Curiosa semelhança: “Club Ourense Baloncesto” e Utah jazz

O meu irmao indicou-me umha bem curiosa semelhança entre os clubes de basquetebol Club Ourense Baloncesto, da cidade das Burgas, e os Utah Jazz, do estado pataqueiro dos EUA. Nom falava do nível de jogo das equipas, mas de certo parecido na sua linha gráfica. Específicamente entre o o logo ganhador do concurso para escolher a imagem do clube galego (2010) e o da equipa americana (uns quantos anos mais):

Nom digam plagiato, digam “homenagem”…

O homem que envelenou os Jogos Olímpicos

Após a morte de Juan Antonio Samaranch, ex-presidente do Comitê Olímpico Internacional, as TV e media espanhois encherom-se de panegíricos à sua fígura. Todas as denúncias do seu passado de servilismo fascista e adulaçom à figura do ditador Franco forom contestadas com acussaçons de “honra dos mortos” e argumentos que tomavam a sua base na “magnífica labor desportiva dos últimos 30 anos”.  O reino dessas fantasias remata onde remata o próprio Reino de Espanha. Os jornais do resto do planeta referirom a sua morte no contexto real:  O do homem que corrompeu para sempre o espírito das Olimpíadas. O homem que permitiu que a África do Sul boer continuasse com o Apartheid até na seleiçom dos seus atletas. O homem que fixo do nepostimo umha arte. Acho que  este artigo de The Times é um bom resumo da verdadeira dimensom da sua figura, por isso deixo o resto desta entrada para umha traduçom.

O Homem que roubou a inocência dos Jogos Olímpicos

Juan Antonio Samaranch presidiu a criaçom das fortunas ligadas com las Olimpíadas e a morte dos seus ideais.

Matthew Syed.

[Copyright 2010 Times Newspapers Ltd. Traduzido com licença do serviço de sindicaçom de The Times]

Se você quiger entender a evoluçom da corrupçom institucionalizada, um bom lugar para começar nom é o Palácio de Westminster ou a City de Londres, mas num edifício palaciano na cidade suíça de Lausanne. Foi aqui que Juan Antonio Samaranch, que morreu ontem, arquitetou o movimento olímpico moderno há mais de duas décadas, transformando uma organizaçom desportiva amadora em um colosso empresarial.

Em 1980, quando Samaranch se tornou presidente do Comitê Olímpico Internacional, a organizaçom recebia uns ingresos por retransmisons televisivas e patrocínios que eram mensuráveis em dezenas de milhons de dólares.  No momento da sua partida em 2001, tinha bilhons nos seus cofres. Os anéis olímpicos, umha vez  um símbolo das esperanças e aspiraçons dos atletas dos cinco continentes, estavam agora entre os símbolos das  empresas mais lucrativas do planeta, protegidos por copyright e explorada por um exército de vendedores.

Nada dessa comercializaçom poderia ter importado, e poderia mesmo ter sido umha força para obem, exceto por um simples – e fatal – fato.  Mentras se derramava o dinheiro no IOC e o mundo maravilhava-se com a transformaçom dos Jogos, a organizaçom em si continuava a definhar nas idades escuras. Nom había nengumha analise das contas, nengumha auditoria, nengum controlo. E,  em pouco tempo, com inevitabilidade poética, desapareceu toda inibiçom entre os membros do COI,  que começaram a aceitar subornos em umha escala que faz que o escândalo das despesas do MPs  pareça pintoresco.
Samaranch alterou as regras para que os membros do COI nom tivessem que pagar os custos das  suas viagens, insistindo em vôos de primeira classe, hotéis cinco estrelas e um luxo dumha escala que deixava os atletas sem palavras. O espanhol reservou a maior extravagância para si mesmo, exigindo a suíte presidencial do melhor hotel em  todas as cidades que visitava,  uma limousine com chofer e que empregassem com ele o título de  “Vossa Excelência”. Ele também faturava ao COI a utilizaçom de umha suíte no Hotel Palace, em Lausanne, sempre que ele estava visitando a sede olímpica.

