Umha história de Ciência I

No post anterior comentei que a história do primeiro grande achádego de Pasteur é umha boa mostra da falacia da autoridade. Lembremos que para muita gente, na sua vida cotiá, as afirmaçons dumha pessoa que conta com certa autoridade num tema tenhem certo valor inicial -antes dumha comprovaçom dos feitos direita- sobre o de outras pessoas menos respeitadas. Na Ciência, ou alomenos na praxe correcta da Ciência, isso nom acontence: Nom importa a fama ou a qualidade como investigador e cientista dumha pessoa, as suas afirmaçons tenhem que passar as mesmas provas e nom tenhem um credo superior. Assim que aquí tedes umha pequena história, que contem algum dos principios lógicos da praxe da ciencia (e nom só a falácia da autoridade)

Capítulo I: Os diamantes do vinho e a importáncia de publicar.

O começo desta história é o vinho e temos recuar uns quantos séculos, até o IX. Quando desarrolhamos umha garrafa podemos topar uns pequenos cristais na cortiça, muita gente pensa que provenhem dumha fenda no cristal da botelha, mas som completamente inofensivos e parte do processo normal de fermentaçom. O primeiro precientista que estudou esta substancia foi جابر بن حيان, Abu Musa Jabir ibn Hayyan ou como polo seu nome na esfera ocidental: Geber. Este químico primitivo descriviu nos seus escritos – tam escuros e emburulhados que em inglês forom umha das possíveis origens do termo “gibberism“- a aqua regia -umha mistura de ácido nítrico e clorídrico, umha das poucas substáncias que podem dissolver o ouro e a platina- , o ácido cítrico – o dos limons- o ácido acético -do vinagre- e o ácido nítrico. Estudou também o vinho e descubriu que ao ferver desprendia umha substáncia mui inflamável -anos despois Al- Razi identificou esse vapor como o etanol moderno- e trabalhou também sobre esses cristais e a lama do mosto fermentado. Assim topou um novo ácido: O ácido tartárico.

A verdade é que Geber nom fixo muito mais co ácido tartárico, e as suas descobertas ficarom ocultas polo mente de parvadas místicas que asolagava os seus textos, a pouca seriedade experimental dos seus processos e código no que redigia os seus textos. A Ciência tivo que aguardar mil anos a que o químico sueco Carl Wilhelm Scheele o sintetizara pola sua conta. Scheele é um desses cientistas de nome pouco conhecido que reafirmam um axioma da vida científica: “Quem publica antes leva a fama”. Isolado numha vila da Suécia, e cento per cento autodidacta, descubriu o oxigénio um ano antes que Lavoisier – o bem chamado “pai da Química”, se o padrinho é Buffon- e o nitrogénio antes que Joseph Priestley, mas publicou o seu “Chemische Abhandlung von der Luft und dem Feuer” ( Tractatum Químico sobre O lume e o Ar) dous anos tarde. Ergo a fama foi para os outros dous. Isto pode parecer pouco justo, embora seja umha práctica fundamental da Ciência, e contra o que alguem poida pensar nom tem nada que ver com patentes ou “direitos de autor”.

Tanto Geber coa descoberta do Ácido Tartárico ou Scheele co oxigénio e o nitrogénio nom levam a “fama” dos seus achádegos por umha singela razom: Nom forom tal. Em Ciência nom há novo conhecimento se nom há comprovaçom polo resto da comunidade. Geber foi umha mente genial que sentou as bases de muitos dos processos químicos que fundamentam a Ciência moderna, mas foi um personagem escuro e escurantista, levado pola pseudociência da alquímia. Acochou as suas descobertas baixou umha capa de códigos e linguagem pessoa e nom compartiu o seu conhecimento, nom permitiu a outros cientistas repetirem as suas experiências e confirmarem os seus inventos. Scheele cometeu o mesmo “erro”, limitado polas geografia e as comunicaçons da época, mas o mérito de Lavoisier e Priestley é completo: Na Ciência de verdade é tam importante o feito do achádego como a comprovaçom polos iguais.

Manha mais.

  • By Uz, Xuño 30, 2007 @ 9:58 p.m.

    Obrigado pola perspectiva etílica. Sugiro-che um post sobre a parte científica de grandes inventos culinários, ou bem dos processos que se dão. Por exemplo, o que acontece com as moléculas de amidão quando as patacas/ovos se fritem ou quando se cozem, a fermentação que dá lugar ao vinho ou ou ao aceto (vinagre)…

    Depois, a ciência e a cozinha aplicadas em Ferran Adrià é um mundo à parte 😀

  • By odemo, Xullo 1, 2007 @ 4:31 p.m.

    No seu momento falei com Colineta de algo parecido. Este verám tinha pensado aumentar o número de post sobre ciência, assim que sse pode ser um bom fio para o blog :D.

  • By Uz, Xullo 1, 2007 @ 11:47 p.m.

    Estarei espectante. Mais que nada porque gosto mais da tua prosa que da de Ramón Núñez.

  • By Shea, Xullo 5, 2007 @ 8:12 p.m.

    Supoño, que a non ser que na comunidade científica retorza tanto as verbas como na legal, que hai diferencia entre descrubrir ou atopar algo e comprobar se algo é como semella ser… entre ver algo entre a brétema e darse conta que é terra firme…

    Se é así o Abu Musa Jabir ibn Hayyan atopou o ácido tartárico e o coitado do Carl Wilhelm Scheele o osíxeno e o nitróxeno.

    A comprobación é básica para poder dicir con certo rigor como son as cousas mais por non facelo non deixa de ser unha descuverta, inutil para o resto do mundo pero descuverta ó fin…

    Un saúdoo 😉

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