Nuking the Fridge, pequena reflexom sobre os modismos na rede

Um pequeno corte na série de posts gastronómicos para entrar noutro guetto blogueiro. Hoje navegando pola wikipedia (bom jeito de fazer nada sentindo-te menos culpável) topei com um novo modismo que tem pouco mais dum mês. “Nuke the fridge”

A traduçom mais direita é “bombardear com armas atómicas o frigorífico” embora eu som friki de mais para deixar de empregar o magnífico verbo inglês “to nuke” neologismo que calhou nos jogos em rede depois dos seus usos bélicos (Conste que em Austrália também se emprega para quentar algo no forno microondas). E está tomando o lugar doutro modismo “jump the shark” (saltar o tiburom) para o contexto dos filmes. “Jump the shark” fazia referência ao ponto no que umha série de TV perdia toda ligaçom com o seu estilo original, ou a sua trama esgotava todas as opçons dignas e a produçom empregava algum dos recursos clássicos das series USA para manter a audiência. A origem é um capítulo da série “Happy Days” na que o protagonista repite umha cena da temporada anterior -na que saltava com umha moto sobre uns carros estacionados- mas desta vez sobre um tiburom… coido que a ideia fica bem clara. Para mim o momento mais visual é quando Pedro Picapedra ganha um novo amiguinho na forma dum extraterrestre verde que só ele pode ouvir e ver.

Pois bem, até uns meses era normal o empreog de “jump the shark” no contexto do cinema, para aqueles pontos nos que os filmes que até entom tinham um tom de seriedade ou de “nom-humor” acadam um novo nível de ridículo, aliás quando o espectador tem que marmurar um “que caralho…” por obriga quase moral. Mas desde a estrea do quarto filme da franquia Indiana Jones o novo termo suplantou por completo os semas do anterior. E se víchedes a película entenderedes porquê. Ver como Indy safa dumha bomba atómica dentro dum frigorífico (com proteçom de chumbo, of course) e sae voando impulsado pola explosom até aterrar quase sem danos a varios kilómetros, depois duns primeiros minutos de filme mais comedidos… só podes dizer “que caralho…”. O jogo com a cena é bem singelo e rápido, e nom é raro que poucas horas depois da estrea a frase já circulara pola rede . Já tem entrada na wikipedia, e varias páginas webs adicadas…

Pessoalmente coido que é perfecta e define mui bem esse tipo de situaçons cinematográficas. É umha actualzaçom da versom anterior, já mui afastada no referencial cultural, aliás é mais universal pois Indy tem mais difussom mediática que umha série americana dos 70. Assim que já estou a aguardar o ditamem dos patriarcas da cinefília galaica, e ver quem é o primeiro em dar uso ao modismo…