Umha teoria de nome fermoso

agosto 31st, 2008

Muitas vezes os físicos (ou projectos de) temos problemas para explicarmos, fora dos nossos círculos de adeptos, porque falamos de "teorias fermosas" ou "teorias bonitas". Esse tipo de adjectivos nom calham bem coas definiçons estritas da teorias científicas, mas é mui comum escuita-los. Definimos sembre a equaçom de Schrödinger como umha "fórmula fermosa" ou falamos da teoria do electromagnetismo de Maxwell como algo "fechado e harmonioso".Eu tenho um amor pessoal pola formulaçom Hamiltoniana da Mecánica, e a da Termodinámica: Adoro trabalhar com essas ferramentas e a sensaçom que tenho quando remator de encher uns quantos fólios para calcular todas as derivadas das funçons hamiltonianas... é de completitude interior. Os matemáticos podem enteder isso, também empregam essa terminologia, falam sem duvidarem da beleza ou perfeiçom da Identidade de Euler. Eles som quem de topar a beldade em construtos teóricos que os físicos só podemos albiscar. Porém cuido que o fondo do conceito de formosura para os dous é o mesmo.

Penso que é algo ligado coa própria estrutura das teorias. A sensaçom de que cada equaçom, cada linha de afirmaçons teóricas, é um caminho que diverge até chegar até nodos onde se fam afirmaçons sobre a realidade. Quando todos esses caminhos estam ligados de forma densa e coerente coa própria teoria, de forma que cada peça encaixa co resto e permite completar um caminho que leva dumha "ponta" de teoria até outra. Cuido que esse é o caso das equaçons de Maxwell -que condensam todo o nosso conhecimento sobre o electromagnetismo numhas poucas fórmulas, mui parecidas entre elas- ou das formulaçons hamiltonianas. A equaçom de Schrödinger ou a Identidade de Euler som de outra caste: Som umha simples linha de símbolos que leva implícita umha quantidade enorme -e também harmónica- de conhecimento. A de Schrödinger re-define completamente a realidade, a de Euler condensa numha relaçom matemática simples os números mais enigmáticos para os matemáticos da época clássica.

Cuido que os critérios som estes, a conectividade, a harmonia, a sistematicidade -de jeito que um chega a todas as afirmaçons da teoria graças a umhas ferramentas matemáticas que se aplicam sistemáticamente- e a qualidade de simples. Por isso os físicos teóricos procuram teorias que permitam condensar todas as forças da natureza numha soa, porque o conceito de dum grupo de forças isolado dumha -a gravidade- nom calha, nom é harmonioso, e complexo de mais e nom tem simetria. Pode que nom tenham razom, mas a sensaçom de incompletitude estará sempre presente e nom os deixará descansar.  Penso que todo isto nom desvela nada especial sobre o próprio entramado do Universo, mas sobre a construçom da própria mente.

Explicaçom da entrada e do cabeçalho: Levo umhas quantas horas -já som quase as duas da madrugada!- cos apontamentos de Termodinámica diante, e agora colhim o computador de Eva e mirei algumhas cousas sobre matemáticas. De ligaçom a ligaçom cheguei até umha um paper dumha teoria ainda em construçom que já conhecia, mas que tem um nome.... fermoso: A Excepcionally Simple Theory of Everything (Umha Teoria escepcionalmente simples do Todo) Que pode ser falsada no LHC -tam estúpidamente polémico- e ligar a procura da Unificaçom das Forças com um campo da Algebra especialmente... belo.

A escuitar: Quen puidera namorala- Luís Emilio Batallán

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Maldade nos olhos II

agosto 30th, 2008

Observem esta imagem. Sou eu ou há algo no cartaz desenhado para atrapar o olho?

Nom tenho maldade nos olhos, isto tem que ser à mantenta. As páginas que formam essa imagem tam freudiana (e nom como sinónimo perfeito de pseudo-científico...) saem por fora da linha da capa do livro dum jeito mui exagerado, E esta vez nom fum eu quem reparou primeiro, mas o Gato!

