Ideia para primeira curta de porno galego

Cena da primeira curta de porno galego:

Quarto de paredes azuis decoraçom marinha: umha estrela de mar, algumhas gazes de cor verde ou outros tons de azul, um pouco de areia sobre o cham, e emburrunhos de de faze de cores que fagam das prantas do arrecife; sobre o chao alfmofadas informes de cor negra e cheias de buracos e umha iluminaçom ondulante de azul mui escuro.

Quatro figuras no plano central, três masculinas e umha feminina – no fondo, sem quase iluminaçom, outros grupos de três ou quatro individuos serpenteam os seus corpos apinhados. Os quatro actores vistem igual: Todo o seu corpo coberto  de plástico:  negro  até os cadrís que deixa ver umhas poucas linhas geométricas de carne, e azul do mar até arriba, coberta a faciana. Sae das cadeiras umha unha branca de perceve, que entre os seus valvos quase-fechados deixa ver os genitais em repouso; sae também desse apendice umha serie de penas brancas . Os quatro actores estam pegados, mas ignoram a presença  dos outros.

A acçom começa com coa erecçom de vagar do pene dum dos “perceves”. Pouco a pouco as valvas abrem-se e as penas ondulam -servidas por um servomotor incluido do disfarce- mentras o pene sae  -maquilhagem já  deu umha cor violeta-  os poucos, quase meloso -Habilidade do actor ou efectos especiais- numha escena oniricamente iluminada. A cámara mostra agora como os outros dous perceves “machos” já tenhem os seus instrumentos igual de preparados. Com movimentos lentos e cegos -o veste nom deixa ver a cara dos protagonistas-  passeiam as suas gónadas sobre o plástico negro dos parceiro, exploram as ferramentas dos outros seguido dum movimento espasmódico das penas brancas. Todo isto em pé, sem moverem um chisco a meirande parte do seu corpo mentras um borbulhar hipnótico e quase inexistemte fai de banda sonora.

Nalgum momento um dos perceves é consciente de presença dumhas valvas brancas nas que nom nota o morado erecto. Alouminha a superficie com igual lentitude, mas a femia tem um espasmo e aparta as cadeiras. Passam uns minutos de inactividade quase total, até que outro dos perceves retoma o trabalho do companheiro.  Acarinha coa massa violeta primeiro a casca de plástico níveo, até que as pontas das penas debruçam, logo joga com elas. Esta cena pre-coito dura uns minutos nos que a valva abre e entelha de jeito que   que a vulva, coberta de pintura dum vermelho brilhante,  é accesível. A penetraçom é aos poucos e mentras os outros dous perceves machos seguem a explotar o corpo do seu companheiro, ou os arredores da “perceva”.

Os movimentos durante a cópula som lentos, e as penas brancas acompanham o rimo hipnótico. Uns minutos depois os órganos morados dos companheiros  que nom estam invitados à festa chegam até a mouminha e começa umha luita a cámara lenta que pretende tirar o competidor do interior da femia. Todo como numha dança, coas luces cambiantes de tons de azul percorrendo as superfícies plásticas.  Pouco a pouco essas mesmas luces passam a tons de azul mais escuros, até fundir todo em negro…

Logo do da produtora, a Xunta, o Conselho da Cultura Galega, o Aquarium Finisterrae, o Instituto de Ciências do Mar, o centro e o Centro de Investigaçom de Arousa. Actores, equipa, banda sonora e obrigado a: Confradia, facultade de Biologia, os antes citados Aquarium, Universidade de Vigo, etc…  Galiza 2008.

Isto é real.

  • By oko, Outubro 8, 2007 @ 6:26 p.m.

    ein???
    e antón losada que pinta en todo isto???
    (volvino ver pola rúa. agardo non atopalo agora que vivo no estranxeiro)

  • By Alex, Outubro 29, 2007 @ 1:54 p.m.

    e eu pregunto: quando é o “casting”?
    gheghe

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