom efectuam prognoses reais, que Newton fixera horas de agoureiro nom engade prestígio algum.

Falarei mais da falácia de autoridade no seguinte post, coa história de Pasteur “contra” Misterlich e Biot.