A vergonha alheia que nom cessa

Reparem neste twitt (chío) do senhor Alcalde de Lugo, do que me avisa Maria Yáñez.  Interrogativa aberta com “¿” (que nem na norma galego-espanhola da RAG existe, mas que em casos excepcionais), interrogativa acentuada (como em espanhol) e umha estranha forma verbal “venhe” que nom registra nenhum dialectólogo -e menos em Lugo-. Como bem diz ela os galegos só temos duas opçons: Ler os nossos políticos da sua própria mão com gralhas, ou ler o que escrevem os seus community manager… com gralhas também.

Já se escreveu muito  sobre o pobre galego dos nossos políticos, sobre que o único modelo oral que sai na TVG -com relativo prestígio- é um castrapo gramatical, léxico, fonético e expressivo – mirem se nom o anterior twitt do alcalde, com um “oido cociña”-. Já sabemos todos que as elites com voz na Galiza carecem de qualquer registro de galego culto, e quando há, é um decalque do mesmo registro no espanhol. Que isso seja conseqüência do analfabetismo, o desleixo ou dum plano mais claro de insultar-nos a todos, fica ao gosto do leitor.

Políticos galegos que falam como Os Tonechos, fai-te fã.

Editora Txalaparta difunde na rede livro censurado sobre tortura no Estado Espanhol

Umha das muitas mentiras insistentes do Estado Espanhol, e dos média afins do regime, é a contínua negaçom da tortura no processo policial-judicial. A pesar dos milheiros de denúncias – quase 6.o00 nos últimos 10 anos- e dos informes de entidades internacionais  que denunciam que a agressom física e psicológica é ferramenta de uso comum na estratégia de estado a muitos níveis, todos os estamentos espanhois arrenegam da evidência. Porem, por muito que mintam e ocultem o facto é que o recurso da tortura é contínuo, sistemático e orgánico, bem como “arma antiterrorista” -porque na doutrina espanhola “contra o terrorismo todo vale”- bem como procedimento habitual em detençons e processos “menos extremos”. E quando alguém eleva a voz e denúncia, o estado e os média recorrem a um bem ensaiado manual de difamaçom e calúnia para ocultar a sua ignomínia: falam sem pudor dum “manual do terrorista” que converteria a denúncia da tortura numha ferramenta de “desprestígio”, e nom na desesperada chamada por ajuda que é.

A sociedade espanhola -e com isto falo desse estrato de gente baixo o governo do Estado espanhol que acredita estar numha democracia real,  sob um estado de direito e  garante dos direitos humanos. E que ademais acredita em que o maior perigo para eles é “la lacra de ETA”- é plenamente consciente da existência da tortura, porém nom existe nenhum remorso, e de existir é mínimo e matizado. Falsamente acreditam em que eles nom tenhem nada que temer, que as agressons, as violaçons, os “interrogatórios duros” som poucos, espalhados e só concentrados sobre os malvados etarras. A cortina de fume é tam eficaz, a mentira tam densa e aceitada que nom é preciso para eles o esforço de construírem um duplo-pensar orwelliano: podem aceitar a tortura porque nom conhecem o verdadeiro significado da palavra, nem a sua verdadeira magnitude em número de casos reais, porque é algo alheio. E sobretodo porque é algo que em última instância é útil para eles, para os proteger do coco do perigo terrorista construído polo aparelho do estado.  Essa é a terrível verdade: a tortura é tolerada porque é útil.

Todo isto e muito mais é o que o Xabier Makazaga denúncia na sua obra de referência Manual del torturador español. Um livro enchido dos dados da vergonha para Espanha, um volume que retrata polo miudo a estrategia do terror e da dor à que se adscrevem sem pestanejar as forças do estado. Caso por caso Makazaga desmonta o construto de falsidades que protegem, ocultam e justificam a tortura policial, sem que lhe trema o pulso no processo. Por isso, como qualquer livro bom, é umha ameaça para o estado das cousas. E por isso o binomio PSOE-PP procura desde há meses a sua destruçom. Já conseguiram banir, com um plam coordenado a todos os estratos do governo (estatal, autónimo e dos concelhos) que retirou o livro das prateleiras das bibliotecas, e pouco depois da das librarias. Um processo de censura feito à vista do público, sabendo que a sociedade está tam adurminhada e aparvada que nom reagirá, sequer com curiosidade ante “esse livro tam terrível”. Se os fieis à democracia espanhol se reuniram na praça para queimarem o livro fisicamente o resultado nom seria mui diferente.

