alema – O demo me leve http://odemo.blogaliza.org "Si eu fixen tal mundo, que o demo me leve" Mon, 16 Apr 2012 18:11:04 +0000 gl-ES hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.1 Palavras que definem http://odemo.blogaliza.org/2008/10/28/palavras-que-definem/ http://odemo.blogaliza.org/2008/10/28/palavras-que-definem/#comments Tue, 28 Oct 2008 17:41:06 +0000 http://odemo.blogaliza.org/?p=955 Andam alguns usuários de chuza molestos por considerarem que essa rede social galega nom reflexa o que eles cuidam que é umha imagem correcta da Galiza, ou das ideias e preocupaçons da populaçom galega. Também dim que isto pode ser a fim definitiva de chuza, convertida num recuncho de marginais. De primeiras cuido que som palavras e afirmaçons mui grandes, se contamos com que a disputa começou por umha simples moléstia pessoal por   alguns usuários votarem negativo -e argumentando o seu voto- umha nova chuzada desde o blog dum dos opinadores que retratam chuza de jeito tam nefasto. Isto piorou pola pouca formaçom cívica do mesmo chuzólogo, que parece molesto pola boa educaçom coa que um usuário corrigiu umha gralha sua noutra nova).  Com todo nom é nada estranho: Disfarça de debate  série umha perrencha pessoal é quase a base da sociedade, nom?

Como usuário de chuza nom estou peorcupado. Em todos os anos que leva de existência sempre houvo quem considerou que chuza nom era o que tinha que ser, que existia umha(s) máfia(s), grupos de amigos, estratégias de partidos, organizaçons ou conspiraçons estranhas  que pretendiam controlar o que se publicava ou nom. A versom mais ridícula e infantil era a que afirmava a existência real e coordenada dumha confabulaçom de usuários preparados para controlar com os seus votos a conformaçom da capa da página. E esses grupos tiverom muitas identidades. Assim  na mente dalguns houvo máfias do fedelho que só queriam novas dos seus amigos blogueiros, ou afins ao Bloco, a NOS-UP ou a AMI, máfias de terríveis reintegratas, e anti-reintegratas, anti-verdadeiros-patriotas-galegos, máfias comunistas, liberais, nazi-onanistas del amor hermoso,  de gaiteiros federados e até máfias junior. Que alguns acreditem nestas organizaçons com fins sempre contrários ao ideário próprio parece algo sistémico das redes socias (Digg, em inglês, e Meneame em castelhano sofrem do mesmo), porém existe umha versom menos conspiranoica mas igual de peorcupante: As derivas da comunidade.

O conceito de máfia da rede social parece mui atractivo para um perfil mui concreto dos usuários,  mas aqueles que se consideram inteligentes e formados, grandes conhecedores das sociedades e que tenhem as cousas bem claras mas sem cairmos em sectarismos, que eu sou normal também tenhem a sua maneira de digerir o feito de que nom todo o mundo -nem sequeira umha maioria dos usuários- partilham das suas ideias. As pessoas que se consideram com capacidade para emitirem juízos de valor – a maioria dos galegos pensam isto, a meirande parte das pessoas nunca aceptariam isso, o que dis é marginal…i – também pensam que podem retratar e analisar de forma cartesiana os comportamentos das redes sociais.  Por desgraça essa analise nom se basea na compilaçom de dados, o uso de ferramentas matemáticas e lógicas ajeitadas ou umha verdadeira investigaçom científica, se nom que se articula como o juizo dum opinador radiofónico, aliás umha conversa de balcom de bar, na que as percepçons subjetivas e as generalizaçons sesgadas constituem o corpus das argumentaçons. O resultado som afirmaçóns categóricas sobre a deriva ideológica dos conteúdos da página, que se caracteriza primeiro com traços negativos para o opinador e que traem, como consequência apocalíptica, a degradaçom da qualidade (etiquetada como pluralidade, representatividade ou atractiva para o visitante)  da rede social como media digital.

Estas duas formas que alguns usuários tenhem para enmascarar a sua incapacidade para digerirem que as suas posturas ideológicas nom tenhem porque ser partilhadas pola comunidade nom som tam diferentes. Claro que as máfias resultam mais ridículas por pura estética da argumentaçom, mas as afirmaçons de existência dumha deriva nas comunidades, tal como som plantejadas -neste caso e noutros- constituem um exercício de pura falácia lógica. De primeiras baseam-se numha falácia informal básica que considera que “nom fai falha provar o feito que é por todos conhecidos”, igual que “as moscas nascem por geraçom espontánea da carne podre” -como todo o mundo pode ver- “esta rede social só promociona novas de esquerdas, anti-capitalistas, e nacionalistas. E isso nom se pode negar.”. Para mim e de base esse argumento, que é umha forma do petitio principii, é suficiente para nom perder mais tempo discutindo o tema. Com todo os defensores da deriva comunitária engadirom nas disputas em chuza umha nova falácia, algumha forma de argumentum ad populum, na que afirmam que esa deriva existe porque chuza nom reflexa de forma fiel os intereses da populaçom galega. Nom só resulta injustificada essa afirmaçom perse, também cae noutro petitio principii, quando supom que a funçom de chuza é representar essa sociedade galega de forma fiel, e nom mostrar os intereses próprios dos usuários.

Bom, nom quero fazer desta entrada um tractatus sobre as conspiranoias nas redes sociais, tampouco sobre os diferentes tipos de verniz que a gente emprega para disfarça as suas eivas sociais. Porém esta disputa tem como base um desses disfarçes:O de considerar que nom existe tal eivas, e que eles som os que estám integrados e representam a sociedade normal.  E mui difícil digerir que o marginal, numha determinada rede social, é um mesmo, e resulta muito mais singelo e reconfortante caracterizar os demais de marginais. Depois todo vai seguido, sabemos como funciona, o marginal é perigosso, nom-normal, nom-bo, nom-defendível, sectário, danhinho para a sociedade (Galiza, a normalizaçom da língua, a Humanidade, a própria rede social)  e afasta gente normal (coma mim/nós) de participar (Nom importa que nom exista forma de medir a gente que nom chega até chuza, lembrade que isto é um castelo de falácias). As formas desses argumentos som mui fáciles de aprender e de fixar em comentários, chios, e artigos de caracter pontifício (e que reconfortante é ser um pope!). Por desgraça os referentes para essas ferramentas de impostura provenhem dum ambiente mui concreto, e os seus usuários noveis mimetizam -como em outros temas, que cousas- as expresons dos mestres das falácias… ou nom será melhor falar de identificaçom? E que há palavras que definem, mas que todas as argumentaçóns.

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