Nota: O cartaz é um anúncio de material escolar no Area Centra de Santiago...

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”Psicose”

agosto 27th, 2008

Hoje abro as orelhas entre da névoa do sono e escuito o telejornal. É mui cedo para que os meus neurónios tenham plena capacidade, mas podo captar como o apresentador -dalgumha televisom espanhola privada- fai um resumo dos cabeçalhos do dia, entre elas fai umha compilaçom de quatro ou cinco novas ligadas coa tragédia do aeroporto de Barajas. No epígrafe inclui o intento de seqüestro dum aviom nalgumha parte de Europa, acidentes de vária magnitude, umha saída de pista e outras parecidas. Ainda tenho que aguardar que a maioria das partes do meu cérebro reiniciem para o novo dia, mas já tenho algo algo no que pensar mentres esquezo os sabores do último sono da noite.

Durante estes dias comentei em diferentes círculos -digitais e do Mundo Real- como o sistema de reconhecimento de padrons do nosso cérebro propícia a criaçom de falsas ligaçons entre acontecimentos. Lembramos de forma mais vivas as cousas que saem da norma habitual, as que ajudam para reforçar as estruturas lógicas que criamos para entender o mundo. Desde o ponto de vista evolutivo é umha ferramenta mui poderosa, a mente humana tem a capacidade quase única na vida terrestre de ligar acontecimentos separados no tempo e no espaço e supor que existe umha relaçom. Essa capacidade permitiu-nos criar a cultura humana, e deduzir propriedades do mundo físico. Claro que essa ferramenta é muito primária e co passo dos século e o aumento da complexidade do nosso ambiente e dos fenómenos que éramos quem de observar perdeu efectividade. Por sorte inventamos o método científico, um jeito sistemático que nos permite dilucidar se essas relaçons que notamos na fronteira da percepçom som reais. Mas ficou no nosso dia a dia esse mecanismo primário, responsável entre outras cousas de que deitados sobre a erva podamos topar formas conhecidas na amorfa humidade das nuvens. E também é a causante de que tendamos a lembrar esses fenómenos que reforçam experiências, medos e padrons de utilidade.

Imaginades que cada dia deixades o carro num estacionamento público. Por acaso dous ou três dias seguidos o coche que tendes diante é amarelo. Ainda que nom o notedes o vosso cérebro já activou uns circuitos neuronais que fixárom esse fenómeno casual . Se o dia seguinte, e alguns mais, o coche é vermelho esses circuitos que unem os neurónios adormeceram. Mas se umha semana depois topades outro veiculo amarelo nesse sítio teredes umha sensaçom de lembrança “oh! Outra vez um carro amarelo”. Dous dias depois tendes a mesma experiência e pouco a pouco, segundo aparecem mais carros amarelos no processo, teredes a sensaçom nom-racional de que acostumades topar mais desse tipo que de qualquer outra cor no vosso aparcadoiro. Ao final formaredes umha afirmaçom na cabeça do tipo: “Quase sempre que estaciono o carro nesse estacionamento tenho diante um carro amarelo”. Mas se fazemos um estudo ao longo do tempo de seguro que observaremos que a distribuiçom das cores nom é tam acusada. Há tantos carros que estacionam diante vossa com outras pinturas como os amarelos, mas esse mecanismo da memória fai que lembremos melhor esses acontecimentos que reforçam o que cuidamos que é um patrom na natureza.

