Quadrinhos coincidentes, interpretaçons divergentes

August 19th, 2008

A piada é mui tópica e nom é nada estranho que dous desenhistas de duas partes do mundo bem afastadas coincidam na ideia. Que a primeira cronologicamente seja a de Gznación nom tem muita importancia, mas a orde interna do pódio entre desenho no jornal galego e o americano sim que reflite alguns sabores bem distintos.

Até que ponto a linha editorial -a de Gznación é conhecida, a do Buffalo News, NPI- influe nessa interpretaçom da magnitude dos conflitos bélicos e acçons internas dos estados parodiados? Sabedes dalgumha versom mais do quadrinho?

A escuitar: Caffè dela Paix -Franco Battiato

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O meu novo heroi

August 18th, 2008

Eu sempre fum mui neneiro, mas em pequenas doses. E hoje, após cinco horas de briga na Casa do Homem com umha manda de meia  dúzia nenos entre 9 e 12 anos, inclusive umha pre-adolescente tópica e dous bule-bule dos que formam parelha de feed-back, tenho um novo heroi. Já sei que nom foi mais que um rei vassalo dos romanos, que sufriu a horrível propaganda dos judeus e dos cristians durante muitos séculos, mas a acçom mítica de tranquilidade e paz  para a sociedade de Judea (passar polo coitelo todas as crianças) prega por um reconhecimento, ou algo.


A escuitar: Sophisticated Lady- Jaco Pastorius & Toots Thielemans

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Teorias conspiranoicas e um problema de Fermi

August 17th, 2008

Depois de ler esta chuzada irrelevante pensei na pouca capacidade do público para trabalhar nos problemas de Fermi, tam útiles na física e na rua. O objectivo é conhecer é a magnitude dos problemas, antes de ter os dados exacto e os métodos de cálculo mais ajeitados.

A pergunta é, que possivilidades há de que algum dado da documentaçom vital dumha personagem -o número do passaporte, a caducidade do mesmo, ou do carto de identidade, a licença do carro- saida num filme de Hollywood calhe com umha data histórica em concreto - o 11 de septembro de 2001- ?

Imos fazer o primeiro cálculo e depois entrarei polo miudo no problema a priori dessas conspiranoias:

-Quantos filmes cria Hollywood cada ano? O amigo google diz que entre 600 e 800. Imos ficar co dado intermédio: 700 filmes.

-Quantos personagens principais saem em cada filme? Como em todo problema de Fermi é impossível saber, sem fazermos umha recolhida de dados muito complexa, o número real. Mas imos ficar com umha quantidade que nos dea umha ideia da grandeza do dado: 10 personagens está bem? Sabemos que nom todos tenhem 10, mas sabemos que ningúm tem 100 e mui poucos tenhem 50 ou só um. Esse dez dai umha ideia da magnitude.

-Quantos documentos com datas tem umha pessoa? Nos filmes americanos nom hai cartom de identidade, mas sim dous documentos mui comuns: A licença do carro e o passaporte. Isso som 2 documentos. Imos supor que todos os documentos deste tipo caducam coa mesma periodicidade, isso nom influe muito na magnitude do resultado.

-Quantas vezes saie um documento dum personagem deste tipo num filme? Que pensades? Está claro que nom sai sempre, é comun que saia mais dumha vez -mas nom é raro que nom saia ningum dalgum dos personagens. Imos supor que só um quarto dos personagens ensina algúm documento.

Isto em total dai umha magnitude total dumhas 3.500 datas que saem anualmente nos filmes de Hollywood. Repito, como este é um cálculo de Fermi isto é umha ideia da magnitude: Sabemos que nom seram 10, 100 ou incluso mil datas, más também sabemos que nom serám 10.000 ou um milhom. Se o ano tem 365 dias  sabemos que é muito provável, e quase seguro, que exista um filme de Hollywood no que algum dos personagens ensine um documento  no que saia umha data qualquera do ano.  Nom sabemos quanto vale exactamenve a probabilidade, mas a qualidade aproximada desta sim. Nom é nada estranho que coincida, nom é nada inusual ou misterioso.

(Nota: Reparade que este problema de Fermi tem um suposiçom mui forte: Todos os filmes criados em Hollywood sucedem "in real time", assim que os documentos nesses filmes caducam todos no mesmo ano. Mas se pensades um pouco a natureza dos problemas de Fermi veredes que isso nom influe: Se fazemos o cálculo mais extenso -considerando que umha porcentagem dos filmes nom narram histórias contemporáneas- teremos que considerar no cálculo outros anos, nom só o quatro ou cinco anos anterior à cita. Algúns filmes velhos falaram do futuro desde o seu ponto de vista e alguns posteriores falaram de anos atrás. É totalmente incalculável e se fazemos umha pequena aproximaçom de probabilidades vemos que nom influe demasiado na magnitude do resultado.)