Com todo nom se podem parabenizar tam aginha: Internet mudou todo, e fixo muito mais difícil a censura. A editora Txalaparta deu um passo valente, e com o prace do autor, publicou na aranheira umha versom descarregável da obra. Para que todo o mundo poda mergulhar nas suas páginas e horrorizar-se com a terrível verdade.  Assim que só podo recomendar a sua descarga e difussom máxima, contra todos os esforços de ocultaçom, contra todas as mentiras e contra todo o terror espanhol. Dous centos de páginas inegáveis e imprescindíveis. Fagam o esforço, acordem.

Essa mirada obrigava…

Kant e jamons

Eis a minha reflexom sobre a criança muçulmana que nom queria que falaram de jamons na sua aula. Para mim nom é umha questom de migraçom, choque de culturas ou adaptaçom dos migrantes; como muitos opinantes querem fazer ver. Ante esses fatos eu só vejo a defesa da racionalidade face os caprichos da religiom de plantom. Hoje é o  muçulmano que nom quer que se fale de jamons, amanhá a testemunha de Jeová que aborrece a campanha pro-doaçom de sangue feita na universidade, e depois -bom, realmente já levam tempo- os católicos que nom querem que os seus filhos aprendam que homens e mulheres tenhem os mesmos direitos, independentemente de com quem se deitarem.

As proibiçons, obsessons, filias e fobias das religions som totalmente arbitrárias. Só obedecem a abstrusas fontes “iluminadas” que só tiveram algo de senso nas comunidades de pastores analfabetos nas beiras do Crescente Fértil há 4.000 anos. E as normas que derivam delas só têm um sentido, sempre subjetivo, para quem acredita na existência da sua miriada de pantasmas. Qualquer concessom para elas no âmbito público, qualquer retrocesso da raçom fronte delas, qualquer “aceptaçom pola convivência”  remata no encrequenamento ante todos os seus delírios de lóbulos frontais sobressaltados e pre-epilépticos. Desde o momento que cedemos nalgo para eles nom existe nenhum critério de demarcaçom que nos diga qual doutrina dumha religiom -e que religiom- tem que ser negada se antes concedemos ante outra, E as conseqüências som piores quando falamos da educaçom das crianças, inocentes ferramentas políticas das agendas dos seus progenitores.

Se aceitamos nom falar de jamons ou porcos polos muçulmanos, de igualdade de sexos e orientaçons sexuais polos cristians… entom nom falaremos de séries de números naturais para nom incomodar a um possível pitagórico que considere que esse conhecimento é mistérico e só reservado para os iniciados, queimaremos os livros de história da arte por respeito a algum ortodoxo iconoclasta, e assim at infinitum. E amanhá surgirá um novo culto que considere que a arquitetura post-románica é herética, ou que a lei de gravitaçom é insultante. E se o que queremos é demonstrar coerência -que os peticionários nom tenhem- calaremos e aceitaremos…

A única maneira racional de afrontar estas questons é ter sempre presente que o único lugar para as crenças religiosas é, como muito, o âmbito pessoal. Qualquer manifestaçom religiosa no mundo público remata numha perda de direitos -que lembremos temos graças as lutas humanistas que fugiam da obscuridade do mundo dominado pola religiom- e num emprobrecemento moral.  Os sacrifícios, ódios e dietas que alguém queira aceitar por aderir umha crença devem ser satisfeitos só por ele, e só com o seu esforço. Se alguém nom “pode” comer porco, ou cogombros, ou com cuitelos, ou animais nom é o comedor escolar quem tem de se preocupar: leva um tapper da casa com os manjares que satisfagam as paranoias do teu deus de eleiçom. O pessoal de cozinha já está suficientemente ocupado cozinhando e desenhando umha ementa saudável com um orçamento paupérrimo, ou satisfazendo necessidades baseadas em feitos reais -como as dum celíaco ou um diabético-. E isso vale também para o pessoal médico, do ensino ou público. Eu para qualquer de nós quando se confrontar com algumha destas è petiçons. Só quem acredita nas fantasias das religions estám obrigados a brigar com esses medos.