Com o tempo, e na forma de cancro da vulgaridade consagrado polo tempo,  a noçom do que lhes estava permitido os membros do COI atingiu proporçons grotescas. Já em 1991, sete anos antes do escândalo de Salt Lake City, os membros foram dispensados com tantos presentes de cidades candidatas para os Jogos Olímpicos do Inverno de 1998 que o COI teve que montar uma estaçom de encomendas postais no hotel Hyatt Regency para ajudar a delegados enviarem os regalos às suas residências.

“Tratava-nos como realeza, com limusines, serviço completo, suítes nos melhores  hoteis,” declararia depois  Robert Helmick, ex-Presidente do Comité Olímpico dos E.U. “A minha esposa estava com medo de sair de compras. Descobriu que se dizia que gostava de algo, o dia seguinte esse algo iria aparecer no nosso quarto. Broches de pérolas, brincos caríssimos.  E nom se fazia nada para o evitar. Começavas a pensar que mereciamos isso. O que você tem é um grupo de boas pessoas capturadas num sistema que se tornou corrupto. ”

Os jornalistas começaram fazer soar as campainhas de alarme e os denunciantes começaram emergir no seio das organizaçons implicadas, mas Samaranch continuou a fazer vista grossa. Os membros do COI eram umha elite auto-eleita, com muitos membros devendo a sua designaçom ao mecenato do presidente, e o espanhol nom tinha intençom de alterar a sua base de poder removendo as regalias. Como Andrew Jennings, co-autor de “Lords of the Rings”, escreveu:  “A corrupçom tornou-se a lubrificaçom da indústria Olímpica”

Somente após o escândalo de Salt Lake City  em 1998 – com acusaçons de milhons de dólares a serem pagos aos membros do COI corruptos –  Samaranch agiu. Uma investigaçom levou à expulsom de seis membros e a renúncia de outros quatro, embora declarou inocente ao presidente.  Novas regras, incluindo a proibiçom de presentes ou a visitas às cidades candidatas, foram postas em prática. Se  som suficientes para assegurar que umha organizaçom, cuja riqueza continua a crescer,  permaneça no caminho reto.

O poder desenfreado de Samaranch sobre a organizaçom que governou por 21 anos, ilustrase melhor nos seus últimos dias como presidente. No verao de 2001, como o movimento olímpico preparado para ungir o seu sucessor, Samaranch nomeou seu próprio filho, Juan Antonio Junior, um empresário de Madri e vice-presidente da Federaçom Internacional de Pentatlo Moderno, para se juntar nod postos mais elevados do COI . A votaçom foi ganha por umha maioria esmagadora de 71-27.

Samaranch, que continuaria a se mover por muitos anos de forma proeminente nos círculos olímpicos  como presidente vitalíciodo COI, beijou seu filho em ambas as faces e apertou seu braço durante a formal cerimônia de posse, em Moscova. Acusado de nepotismo, o presidente cessante demonstrou indiferença serena. “Eu propus o meu filho com o acordo do conselho executivo do COI, porque eu acho que o meu filho pode ser um bom membro do COI”, disse ele. “Isso nom é tam importante.”

Os jovens de todo o mundo sonham com o Ouro Olímpico. Das planícies da África às ruas empoeiradas do Rio de Janeiro, de Manchester a Manila, as novas geraçons de atletas aspiram subir ao pódio para habitarem por sempre na imaginaçom do planeta. O mandato de Samaranch nom foi apenas umha traiçom dos valores que representa o movimento olímpico, foi uma traiçom aos sonhos. Era como se o esforço colectivo dos atletas do mundo – os homens e mulheres que teriam que ser os protagonistas dos Jogos – fossem apenas água para o moinho da corrupçom executiva

No início do século passado, o Barom Pierre de Coubertin, aristócrata fundador do movimento olímpico moderno, ofereceu a seguinte reflexome: “O dia em que um atleta deixar de pensar na felicidade fruto do seu próprio esforço e na embriaguez da força e equilíbrio físico derivada dele, o dia em que ele deixar as consideraçons de vaidade ou interesse assumir o mando, neste dia o seu ideal vai morrer. ”

Mal sabia o francês perceber que a suas palavras se revelariam proféticas, descrevendo com precioim arrepiante o caminho ruinoso tomado pola organizaçom que se esforçou tanto para criar.

