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O problema nom som os papas mas os “pradas”

I have as much authority as the Pope, I just don’t have as many people who believe it.
-George Carlin

Esta frase do genial humorista americano George Carlin, finado o ano passado, poderia ser umha boa contestaçom a este artigo – na sua linha evangelista, demencial e totalmente alheia à realidade- do escritor espanhol reconvertido em predicador Juan Manuel de Prada.

Na sua coluna no jornal espanholista ultraconservador ABC carrega contra aqueles que se atrevem a reprovar as últimas declaraçons irresponsáveis do sumo sacerdote católico contra o preservativo, as campanhas de educaçom sexual e contra umha experiência erótica aberta e sem prejuizos. Afirma que as palavras do Papa nom som criticáveis por simples políticos – e tampouco médicos , autoridades sanitárias, sexólogos, psicólogos, economistas, cientistas de muitos campos, trabalhadores sociais espertos no drama Africano, analistas internacionais, e umha longa lístagem- e que som emitidas desde umha possiçom de tal superioridade moral -no texto compara os “ataques” contra o pontífice com os que  supostamente sofreu um dos deuses principais do panteom cristiam- que a existência de qualquer crítica contra elas é umha “prova” da cercania da  fim do mundo que tanto gorentam os seguidores dessa religiom.

Cumpre lembrar que Juan Manuel de Prada é umha pena mercenária da Conferência Episcopal Espanhola, e tertuliano asíduo de debates a umha banda em canles golpistas. Um homem que em anteriores intervençons afirmou o seu posicionamento contra a Ciência, a igualdade de direitos independentemente da orientaçom sexual e o género, a separaçom da Igreja do estado e o evolucionismo. As suas palavras e artigos só podem ser interpretados como umha triste demonstraçom do que alguem pode chegar a escrever e defender por um plato de lentelhas quente.  Por isso nom paga muito o esforço de argumentar contra os seus despropósito.

Porém este artigo de Prada e as criminais palavras de Bento XVI servem para termos presente um feito terrível: Nom importam os esforços das pessoas comprometidas com o desenvolvimento do continente africano ou com a difussom dumha sexualidade que nom tenha como alicerces o medo e o ódio para o próprio corpo,  nom importam os trabalhos de cientistas, médicos e educadores, nom importam as razons, argumentos e provas acumuladas, sequer os dados puros e a vista de todos (o sucesso das campanhas de educaçom sexual nom chumbadas pola moral católica, como o caso de Uganda)… nada disso importa quando centos de milhons de pessoas (e de líderes políticos e económicos) acreditam mais nas palavras dum velho idoso que supostamente escolheu o celibato -e nom como umha escolha sexual voluntária e sana, mas como um jeito de inmolaçom para os seus deuses- e desconhece o que é umha vida sexual activa, um homem cuja única formaçom “superior” versa sobre fantasias de aladas criatura invisíveis, animais que falam e ascetas com poderes mágicos -e das suas complexas interrelaçons- e que supostamente acredita que um espíritu mágico besbelha segredos infalíveis na sua orelha quando escreve sobre estes temas.

Assim que nom importa que desde o Iluminismo nós  -a gente racional, científica, que procura argumentos reais- a escuridade da religiom esteja acurralada e sem armas no plano das ideias, quando no mundo físico existirem pessoas como esse Prada -e tantos outros pasivos- que nom tenhem esses valores como criterio para escolherem a quem seguir.