E para rematar, se algo do que eu digo, fago ou levo che resulta ofensivo cuido que a meirande parte dos teus deuses concordam em que és ti quem tem que arrincar um olho, e nom eu quem tem de se cobrir.

Temede, porque é algo que nunca vichedes antes

Sobre o tema Wikileaks quero deixar por escrito umha pequena reflexom.

Há uns dias, nos telejornais da TVE, Javier Solana – Ex Alto Representante da Uniom para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança- falava sobre a as filtraçons da página. Afirmava literalmente:

Para que o trabalho diplomático, tal é como entendemos- poda existir é necessário certo nível de discreçom,

O que nom parece entender Solana, nem os comentaristas, nem jornalistas, espertos e políticos vários que tratam o tema das cabos filtrados é o objectivo final da organizaçom representando por Julian Assange. Se se molestaram em ler ou escutar algo do material que desde anos distribuem os trabalhadores nesse projecto entenderiam a sua verdadeira razom de ser: Wikileaks nom persegue só denunciar as mentiras, os delitos e as ocultaços cometidas polos governos às costas dos seus cidadans, Wikileaks procura que fazer isso novamente seja impossível. Esse é o seu objectivo fundacional, e o que os converte em algo revolucionário e único: Nom som só as vigias dos governos, som o começo dumha revoluçom cultural e informativa que procura a destruiçom total dessa impostura mundial.

What does censorship reveal? It reveals fear.
-Julian Assangue.

P.S.: Em breves publicaremos algumhas traduçons de artigos de Assange sobre as bases intelectuais de Wikileaks.

Save Wikileaks

Proud Physicist

“Nobel da Guerra para os senhores do Nobel da Paz” artigo de Domenico Losurdo

Após ler este artigo de Domenico Losurdo em Voltairenet decidi fazer umha traduçom para português padrão.

“Nobel da Guerra” para os senhores do “Nobel da Paz

por Domenico Losurdo.

Um duro debate deflagrou na Austrália nas últimas semanas. Num artigo publicado no Quartely Essay e do que alguns traços foram avançados no The Australian, Hugh White emitiu um aviso de chamada sobre uma série de processos actualmente em execução.

Ante a ascensão da China, Washington está a responder com a tradicional política de “containment ( que pode ser traduzido como política de contenção), mediante o ameaçante fortalecimento do seu potencial e alianças militares.

Como resposta, Pequim não se deixa intimidar nem “conter”. Tudo isto pode resultar numa polarização das alianças opositoras na Ásia e dar origem a um “risco real e crescente de grande guerra e até de guerra nuclear”

O autor deste aviso está longe de ser um ninguém. Está no seu curriculum uma longa carreira como analista em questões de defesa e política externa e num certo sentido é parte do “establishment” intelectual. Não por acaso, seu artigo tem provocado um debate nacional, do que também participou a primeira-ministra, Julia Gillard, que reafirmou a necessidade duma relação privilegiada com os Estados Unidos.

Mas os setores extremistas da Austrália têm ido mais longe como dizer que o país tem de se compromete com umha Grande Aliança das democracias contra os déspotas de Pequim,. Não há dúvida alguma. A ideologia da guerra contra a China é baseada numa ideologia existente por muito tempo que justifica e até mesmo celebra as agressões militares e guerras do Ocidente em nome da “democracia e os direitos humanos”.

E é agora que é atribuído o “Prémio Nobel da Paz” para o “dissidente” chinês Liu Xiaobo. Esse movimento não poderia acontecer em melhor hora, especialmente devido à ameaça de guerra comercial contra a China, desta volta proclamada de jeito aberto e solene pelo Congresso dos EUA.

China, Irã e Palestina

Entre os primeiros a se congratular com a selecção dos senhores de Oslo foi a Sra. Shirin Ebadi, que imediatamente contribuiu acrescentou a sua parte:

“A China não é apenas um país que viola os direitos humanos. É também um país que apoia e ajuda muitos regimes que os violam, como no Sudão, Birmânia, Coreia do Norte, Ira…”

Digamo-lo novamente: a contribuição para a ideologia da guerra travada no nome da “democracia” e os “direitos humanos” não pode ser mais clara, e a declaração de guerra comercia é evidente.

