Artigo (que nom é) para o dia da Pátria

Se revisam os arquivos do meu blog veram (verão?)que nom adoito escrever  nada especial para o 25 de Julho. Se calhar nom quero saturar com umha pinga mais os centos de artigos em blogs, jornais, publicaçons e foros de debate que durante a véspera e o dia perse cismam sobre todos os temas que se celebram/reclamam/condenam nessa data.

Hoje e manhá imos ter de todos nos media: Reflexons sobre a natureza trascendente da nossa naçom (se é, nom é, é mas com moderaçom, se é o que”nós” dicimos e nom o que dim os outros), a existência da bijectiva entre o que se celebram (e os que celembram) e o ente disputado no ponto anterior (se nom existe e isto é umha borbulha, se nessa borbulha há um autoengano consciente, ou um engado, se existe e existimos mas o fora nom existe, se ambos existem e nom estám ligados, se há gradaçom na comunhom dos termos ou se é biunívoca e ortogonal); de existirem o ente e a relaçom anterior qual é o objectivo futuro e a logística ligada (a eficácia dos métodos, a estética, a intençom subjacente, o espírito animador ou o código de cores); e sem esquezer os que, depois de engatarem com algumha das opçons anteriores, tenhem tempo para criticarem as outras (seja em tom paternalista, belicista, inquisitorial, doutrinario, educativo ou messiánico) e aconselhar como topar o bom caminho (de lousas amarelas, vermelhas -também com gradaçom-, azuis, brancas e azuis, brancas e azuis e vermelhas, brancas e azuis e algumha cor entre o vermelhom e o pastel ou até femininas, combantentes, complacentes, institucionais, equidistantes -que nom som cores, mas também fam lousas com elas-….) sem desvios.

Quero imaginar que toda esse monte figurado de reflexons tenhem um público, e que a sua repetiçom ritual cada ano, predecível como a maré ou o movimento dos comentas e os asteroides -agás os troianos-, tenhem um objectivo positivo para o nosso pais. E quando chega o inevitável tédio nesse caminho do pensamento aparto por uns intres a navalha de Occam e o racionalismo ceptista e gosto de imaginar que manhá na noite pechada, nalgum campo ou carvalheira, na ponta dum alfinete -que durante o dia termou dumha estrela vermelha, ou azulada, ou umha sereia, ou umha vaca…- deitado na grama machucada após a festa, um pequeno Principado -dos de o Aeropagita- aproveitará a wifi e tira conclusons da leitura desde a sua mente de ser inexistente.