Sabendo isso, comentei com alguns amigos e também em chuza que esse processo explica alguns comentários que escuitamos nos dias posteriores ao acidente em Barajas. A gente dixo que lembrava dalgumhas desgraças similares, seguidas de três ou quatro acidentes em pouco tempo. A cousa é que de seguro a distribuiçom dos acidentes de aviaçom no tempo é bastante uniforme, e é fácil supor que é o fenómeno de procura de padrons o que cria essa sensaçom de que estám mais concentrados no tempo. Mas depois de escuitar o pseudo-telejornal desta manhá cuido que há um erro nas premissas desta suposiçom: A distribuiçom dos acidentes pode ser uniforme, mas a atençom dos media nom o é. Depois da desgraça em Barajas os boitres com microfone levam para as capas dos telejornais os pequenos acidentes, problemas coa névoa, seqüestros de rotina... todo com música de filmes de terror e locuçons afectadas. Sem indicarem que esses problemas existem todo o ano, mas que co sangue morno das vítimas ainda nas cámaras eles cuidam que é “mais nova”.

E depois fam outras novas, e dedicam os seus fedorentos programas do serám, para analisarem a “psicose nos aeroportos”... manda caralho.

A escuitar: D'où viens-tu ?... C'est le Dieu  (Lakmé) de Delibes

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Este blog já tem três anos…

agosto 22nd, 2008

Reparei hoje que este blog cumpliu hai dous dias os três anos de vida, com publicaçom quase continuada. Já ultrapassei, aliás tripliquei, a vida meia dos blogs - google diz que é um ano- e a morte do blogomilho todo. O normal nestes aniversários é reparar no muito que mudarom as cousas desde o primeiro post -até mudei a norma, para bem claro!- as boas cousas -como topar a pessoa coa que quero passar a minha vida- e as nom tam boas -muitas ou poucas segundo tenha o dia-  mas cuido que para isso está o histórial do blog.

Isso sim, em três anos nom conseguir fixar para que caralho tenho um blog. Escrevo o que me peta, sem muito critério nem muita uniformidade. Falo de ciências, das minhas tonterias pessoais ou de cine, língua ou literatura. E de muitos outros temas, repito, sem critério nem interno nem externo. E ainda nom sei como alguem pode perder o tempo a ler as minhas parvadas. Por isso cuido que agradecer aos meus poucos leitores o seu esforço -costante ou nom, isso nom o sei- para aturarem as minhas parvadas. Obrigado!

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Outras épocas, e tam perto…

agosto 20th, 2008

Passarom já uns meses desde a morte do me avô, e uns poucos mais desde a da minha avó, mas na minha casa seguimos coa labor de classificar e ordenador os centos de livros que os dous, grandes leitores, acumularom durante umha longa vida. Estes dias de agosto, contando coa ajuda da minha tia, centramos nos livros de cozinha e receitas e as notas pessoais da minha avó. Entre eles estava um destes "clássicos" que durante muito tempo regirom as cozinhas espanholas: "ABC de la cocina cotidiana" de Leonora Ramírez, A ediçom que tinha avó era do 71, e pola nota na contraportada mercara-o uns meses depois em Lima. É umha parvada, mas passarom já quase 40 anos desde a sua publicaçom, e surpreende ao leitor moderno as primeiras linhas do prólogo:

"Este libro que tienes ante ti, está exclusivamente planificado para tu consulta curiosa y urgente; ha sido escrito pensando en la recién casada, en la joven y primeriza ama de casa, tan llena de proyectos y esperanzas.

[...] creado y pensado par ala joven inexperta que, bien por sus estudios, ocupaciones o deberes laborales o tal vez, ¿por qué no decirlo?, a causa de una cierta pereza, apenas si se ha asomado a la cocina de su madre.

Pero la gentil mujer de nuestros días, la muchacha convertida en señora ama, sabe aprender y asimlar rápidamente cuanto se propone.