Então, por que foi premiada com o “Prémio Nobel da Paz” em 2003 Shirin Ebadi? Foi dado o prémio a uma mulher cuja visão das relações internacionais é maniqueísta. Em sua lista de violações dos direitos humanos não têm lugar para Abu Ghraib ou Guantanamo, ou para o ataque e a guerra iniciada sob falsos pretextos e mentiras, ou o uránio empobrecido, ou para os embargos com características genocidas que desafiam a maioria dos membros da ONU e da comunidade internacional.

Quanto à “maior exploração dos trabalhadores” na China, é claro que Shrin Ebadi fala sem saber. O grande país asiático tem salvado centenas de milhares de homens e mulheres da fome a que foram condenadas, em primeiro lugar, pela agressão e o embargo proclamado por Ocidente.

Estes dias pode-se ler em toda imprensa que os salários dos trabalhadores estão a progredir a um rimo acelerado na China. Em qualquer caso, embora o embargo contra Cuba só afeita os habitantes daquela ilha, um possível embargo com a China poderia causar uma crise económica global, com consequências devastadoras para as massas ocidentais, e teriam que dizer adeus os direitos humanos (ou pelo menos os direitos de ordem económica e social).

Não há dúvida. A mulher que recebeu o “Prémio Nobel da Paz” em 200, é uma ideóloga da guerra, medíocre e provinciana.

Talvez quis o prémio recompensar uma activista que, não internacional, mas pelo menos dentro do Ira afirma ser uma defensora dos direitos humanos? Se for essa a intenção dos senhores de Oslo, teriam de dar o prémio Nobel a Mohamed Mosadegh, o homem que, no início dos anos 50, se comprometeu a construir um Ira democrática, mas, por se atrever a nacionalizar a indústria petrolífera foi derrubado por um golpe organizado pela Grã-Bretanha e os Estados Unidos, os mesmos países que hoje são apresentados como campeões da “democracia” e os “direitos humanos”.

Será que os senhores de Oslo tentaram recompensar algum bravo opositor da feroz ditadura do Xá, ditadura que tinha o apoio dos habituais mas improváveis campeões da causa da “democracia” e os “direitos humanos”? Por que, então deram o “Prémio Nobel da Paz” a Shirin Ebadi em 2003?

Naquele tempo, enquanto o martírio interminável do povo palestiniano estava a se agravar ainda mais, já se rascunhava claramente a cruzada contra o Irã. Atribuir o reconhecimento a um militante palestino poderia ter sido um verdadeiro contributo para a causa da distensão e da paz no Oriente Médio. No entanto, os senhores de Oslo decidiram recompensar uma militante que desde então tem continua a alimentar o lume da guerra contra o Irã, e que agora faz o mesmo contra a China.

Após a consagração e a transfiguração de Liu Xiaobo, Obama rapidamente interveio e pediu a libertação imediata do “dissidente”.Por que não liberar, entretanto, os detidos sem julgamento em Guantánamo?

Ou por que não, pelo menos, pressionar pela libertação de muitos palestinos, que às vezes mal sao adolescentes, detidos por Israel, como reconhece até a imprensa ocidental, no seu terrível sistema penitenciário?

Os senhores de Oslo, os EUA e a China

Obama é outro caso de “Prémio Nobel da Paz” que traz bastantes características únicas. Quando lhe foi entregado no ano passado, declarara que tinha intenção de reforçar a presença militar dos EUA e da Nato no Afeganistão e aumentar as operações militares.

E depois de receber o apoio mediático, pois isso é o prestigioso prémio que recebeu em Oslo, Obama foi fiel à sua palavra. Com ele som mais numerosos que na época de Bush os esquadrões da morte que desde o céu “eliminam” “terroristas, potenciais “terroristas” e suspeitos de “terrorismo”.

Helicópteros e aviões que agem como esquadrões da morte são também muitos no Paquistão, assim como som muitas as vítimas que eles causam. A indignação é tão grande e estendida que até os governantes de Cabul e Islamabad sentem-se compelidos a elevar protestos ante Washington. Mas Obama não se impressiona. E continua a exibir o seu “Prémio Nobel da Paz”!