Alguem pode dizer que o cálculo nom tem em conta que o filme indicado é umha referência  cultural, que falamos de su personagem principal ou que o filme é umha produçom judea. O problema é, e cá remata o problema de Fermie e começa a minha pequena nota sobre as conspiranoias,  que esses argumentos som post hoc, nom proper hoc. As teorias conspiranoicas primeiro topam un feito que julgam "especial" ou bema acaido, e depois engadem parafernália.  A cousa nom é: "Olha, neste filme criado por judeus, cheio de conspiranoias e de grande sucesso mundial  calham as datas", aliás "Olha neste filme calham as datas, e repara em que está criado por judeus, cheio de conspiranoias e foi de grande sucesso mundial". A orde neste caso importa muito, porque também criariam um a mesma conspiranoia seguindo esta orde: "Olha, neste filme calham as datas, foi filmado em Baviera -Os Illuminati!- fala dos problemas económicos dumha família americana -crítica às guerras por petróleo!- e um dos actores é da mesma vila na que adestrarou um dos pilotos suicídas" ou tembém "Olha, [...] o director tem um apelido em comum com alguem que salvou a vida, [...] o actor vivia num bairro perto das Torres [...] o irmam do montador morreu nos atentados"  Ou até "Olha, [...] se moves as letras dos títulos/fas numerologia/reparas neste fotograma no minuto 11 podes ver o nome do aviom/o terrorista/a data do atentado também/algumha advertência". Ou se calhar todas à vez.

Na conspiranoia a orde lógica de pensamento para criar umha relaçom causal nom te validez. Primeiro topam umha relaçom, que por sub-estimaçom da probabilidade cuidam "especial" quando é totalmente normal dado o volume da produçom de Hollywood, e depois procuramas curiosidades para convertirem essa pseudo-ocorrência num feito importante. Evidentemente, é um insulto à inteligência, e por isso o cálculo de Fermi anterior subestima também as probabilidades. Qualquer feito nom-causal mas ocorrente pode ser mudado em causal e profundo, sim importar os feitos reais. Assim nom tenhem porque procurar só em Hollywood, também no cinema índio (mil filmes cada ano) e em todas as produçons cinematográficas, e televisivas, e literárias. Nom existe um límite real para essa procura -ou búsqueda, que já sabem o que querem topar- pois qualquer feito pode ser adornador até chegar a conspiranoia...

E é por isso porque essas teorias som tam divertidas, e à vez tam insultantes para a inteligência, até quando nom as tomamos à série e só falamos delas para fazer piada, por continuar coa brincadeira, por ter algum tema de conversa. Som um perversom da processo lógico normal, já nom formal, e empregam a ignoráncia matemática e crítica tam espalhada. O seu sucesso como "contos populares" é umha marca terrível da situaçom intelectual da sociedade, e dai muito medo.

A escuitar: M. Devil in The Bussines Class - No Smoking Orchesta

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Vinhetas desde o Atlántico 2008 - Fer gasta quartinhos (outra vez)

August 16th, 2008

Um clássico neste blog -pois esse foi o primeiro post, de quando ainda duvidava coa norma da escrita- é falar da minha experiência na feira do Comic na Corunha. Desta combinei com Gato e Aleph, e pors uns intres conversei com Ghanito e homedareia. Como quase todos os anos puidem passar pouco polas exposiçons -bom estam abertas mais dias, assim que se tenho sorte...- só miramos a de Buckingham (O de Fables),  Solano López,  Étienne Le Roux e Luc Brunschwig.

Depois passeiamos polas casetas e deixei que me recomendassem três títulos para gastar os quartinhos:

-Camelot3000 de Mke W. Barr e Brian  Bolland, editado por Planeta. Umha reinterpretaçom futurista do mito artúrico. Já escuitara falar dela, e tinha ganas. Recomendou-mo Javi o da Gata Tola.

-Mort Cinder de H.G. Oesterheld e Alberto Breccia ( o filho já me fixera  um gul  hai uns anos noutras Vinhetas desde o Atlántico) , foi também recomendaçom de Javi, e ainda nom sei de que vai exactamente. Hoje pola noite já tenho que mirar.

-Partie de Chasse de Bilala e Christin. Recomendaçom de Gato. Dirigentes sovieticos reuinidos para caçar no começo da caida da URSS... tem que estar bem.