Os seguintes capítulos som umha exposiçom das técnicas de cozinha e das ferramentas. Som menos chocantes, mas nom deixam de surpreender as recomendaçons sobre as cámaras frigoríficas ou  as panelas/potas de pressom, sob o epígrafe de "Modernidad y variedad en la cocida".  Ou os obrigados parágrafos sobre "la cocina regional", cheios desses tópicos "de sempre". Mas se calhar as frases mais angraçadas e bizarras sejam as do começo do capítulo sobre o lume:

El fuego

Llama viva del hogar, el fuego ha estado, dsede siglos, alimentado y dominado por la mujer. A la mujer le han sido destinados las más delicadas y peligrosas tareas, y se ha compenetrdo con ellas; armas; como tijeras, agujas, cuchillos; fuego: fuego del hojar, rescoldo o llama. Sacerdotisa, reina, artesana, el ama de casa es valerosa por instinto y cocación.

Há também outra cita, que agora mesmo no dou topado, na que se indica que a mulher tem que supeditar os seus gostos culinarios aos do marido. Mas agora mesmo nom sei por que parte do livro está. Com todo, estas duas chegam para dar umha ideia do muito que mudarom, alomenos na estética -por desgraça nom na praxe- os clichés do fogar. Ninguem fixaria em palavras essas ideias hoje, mas essa ideia de que "a mulher, por tanto trabalhar e tanto estudar, perdeu a sua parte feminina no fogar" está mui presente, por própria experiência pessoal som as próprias mulheres e os amis novos os que tenhem essa ideia de tempos passados -ou de transiçom- na cabeça.

A escuitar: Quero ser o Malo da Película -Ataque Escampe Quero ser o malo da película

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E os frikis somos os físicos…

agosto 20th, 2008

Há alguem que depois de ver esta imagem, tenha santa vontade para dizer que os frikis somos os físicos?

Via: meneame.net

A escuitar: Paradigm Shift- Liquid Tension Experiment

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Quadrinhos coincidentes, interpretaçons divergentes

agosto 19th, 2008

A piada é mui tópica e nom é nada estranho que dous desenhistas de duas partes do mundo bem afastadas coincidam na ideia. Que a primeira cronologicamente seja a de Gznación nom tem muita importancia, mas a orde interna do pódio entre desenho no jornal galego e o americano sim que reflite alguns sabores bem distintos.

Até que ponto a linha editorial -a de Gznación é conhecida, a do Buffalo News, NPI- influe nessa interpretaçom da magnitude dos conflitos bélicos e acçons internas dos estados parodiados? Sabedes dalgumha versom mais do quadrinho?

A escuitar: Caffè dela Paix -Franco Battiato

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O meu novo heroi

agosto 18th, 2008

Eu sempre fum mui neneiro, mas em pequenas doses. E hoje, após cinco horas de briga na Casa do Homem com umha manda de meia  dúzia nenos entre 9 e 12 anos, inclusive umha pre-adolescente tópica e dous bule-bule dos que formam parelha de feed-back, tenho um novo heroi. Já sei que nom foi mais que um rei vassalo dos romanos, que sufriu a horrível propaganda dos judeus e dos cristians durante muitos séculos, mas a acçom mítica de tranquilidade e paz  para a sociedade de Judea (passar polo coitelo todas as crianças) prega por um reconhecimento, ou algo.


A escuitar: Sophisticated Lady- Jaco Pastorius & Toots Thielemans

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Teorias conspiranoicas e um problema de Fermi

agosto 17th, 2008

Depois de ler esta chuzada irrelevante pensei na pouca capacidade do público para trabalhar nos problemas de Fermi, tam útiles na física e na rua. O objectivo é conhecer é a magnitude dos problemas, antes de ter os dados exacto e os métodos de cálculo mais ajeitados.

A pergunta é, que possivilidades há de que algum dado da documentaçom vital dumha personagem -o número do passaporte, a caducidade do mesmo, ou do carto de identidade, a licença do carro- saida num filme de Hollywood calhe com umha data histórica em concreto - o 11 de septembro de 2001- ?

