CRTVG II (Sem licença de Le Queue Bleue)

Hai dous dias na TVG, no programa que tem agora Superpiñeiro na tarde, saiu isto da boca desse apresentador:

“-E que há muita gente que tem muito despeito… bueno nom sei se se di assim, pero como em castelám é “despecho”…”

Reparem que o problema nom é a palavra despeito, totalmente válida na nossa língua, mas o argumento para justificar a dúvida que de certo tem ao empregar umha palavra que nom está no seu vocabulário normal. Nom sei se Superpiñeiro é falante de galego fora dos estudios da TVG, embora estou seguro de que nom emprega a palavra “despeito” num suposto discurso em galego “informal”. Empregará a palavra castelhana despecho, como emprega os castelhanismos bueno ou pero. O terrível é que quando tem que adaptar a fala “expontanea” para os nimitos estándares de correçom da TVG, quando a obriga é empregar um nível da língua mais cuidado, o procedimento é o da traduçom: “Em castelhano existe a palavra ‘despecho’, que é a que eu quero dizer, pecho em galego é peito, ergo direi despeito, já está justificado”.

Nom se justifica a palavra dentro da própria língua, é umha construçom desde o espanhol para o galego. Umha demonstraçom mais de que graças os duros esforços da RAG, a ILG, a política galega e a intelectualidade na sua aura podem já berrar um Mission Acomplish !. O galego na Galiza já nom é mais um língua, mas um dialecto. Viva! Viva! Yippi!

Pseudo-continuaçom deste post noutro blog.

A escuitar: Maldito Duente – Raphael

  • By Sheamais, Setembro 3, 2008 @ 9:09 p.m.

    Pero1 s. m. (1) Fruto do pereiro. (2) Variedade de maçã [lat. piru].

    Pero2 ou Peró conj. adv. Mais, porém, ainda que [lat. per hoc].

    Estraviz recolle a forma pero sen nengún aviso de castelanismo á vista… :S

  • By odemo, Setembro 4, 2008 @ 6:04 p.m.

    Homem, nom era o objectivo do artigo, mas o que é um castelhanismo stricto senso é a total substituiçom doutras conjunçons galegas por pero.

  • By Sheamais, Setembro 5, 2008 @ 11:06 p.m.

    Haaaaa…. aclarado o tema…

    O topar “pero” no estraviz lembreime dunha conversa que tivéramos sobre isto… deipois da cal quedara coa idea de “pero” como castelanismo en tódalas situación… en resumo fíxenme eu soíño un lio :/

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