-O segundo número em castelam do spin-off de Fables, Jack of Hearts.  Nom sabia que o anterior que mercara era o começo dumha serie, e Jack o nom é o meu personagem favorito de Fables, mas como gosto muito da série original...

Também, e graças ao emprestimo de Aleph, tenho o quarto número dumha série à que estou enganchado pola sua culpa. Mas como tenho que manter a minha imagem de homem crescido nom podo dizer qual e...

Também passeiamos um pouco pola feira do livro velho, e coma sempre topamos muitos títulos mui interesantes (como cultura caspenta, quase sempre): Desde  publicidade anti-semita, passando por todas as publicaçons conspiranoicas dos 70-80 e obras anti-soviéticas publicadas por Acçom Católica...

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Previsom de actividade da conselharia de Meio Rural 16-8-2008

August 15th, 2008

PREVISIÓNS DA ACTIVIDADE DA VICEPRESIDENCIA  E DA CONSELLARIA DE  MEDIO RURAL, PARA MAÑÁ SÁBADO, 16 DE AGOSTO DE 2008

VICEPRESIDENCIA  E CONSELLARÍA DO MEDIO RURAL

Pico Sacro (Santiago de Compostela)

23,30h- O vicepresidente da Xunta da Galiza, Anxo Quintana e o conselleiro do Medio Rural, Alfredo Suárez Canal, acompañados do secretario xeral de Medio Rural, Alberte Souto Souto, o director xeral de Montes e Industrias Forestais, Alberte Blanco Casal, a delegada provincial de M.R. de A Coruña, Olga Maria Garcia Agra, o delegado provincial de M.R. de Lugo, Emilio López Pérez, o delegado provincial de M.R. de Ourense, Xose Rodriguez Cid, e o delegado provincial de M.R. de Pontevedra, Amaedo Gonzalo Constenla Bergueiro, presidirán o sacrifício de sete virxens escollidas entre as bolseiras da consellária e os ritae previos para que o tempo do resto do verán sexa igual de húmido e pouco incendiario. Lugar: Curuto do Pico Sacro (Santiago de Compostela). Só gráficos. Rolda de prensa medios ás 01:00h. 

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Estas TdN fum…

August 13th, 2008

Escrevo isto desde o aeroporto de Barajas, na capital do Imperio Pequeno, apos um dia de descanso e relax em Elx graças a hospitalidade de Dietrivch. Tere que publicar manha, porque nom topei umha soa wi-fi aberta em todo o aeroporto. Na zona marcada como wi-fi perto das portas de embarque a única rede aberta que existia era realmente umha rede de pago prévio com cartom de crédito que “parece aberta”, mas sempre redirige a página procurada para a sua própria onde podes pagar a conexom. Acho que é umha boa monstra do espírito dos tempos que as duas únicas opçons de conectividade num dos principais centros de tránsito de pessoas na península sejam computadores de moedinhas -e de infame teclado- ou umha rede privada com pago prévio. Igual que a inexistência de espaços públicos com asentos fora das zonas inmediatas às portas, bem afastadas dos ecrans coa informaçom dos vôos, de jeito que se quigeres descansar umhas horas mentras nom sabes qual é a tua porta só tés a opçom dos bares ou restaurantes da zonas comerciais.

Bom, mas nom quero escrever umha reflexom apostólica sobre a eliminaçom dos espaços públicos de balde, assim como do acceso às redes de comunicaçom, como ferramenta de eliminaçom da própria sociedade pública. Venho de (cá bem-dito) frikeiar durante quatro dias nas bem chamadas Jornadas Tierra de Nadie. Cada pessoa tem os seus divertimentos e os leitores deste blog sabem que os meus -ou uns dos meus- som os chamados “jogos de rol”, “jogos interpretativos” e também toda a aura constituida por “jogos de mesa divergentes”, jogos de estrategia, literatura e outras produçons audovisuais no eido fantástico, especulativo ou de terror e para ser sintéticos: frikismo no significado estrito -mas variado em conteudo- da palavra. E estas juntanças som o melhor lugar para “practicar” os meus hobbys num ambiente especialmente preparado, trocar ideias, estilos e experiências com mais de 500 pessoas coas que comparto muitas dessas afecçons e sobretodo desfrutar.

Este já é o segundo ano no que participo, e seguro que nom será o derradeiro. Gosto de jogar nestas jornadas a maior quantidade possível de partidas do chamado “rol em vivo” -no que se prioriza mais a interpretaçom directa da personagem mais que as acçons particulares, caminhando polo bordo do chamado teatro de improvisaçom- porque é umha actividade que nos meus círculos frikis em Compostela nom podo realizar amiudo. É entom quando tenho a oportunidade de tomar a pessoalidade e a vida de homens -e algumha mulher, com surpreendente sucesso segundo os companheiros de actividade- mui afastados do meu eu cotiam.

