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Lei antitabaco: Umha experiência como consumidor e cidadam responsável

Pode que nom concordedes com o que vou escrever nesta entrada, mas considero que som uns feitos dignos de serem narrados.

Por fazer um prefácio político basta com dizer que considero que mentres a herdança em política económica-social do PSOE e Zapatero é só a introduçom das acçons desmedidas que tomará a outra faze do bipartidismo espanholista agora no poder, existem algumhas leis promulgadas por esse governo que realmente ficaram como algo positivo na história. Nom direi a lei de matrimónio entre pessoas do mesmo sexo, pois considero que o verdadeiro avanço nas leis de matrimónio será a desapariçom dessa instituiçom. Mas sim é certo que -entre umhas poucas e escolhidas- a Lei Antitabaco foi um decisivo passo adiante e que aportou umha qualidade de vida e saúde a toda a populaçom. Por isso mesmo considero que é a obriga de todos -até das pessoas viciadas com o tabaco- procurar a defesa dessa lei, e obrigar o seu cumprimento. Aconteceram-me com o tempo dous episódios que demonstaram que se nom vigiamos o cumprimento dos nossos direitos com força parte do estamento supostamente adicado a sua protecçom prefire ignorar a lei. Aconteceu-me duas vezes, sempre com umha amiga e companheira que concorda fortemente com esta ideia.

A primeira das vezes aconteceu há um tempo e foi em Ruta, umha discoteca de última hora da Cidade de Compostela. O ano já entrara muito e a lei nom era nova, porém umha grande parte das pessoas no local fumavam ante os olhos do pessoal do bar. Aclaremos, nom era algo pontual como passa em qualquer bar ou pub, e onde as pessoas encarregadas podem despitar entre a quantidade de gente: era evidente, geral e à vista clara. A minha amiga interpelou um dos encarregados sobre o facto, e ante os seus maus modos e as suas respostas desafiantes -ex “no tendrás nada mejor que hacer” “anda cállate“- pediua folha de reclamaçons do local. Este documento tem de estar disponhível sem escepçom sem importar a natureza do local ou as horas nas que se requira. O que procederom forom insultos do encarregado -totalmente demenciais e fora de lugar ante um cliente, mas que demonstrou que para ele era mais que gando que consome- e um convite a marcharmos do local se nom queriamos piores consequências. A reacçom foi a que nos pareceu lógica, chamar a polícia e denunciar os feitos. O que foi menos lógica foi a actuaçom da parelha da polícia espanhola que se deslocaram até o lugar. A grosseiria e desvegonha da agente e o seu companheiro forom insultates, tanto ou mais que o responsável do local. Negaram-se a agir de jeito nenhum, lavrar ata e já nom falamos de entrar no local para constatarem a situaçom. Sequer chamaram umha unidade da polícia local -mais adequada para estas gestons-. Despediram-se com más maneiras, entre burlas e “dando conselhos para que nom tivéssemos problemas”. Evidentemente isto enfadou-nos, mas nom nos apiamos e procedimos a denunciar, essa mesma noite, a parelha de agentes da polícia nacional ante as autoridades da polícia local. E a manhá seguinte apresentamos cadansua denúncia pola falta de livro de reclamaçons e pola violaçom da lei antitabaco na oficina de Consumo do Concelho. Neste caso o funcionário de Consumo foi educado, colaborador mas pessimista ante as nossas possibilidades. É certo que passaram já uns meses, mas seguimos teimando nas responsabilidade de todas as partes.

Com estes antecedentes da nossa teimosia nom contava o dono dum estabelecimento corunhês nesta fim de ano. O local é La Gloira, umha teteria na rua de Sam Francisco, na cidade velha. Pouco mais de duas horas passadas do novo ano, e o local quase cheio e com toda -e digo toda agás nós e pouco mais- a clientela a fumar. E desta vez com toda a ajuda do local: borralheiros incluídos. E nom era umha escura discoteca no últimos intres da noite, mas um local com luz, com a presença de camareiro que via até fregueses a liar tabaco sobre o balcom do local. Desta vez fum eu quem cheguei até ele e pedim direitamente o livro de reclamaçon, nom tinha lugar indicar a presença de fumadores que de seguro nom podia ter passado o encarregada. De seguida o dono do local, que de facto era mais um dos fregueses que liava e fumava tabaco no balcom, comeóu a me tentar intimidar e fazer estorso: “me quieres joder el negocio” “tu que ganas con esto” “Yo te entiendo, pero es fin de año y para celebrar dejamos a los clientes que fumem” “Pues no se si tendré las hojas”. Informei-lhe que figera por topar as folhas de reclamaçons, que eram de obrigada presença no local. Folheou um pouco entre cartafoles e despediu-me dizendo que nom as tinha e que eu pensara o que fazia. Nom o duvidamos duas vezes: pagamos a consumido, saimos à rua e chamamos à polícia -desta vez de primeiras a local-. Tardarom umha média hora em se deslocar até o lugar -considero isto normal, dada a data e a situaçom das estradas- e mentres nós aturamos os insultos a uns metros do dono. A verdade é que a parelha de polícias neste caso comportou-se perfeitamente: primeiro mediaram co dono que se enrocou e nom quixo dar o livro de reclamaçons, e depois tomaram declaraçom as partes e deixarom constância dos feitos. Elevamos a denúncia por falta de livro de reclamaçons, pois o tema de tabaco era menos “grave” legalmente, ainda que consta na denúncia. Com a cópia desse documento penso ir manhá mesmo até a oficina de consumo da Corunha e apresentar umha denúncia polo tema do tabaco, paralela com a das folhas de reclamaçom.

Eu estou orgulhoso da minha atuaçom e a da minha amiga. Nom tenho a mínima dúvida moral e nom me comove que esses locais -lugares de tabalho de pessoas- podam levam umha sançom bem grande que afete a sua continuidade como negócios. As normativas sobre saúde nos estabelecimentos públicos estám para ser cumpridas, e nom se pode consenter umha desviaçom delas, e menos nalgum tam daninho como o tabaco. Escrevo isto para que vos decatedes que se vós também concordades com os espaços sociais livres do fume de tabaco tedes que fazer um esforço -ainda que seja desagradável, ainda que sofrades coaçons de muitos lados- para denunciardes feitos assim.

Esta entrada está, coma todoas, aberta ao debate. Um saúdo.