Raivam e botam escuma

Raivam agora e mais que raivarám. Estam nervosos, individual e colectivamente. As sambessugas institucionais-oficiais calam e fugem, com o medo de quem sabe que as prebendas polas que falseou o património da língua do seu povo perigam, os opinadores profissionais escrevem -na língua de verdad ou na sua versom disfarçada de dialecto indígena-  carregados de odio, insultos e preconceitos; agasalhados com a bandeira do reino nas tribunas dos jornais. Até os que nom som nem institucionais-oficias nem opinadores-profissionais, mas querem fazer méritos para essas vagas, cuspem a sua raiva -disfarçada e justificada cada duas frases como verdadeiro amor pola língua galega e a portuguesa, bem separadinhas isso sim- em forma de sofismas e parvadas com triple pátina de populismo, argumentos ad hominem e ad hoc. E todos estám na mesma banda do caminho, alguns coas orelheiras bem colocadas, para nom repararem nos seus companheiros de viagem.

O melhor é que todo isso é velho, mas agora só é em parte ódio contra Galiza, só é em parte lusofobia, agora há medo. Assim que um dez para a Academia Galega da Língua Portuguesa, embora eles som só um passo mais no esforço de muitas pessoas que querem que a língua galega saia ao campo livre, sem complexos. Mentras os outros tenhem que fazer mais e mais esforços estéticos para manterem a farsa, e a estrutura que tam bem funcionou estes anos: Os asnos coas orelheiras minimistas auto-impostas a caminhar polo rego marcado polas binças do arado espanhol, mas cada  o sulto tem que ser mais profundo e os asnos mais asnos…

  • By Galeguzo, Outubro 13, 2008 @ 12:44 p.m.

    Concordo contigo. Sucederam-se os comentários, sobretudo por parte de estômagos agradecidos, dos que a imensa maioria partilham duas características:
    1) cobram de jornais em castelhano
    2) cobram de instituições directamente subsidiadas polo Reino da Espanha e as suas delegações auto-anémicas

    Como noutros casos, nunca me mereceram qualquer respeito os “comentaristas a soldo”, porque essas opiniões nunca são totalmente livres, e sempre estão interessadamente dirigidas (o quarto é o quarto [leia-se ‘carto’, por ‘dinheiro’]).

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