Este ano fum um escritor alemam, filho dum empresário fabricante de armas, que tentava desprestigiar o seu rival literário, devaluar o carregamento de armas dum adversário profissional do pai e converter no amante da arquiduquesa do Império Austro-Húngaro numha reuniom social de dito império no que outros tramavam o futuro assassinato do A.D. Fernando. Um homem que conseguiu numhas poucas horas todos os seus desejos -inclusive um tempo privado, aliás privadíssimo coa archiduquesa- só para ser envelenado polo seu rival minutos antes de rematar a festa.

Fum um alcoolico sacerdote jesuita, conhecido polas suas publicaçons sobre criminologia e os seus relatos policias nos EUA, a colaborar coa lei numha Compostela ligeiramente alternativa para resolver o peorcupante caso da morte de duas mulheres novas na cidade. Um peixe fora da auga acompanhado as suas colaboradoras na policia num mega-local gótico -imaginariamente sito na Praça do Pam- ateigado de criaturas cuja natureza nom suspeitamos nunca. E que morreu -ele também!- lodo de descubrir que os vampiros eram reais nesse mundo, mas que o assassinato das rapaças nom estava ligado com eles.

Fum um arrepiante émulo do doutor Mengele nas horas anteriores a liberaçom dum campo de contraçom e extermínio polas tropas soviéticas. Um homem pragmático com umha vissom para o Reich implicado numha trama clássica de conspiranoia nazi. Num castelo-campo de concentraçom onde comandantes do exercito alemam dirigem divisons de trabalho nas que experimentam cos pressos judeus para topar um virus que remate coa populaçom nom-ária, tentam falsificar o dolar para afundirem a economia americana e procuram nos sotos ocultos do castelo a Lança de Longinus mentras todos temtam ocultar dos seus companheiros a natureza dos seus trabalhos. Puidem interpretar a um ser sem alma que ameaçou sem piedade coas mais terríveis torturas disfarçadas de experimentos científicos para conseguir -sem éxito- mostras do sangue do suposto filho de deus na arma supostamente topada polo outro grupo de investigaçom, para o clonar e poder presentar o novo Jesus como um seguir do III Reich. Para rematar com umha emulaçom dos mais clássicos da conspiranoia e fugir coa documentaçom para Argentina, mentras o castelo ardia minutos antes da chegada dos russos....

Fum um pobre desgraçado, namorado da mulher equivocada e implicado num triángulo amoroso-sexual no que participa o seu melhor amigo -contra o que nom pode competir em afouteça, postura e capacidade económica- que remata atrapado com os seus flagelantes companheiros numha vila perdida a meio caminho entre Tucsa e Fenix chamada “Stix Lake”. Sem saber que o lugar nom é o que parece, e que esse accidente coa furgalha coa que cruzavam os EUA tivo mais consequências que a de ter que viagar num cheirento autocarro com umha colecçom de pessoas curiosas, suspeitosas ou simplesmente extranhas. Um homem que tem a oportunidade de redimir a sua enveja polo seu amigo numha sorte de purgatório sob o sol de Arizona mentras luta polo amor dumha mulher que nom o merece. E que pode fugir dum inferno nada metafórico graças a consideraçom dumha Perséfone disfarçada de co-proprietária do único motel da vila, e que passa seis meses cuidando da sua nai em Fenix...

E fum um androide corporativo num futuro distópico na Verona do ano 2020. Onte as mega-corporaçons, dirigidas por émulos de personagens de Shakespeare lutam entre elas num bailes de tramas, velenos, assassinatos e drogas. Um ser artificial encarregado do cuidado do filho deserdado do anterior presidente, que continha quatro pessoalidades ignoradas entre elas: Umha ama-seca e mentor do rapaz -agora já com trinta primaveras-, um bufom festeiro desenhado para dar alegria nas festas, a memória do pai morto -a pantasma do pai de Hamlet- deformada e mal copia como método de seguridade e um espia da outra corporaçom rival. Um personagem complexo co que gocei e puidem força os límites da minha capacidade interpretativa...

