Um slogan do passado… nom para o BNG

Este slogan, esse “Máis forza en Madrid” é a personificaçom dum partido que já perdeu definitivamente o meu voto. O último passo de Quintana para me enjoar do seu novo partido nem-de-esquerdas-nem-de-direitas-nacionalista-mas-só-a-pontinha. O meu cartom de afiliado por necesidade do PVBE prende-se lume ao bonzo com um misto acendido nos pelos da barba do de Alhariz.

Ficam resoltas todas as dúvidas sobre a identitade política dum partido cheio de boas pessoas que de verdade sintem esta naçom, mas tenhem que ver como nas próximas eleiçons a formaçom rematará a metamorfose numha Coalición Canaria com sotaque cantarim. De todas as que existem essa frase, com esse Madrid como sinónimo perfeito do acesso a umha determinada quota de auto-governo -que realmente nom querem- e antónimo dumha Galiza da que coidam nom nasce o direito último de sermos umha naçom, é a que me arreda definitivamente do voto.

Passada umha legislatura na que vivemos cenas de tanto simbolismo como a do congresso vazio antes das palavras dum Paco Rodigrues resignado, o intento teatral no BNG de transmitirem a ideia oposta “que a nossa voz foi escuita em Madrid pola boca do BNG” é patético. Tentar imitar a dinámica já ultrapassada dos partidos que lutam pola independência das suas naçons de Espanha transmite só a imagem do neno pequeno que joga cos brincedos que imitam as ferramentas dos seus maiores. ERC, PNV, CIU etc… já superarom a etapa de “compensaçom por governo em Madrid” ou já a incorporarom a umha dinámica política que se situa muito mais adiante no caminho cara a autodeterminaçom: Referendos, dialéctica de naçom – que nom consiste em dizer “a nossa naçom” em cada discurso, que cousas- e tirar a careta amável com Madrid para berrar sem medo as intençons, que nunca ocultaram. O BNG tenta imitar umha dinámica que agora é cousa de regionalistas e partidos menores sem intereses nacionais, ou de futuros partidos ad hoc com intençons recentralizadoras. E eu já nom sou quem de ver um projecto de naçom sob o disfarçe de ajudo o governo em Madrid, o próprio Quintana nom duvida ao afirmar que o objectivo do BNG e ir de vagar cara um maior autogoverno, como a tartaruga que percorre meios e nunca pousa o pé na meta.

Com esse Madrid na petiçom de voto o BNG confirma que a sua intençom nom é jogar na liga das naçons, mas umha pequena pachanga cada nadal.

  • By W. Sobchak, Decembro 9, 2007 @ 3:47 p.m.

    comparto con voçe algumhas das reflexions e sensacións…

  • By MacLapfer, Decembro 14, 2007 @ 1:32 p.m.

    Eu tamén son un militante desencantado, de feito dende a última asemblea nacional levo debatíndome se seguir a militar ou non nesta organización. Foi unha vergoña que os militantes votánse a redución da democracia participativa na organización. É certo que Quintana e a súa equipa están a facer unha seudo “real politik” nalgúns casos comprensíbel debido ao pouco peso que teñen no parlamento. O que si non acepto baixo ningún concepto son as atitudes seudo fraguistas por parte da equipa de Quin, e a súa administración paralela.

  • By Odemo, Decembro 18, 2007 @ 9:30 p.m.

    Conste que eu nunca fum militante do Bloco, só um puro votante por eliminaçom. Se como pessoa que por momentos topou no BNG umha caste de “voto útil” já estou desenganado e molesto nom quero nem imaginar o que tem que passar um militante.

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