Imos fazer o primeiro cálculo e depois entrarei polo miudo no problema a priori dessas conspiranoias:

-Quantos filmes cria Hollywood cada ano? O amigo google diz que entre 600 e 800. Imos ficar co dado intermédio: 700 filmes.

-Quantos personagens principais saem em cada filme? Como em todo problema de Fermi é impossível saber, sem fazermos umha recolhida de dados muito complexa, o número real. Mas imos ficar com umha quantidade que nos dea umha ideia da grandeza do dado: 10 personagens está bem? Sabemos que nom todos tenhem 10, mas sabemos que ningúm tem 100 e mui poucos tenhem 50 ou só um. Esse dez dai umha ideia da magnitude.

-Quantos documentos com datas tem umha pessoa? Nos filmes americanos nom hai cartom de identidade, mas sim dous documentos mui comuns: A licença do carro e o passaporte. Isso som 2 documentos. Imos supor que todos os documentos deste tipo caducam coa mesma periodicidade, isso nom influe muito na magnitude do resultado.

-Quantas vezes saie um documento dum personagem deste tipo num filme? Que pensades? Está claro que nom sai sempre, é comun que saia mais dumha vez -mas nom é raro que nom saia ningum dalgum dos personagens. Imos supor que só um quarto dos personagens ensina algúm documento.

Isto em total dai umha magnitude total dumhas 3.500 datas que saem anualmente nos filmes de Hollywood. Repito, como este é um cálculo de Fermi isto é umha ideia da magnitude: Sabemos que nom seram 10, 100 ou incluso mil datas, más também sabemos que nom serám 10.000 ou um milhom. Se o ano tem 365 dias  sabemos que é muito provável, e quase seguro, que exista um filme de Hollywood no que algum dos personagens ensine um documento  no que saia umha data qualquera do ano.  Nom sabemos quanto vale exactamenve a probabilidade, mas a qualidade aproximada desta sim. Nom é nada estranho que coincida, nom é nada inusual ou misterioso.

(Nota: Reparade que este problema de Fermi tem um suposiçom mui forte: Todos os filmes criados em Hollywood sucedem "in real time", assim que os documentos nesses filmes caducam todos no mesmo ano. Mas se pensades um pouco a natureza dos problemas de Fermi veredes que isso nom influe: Se fazemos o cálculo mais extenso -considerando que umha porcentagem dos filmes nom narram histórias contemporáneas- teremos que considerar no cálculo outros anos, nom só o quatro ou cinco anos anterior à cita. Algúns filmes velhos falaram do futuro desde o seu ponto de vista e alguns posteriores falaram de anos atrás. É totalmente incalculável e se fazemos umha pequena aproximaçom de probabilidades vemos que nom influe demasiado na magnitude do resultado.)

Alguem pode dizer que o cálculo nom tem em conta que o filme indicado é umha referência  cultural, que falamos de su personagem principal ou que o filme é umha produçom judea. O problema é, e cá remata o problema de Fermie e começa a minha pequena nota sobre as conspiranoias,  que esses argumentos som post hoc, nom proper hoc. As teorias conspiranoicas primeiro topam un feito que julgam "especial" ou bema acaido, e depois engadem parafernália.  A cousa nom é: "Olha, neste filme criado por judeus, cheio de conspiranoias e de grande sucesso mundial  calham as datas", aliás "Olha neste filme calham as datas, e repara em que está criado por judeus, cheio de conspiranoias e foi de grande sucesso mundial". A orde neste caso importa muito, porque também criariam um a mesma conspiranoia seguindo esta orde: "Olha, neste filme calham as datas, foi filmado em Baviera -Os Illuminati!- fala dos problemas económicos dumha família americana -crítica às guerras por petróleo!- e um dos actores é da mesma vila na que adestrarou um dos pilotos suicídas" ou tembém "Olha, [...] o director tem um apelido em comum com alguem que salvou a vida, [...] o actor vivia num bairro perto das Torres [...] o irmam do montador morreu nos atentados"  Ou até "Olha, [...] se moves as letras dos títulos/fas numerologia/reparas neste fotograma no minuto 11 podes ver o nome do aviom/o terrorista/a data do atentado também/algumha advertência". Ou se calhar todas à vez.