Embora também fum eu, a desfrutar da companha de muitas pessoas, conversas e brincadeiras “especializadas”. A conhecer muita gente e a desfrutar das suas interpretaçons em muitos contextos. Se calhar isso é o melhor destas “jornadas frikis”: A oportunidade que temos de conhecermos outras pessoas coas que partilhamos afeiçons e intereses e que noutros contextos consideramos únicos ou escepcionais. Claro que depois de quatro ou cinco dias de contexto firki é extranho constatar que ti és o unico ques escaralha se comentas: “Ouch! Cuido que isso foi um crítico!”. Marcho das TdN 2008 com mui boas lembranças, e com ganas dumhas TdN 2009... :D

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Entrada depois das TdN 2008

August 12th, 2008

Escrevo umhas linhas desde a casa de Dietrichv  depois das TDN 2008. Mui poucas horas de sono, muitas partidas, muitos personagens interpretados, muitas conversas (e mui frikis) e sobretodo: Muita gente maravilhosa conhecida,  coma sempre.

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Publicidade subliminal da FPG…. “Somos modernos, nom ráncidos”

July 31st, 2008

Reparem na capa do panfleto do grupelho de adoradores do autoerótico Ferrin:

Rapariga  pseudo-jeitosa com peiteado moderno em quarto pouco arrumado, bandeira da pátria e retratos dos pessoeiros-pais da linha ideológica. Umha combinaçom de carga erótica, imagem moderna e alternativa, retrato ideológico... como ideia no papel seguro que nom era ma, de seguro que lerom esta entrada d blog dum traidor reintegracionista vendido a Lisboa... mas algo faliu na praxe, nom? Ou isso ou que a imagem de ráncido da FPG nom a podes acochar com toda a mercadotecnia do mundo...

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Dúvida nomenclatoria

July 31st, 2008

Onte falarom-me do projecto dum prjecto galego de openID, GalizaID, e fixem umha conta. Entre as opçons que tem está a de incluires as tuas contas de Youtube, Flickr, Twitter, Chuza, Lastfme e o próprio blog para que a gente fama um seguimento das actualizaçons nessas páginas. Cumplimentando o formulário reparei em todos os nomes que empreguei estes anos para criar as contas nesses ou noutros sítios. Básicamente som quatro: Fer (singelo, mas quase sempre está colhido), Tawil (Mui poético, um pouco lovercrafiano, e também mui empregado na rede, assim que adoito ponher umha gz), Odemo (depois de criar este blog) e menos YogSothoth (também lovecrafiano, cousas). Com todo, coido que é pouco efectivo e até um pouco molesto (algumha vez nom sei como assinar os comentários nalgumhas páginas) e por isso estou disposto a priorizar algum deles nos próximos registros. Mas... qual coidades vós que é o mais ajeitado?

-Fer

-Tawil / Tawilgz

-Odemo

-YogSothoth

Também é curioso que dous dos nomes estam ligados coa mesma criaçom literária de Lovecraft, quando o meu deus primigénio favorito sempre foi Nyarlathotep.

Nota umha:  Nom tenho o mesmo problema como os avatares. Desde hai uns anos sempre emprego o mesmo, o símbolo da Confradia Espacial que David Lynch inventou para o seu filme sobre o livro de Fran Herbert, Dune. Sim, umha frikada mais.

Nota duas: Sim, este post é totalmente superficial.

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O irresistível encanto das cousas de balde

July 25th, 2008

Passei bastante tempo na véspera e no dia da pátria na carpa de Software livre do Festigal, e também na de Gznacion com Xorna. E nas duas puidem comprovar que o poder de atracçom dos regalos promocionais (ou de qualquer cousa de balde) nom tem límites. Literalmente a gente perde o cú até por umha camisola. Já sei que nom é umha reflexom nova, mas hoje fiquei abraiado.

Hoje pola tarde, após a chuzarrascada nacional,  tivem a primeira experiência de medo ante a massa irracional. Alguem abriu as caixas das camisolas de Mancomun  e um Tsunami de festigaleiros de todas as idades e condiçons saltarom sobre elas, berrando as palavras de ordem programadas para estes eventos: "Dade-me umha pequena para a minha nena" ou "Som de balde? Podo colher duas para... a minha irmá. Durante quase  umha hora um fluxo constante de gente remexia nas caixas na procura da camisola do seu número. Umha lobeira que até atrapaou a umha senhora que cau por umha lipotimia! E eu a chamar umha ambuláncia, levantar-lhe os pés.... E depois o mesmo cos cds das distros de Trisquel. 500 cópias voarom a meia tarde.

À tardinha fum até o stand de Gznacion para estar um pouco com Xorna, e claro... la regalavam sacas promocionais do jornal, e também a ediçom especial em papel. E claro, a gente assaltava sem parar (até a mim, que estava lá de adorno) perguntado se podiam colher duas ou três sacas! E aé cachei umha senhora colhendo 5!  Que eram umhas putas saaaacaaas!

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