Nos últimos dias, filtrou-se uma notícia arrepiante. Há militares dos EUA no Afeganistão que matam civis inocentes por diversão e conservam partes do corpo das suas vítimas como uma lembrança da caça.

O governos dos EUA de imediato correu para bloquear a divulgação de detalhes e, acima de tudo, as fotos.

Chocada, a opinião pública dos EUA e internacional poderia ter decidido a pressionar par ao fim da guerra no Afeganistão. Mas para poder continuar essa guerra, e tornar ela ainda mais dura, o “Prémio Nobel da Paz” preferiu atacar um golpe à liberdade de imprensa

Também podemos fazer uma observação geral. Durante o século XX, os EUA foram o país que mais tem visto os seus estadistas receber o “Prémio Nobel da Paz”.

  • Theodore Roosevelt, o mesmo que considerava que o único índio “bom” era um índio morto
  • Henry Kissinger, o protagonista do golpe do Chile e da guerra do Vietname;
  • Kames Carter, o promotor do boicote dos Jogos Olímpicos de Moscovo em 1980, e da proibição de exportações de trigo para a URSS nos tempos da intervenção no Afeganistão dos “freedom fighters” muçulmanos.
  • Barack Obama, que agora actua contra esses mesmos “freedom fighters” -convertidos entretanto em terroristas- e emprega contra eles maquina de guerra monstruosa.

Vamos ver agora, por outro lado, como é a posição dos senhores de Oslo quando vem para a China. Esse país, que representa um quarto da Humanidade, não esteve envolvido em guerras nos últimos 30 anos e tem promovido o desenvolvimento económico que através da eliminação da pobreza e da fome para centenas de milhões de homens e mulher deu-lhes acesso aos direitos económicos e sociais.

Mas os senhores de Oslo só se dignaram a ter em conta este país apra três prémios a três “dissidentes”

  • em 1989, recebeu o “Prémio Nobel da Paz” o 14º Dalai lama, que deixou a china há 30 anos;
  • em 2000, recebeu o Prémio Nobel de Literatura Gao Xingjan, escritor que daquela já era cidadão francês;
  • em 2010 recebe o “Prémio Nobel da Paz” outro dissidente que, depois de ter vivido nos EUA e leccionar na Universidade de Colúmbia, retornou para china “rapidamente” para participar da revolta (certamente não pacífica) da Praça Tiananmen.

Ainda hoje, o personagem fala de seu povo como segue:

“Nós, Chineses, tão brutais”[3]. Assim para os senhores de Oslo a causa da paz é representada por um pais (Estados Unidos) que acredita em estar investido coma missão divina de liderar o mundo, que tem instalado e continua a instalar bases militares no planeta todo.

Mas na China, que não tem nenhuma base militar no estrangeiro, um pais com umha antiga civilização e que, após um século de humilhação e miséria imposta pelo capitalismo está a recuperar a sua antiga glória, os representes da causa da paz – e da cultura – são apenas três “dissidentes” que já não têm muito a ver como o povo chinês e que vêem no Ocidente o único farol que ilumina o mundo.

O que estamos a ver na política dos senhores de Oslo é o ressurgimento do velho colonialismo e da arrogância imperialista.

Enquanto vozes inquietas ressoam na Austrália sobre os riscos da Guerra, em Oslo, é dado um novo brilho numa ideologia bélica desastrosa e de terrível memória:

lembre-se que as guerras do ópio foram elogiadas na época por J.S. Mill como um contributo para causa da “liberdade” do “comprador” ademais da do vendedor (de ópio), enquanto Tocqueville apresentou-nas como uma contribuição à cauda da luta contra a “inércia” da China.

Não são hoje muito diferentes os sloganes que agita a imprensa ocidental, a imprensa, aliás, que não cansa de denunciar o eterno despotismo oriental. Por mui nobres que sejam as suas intenções, o comportamento real dos senhores do “Prémio Nobel da paz” hoje só merece o Nobel da Guerra.

“Para quê o negar” Versom em inglês


versom original.

Katy Perry & Elmo