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Algo mais de informaçom:

+ The Olimpics, a History of the modern games, Allen Guttmann

+ Why Juan Antonio’s right arm is more muscular than his left, Andrew Jennins

+” Juan Antonio Samaranch valora la figura de Franco con motivo de su muerte”, arquivo de RTVE

+ Democràcia i Dignitat a l’Esport

Umhas pequenas reflexons sobre as violaçons de nenos pola Igreja

De primeiras, deixemos de falar de “abusos” como remedo políticamente correcto do que acontece: som violaçons de crianças. E em muitos casos violaçons sistemáticas, múltiplos e com todos os agravantes possíveis: abuso de posiçom de poder, ameaças, assalto psicológico, conspiraçom com outros para facilitar os abusos, a sua prolongaçom no tempo e a sua ocultaçom. Empreguemos as palavras certas, com toda a sua dureza, falemos de violaçons.

Fora dessa questom de nomenclatura dos factos vem a minha reflexom. Entre os presuntos implicados nas tramas de ocultaçom das violaçons está o próprio chefe supremo da Igreja Católica. Existem suspeitas mais que fundadas de que Bieito XVI, Joseph Ratzinger, no seu cargo de prefeito da Congregaçom para a Doutrina da Fe (Antiga Inquisiçom) obviou denúncias, cartas e comunicados de vários responsáveis regionais da sua organizaçom  sobre as violaçons e abusos que cometiam sacerdotes. Contra as legislaçons italiana, alemá ou qualquer outra na que se topasse Ratzinger e os sacerdotes abusadores, este decidiu calar e obviar o seu dever legal de denunciar os factos. Acreditando que as regras privadas da sua organizaçom, o Direito Canónico, estavam sobre as “leis terrenas”.  Isso é encobrimento, e qualquer outra pessoa seria investigada por isso. Sempre que nom tivesse o poder, os quartos e a influência necessárias para esquivar a justiça. E Bieito XVI acredita que essa é a sua situaçom.

Os defensores do obscurecimento dos vergonhentos factos que continuam a saltar na palestra pública dim que, ainda de existirem provas da implicaçom do Papa nesses delitos, este é um chefe de estado e polo tanto goza de imunidade total polo Tratado de Viena. Que as articulaçons desse tratado fossem obviados pola ONU, e sobretodo polos EUA, no caso de chefes de estado como Ceauşescu, Noriega ou a Ṣaddām parece nom importar. Tampouco que o Vaticano nom seja um estado reconhecido internacionalmente de jeito formal por muitas naçons, e em muitos casos o “reconhecimento diplomático” realiza-se a través de missons especiais nom comparáveis com embaixadas diplomáticas. Que falemos formalmente dumha monarquia teocrática absolutista que surpreendentemente goza de licença para participar em instituiçons democráticas internacionais nom parece chocar. Obvia-se a sua carência de todas as características dum estado convencional: controle das suas fronteiras, seguridade interna, recursos de subsistência… até a água depende de Itália! Em fim, que a entidade como estado da Cidade do Vaticano é umha excepçom das leis internacionais. Eliminam-se todas as condiçons necessárias para ser um estado reconhecido, mas mantenhem-se todas as vantagens que interessam à ICAR: fiscalidade própria e imunidade para os seus cargos teocráticos.

Já som várias as iniciativas que querem dilucidar as responsabilidades de Bieito XVI, e os seus antecessores e outros membros da Igreja, nesta campanha de décadas para o encobrimento dos abusos e a protecçom dos violadores. Richard Dawkins quere-o sentar ante os tribunais internacionais por Crimes contra a Humanidade. Os  estados onde se cometem os abusos -isto é, quase todos os estados do mundo onde a Igreja Católica tem algumha presença, pois os crimes tenhem demonstraçom a sua dimensom pandémica- escudam-se na já citada imunidade dos altos cargos da ICAR,  abduzindo que a via legal nom é possível ao se tratar de representantes dum “estado soberano”.  Mas ao empregar esse argumento de relaçons “estado-estado” estám destapando toda a hipocrisia da situaçom do Vaticano e o Papa: Se as condiçons da diplomacia  impedem um tratamento  judicial, entom essas mesmas condiçons obrigam a um tratamento diplomático. Se tam altos mandatários dumha outra naçom estivessem manchados por escândalos de tal calibre no território doutros estados, os respectivos governos nom tardariam em pedirem explicaçons e depuraçons de responsabilidades. Mas isso nom acontece no caso do Vaticano.