Na conspiranoia a orde lógica de pensamento para criar umha relaçom causal nom te validez. Primeiro topam umha relaçom, que por sub-estimaçom da probabilidade cuidam "especial" quando é totalmente normal dado o volume da produçom de Hollywood, e depois procuramas curiosidades para convertirem essa pseudo-ocorrência num feito importante. Evidentemente, é um insulto à inteligência, e por isso o cálculo de Fermi anterior subestima também as probabilidades. Qualquer feito nom-causal mas ocorrente pode ser mudado em causal e profundo, sim importar os feitos reais. Assim nom tenhem porque procurar só em Hollywood, também no cinema índio (mil filmes cada ano) e em todas as produçons cinematográficas, e televisivas, e literárias. Nom existe um límite real para essa procura -ou búsqueda, que já sabem o que querem topar- pois qualquer feito pode ser adornador até chegar a conspiranoia...

E é por isso porque essas teorias som tam divertidas, e à vez tam insultantes para a inteligência, até quando nom as tomamos à série e só falamos delas para fazer piada, por continuar coa brincadeira, por ter algum tema de conversa. Som um perversom da processo lógico normal, já nom formal, e empregam a ignoráncia matemática e crítica tam espalhada. O seu sucesso como "contos populares" é umha marca terrível da situaçom intelectual da sociedade, e dai muito medo.

A escuitar: M. Devil in The Bussines Class - No Smoking Orchesta

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Vinhetas desde o Atlántico 2008 - Fer gasta quartinhos (outra vez)

agosto 16th, 2008

Um clássico neste blog -pois esse foi o primeiro post, de quando ainda duvidava coa norma da escrita- é falar da minha experiência na feira do Comic na Corunha. Desta combinei com Gato e Aleph, e pors uns intres conversei com Ghanito e homedareia. Como quase todos os anos puidem passar pouco polas exposiçons -bom estam abertas mais dias, assim que se tenho sorte...- só miramos a de Buckingham (O de Fables),  Solano López,  Étienne Le Roux e Luc Brunschwig.

Depois passeiamos polas casetas e deixei que me recomendassem três títulos para gastar os quartinhos:

-Camelot3000 de Mke W. Barr e Brian  Bolland, editado por Planeta. Umha reinterpretaçom futurista do mito artúrico. Já escuitara falar dela, e tinha ganas. Recomendou-mo Javi o da Gata Tola.

-Mort Cinder de H.G. Oesterheld e Alberto Breccia ( o filho já me fixera  um gul  hai uns anos noutras Vinhetas desde o Atlántico) , foi também recomendaçom de Javi, e ainda nom sei de que vai exactamente. Hoje pola noite já tenho que mirar.

-Partie de Chasse de Bilala e Christin. Recomendaçom de Gato. Dirigentes sovieticos reuinidos para caçar no começo da caida da URSS... tem que estar bem.

-O segundo número em castelam do spin-off de Fables, Jack of Hearts.  Nom sabia que o anterior que mercara era o começo dumha serie, e Jack o nom é o meu personagem favorito de Fables, mas como gosto muito da série original...

Também, e graças ao emprestimo de Aleph, tenho o quarto número dumha série à que estou enganchado pola sua culpa. Mas como tenho que manter a minha imagem de homem crescido nom podo dizer qual e...

Também passeiamos um pouco pola feira do livro velho, e coma sempre topamos muitos títulos mui interesantes (como cultura caspenta, quase sempre): Desde  publicidade anti-semita, passando por todas as publicaçons conspiranoicas dos 70-80 e obras anti-soviéticas publicadas por Acçom Católica...

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