Para redondear o paradoxo estes dias Tarcisio Bertone um membro da oligarquia auto-electiva do Estado Vaticano, isto é um membro da cúria catedralícia, afirmou que as violaçons cometidas por todo o mundo polos seus subordinados som causados pola sua condiçom de homossexuais -obviando todo processo lógico e racional, e esquecendo da quantidade enorme de abusos de sacerdotes com nenas-. Isto é, o secretário de estado dumha naçom “diplomáticamente reconhecida” liga homossexualidade e pederastia, acusando implícitamente os homossexuais de “inflitrarem” as filas da sua organizaçom-estado-empresa… e nengum estado reage diplomáticamente.

Vêem o duplo jogo?

Postscriptum: França já reagiu… a baixo nível.

He knows how to fight!

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O calote das Power Balance: Nada novo

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Por desgraça (para ti) pode ser o teu dia

Hoje pode ser o teu

Se nom acreditas nas noçons mais básicas da química.

Se nom entendes os conceitos de átomos e moléculas.

Se achas que as bactérias e os vírus nom existem.

Se nom percebes nem os mais simples processos do metabolismo.

Se cuidas que todo o que sabemos da Biologia está errado.

Se para ti cousas como o número de Avogadro soam a chinês.

Se os conceitos mais básicos das Matemáticas som totalmente alheios ao teu pensamento.

Se todo isso do ADN, o ARN, os linfocitos, os anticorpos… nom che vai.

Se 200 anos de avanço científico e racional som para ti desprezáveis.

Se 200 anos de analises, scanners, vacinas, salubridade, dietética, medicamentos nom tenhem importância.

Se as probas, as analises de duplo-cego, os centos de estudos som para ti morralha.

Mas, sobretodo, se és um caloteiro que desfruta jogando com a vida da gente vendendo água com açúcar.

Entom parabéns, hoje é o teu dia. O “Dia Europeu da Homeopatia”.

Graph: Ghost Whisperer

Tendências naturais

Chamade-o a minha “regra d’ouro”.

Mais e mais topónimos deturpados na Xunta

Avisou Modesto no seu twitter. Mais topónimos deturpados empregados pola Xunta de Feijóo nas suas comunicaçons oficiais. Desta vez foi tam “cuidado” como umha nota de imprensa na página oficial. Se calhar fam umha “Varela” e tentam apagar e corrigir, mas cá fica umha captura de ecram.

Puebla, Puentenuevo, Sanpayo…

Roberto Varela e o “Desván de los Monjes”, as provas

Recolho o exemplo de folerpa e de Pawley e quero dar difusom a este vergonhento vídeo do Conselheiro de Cultura e Turismo, Roberto Varela, no que renomea imaginativamente como “Desván de los Monjes” o mosteiro trapista de Sobrado dos Monxes/Sobrado dos Monges  na Terra de Melide. Imaginativo porque há que ser para confundir um sobrado com um  faiado. Polo demais o sr. Varela é simplesmente estúpido.

Lembremos que há duas semanas o alto cargo do governo de Feijóo espetava, e agora cito a El Correo Gallego do 24 de Fevereiro

Asimismo, se mostró crítico con los reproches vertidos desde el grupo parlamentario nacionalista y desmintió que hubiese cometido el desliz de aludir durante un acto en Fitur a la localidad de Sobrado dos Monxes con la traducción al castellano ‘Desván de los monjes’, como se apuntaba en algunos blogs de internet. “Hai que ser estúpido para crer que eu vou dicir Desván de los Monjes”, protestó, reclamando a la oposición que “deixe de buscar na basura de internet porque pode atopar cousas moi estrañas, como a noticia da miña dimisión”

Pois senhor Varela, “no lixo de Internet” já podemos ver as provas de que você sim dixo “Desván de los Monjes”, a ver quando podemos ler a notícia da sua demissom.